quinta-feira, 26 de abril de 2012

LIGA PORTUGUESA – CRÍTICA AVALIA ÁRBITROS (27-2011/2012)

A seguir se dá conta da pontuação acumulada até à vigésima sétima jornada atribuída pelos jornalistas dos cinco órgãos de comunicação que analisam os desempenhos dos 25 Árbitros da primeira categoria nacional, aptos a dirigir as próximas 24 partidas da competição principal do futebol profissional da presente época. Na próxima rodada, a 28ª, a antepenúltima, os oito jogos serão disputados neste mês de Abril, nos dias 27 (sexta), 28 (sábado), 29 (domingo) e 30 (segunda).
A leitura dos dados enunciados obedece a: lugar ocupado na tabela e a sua média. Nome do Árbitro. Data nascimento, Conselho de Arbitragem onde está filiado e quantos jogos dirigiu. Segue-se o número da jornada, o total de pontos obtidos nessa observação, tendo-se em consideração os seguintes parâmetros: jornal A Bola (0-10), jornal Correio da Manhã (0-10), jornal O Jogo (0-5), jornal Record (0-5) e Rádio Renascença (0-5). Por último, a data do desafio, as equipas intervenientes e o resultado final.
1ºs - MÉDIA 4,42
JOÃO Francisco Lopes FERREIRA (FIFA)
(25.09.1967-Setúbal) 11 jogos.
Máximo: 27,50 - 12ª Jornada, em 11.12.2011, Rio Ave-Gil Vicente (2-0).
Mínimo: 12,50 - 4ª Jornada, em 11.09.2011, Olhanense-Feirense (1-2).
JORGE Joaquim Martins Barros TAVARES
(05.09.1976-Aveiro) 4 jogos
Máximo: 24,00 - 25ª Jornada, em 01.04.2012, Nacional-Rio Ave (2-1).
Mínimo: 19,00 - 7ª Jornada, em 02.10.2011, Nacional-Olhanense (1-0).
3º - MÉDIA 4,41
RUI Manuel Gomes da COSTA
(10.06.1976-Porto) 8 jogos.
Máximo: 27,00 - 8ª Jornada, em 23.10.2011, Rio Ave-Leiria (2-0).
Mínimo: 12,00 - 17ª Jornada, em 28.01.2012, Feirense-Benfica (1-2).
4º - MÉDIA 4,39
VASCO António Moreira SANTOS
(31.08.1976-Porto) 10 jogos.
Máximo: 26,00 - 19ª Jornada, em 19.02.2012, Leiria-Beira Mar (0-0).
Mínimo: 14,00 - 5ª Jornada, em 18.09.2011, Benfica-Académica (4-1).
5º - MÉDIA 4,34
MARCO Bruno dos Santos FERREIRA
(08.03.1977-Madeira) 9 jogos.
Máximo: 27,00 - 26ª Jornada, em 07.04.2012, Olhanense-Paços Ferreira (1-2).
Mínimo: 15,50 - 22ª Jornada, em 10.03.2012, Porto-Académica (1-1).
6º - MÉDIA 4,27
NUNO Miguel Serrano ALMEIDA
(25.07.1975-Algarve) 4 jogos.
Máximo: 24,00 - 27ª Jornada, em 22.04.2012, Gil Vicente-Rio Ave (0-0).
Mínimo: 14,50 - 6ª Jornada, em 25.09.2011, Beira Mar-Rio Ave (0-0).
7º - MÉDIA 4,23
DUARTE Nuno Pereira GOMES (FIFA)
(16.01.1973-Lisboa) 11 jogos.
Máximo: 26,00 - 22ª Jornada, em 11.03.2012, Rio Ave-Setúbal (3-0) e
23ª Jornada, em 17.03.2012, Feirense-Braga (1-4).
Mínimo: 12,00 - 27ª Jornada, em 20.04.2012, Paços Ferreira-Braga (1-1).
8º - MÉDIA 4,14
MANUEL MOTA da Silva
(31.03.1977-Braga) 9 jogos.
Máximo: 24,50 - 5ª Jornada, em 18.09.2011, Setúbal-Beira Mar (1-0).
Mínimo: 16,00 - 10ª Jornada, em 06.11.2011, Sporting-Leiria (3-1).
9º - MÉDIA 4,13
JOÃO Carlos dos Santos CAPELA (FIFA)
(07.08.1974-Lisboa) 12 jogos.
Máximo: 26,50 - 3ª Jornada, em 06.09.2011, Leiria-Porto (2-5).
Mínimo: 13,00 - 18ª Jornada, em 13.02.2012, Académica-Gil Vicente (0-2).
10º - MÉDIA 4,11
COSME Cunha MACHADO
(10.12.1975-Braga) 8 jogos.
Máximo: 24,50 - 6ª Jornada, em 24.09.2011, Sporting-Setúbal (3-0) e
14ª Jornada, em 08.01.2012, Leiria-Benfica (0-4).
Mínimo: 10,00 - 8ª Jornada, em 23.10.2011, Porto-Nacional (5-0).
11º - MÉDIA 4,10
HELDER Miguel Azevedo MALHEIRO
(23.06.1980-Lisboa) 6 jogos.
Máximo: 24,00 - 2ª Jornada, em 21.08.2011, Académica-Rio Ave (1-0) e
9ª Jornada, em 30.10.2011, Leiria-Setúbal (2-0).
Mínimo: 16,00 - 18ª Jornada, em 12.02.2012, Olhanense-Rio Ave (0-2).
12º - MÉDIA 4,03
RUI Tiago Castelão PATRÍCIO
(19.11.1981-Aveiro) 3 jogos.
Máximo: 26,00 - 21ª Jornada, em 04.03.2012, Gil Vicente-Paços Ferreira (1-2).
Mínimo: 16,50 - 14ª Jornada, em 06.01.2012, Setúbal-Académica (1-1).
13º - MÉDIA 4,01
HUGO Filipe Ferreira Campos Moreira MIGUEL
(16.01.1977-Lisboa) 10 jogos.
Máximo: 27,00 - 19ª Jornada, em 18.02.2012, Gil Vicente-Braga (0-3).
Mínimo: 13,50 - 20ª Jornada, em 25.02.2012, Académica-Benfica (0-0).
14º - MÉDIA 4,00
OLEGÁRIO Manuel Bártolo Faustino BENQUERENÇA (FIFA)
(18.10.1969-Leiria) 8 jogos.
Máximo: 23,50 - 8ª Jornada, em 22.10.2011, Olhanense-Guimarães (1-0) e
26ª Jornada, em 07.04.2012, Braga-Porto (0-1).
Mínimo: 15,00 - 24ª Jornada, em 25.03.2012, Rio Ave-Guimarães (0-1).
15º - MÉDIA 3,91
PEDRO PROENÇA Oliveira Alves Garcia (FIFA)
(03.11.1970-Lisboa) 12 jogos.
Máximo: 25,00 - 5ª Jornada, em 19.09.2011, Guimarães-Braga (1-1).
Mínimo: 12,50 - 3ª Jornada, em 28.08.2011, Sporting-Marítimo (2-3).
16º - MÉDIA 3,87
PAULO Jorge Lourenço BATISTA
(19.12.1969-Portalegre) 10 jogos.
Máximo: 27,00 - 7ª Jornada, em 02.10.2011, Académica-Porto (0-3).
Mínimo: 13,50 - 13ª Jornada, em 18.12.2011, Feirense-Leiria (2-1).
17º - MÉDIA 3,85
Manuel JORGE Moreira Neves SOUSA (FIFA)
(18.06.1975-Porto) 10 jogos.
Máximo: 26,00 - 6ª Jornada, em 23.09.2011, Porto-Benfica (2-2).
Mínimo: 13,00 - 26ª Jornada, em 06.04.2012, Setúbal-Guimarães (1-0).
18ºs - MÉDIA 3,81
ARTUR Manuel Ribeiro SOARES DIAS (FIFA)
(14.07.1979-Porto) 11 jogos.
Máximo: 25,00 - 22ª Jornada, em 11.03.2012, Sporting-Guimarães (5-0).
Mínimo: 14,50 - 26ª Jornada, em 09.04.2012, Sporting-Benfica (1-0).
BRUNO Alexandre da Silva ESTEVES
(27.11.1977-Setúbal) 9 jogos.
Máximo: 25,50 - 4ª Jornada, em 11.09.2011, Marítimo-Rio Ave (2-1).
Mínimo: 08,00 - 22ª Jornada, em 11.03.2012, Paços Ferreira-Benfica (1-2).
20º - MÉDIA 3,72
HUGO Rodrigues PACHECO 
(25.03.1977-Porto) 8 jogos.
Máximo: 23,00 - 22ª Jornada, em 11.03.2012, Beira Mar-Gil Vicente (1-0).
Mínimo: 11,00 - 24ª Jornada, em 25.03.2012, Paços Ferreira-Porto (1-1).
21º - MÉDIA 3,65
CARLOS Miguel Taborda XISTRA (FIFA)
(02.01.1974-Castelo Branco) 11 jogos.
Máximo: 27,00 - 14ª Jornada, em 08.01.2012, Gil Vicente-Nacional (0-3).
Mínimo: 08,00 - 1ª Jornada, em 13.08.2011, Sporting-Olhanense (1-1).
22º - MÉDIA 3,63
ANDRÉ Miguel Furtado Alves GRALHA
(06.05.1976-Santarém) 8 jogos.
Máximo: 24,00 - 12ª Jornada, em 11.12.2011), Setúbal-Feirense (1-1).
Mínimo: 10,00 - 21ª Jornada, em 03.03.2012, Setúbal-Sporting (1-0).
23º - MÉDIA 3,61
António JORGE Gonçalves FERREIRA
(17.07.1977-Braga) 8 jogos.
Máximo: 24,00 - 14ª Jornada, em 08.01.2012, Rio Ave-Paços Ferreira (1-0).
Mínimo: 12,50 - 2ª Jornada, em 22.08.2011, Olhanense-Setúbal (2-2) e
19ª Jornada, em 19.02.2012, Sporting-Paços de Ferreira (1-0).
24º - MÉDIA 3,35
BRUNO Miguel Duarte PAIXÃO (FIFA)
(18.05.1974-Setúbal) 8 jogos.
Máximo: 23,00 - 27ª Jornada, em 21.04.2012, Benfica-Marítimo (4-1).
Mínimo: 09,00 - 23ª Jornada, em 19.03.2012, Gil Vicente-Sporting (2-0).
25º - MÉDIA 3,11
RUI Jorge Rodrigues da SILVA
(13.08.1979-Vila Real) 7 jogos.
Máximo: 20,00 - 19ª Jornada, em 19.02.2012, Nacional-Académica (4-1).
Mínimo: 12,50 - 23ª Jornada, em 17.03.2012, Leiria-Rio Ave (1-0).
PONTOS ATRIBUÍDOS
TOTAL DA 27ª JORNADA: 163,50
MÁXIMO: 181,5 (12ª Jornada, em 11.12.2011).
MÍNIMO: 130,0 (2ª Jornada, 7 jogos, em 21.08.2011).
MÉDIAS
DA 27ª JORNADA: 3,825
MÁXIMA: 4,537 (12ª Jornada, em 11.12.2011).
MÍNIMA: 3,714 (2ª Jornada, 7 jogos, em 21.08.2011).
ACUMULADO, ATÉ À 27ª JORNADA: 3,972 ()
Fotos: Com a devida vénia da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 DE ABRIL, SEMPRE!

Este grandioso e maravilhoso dia, em 1974, foi passado assim:
Com a mulher (Maria Júlia) e o nosso filho (Rui Fernando), com cerca de ano e meio de idade, saímos de casa, do Bairro das Pedralvas, manhã cedo, no Morris Minor, com ele ainda a dormir, enrolado em lençóis, na direcção da Praça do Areeiro, onde ficava e passava o dia em casa dos avós (Ivone Amélia e Virgílio Machado dos Santos) e seguíamos para os empregos.
Tomámos a direcção da Estrada Militar, Pontinha, Largo da Luz, 2ª circular, avenida Gago Coutinho. Quando passámos pelo Regimento de Engenharia, onde estava situado o centro operacional do Movimento dos Capitães, informaram-nos para regressar a casa, mas seguimos em frente…
No caminho ouvimos pela rádio os apelos dos militares, através de comunicados, a dar conta do que se estava a passar, recomendando que o regresso a casa devia ser concretizado por toda a gente.
Chegados ao Areeiro falámos com os meus sogros que ficaram a par do que se estava a passar e segui para o local do emprego, de automóvel, mas já não consegui passar nos habituais lugares fazendo trajecto alternativo para chegar ao Cais do Sodré.
Aí , na firma onde trabalhava (éramos para cima de uma centena de colaboradores) , encontrei muitas colegas costureiras, grande parte a chorar, e muito poucos camaradas administrativos, a minha área profissional, mas todos eles a lamentar a situação pois não sabiam o que poderia acontecer não só a si próprios como aos familiares.
Falaram que na rua do Arsenal estavam, parados e frente a frente, carros de combate prontos para se defrontarem, eram os “bons” e os “maus” que procuravam os melhores argumentos e posições para concretizarem os seus intentos.
Na empresa andei com um rádio portátil, acompanhado com o meu bom amigo Mário Carvalho Fernandes, e recebemos instruções dos quatro administradores, que moravam em Carcavelos, mas que não se deslocaram a Lisboa, para encerrar as instalações e mandar todo o pessoal para casa, onde aguardariam indicações.
Dei boleia ao caixa do estabelecimento, João Rebelo, antigo ciclista de nomeada, até casa (rua Guilherme Faria, em Alvalade), não sem antes ter passado pela mercearia e ter adquirido alguns, mas poucos, géneros alimentícios, acautelando o dia seguinte.
Cheguei ao Areeiro meti a mulher e o “miúdo” no mini e regressámos a casa, em Benfica, onde ficaram a salvo.
Quase que imediatamente saí para festejar na rua tão importante acontecimento dirigindo-me para a “baixa”, utilizando os transportes públicos, e percorri os sítios mais emblemáticos da revolução, como o Marquês de Pombal, Avenida da Liberdade, Restauradores, Rossio, Rua Augusta, Rua Áurea, Rua Garret, Chiado, Largo do Carmo, Praça do Comércio, novamente o Cais do Sodré, vivendo momentos inolvidáveis e marcantes por ver e sentir a desejada liberdade que o povo tanto queria, pretendia e por ela lutava há muito .
Adquiri e ainda possuo as edições dos jornais que saíram a propósito do levantamento militar, informando os últimos momentos do governo caduco e pardacento…
Há noite, já no ambiente tranquilo de casa, fomos acompanhando o desenrolar do processo através da televisão, sempre em contacto, via telefone, com os nossos familiares que muito se regozijaram pelo acontecimento histórico que se viveu em todo o Portugal.
Hoje, passados 38 anos, posso dizê-lo que foi bom e importante ter acontecido a mudança que restituiu a liberdade aos portugueses, até aí, sempre vigiados pela polícia política, que não tinha contemplações para com os simples cidadãos e democratas.
Contudo, pese embora as vicissitudes porque se tem passado, principalmente nos últimos anos, nada agradável para quem trabalhou e descontou para a Segurança Social ininterruptamente durante cinco décadas, como é o meu caso, e ver actualmente os seus direitos reduzidos, sem nada ter contribuído para que isso viesse a acontecer.
Haja consideração por quem sempre respeitou as leis e normas em vigor, já que quando fiz quarenta anos de Segurança Social, fui aconselhado que podia reformar-me e continuar a trabalhar auferindo, assim, dois proveitos, o que, naturalmente, me dava um jeito enorme. Mas optei continuar fiel aos meus princípios e ideais reformando-me aos 65 anos de idade e viver, como o faço agora, unicamente com o valor da pensão que o Estado me paga, mas não na totalidade…
Viva o 25 de Abril!

terça-feira, 24 de abril de 2012

CART 840 EM CONVÍVIO

Foi no passado 28 de Novembro de 2011 que voltou a reunir-se o reduzido grupo que, periodicamente, confraterniza em Lisboa e num dia especial: segunda-feira.
Na Estação do Oriente aguardámos pelos camaradas de armas, seus familiares e amigos que vieram de localidades distantes e o encontro foi, como sempre, feliz, emotivo e muito agradável.
À ordem de “marcha”, lá fomos a pé, devagar e devagarinho, a admirar a “paisagem” para o habitual restaurante da rua Centieira, onde sempre nos sentimos bem, bem comidos e bem “aditivados”.
Este repasto, na época das castanhas (estavam deliciosas e quentinhas), foi simplesmente excelente, aliás, como todos, pois, para além da refeição tipo cinco estrelas, a água-pé também estava uma maravilha, mesmo a jeito!
Mas a sã convivência, a alegria de nos encontrarmos, o contar das mesmas histórias com outra roupagem, passadas há mais de 40 anos em plena África, é sempre uma enorme satisfação e prazer que continua a motivar-nos e a desejarmos que estes encontros perdurem pelo tempo fora…   
Vale a pena termos amigos destes, sinceros, puros e solidários, já que o tempo que por lá se passou não nos proporcionou facilidades, ora pela comida, ora pela saudade, ora pela distância, enfim, e sempre foram dois anos (!) ausentes obrigatoriamente de tudo aquilo que nos dizia directamente respeito (família, emprego, escola, gente amigável e demais), e era a eles que se recorria nos momentos menos bons…
Está confirmado que o próximo evento nacional da Companhia de Artilharia 840, em Fátima, com a concentração prevista para o Santuário, às 10H00, onde se assistirá à celebração da missa, seguindo-se o almoço nas redondezas.
Que ninguém falte... Eu vou lá estar!