sábado, 28 de maio de 2011

APITO DE OURO – UMA BELA INICIATIVA DO JORNAL RECORD!


Este troféu, instituído em boa hora pelo Jornal Record desde o campeonato nacional da primeira divisão de 1965/1966 (já lá vão 44 concursos!), é concedido ao Árbitro da primeira categoria nacional que, de harmonia com a pontuação atribuída pelos comentadores do periódico na apreciação do seu desempenho na competição mais destacada no futebol português, alcance o primeiro lugar da classificação em cada época. A classificação dos 10 primeiros na presente temporada (2010/2011) foi a seguinte: 1º Hugo Miguel (Lisboa) média de 3,31, na foto; 2º Duarte Gomes (Lisboa), 3,25; 3º Pedro Proença (Lisboa), 3,20; 4º Jorge Sousa (Porto), 3,14; 5º André Gralha (Santarém), 3,08; 6º João Capela (Lisboa), 3,08; 7º Rui Costa (Porto), 3,00; 8º Artur Soares Dias (Porto), 3,00; 9º Vasco Santos (Porto), 3,00; e 10º Bruno Esteves (Setúbal), 2,90.

Nota: Os meus três formandos dos cinco que Lisboa tem na primeira categoria, num total de 25, ficaram nos três primeiros lugares. Parabéns! Gostei imenso!

O ranking dos até agora 25 Árbitros que conseguiram a proeza de terem ficado no lugar mais elevado ao longo destes anos, é o que a seguir se indica, com o número de troféus conquistados, nome completo, Associação, épocas e edições. Refira-se que nas épocas 1975/76 e 1980/1981 o prémio não foi organizado.

Com 6 distinções (1)
ANTÓNIO José da Silva GARRIDO (Leiria): 1969/70-5, 1972/73-8, 1973/74-9, 1974/75-10, 1977/78-12 e 1978/79-13.

Com 4 distinções (2)
JORGE Emanuel Monteiro COROADO (Lisboa): 1993/94-27, 1997/98-31, 1998/99-32 e 1999/00-33.
VÍTOR Manuel de Melo PEREIRA (Lisboa): 1994/95-28, 1996/97-30, 2000/01-34 e 2001/02-35.

Com 3 distinções (2)
JOAQUIM Fernandes de CAMPOS (Lisboa): 1965/66-1, 1966/67-2 e 1967/68-3.
José Alberto VEIGA TRIGO (Beja): 1983/84-17, 1989/90-23 e 1992/93-26.

Com 2 distinções (2)
CARLOS Alberto da Silva VALENTE (Setúbal): 1985/86-19 e 1988/89-22.
Manuel JORGE Neves Moreira SOUSA (Porto): 2008/09-42 e 2009/2010-43

Com 1 distinção (20)
AMÉRICO dos Santos BARRADAS (Lisboa): 1971/72-7.
ANÍBAL da Silva OLIVEIRA (Lisboa): 1968/69-4.
Augusto MARQUES PIRES (Setúbal): 1982/83-16.
FERNANDO António Rodrigues CORREIA (Lisboa): 1990/91-24.
FORTUNATO Alves AZEVEDO (Braga): 1987/88-21.
FRANCISCO Soeiro Marques LOBO (Setúbal): 1970/71-6.
HUGO Filipe Ferreira Campos Moreira MIGUEL (Lisboa): 2010/2011-44
João Martins PINTO CORREIA (Lisboa): 1995/96-29.
Joaquim PAULO Gomes PARATY Silva (Porto): 2004/05-38.
Joaquim INÁCIO de ALMEIDA (Setúbal): 1979/80-14.
José FRANCISCO da Conceição SILVA (Algarve): 1984/85-18.
JOSÉ João Mendes PRATAS (Évora): 1991/92-25.
Manuel MARTINS DOS SANTOS (Porto): 2003/2004-36.
MÁRIO da Costa MENDES (Coimbra): 2002/2003-37.
MÁRIO da Silva LUÍS (Santarém): 1976/77-11.
OLEGÁRIO Manuel Bártolo Faustino BENQUERENÇA (Leiria): 2007/2008-41.
PEDRO Jorge Carvalheiro HENRIQUES (Lisboa): 2005/2006-39.
PEDRO PROENÇA Oliveira Alves Garcia (Lisboa): 2006/2007-40.
RAÚL Joaquim Fernandes NAZARÉ (Setúbal): 1981/82-15.
VÍTOR Manuel Fernandes CORREIA (Lisboa): 1986/87-20.

Ver registos anteriores:
http://albertohelder.blogspot.com/2008/05/apito-de-ouro-uma-bela-iniciativa.html
http://albertohelder.blogspot.com/2009/06/apito-de-ouro-jornal-record.html
http://albertohelder.blogspot.com/2010/06/apito-de-ouro-jornal-record.html

sexta-feira, 27 de maio de 2011

NAQUELE TEMPO (XLV) – MAIO 1961

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O exemplar 47 (Ano IV) do Boletim O ÁRBITRO, editado pela Comissão Central dos Árbitros de Futebol, destacava, há 50 anos, os seguintes temas: Na primeira página, como se pode ver na imagem, realça-se o jogo Portugal-Inglaterra (1-1), disputado em 21 de Maio de 1961, no Estádio Nacional e contava para a qualificação do Mundial 1962-Chile. Águas, capitão de equipa, foi o autor do golo português. PÁGINA DA COMISSÃO CENTRAL – Esclarece o preenchimento de documentos relacionados com situações perante a seguradora que cobre os riscos da actividade dos árbitros nacionais, assim como orienta que os casos ocorridos na zona norte sejam encaminhados para a delegação no Porto. Determina que deve ser informada quando os seus filiados sejam vítimas de incidentes nas provas distritais. Altera o método de envio dos relatórios de jogo para a Federação, sendo que esta receberá duas cópias e a Comissão Central, uma. Actualiza os valores dos reembolsos quando o filiado for de caminho de ferro de $50 para $57,5 (quilómetro) e, em camioneta, contra apresentação do respectivo bilhete. Um leitor de Portalegre coloca a seguinte versão: Durante um desafio o Árbitro interrompe a partida para expulsar um jogador que, através de palavras, ofendeu gravemente o juiz da partida. Este, após cumprir a parte disciplinar, fez uma bola ao solo. O leitor indagou dois outros Árbitros e obteve a mesma resposta.
Agora, é-lhe dada a resposta correcta: Deveria ter sido punida a sua equipa com um pontapé livre-indirecto no local da infracção. Outro consulente quer saber o que deve fazer o Árbitro quando dois jogadores adversários, que se agrediram entre si, saem do campo sem terem recebido ordem de expulsão. Dar conhecimento aos capitães da decisão que os considerou expulsos e no final do encontro ter o mesmo procedimento aos delegados dos clubes. UM ÁRBITRO ESTRANGEIRO DE MÊS A MÊS – Na entrevista ao romeno Popa Mihail, nascido em 18 de Outubro de 1921, internacional de 1952 a 1954 e de 1957 a 1965, registou-se, entre outros assuntos, que é abertamente contra o fumo e o álcool. Doenças súbitas e restabelecimentos físicos, visitas de cortesia, reassumir de funções, demissões, licenciamento, transferências, viagens e a criação da Associação de Futebol de Tete (Moçambique) foram os assuntos que mereceram divulgação. A revista 33, de Abril de 1961, dá conta que os Árbitros devem remeter o relatório do jogo para a sede do organismo dentro das 48 horas que se seguem após os términos da partida que dirigiram. A Comissão de Arbitragem chama a atenção dos seus filiados para os pitões de alumínio e de plástico muito usados que podem constituir grave perigo para a integridade de todos os intervenientes. Podem, pois, os Árbitros impedir de actuarem os jogadores que não tenham o calçado de harmonia com o exigido. Mais solicita, encarecidamente até, dadas as consequências muito desagradáveis que têm vindo a ocorrer, que os Árbitros se abstenham de prestar declarações ou dar entrevistas aos meios de comunicação social, isto no seu próprio interesse como também dos interveniente nos desafios. TEM A PALAVRA UM JORNALISTA – António Dias desenvolve o tema: Missões distintas, mas que se cruzam no mesmo caminho… ASSIM VAI O MUNDO DA ARBITRAGEM – Um caso insólito em Inglaterra. O Árbitro russo Latychev estava a actuar num domingo no Estádio de Wembley quando a sua cabine foi alvo dos gatunos. Levaram-lhe todos os seus pertences. Os dirigentes ingleses, não souberam explicar o inexplicável e resolveram a questão, comprando um fato e roupas interiores, procedendo, ainda, a indemnização dos objectos de uso desaparecidos! O Árbitro britânico Kenneth George Aston, que esteve entre nós aquando do Torneio Internacional de Juniores, professor de geografia numa escola primária em Inglaterra, interessou-se em conhecer alguns locais em Portugal sempre acompanhado de um mapa. Eis a razão: Explicar aos seus alunos tudo quanto lhe foi possível observar por onde passava. Juntar o útil ao agradável, direi eu… GALERIA DO PASSADO – Álvaro Santos, antigo Árbitro de Coimbra (foto acima), nasceu em 29 de Fevereiro de 1908, foi a figura escolhida para depor nesta rubrica. Adiantou muitos passos da sua carreira, mas o seguinte é muito peculiar: Sofreu uma repreensão registada aplicada pela Associação de Futebol de Coimbra por se ter equipado às 08H30 e desequipado às 17H30. Actuou em quatro jogos, começando como guarda-redes na reserva, juiz de linha, Árbitro e avançado centro da categoria de honra do seu clube! TÍTULOS – Hugo Silva continua a descrever “Da Secretário do Secretário”. Ramos Cavaleiro informa que a “Arbitragem de Viseu não tem defeso”. O delegado de Évora, Lourenço José Simões, aborda “Arbitragens e as suas apreciações”. Alberto Martins, representante em Portalegre, assina “Preparação e aproveitamento de valores na arbitragem”. Barros Araújo, de Vila Real, destaca “Da simultaneidade das Faltas”. Joaquim da Costa Reis, expressa, uma vez, mais a sua ideia sobre “O Árbitro: seus poderes e responsabilidade, questões de direito e questões de facto”.Os jogadores deviam pensar primeiro quando avaliam e se pronunciam sobre os desempenhos dos Árbitros no final das partidas, evitando desdizerem-se quase que de imediato… Os colegas ingleses não estão a dar bons exemplos quanto a interpretação das cargas fortes e enérgicas, naturalmente que há que arrepiar caminho. Vão voltar as festas de confraternização entre Árbitros, quer do mesmo Distrito quer das proximidades, factor de união e camaradagem. O Árbitro Alberto Carmo Lourenço ganhou o concurso para o melhor jornalista moçambicano recolhendo 19.433 votos, cerca de 6.000 mais do que o seu opositor, triunfando nas classes sociologia, artes e desporto! Regista-se a agressão de dois dirigentes da Comissão Distrital de Lisboa no Estádio José Alvalade, em Lisboa, quando assistiam ao jogo Sporting-Benfica, em reservas. Anota-se que o jornalista que não nutre simpatia pelos juízes de campo disse mal de um Árbitro que nem sequer estava no estádio onde aquele estava de serviço…
PÁGINA DO ULTRAMAR – Foi criada a Associação dos Desportos do Distrito de Gaza. Iniciou-se um curso para candidatos em Vila Alferes Chamusca. Na Beira foram empossados os novos membros da Comissão Distrital, Godofredo Filipe (presidente) e Arménio Pocinho e José Maria Meque (vogais).
EQUIPAS DE ARBITRAGEM – São discriminados os nomes dos elementos que constituem os trios que irão participar nos campeonatos nacionais, sendo distribuídos: Aveiro, 6 equipas; Beja, 4; Braga, 5; Bragança, 1; Castelo Branco, 2; Coimbra, 6; Évora, 4; Faro, 4; Leiria, 6; Portalegre, 2; Santarém, 6; Setúbal, 7; Vila Real, 3 e Viseu, 3.
BIBLIOTECA – Quase a encerrar a campanha do arranque desta iniciativa dá-se conta que os valores recebidos se cifram em 1.564$10 e a classificação é comandada por António Jesus Santos Júnior, com 29 pontos.
BOLETIM FAZ ANOS – Anuncia-se que no próximo número será assinalada a passagem do quarto aniversário com a inauguração da Biblioteca, entrega de prémios aos primeiros dez classificados, banquete de confraternização e uma edição especial, a cores e mais páginas e, se possível, renovado, pedindo-se, para tal, colaboração aos assinantes.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

APITO DE OURO – EXCELENTE DESÍGNIO DO JORNAL A BOLA

Este prémio individual, estabelecido pelo Jornal A Bola desde a competição de 1998/1999 (13 concursos), é concedido ao Árbitro da primeira categoria nacional que, de harmonia com a pontuação atribuída pelos jornalistas do periódico na apreciação do seu desempenho na competição mais destacada no futebol português, alcance o primeiro lugar da classificação em cada época. A classificação dos 10 primeiros na presente temporada (2010/2011) foi a seguinte: 1º Pedro Proença (Lisboa) média de 6,20; 2º Helder Malheiro (Lisboa), 6,20; 3º Jorge Sousa (Porto), 6,14; 4º Paulo Batista (Portalegre), 6,00; 5º Rui Silva (Vila Real), 6,00; 6º Manuel Mota (Aveiro), 6,00; 7º Rui Costa (Porto), 5,85; 8º Hugo Miguel (Lisboa), 5,85; 9º Duarte Gomes (Lisboa), 5,83; e 10º Bruno Esteves (Setúbal), 5,80.


Nota: Os meus três formandos dos cinco que Lisboa tem na primeira categoria, num total de 25, ficaram nos dez primeiros lugares (1º, 8º e 9º).

Parabéns! Gostei imenso!

Segue-se o ranking dos até agora 6 Árbitros que conseguiram a proeza de terem ficado no lugar mais elevado ao longo destes anos, indicando-se o número de troféus conquistados, nome completo, data nascimento, Associação, épocas e edições. A seguir, entre parêntesis, os jogos que dirigiu, a pontuação total imputada e média final.

Com 4 distinções (1)
-Pedro Proença Alves Oliveira Garcia, 03.11.1970, Lisboa: 2003/2004-6 (12, 78 e 6,50), 2006/2007-9 (14, 94 e 6,71), 2007/2008-10 (13, 77 e 5,92) e 2010/2011-13 (10, 62 e 6,20).

Com 2 distinções (2)
-Jorge Emanuel Monteiro Coroado, 23.03.1956, Lisboa: 1999/2000-2 (18, 115 e 6,38) e 2000/2001-3 (14, 94 e 6,71).
-Pedro Jorge Carvalheiro Henriques, 26.09.1965, Lisboa: 2002/2003-5 (14, 91 e 6,50) e 2004/2005-7 (11/71 e 6,45).

Com 1 distinção (5)
-Lucílio Cortês Cardoso Batista, 26.04.1965, Setúbal: 1998/1999-1 (14/87 e 6,21).
-Vítor Manuel de Melo Pereira, 21.04.1957, Lisboa: 2001/2002-4 (13/88 e 6,77).
-Paulo Jorge Lourenço Batista, 19.12.1969, Portalegre: 2005/2006-8 (13/86 e 6,62).
-Olegário Manuel Bártolo Faustino Benquerença, 18.10.1969, Leiria: 2008/2009-11 (16/102, 6,38)
-Duarte Nuno Pereira Gomes, 16.01.1973, Lisboa: 2009/2010-
12 (14/89, 6,36).

Ver registos anteriores:
http://albertohelder.blogspot.com/2008/05/apito-de-ouro-excelente-desgnio-do.html
http://albertohelder.blogspot.com/2009/06/apito-de-ouro-2009-jornal-bola.html
http://albertohelder.blogspot.com/2010/06/apito-de-ouro-2010-jornal-bola.html

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ESCOTEIROS DE PORTUGAL – GRUPO 78 (BENFICA-LISBOA)

No passado dia 5 de Março tive o privilégio de visitar a sua sede, ampla, moderna e funcional, situada nas traseiras da rua João Ortigão Ramos, bem pertinho da rotunda das Pedralvas, tendo-me sido proporcionada uma agradável surpresa pelo que vi: dinamismo, empenho e vontade de acertar da parte de todos os seus componentes, nas tarefas e brincadeiras que, em boa hora, promoveram e levaram a efeito.

Bonito! A sua chefia, supervisionada por José Manuel Ribeiro e a sua dedicada equipa, onde a tolerância, objectividade e simpatia imperaram, tudo fizeram para que os jovens escoteiros tivessem, no final do dia, a certeza de que executaram (e bem) as tarefas que lhe foram destinadas, sempre com um sorriso e boa disposição, apanágio de quem se dedica a este género de actividade, salutar, gratificante e profícua.

Assim é que é! Esta visita de cortesia obrigou-me a recuar a tempos idos quando menininho, também, na zona onde residia (Príncipe Real), incorporei um Grupo de Escoteiros, como Lobito, e sei bem o que aprendi, cujos ensinamentos ainda hoje me servem para enfrentar os obstáculos com que deparo diariamente.

Verdade! Para mim, foi um dia diferente, muito bem passado e em boa companhia.

Gostei! Agradeço bastante as deferências que fizeram o favor de me distinguir, oferecendo-me, até, o livro “Escotismo para Rapazes”, com dedicatória e tudo!

Recomendo a sua leitura! Ver mais em: http://grupo78noticias.blogspot.com/ e
 













 

terça-feira, 24 de maio de 2011

DARVIM BORGES – BOM HOMEM, BOM AMIGO, BOM DESPORTISTA, DEIXOU-NOS!

Este nosso companheiro de percurso faleceu no passado sábado, dia 20, após doença prolongada, e o seu corpo foi depositado no dia seguinte no Cemitério dos Olivais, em Lisboa.

Darvim Rogado Borges, nasceu em 22 de Agosto de 1925, na freguesia de Pias (Serpa) antigo operário especializado da CP-Caminhos de Ferro Portugueses, esteve quase sempre ligado ao desporto como praticante e dirigente.

Envergou, ainda jovem, a camisola do Piense Sporting Clube, do Despertar Sporting Clube, ambos da Associação de Futebol de Beja, e do Clube Atlético Pêro Pinheiro (Lisboa).

Enquanto Árbitro, actividade que exerceu durante 19 anos, quer como filiado no Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Setúbal, quer ao INATEL, prestou a sua valiosa colaboração a colegas de nomeada, caso de Inácio de Almeida, internacional, Marcos Lobato e muitos outros companheiros.

Como dirigente desportivo, integrou diversos mandatos como membro do Conselho de Arbitragem de Setúbal. Exerceu a função de delegado técnico (Observador de Árbitros) na Federação Portuguesa de Futebol. Foi presidente do Clube Desportivo Pinhalnovense, da Sociedade Filarmónica União Artística do Pinhal Novo e da Junta de Freguesia do Pinhal Novo, após o 25 de Abril (Revolução dos Cravos). Sócio-Fundador do Núcleo de Árbitros de Futebol de Pinhal Novo.

A sua maneira de estar na vida, no desporto e no dia-a-dia, gentil, sério, afável, tolerante, compreensivo, conhecedor profundo das matérias que abordava, levou-me a ter um apreço enorme quando o conheci (17.05.1981) e a admirá-lo pelo seu excepcional carácter a partir de um jogo que dirigi em Setúbal para o Nacional da 3ª divisão, já que, como Observador, me dedicou, após o final da partida, palavras sensatas, sábias e incentivadoras que me sensibilizaram sobremaneira. Grande amigo que perdi, aliás, que todos perdemos!

À viúva, Dª Maria de Lurdes, a seus filhos Rodrigo e Gilberto, este também dirigente e presidente de clubes, chegando a dirigir o Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Beja nos anos 1979/81, e demais familiares, expresso as mais sentidas condolências e a minha profunda e grata homenagem a quem muito me ensinou e orientou, contribuindo, assim, para a minha formação.


Obrigado, Mestre Darvim!


segunda-feira, 23 de maio de 2011

TAÇA DE PORTUGAL – 71ª EDIÇÃO (2011)

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Disputou-se ontem, dia 22 de Maio, o prélio decisivo da época 2010/2011, entre as equipas do Futebol Clube do Porto (f. 1893) e Vitória Sport Clube, de Guimarães (f. 1922), que os primeiros venceram por 6-2.



Teve a dirigi-lo a seguinte equipa de arbitragem: Árbitro FIFA: João Francisco Lopes Ferreira (n. 25.09.1967) Assistentes: Fernando Jacinto Pais António (n. 23.12.1971) e Luís Miguel Cristina Ramos (n. 05.07.1970). Todos de Setúbal. 4º Árbitro: Elmano Carlos Fernandes Santos (n. 23.05.1966), da Madeira.

NOTAS:


-João Ferreira, depois de ter desempenhado por duas vezes a função de 4º Árbitro, nas temporadas de 2001/2002 e 2003/2004, vê, agora, o seu nome inscrito na lista dos privilegiados que dirigiram o derradeiro e importante encontro da competição futebolística mais antiga de Portugal, iniciada em 1939.
-Registe-se que o número total de partidas atinge 76, por se terem verificado 5 finalíssimas (1977/1978, 1978/1979, 1989/1990, 1993/1994 e 1999/2000).
-Lisboa continua a liderar o quadro de nomeações para este jogo especial, com 18 citações. Seguem-se Setúbal, 16; Porto, 13; Santarém, 8; Leiria, 7; Algarve, Beja, Braga e Évora, 3 cada e Coimbra, 2.
-Quanto aos dias da semana utilizados para disputar o troféu, domingo destaca-se largamente (54). Em termos de calendário os dias 8, 11, 13, 23 e 26, nunca foram aproveitados
-Elmano Santos por limite de idade terminou, neste jogo, a sua brilhante carreira.

Ver mais:
http://albertohelder.blogspot.com/2008/05/taa-de-portugal-68-edio.html
http://albertohelder.blogspot.com/2009/07/taca-de-portugal-69-edicao-2009.html
http://albertohelder.blogspot.com/2010/05/taca-de-portugal-70-edicao-2010.html

domingo, 22 de maio de 2011

SUPERTAÇA CÂNDIDO DE OLIVEIRA (2)

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O segundo episódio desta série aborda os primeiros jogos realizados na década de oitenta. Época 1981/1982
Jogo 6 – 1ª Mão – 09.10.1982 – Estádio 1º de Maio (Braga)
Sporting Clube Braga, 2-Sporting Clube Portugal, 1
Árbitro: ARMANDO Aurélio PARATY Silva (n. 26.12.1933)
Assistentes: Joaquim PAULO Ferreira Gomes PARATY Silva (n. 17.12.1962) e
VITORINO Lourenço Serafim GONÇALVES (n. 15.11.1948) todos do Porto
(na foto: Paulo Paraty, Armando Paraty e Pedro Paraty) Jogo 7 – 2ª Mão – 01.12.1982 – Estádio Alvalade (Lisboa)
Sporting Clube Portugal, 6-Sporting Clube Braga, 1
Árbitro: José FRANCISCO Conceição SILVA (n. 16.08.1948)
Assistentes: António José Mimoso MARTINS GRAVANITA (n. 25.06.1958) e
António Manuel TRINDADE ROCHA (n. 07.03.1956) todos do Algarve.
Clube vencedor: Sporting
(na foto: Francisco Silva e Trindade Rocha) Época 1982/1983
Jogo 8 – 1ª Mão – 08.12.1983 – Estádio das Antas (Porto)
Futebol Clube Porto, 0-Sport Lisboa Benfica, 0
Árbitro: EZEQUIEL Gonçalves FEIJÃO (n. 25.03.1944)
Assistentes: JOÃO Augusto Bernardes LUZ (n. 14.05.1945) e
Rui Manuel BERGANO FERREIRA (n. 13.04.1953) todos de Setúbal
(na foto: Bergano Ferreira, Ezequiel Feijão e João Luz) Jogo 9 – 2ª Mão – 14.12.1983 – Estádio da Luz (Lisboa)
Sport Lisboa Benfica, 1-Futebol Clube Porto, 2
Árbitro: José Alberto VEIGA TRIGO (n. 07.07.1951)
Assistentes: MANUEL Gregório Leão BURRICA (n. 07.12.1948) e
António TEIXEIRA CORREIA (n. 04.11.1958) todos de Beja
Clube vencedor: Porto
(na foto: Teixeira Correia, Veiga Trigo e Manuel Burrica) Época 1983/1984
Jogo 10 – 1ª Mão – 27.03.1985 – Estádio da Luz (Lisboa)
Sport Lisboa Benfica, 1-Futebol Clube Porto, 0
Árbitro: CARLOS Alberto da Silva VALENTE (n. 25.07.1946)
Assistentes: CARLOS Alberto Marques Rodrigues CORTIÇO (n. 08.02.1945/f. 11.03.2004) e JACINTO Lourenço ROQUE (n. 26.12.1945) todos de Setúbal
(na foto: Jacinto Roque, Carlos Valente e Carlos Cortiço) Jogo 11 – 2ª Mão – 17.04.1985 – Estádio das Antas (Porto)
Futebol Clube Porto, 1-Sport Lisboa Benfica, 0
Árbitro: José ROSA SANTOS (n. 29.05.1945)
Assistentes: JOAQUIM Graça MADEIRA (n. 05.07.1942) e
JOSÉ MANUEL (n. 16.11.1947) todos de Beja
(na foto: Joaquim Madeira, Rosa Santos e José Manuel) Jogo 12 – 1º Desempate – 16.05.1985 – Estádio das Antas (Porto)
Futebol Clube Porto, 3-Sport Lisboa Benfica, 0
Árbitro: RAUL Jorge Sousa RIBEIRO (n. 10.12.1940)
Assistentes: CARLOS Alberto Ferreira SILVA (n. 22.03.1951) e
VIRGÍLIO Tavares FIGUEIREDO (n. 22.04.1958) todos de Aveiro
(na foto: Virgílio Figueiredo, Raul Ribeiro e Carlos Silva) Jogo 13 – 2º Desempate – 30.05.1985 – Estádio da Luz (Lisboa)
Sport Lisboa Benfica, 0-Futebol Clube Porto, 1
Árbitro: Ramiro SANTOS RUIVO (n. 05.10.1941/f.07.04.1997)
Assistentes: JOÃO DIOGO Santos (n. 07.05.1940) e
António ROSÁRIO RODRIGUES (n. 02.01.1946) todos de Santarém
Clube Vencedor: Porto
(na foto: João Diogo, Ramiro Ruivo e Rosário Rodrigues)