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segunda-feira, 31 de março de 2014

A FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL E O SEU CENTENÁRIO…



A-propósito desta efeméride, hoje celebrada, apraz-me comentar o seguinte:

Longe vão os tempos em que tudo era organizado com cabeça, tronco e membros por gente idónea, capacitada, dedicada e, acima de tudo, desinteressada.

A actual gerência da FPF diz ir comemorar a efeméride ao longo de um ano, mas não sabe como e quando, dado que a Comissão Organizadora só na semana passada foi ultimada e, naturalmente, que os trabalhos irão decorrer proximamente sim, mas sabe-se lá de que forma…

Olhando para o passado, que será sempre uma mais-valia para recordar todas as vicissitudes que se verificaram nos milhares e milhares de dias que o desporto-rei tem em Portugal, sabe-se que a Federação Portuguesa de Futebol não tem uma Biblioteca, nem sequer um Museu onde possa valer-se para mostrar o que foi o futebol desde os seus primórdios…

Sem história, sem presente e sem futuro, será assim entendido por parte de que tem de zelar pelo futebol?!

Para mim, isto tudo nada mais é do que uma grande, grave e pura manifestação falta de sensibilidade e respeito para com aqueles que construíram o edifício futebol, sem as condições de novo riquíssimo que hoje existem, como os 30 milhões de euros a prazo nos bancos (segundo ouvi por pessoa responsável), chorudos ordenados mensais para os pseudo dirigentes que dizem dirigir os destinos da modalidade (jornais), benesses que nunca mais acabam, enfim… Direi, com sentido e oportunidade: onde há muito dinheiro nada se faz por amor, senão ao próprio…

É, sem dúvida, uma verdadeira desgraça o que estes ruins e incompetentes dirigentes (alguns deles até dão cobertura a um seu parceiro, que foi severamente punido pela Justiça portuguesa e que permanece na maior, incluído no lote dos iluminados, como se não praticasse a acção criminosa de que é autor…) continuam a nada fazer pelo futebol que lhes dá regalias inatingíveis e visibilidade nunca alcançados noutra qualquer actividade…

Mais: sobre esta e outras questões e preocupado com a situação de então e futura, enderecei em 23 de Fevereiro de 2009 (já lá vão cinco anos…) ao Secretário-geral da Federação desse tempo uma minha oferta de serviços (gratuitos, diga-se) a qual jamais mereceu resposta. Para ficar a saber, basta aceder a: http://albertohelder.blogspot.pt/search?q=brou

terça-feira, 26 de junho de 2012

QUANDO A PERSEVERANÇA, ATITUDE E A RAZÃO SUPERAM PSEUDO-CONTRARIEDADES…

07.06.2012 – 14H44

Exmº Senhor
Secretário-Geral da
Federação Portuguesa de Futebol
Acuso a recepção da convocatória e respectivos anexos para Assembleia-geral do próximo dia 23 de Junho de 2012, que agradeço.
Dado que não disponho de capacidade nem disponibilidade para passar a papel as 141 folhas que constam do processo inicial daquela reunião magna, solicito o favor de promover a impressão de toda a documentação  com a maior brevidade possível e, na oportunidade, dar-me conta que já posso passar pela recepção da sede da FPF para proceder ao seu levantamento, dentro do horário de expediente.
Recordo que no idêntico pedido por mim formulado anteriormente (26.04.2012) e com o mesmo fim, onde V. Exª teve para comigo atitude nada condizente com os pergaminhos da entidade da qual é funcionário, pois tentou dissuadir-me em não avançar com tal solicitação, razão porque quando me quis saudar na Assembleia Geral de 12.05.2012, com aperto de mão, lhe disse, cara-a-cara, olhos nos olhos, que não estava em condições de o cumprimentar pela maneira muito baixa como me tratou, para mais quando, no seu telefonema de 7 de Maio, me disse que ia responder por escrito a confirmar aquele seu indelicado procedimento, como tive a oportunidade de lhe dizer, mas só no dia 10 é que o fazia, facto que nunca se verificou, faltando, até, como se constata, à sua palavra…    
Volto a dar conta que, como Delegado à Assembleia-geral, eleito pelos Árbitros Distritais e equiparados, assim como o meu parceiro Joaquim Alberto da Silva de Jesus, representamos mais de cinco mil filiados na FPF, mereço a atenção devida, respeito e consideração, valores que tenho mantido para com todas as pessoas que me tratam cordialmente, desde os anos setenta, isto é, há 39 anos quando comecei a servir voluntária e ininterruptamente, o Futebol e a arbitragem, o que ainda hoje faço com enorme satisfação e orgulho.  
Aguardo, pois, o favor das suas notícias, positivas, como desejo, com a celeridade requerida.
Saudações.

07.06.2012 – 14H57
Exmº Senhor
Secretário-Geral da
Federação Portuguesa de Futebol
Na sequência da mensagem anterior dou conta que também necessito que V. Exª promova, por favor, a impressão de 27 folhas correspondentes aos documentos que vão ser presentes na Assembleia-geral ordinária.
Saudações.

07.06.2012 – 15H02
Senhor Delegado Alberto Hélder,
Junto extracto da Acta n.º 1 referente à solicitação que V.Exa. me enviou.
(que se transcreve: “O Senhor Presidente da Mesa esclareceu que os documentos estavam disponíveis na Federação para consulta e que razões de natureza ecológica aconselham a não impressão da totalidade dos documentos da OT”).
Agradeço que informe a senhora Drª Teresa Romão da data e hora em que poderá consultar os documentos pretendidos.
Cumprimentos,
Ângelo Brou

08.06.2012 – 22H34
Exmº Senhor
Secretário-Geral da
Federação Portuguesa de Futebol
Na sequência do meu agradecimento de ontem e devido ao facto de ter passado hoje na FPF, onde falei telefonicamente da recepção com a funcionária que me indicou, a qual me disse só estar autorizada a facultar-me a consulta dos documentos que vão ser presentes à Assembleia-geral, desde que eu lhe diga o dia e hora, e nada mais.
Agradeci e segui o seu conselho: se tivesse de escrever, que não o fizesse para ela.
E aqui estou, claro…
Acontece que esta determinação é descabida pois para a dita consulta não me é necessário proceder a qualquer deslocação, pois tenho, como se sabe, endereço electrónico para o efeito.
Sou delegado eleito à Assembleia-geral, como tal tenho obrigações e direitos, tenho 70 anos de idade e sou Reformado, só vivo da minha modesta e parca pensão e não tenho qualquer estrutura desportiva ou outra que me apoie, logo, volto a repetir, o que eu não tenho é capacidade nem disponibilidade para imprimir as folhas que me devem acompanhar nas Assembleias-gerais, como responsável que sou em tudo o que tenho emprestado o meu nome. E cumpro sempre com zelo, rigor e determinação. É o que fiz, faço e farei, em nome da Honra, Verdade, Transparência e Dignidade. A Federação Portuguesa de Futebol, como muitas outras entidades credíveis, merece-o. O que já não acontece com criaturas que se me têm deparado ao longo da vida…
Mais: Quando me candidatei ao cargo que estou a desempenhar não me disseram que teria de ser rico para fazer parte da Federação e suportar, à minha custa, os custos de pertencer à Assembleia-geral.
Aliás, o que já se verificou, pois já desembolsei valores e ninguém da FPF me orientou para ser ressarcido das despesas!  
E, dado estar, mais uma vez e graciosamente, ao serviço da FPF, pedi, cordialmente, que me fosse facultado tais documentos, o que me foi injustamente negado e continua a sê-lo, considerando até existir má-fé de quem decide, pois não levou em conta o que está exarado na acta 1, de 12.05.2012, como passo a transcrever:
“O Senhor Presidente da Mesa esclareceu que os documentos estavam disponíveis na Federação para consulta e que razões de natureza ecológica aconselham a não impressão da totalidade dos documentos da Ordem de Trabalhos”.
Mesmo assim, devo dizer que no auditório Manuel Quaresma – grande e saudoso Homem que resolvia esta questão de imediato com lisura, senso e cordialidade – não ouvi aquela da ecologia…
Mas, de harmonia com o que está escrito, rogo, por favor, que, em vez das 168 folhas inicialmente solicitadas, me sejam impressos somente os seguintes documentos:
ASSEMBLEIA-GERAL ORDINÁRIA (23.06.2012)
Ordem de trabalhos, 1 folha
Acta nº 1, 10 folhas
ASSEMBLEIA-GERAL EXTRAORDINÁRIA (23.06.2012)
Ordem de trabalhos, 1 folha
Regulamento de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, 10 folhas
Programa de Desenvolvimento para as equipas femininas de Futsal (de Daniela Gomes da Costa), 2 folhas
Reflexão sobre o Modelo Organizativo da final da Taça de Portugal (de Francisco Alberto Barceló Silveira Ramos), 2 folhas.
Mais solicito que me seja indicado qual o dia em que posso passar pela recepção da FPF para levantar este pedido.
Saudações

11.06.2012 – 16H48
Exmo. Senhor,
Poderá proceder ao levantamento hoje a partir das 15:00.
Sobre o ressarcimento das despesas recebeu V. Exa. os e-mails que se anexa. Em caso de dúvida ou esclarecimento adicional não hesite em contactar.
Com os melhores cumprimentos,
Teresa Romão

Nota: Do pedido que formulei em 8 de Junho, não me foram facultadas as Ordens de Trabalhos (2 folhas)…

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

BOAS FESTAS 2011/2012

Recebi e respondi, agradecendo, os votos de Boas Festas formulados por amigos e entidades. A saber: Abel da Costa (Fão), Acácio Gonçalves (Lisboa), Adão Alberto Azevedo (Paredes), Ademar Pedro Scheffler, Dr. (Porto Alegre-Brasil), Agnelo Alexandre (Santarém), Agostinho Correia (Pinhal Novo), Alexandra Bicho (Lisboa), Alexandre Mestre, Dr., Alfredo Franque (Lisboa), Alice Coelho Rodrigues Castro, Drª., Alfredo Basílio (Lisboa), Alfredo Daniel Soares (Vila Nova Foz Côa), Alfredo Quingue, Almir Belarmino Caetano (Rondônia-Brasil), Álvaro Casimiro (Lisboa), Álvaro Nogueira (Lisboa), Amândio Manuel Ribeiro (Porto), Américo Antonino Gradíssimo (Vermoim), Ana Bia Batista (Goiás-Brasil), Ana Lima (Lisboa), Ana Luiza Pereira (Lisboa), Ana Rita Pires (Barreiro), ANAF-Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Brasil), André Luiz Castro (Goiás-Brasil), Ângelo Brou, Engº. (Lisboa), Antonino Silva (Lisboa), António Alberto Martins Ferreira, Engº. (Buraca), António Almada (Lisboa), António Bondoso (Lisboa), António Brito, António Carvalho (Lisboa), António Catraia (Lisboa), António Costa Almada, António Costa (Presidente Câmara Municipal Lisboa), António Dias Gomes (Porto), António Godinho (Setúbal), António José Bernardo (Amadora), António José Fernandes Cardoso, António José Pinto, António José Seguro (Lisboa), António José Silva (Lisboa), António Laranjo, Engº (Alpiarça), António Lopes Galrinho (Torre da Marinha), António Magalhães (Luxemburgo), António Nunes Santos (Teresina-Brasil), António Pedro Moreira Cardoso, António Pereira da Silva (Goiás-Brasil), António Pires Cortesão, Engº, António Resende (Santa Maria da Feira), António Sequeira, Com. (Lisboa), António Sérgio Magalhães, Dr. (Almada), António Soares (Braga), António Valente (Lisboa), APAF-Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, Apito Nacional.com.br (Brasil) e ARBC-Associação Reformados Bairro do Condado (Lisboa). Arbitragem de Futebol (Brasil), Ari Mendonça (Lisboa), Armando Carmezim (Oeiras), Armando Gualter (Góis), Arnaldo Cunha, Prof. (Lisboa), Artur Manuel Soares Correia (Lisboa), Artur Valente (Lisboa), Asselam Khan (Nampula-Moçambique), Assembleia de Freguesia de Benfica (Lisboa), Associação dos Amigos de Hospital de Santa Maria (Lisboa), Associação de Futebol do Porto, Associação de Futebol de Santarém, Associação Recreativa de Moradores e Amigos do Bairro da Boavista (Lisboa), ATARAM-Associação de Técnicos de Arbitragem da Região Autónoma da Madeira (Funchal), Augusto Marques Pires (Azeitão), Aurélio Afonso (Lisboa), Aurélio de Almeida Pinto (Paris-França), Beja Santos (Lisboa), Belarmino Aleixo (Vila Nova de Gaia), Bernardo Siquenique (Évora), Borut Sivic (Eslovénia), Bruno Furtado (Horta-Faial), Bruno Paixão (Barreiro), Câmara Municipal de Tondela, Carla Briosa, Drª., Carlos Alberto Carvalho Correia (Pombal), Carlos Alberto Ferreira Dias (Fernão Ferro), Carlos Alberto Pacheco Cardoso (Lisboa), Carlos Carvalho Cardoso, Dr. (Lisboa), Carlos Coutada (Braga), Carlos Gaé Santos (Setúbal), Carlos Guerra (Lisboa), Carlos Lourenço (Pontinha), Carlos Manuel Carvalho (Porto), Carlos Manuel Pereira (Amadora), Carlos Marta, Dr. (Tondela), Carlos Morato (Lisboa), Carlos Ribeiro, Dr. (Lisboa), Carlos Sales (Lisboa), Carlos Tavares Silva (Fonte da Telha), Carlos Vigário (Porto), Casimiro Martins (Porto), Célia Santos (Peso da Régua), César Correia (São Brás de Alportel), CDC-Portugal (Sintra), Celestino Graça Andrade (São Tomé e Príncipe), Christian Ducharme (Rio de Janeiro-Brasil), Ciro Camargo (Porto Alegre-Brasil), Cláudia Manuela Cardoso, Climério Baeta Ferreira (Lisboa), Comité Paralímpico de Portugal, Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Évora, Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Lisboa e Cruz dos Santos (Lisboa). -DE 8 DE JUNHO A 1 DE JULHO
Daniel Soares (Vila Nova Foz Côa), Daniel Tecelão (Lisboa), Daniela Rute Costa, Délcio Costa (Luanda-Angola), Demétrio Uttini (Agualva-Cacém), Dinis Gorjão (Beja), Diogo Calado (Lisboa), Domingos Alexandre Quintelas (Barreiro), Domingos Cordeiro, Dr. (Évora), Domingos Gomes (Braga), Domingos Estanislau (Lisboa, Domingos Santos, Dr. (Porto), Duarte Gomes (Lisboa), Durval de Lucena (Lisboa), Edson Rezende, Dr. (São Paulo-Brasil), Eduardo Lamboglia (Fortaleza-Brasil), Eliana Lamboglia (Fortaleza-Brasil), Elisabete Rosa (Lisboa), Elísio Carneiro, Dr. (Aveiro), Elvido Viveiros (Lisboa), Emanuel Franco (Lisboa), Emídio Ferreira Aguiar (São João da Madeira), ERA (Portimão), Ermelindo Mendonça, Eugénio Carmo (Lisboa), Evaristo Rodrigues (Lisboa), Ezequiel Feijão, Dr. (Alhos Vedros), Fausto Marques (Lisboa), Fernanda Furtado (Horta-Faial), Fernando Almeida Costa (Lisboa), Fernando Correia (Lisboa), Fernando Garcez (Porto), Fernando Gomes, Dr. (Porto), Fernando Jorge Pereira (Barreiro), Fernando Saraiva (Lisboa), Fernando Valdrez (Porto), Filipa Santos (Porto), Filipe Neto (Ratinho), Prof. (São Tomé e Príncipe), Firmino Lopes (Santarém), Firmino Pinela (Santiago do Cacém), Flávio Castelo David Santos Andrade, Dr. (São Tomé e Príncipe), Flávio Ramos (Cabeça Gorda), Flora Lopes (Lisboa), Francisco Mendes (Barreiro), Francisco Silva (Póvoa Santa Iria), Frederico Costa Santos (Lisboa), Gabriel Gama (Lisboa), Gabriel Neves (Almeirim), Gastão Graça Ferreira (São Tomé e Príncipe), Gilda Caldeira (Lisboa), Grupo 78 Escoteiros de Portugal (Lisboa), Gustavo Sousa (Liceia), Helder Carmo (Portimão), Helder Conduto (Lisboa), Helder Ferreira (Santa Maria da Feira), Helder Malheiro (Pontinha), Henrique Silva (Vila Real), Hermínio Loureiro, Dr., Hernâni Silva (Lisboa), Horácio Antunes, Prof. (Coimbra), Horácio Elizondo (Lujan-Argentina), Hugo Ribeiro (Carnaxide), Hugo Silva (Horta-Faial) e Hugo Serafim Silva. Idalécio Custódio Pachire, Cor. (São Tomé e Príncipe), Ilídio Resende Silva (Lisboa), Inácio Almeida (Palhais), Inês Drummond (Lisboa), Inocêncio Costa (São Tomé e Príncipe), Irlando Tavares (Seixal), Ivan Carlos Godoi (Porto Alegre-Brasil), Ivone Santos (Lisboa), Jacinto Montezo (Seixal), Jaime Froufe Andrade, Jaime Santos Pereira (Queluz), João Almeida (Lisboa), João Carlos Silva (São Tomé e Príncipe), João Carlos Soares (Brasil), João Coelho Santos (Lisboa), João Jacob (Baixa da Banheira), João Manuel Simões Rocha, Engº (Ermesinde), João Mendes Rocha (Leiria), João Mesquita (Leça da Palmeira), João Morais, Dr. (Lisboa), João Pacheco Miranda (Rio de Janeiro-Brasil), João Paulo Aragão e Pina (Vila Franca de Xira), João Simões, Prof. (Góis), João Vieira Pinto, Joaquim Campos (Lisboa), Joaquim Carvalho (Lisboa), Joaquim Evangelista, Dr., Joaquim Faneca (Lisboa), Joaquim Jesus (Aveiro), Joaquim Martins (Castro Marim), Joaquim Moreira (Lisboa), Joaquim Rebelo, Joaquim Sequeira Teles (Régua), Joaquim Simões Faneca (Lisboa), Joaquim Sousa Marques (Setúbal), Joaquim Sousa Pinto (Lisboa), Joaquim Xavier da Silva (Lisboa), Joel Oliveira (Torres Vedras), Jorge Coroado (Lisboa), Jorge Correia (Amora), Jorge Costa (Portela da Azóia), Jorge Faustino (Leiria), Jorge Mário (Luanda-Angola), Jorge Marques (Lisboa), Jorge Nogueira (Bragança), Jorge Nunes (Sertã), José Agostinho, José Alberto Braga (Rio de Janeiro-Brasil), José Alberto Ferreira (Viseu), José Alberto Neves (Lisboa), José Alexandre Barbosa Lima, José António Costa (Santiago do Cacém), José António Henriques (Sobral de Monte Agraço), José António Louçã, José António Valdoleiros, Cor. (Paredes), José Augusto Lourenço (Torres Vedras), José Carlos Basílio (Lisboa), José Carlos Castanheira Oliveira, Dr. (Arruda dos Vinhos), José Carlos Ferreira, José Carlos Quitério (Ventosa), José Carlos Ramalho (Águas Santas-Maia), José Costa Valente (Viana do Castelo) e José Dinis Neves (Abrantes). -FUTEBOL FEMININO - DE 25 DE JULHO A 9 DE AGOSTO-
José Feliciano Costa (Lisboa), José Ferreira Trindade, Comendador (Luxemburgo), José Figueiredo (Rio de Mouro), José Fontelas Gomes (Pinhal Novo), José Luís Tavares (Almada), José Luís Vital (Lisboa), José Manuel Costa Pereira (Vila Real), José Manuel Martins (Santarém), José Manuel Godinho Oliveira (Lisboa), José Manuel Pedroso Silva, Cor. (Ota), José Manuel Ribeiro, José Maria Amorim Silva (Porto), José Martinho (Montijo), José Padinha (Casal São Brás), José Pessi (Porto Alegre-Brasil), José Pires Alves (Buraca), José Pratas (Évora), José Sequeira (Lisboa), José Serra (Évora), José Soeiro (Beja), José Steifel Araújo (Teresina-Brasil), José Tarcísio Coelho (Espírito Santo-Brasil), Júlio Vieira (Leiria), Junta de Freguesia do Beato (Lisboa) e Junta de Freguesia de Benfica (Lisboa), Lacatoni (Braga), Lourenço Pinto, Dr. (Porto), Luciana Oliveira (Vila Meã), Luciano Benevides (Brasília-Brasil), Luciano Gonçalves (Porto de Mós), Lucílio Baptista (Charneca Caparica), Luís André Campos (Buraca), Luís Bondoso (Barreiro), Luís Brás (Lisboa), Luís Estrela (Lisboa), Luís Figueiredo Serra (Barreiro), Luís Guilherme (Camarate), Luís Jesus Fernandes, Luís Marques (Coimbra), Luís Pedroso (Lisboa), Luís Reforço (Barreiro), Luís Simões (Leiria), Luísa Almeida (Lisboa), Luísa Ferreira (Lisboa), Luiz Cunha Martins (Porto Alegre-Brasil), Manoel Serapião Filho, Dr. (Bahia-Brasil), Manuel Amaral Cunha (Porto), Manuel António Correia (Lisboa), Manuel Armando Marques, Engº (Torres Vedras), Manuel da Costa (Luanda-Angola), Manuel Ferreira (Lisboa), Manuel Lima Ferreira da Costa (Lisboa), Manuel Monteiro, Manuel Oliveira Santos (Lisboa), Manuel Ribeiro (Alverca) e Manuel Sérgio, Prof. (Lisboa).


-FUTEBOL MASCULINO - DE 26 DE JULHO A 11 DE AGOSTO-
Marcelo Bispo Nunes Filho (Maranhão-Brasil), Marco António Martins (Florianópolis-Brasil), Maria Carmo Bragança Neto, Drª. (São Tomé e Príncipe), Maria Fernanda Pereira (Linda-a-Velha), Maria Henriqueta Santos (A-dos-Cunhados), Maria João Fortunato (Loures), Maria José Correia (Sacavém), Maria José Peres, Drª (Maia), Maria Lourdes Almeida (Lisboa) e Maria Teresa Almeida (Lisboa), Mário Cambolas (Montijo), Mário Lobo (Viana do Castelo), Mário Mano (Oeiras), Mário Mira, Engº (Barreiro), Mário Pires (Lisboa), Mário Real (Lisboa), Marta Rosa (Bruxelas), Mauro Quaresma (Lisboa), Maximino Afonso (Lisboa), Miguel Jacob (Baixa da Banheira), Miriam Cardoso (Lisboa), N. Silva, Nelson Almeida Barbosa (Lisboa), Nelson Melo (Barreiro), Nemésio Castro (Lisboa), Nicolau Tolentino, Núcleo de Árbitros de Futebol de Almada/Seixal, Núcleo de Árbitros de Futebol da Linha de Sintra, Núcleo de Árbitros de Futebol da Figueira da Foz, Núcleo de Árbitros de Futebol de Lisboa, Núcleo de Confraternização dos Árbitros de Futebol do Barreiro, Núcleo de Confraternização dos Árbitros de Futebol de Santiago do Cacém, Núcleo de Veteranos do Clube Futebol Estrela da Amadora, Nuno Afonso (Montijo), Nuno Castro, Dr. (Lisboa), Nuno Cristóvão (Lisboa), Nuno Costa Pereira (Alverca), Nuno Filipe Pereira (Coimbra), Nuno Gomes (Braga), Nuno Nepomuceno (Varatojo), Nuno Pereira (Póvoa Santa Iria), Nuno Pombo (Freiria), Nuno Vaz (Lisboa) e Orlando Duarte (Lisboa), Paróquia Espírito Santo (Lisboa), Partido Socialista, Paulo Brás, Paulo Catarro (Luanda-Angola), Paulo Costa (Porto), Paulo Ferreira, Paulo Fonseca Ourém), Paulo França (Maia), Paulo Jorge (Rio de Janeiro-Brasil), Paulo Justo (Agualva-Cacém), Paulo Lima (Lisboa) e Paulo Paraty (Braga).




-DE 22 DE SETEMBRO A 13 DE OUTUBRO-
Paulo Teixeira (Lisboa), Pedro Azevedo (Porto), Pedro Barata (Lisboa), Pedro Garcia (Lisboa), Pedro Henriques (Queluz), Pedro Manuel Fernandes Pereira Ribeiro (Lisboa), Pedro Neves Sousa (Queluz), Pedro Proença, Dr. (Pinhal Novo), Pedro Rosendo Ferreira (Lisboa), Pedro Simão Santos (Luanda-Angola), Pedro Vilaça (Rebordões), Raimundo Ribeiro (Brasil), Ricardo Baixinho (Lisboa), Ricardo Oliveira (Carmões), Ricardo Saldanha (Lisboa), Ricardo Vigário (Porto), Rogério Correia (Pinhal Novo), Romeu Afonso (Covilhã), Rúben Santos (Torres Vedras), Rui Leitão (Lisboa), Rui Manhoso (Santarém), Rui Oliveira (Lisboa), Rui Piteira (Palmela), Rui Pedro Rodrigues (Torres Vedras), Rui Piteira Rodrigues (Pontinha), Rui Valente (Lisboa), Rui Tavares (Porto), Sandra Brás Bastos (Lobão), Seguro Directo (Lisboa), Sepa Santos (Montijo), Sérgio Corrêa da Silva (São Paulo-Brasil), Sérgio Guerreiro, Dr. (Venda do Pinheiro), Sérgio Magalhães (Porto), Sérgio Pereira (Sandim), Silveira Ramos, Prof., Sport Lisboa e Benfica, Tânia Manske (Porto Alegre-Brasil), Teixeira Leite (Águas Santas), TEM-Todos com a Esclerose Múltipla, Teodoro Manoel Fernandes Castro Lino (Goiás-Brasil), Teresa Damásio (Lisboa), Teresa Romão, Tiago Barreira, Tiago Martins (Algés), Valdemar Ferreira, Valter Ferreira Mariano (Campinas-Brasil), Viagens Abreu (Lisboa), Vírginia Pinto (Lisboa), Vítor Cacito (Lisboa), Vítor Campos, Vítor Carvalho (Porto), Vítor Farinha (Lisboa), Vítor Fernandes (Castelo Branco), Vítor Maçãs (Vila Real), Vítor Meira (Torres Novas), Vítor Oliveira (Torres Vedras), Vítor Peralta (Lisboa), Vítor Pereira (Linda-a-Velha), Vítor Reis (Queijas), Vodafone (Lisboa) e Zamor Santos (A-dos-Cunhados).

domingo, 16 de outubro de 2011

VÍTOR PEREIRA MERECIDAMENTE DISTINGUIDO PELA FIFA

O antigo árbitro internacional português e actual Presidente da Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Vítor Pereira (na foto), foi distinguido, esta sexta-feira, pela FIFA com a atribuição do “Referees Special Award”, uma honra que o organismo que tutela o “desporto rei” a nível mundial apenas concede a quem tenha contribuído decisivamente para o desenvolvimento e promoção da arbitragem.

Coube ao Presidente da Federação Portugal Futebol, Gilberto Madaíl, proceder à entrega do diploma e da insígnia, numa curta cerimónia, que teve lugar na Sede da FPF, e à qual assistiram os elementos da Direcção da Federação, bem como o Secretário-Geral, Ângelo Brou, e o Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Carlos Esteves.

Em declarações ao “fpf.pt”, Vítor Pereira mostrou-se honrado e feliz com esta distinção. “Este é um momento único na minha vida. É o corolário de 23 anos de carreira como árbitro, sendo que 11 deles foram passados enquanto árbitro internacional ao serviço da Federação Portuguesa de Futebol e do meu País, sendo também o culminar de mais nove anos enquanto dirigente da arbitragem, quer em termos nacionais, quer internacionais”, começou por dizer.

“Tratou-se do reconhecimento da Instituição maior do Futebol em Portugal pelo meu trajecto e honra-me muito o facto de a FPF ter posposto à FIFA esta distinção e de aquele organismo ter decidido outorgar-me este prémio especial. A atribuição desta insígnia – única e rara – deixou-me particularmente feliz”, prosseguiu.

Olhando para trás, Vítor Pereira sente-se recompensado. “Valeram a pena todos estes anos que dei à arbitragem. Dediquei-me a esta actividade de alma e coração, abdicando de quase tudo o resto. Os três Campeonatos do Mundo em que estive presente – dois como árbitro e um como instrutor – constituíram uma importante recompensa por todo o esforço e dedicação que fui dando a esta actividade. Eu dei tudo o que tinha para dar à arbitragem, ao Futebol Português e ao meu País, e creio que Portugal, a FPF e a Arbitragem deram-me tudo aquilo que tinham e que me podiam dar”, afirmou.

“Um dos desígnios de qualquer pessoa com um percurso semelhante ao meu é poder partilhar com os jovens árbitros todo o capital de conhecimentos e experiência que são adquiridos ao longo destes anos. O meu desejo é, pois, continuar a pugnar por uma melhor arbitragem, mais competente, credível e capaz, que consiga garantir uma grande representação dos árbitros portugueses nas competições internacionais. Estarei sempre disponível para contribuir para a melhoria da arbitragem nacional e internacional”, rematou.

Vítor Pereira, 54 anos, iniciou a sua actividade como árbitro na época 1979/80, tendo colocado o ponto final na sua carreira 23 temporadas depois, em 2001/2002. Foi promovido à primeira categoria nacional em 1988/89, aí se mantendo durante 13 épocas. Recebeu a insígnia de internacional, pela primeira vez, em 1992/93.

No principal escalão do Futebol Português (Campeonato Nacional da 1ª Divisão e 1ª Liga), apitou 173 jogos, aos quais se juntaram 104 de competições internacionais (entre as quais 26 partidas de Selecções “A” e 22 da Liga dos Campeões).

Esteve, ainda, nos Mundiais França-1998 (dois jogos), Coreia/Japão-2002 (dois encontros) e Alemanha-2006 (na qualidade de instrutor de árbitros), além dos Europeus Bélgica/Holanda-2000 (três partidas) e Portugal-2004 (aqui como membro do Comité de Árbitros da UEFA).

Outros dos principais marcos da sua carreira como internacional foram as três finais europeias que dirigiu: em 1999 o jogo decisivo da Intertoto, entre a Juventus e o Rennes; em 2001, a Supertaça Europeia, que colocou frente-a-frente o Bayern Munique ao Liverpool; em 2002, a final da Taça UEFA entre o Feyenoord e o Borussia Dortmund.

FONTE: Com a devida vénia do sítio FPF.PT

Entretanto, sobre esta distinção Vítor Pereira enviou-me a mensagem seguinte e, claro, não deixei de lhe responder, felicitando-o:

15.10.2011, às 11H44 – Este prémio também é teu!
Caro Alberto Hélder, Amigo e primeiro mestre.
Neste momento único da minha vida desportiva gostaria de partilhar contigo e com o Alfredo Basílio a minha alegria.
Gostaria também de expressar a minha gratidão pelo exemplo e incentivo que naquela velhinha sala da Rua dos Fanqueiros me demonstraram e de dividir este prémio internacional convosco.
Um abraço amigo de parabéns.
Com os melhores cumprimentos, Vítor Melo Pereira.



15.10.2011, às 12H47 – Agradecimento.
Estimado Amigo e Senhor
Vítor Manuel de Melo Pereira
Honra-me esta referência que fazes o favor de me transmitir.
Sempre tenho dito que os formandos são os principais responsáveis pela sua carreira. Eles é que sabem se têm "jeito" para exercerem a função. Eles é que sabem quais os objectivos a alcançar. Eles é que sabem se o seu potencial é proporcional ao que virá a ser exigido nas várias vertentes, tanto intelectual, como físico e em termos de disponibilidade. Enfim, tudo se resume ao seu talento, à sua capacidade e à forte vontade de aprender e vencer. Tu foste o paradigma disto tudo.
E quem melhor do que a FIFA para reconhecer e homenagear as tuas qualidades? Parabéns, Vítor!
Portugal deve orgulhar-se sobremaneira de ter dois lídimos representantes da arbitragem distinguidos com o prémio "Referees Special Award”, tu e o grande Mestre Joaquim Campos, este em 10 de Fevereiro de 1976 (imagem acima)!
Que a Fernanda e o Diogo, vosso filho, gozem, também, este momento de felicidade pelo muito que passaram com o brilhante, inigualável e fantástico percurso desportivo que alcançaste.
Saudações de Amizade, Apreço, Respeito e Consideração
Alberto Helder

terça-feira, 4 de maio de 2010

PROCESSO DAS CLASSIFICAÇÕES DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL (10)

Como previsto efectuou-se no dia 21 de Abril (quarta-feira) a audiência das últimas testemunhas, com a sessão a iniciar-se às 10H16 (marcada para 09H30) e a terminar às 11H13.

Compareceram perante o habitual colectivo de juízes e procurador os arguidos Pinto de Sousa, António Henriques, Azevedo Duarte, Paulo Torrão e Francisco Costa. Estiveram, também, presentes 16 advogados.

A primeira pessoa a ser interrogada, por vídeo-conferência, a partir de Barcelos, foi

ANTÓNIO FRANCISCO SANTOS ROCHA (ex-Observador)
Perguntado se alguma vez tinha sido contactado directa ou indirectamente para prejudicar ou beneficiar Árbitros, disse que nesse sentido não, mas sim sobre situações emergentes da função que desempenhava. Nem se quer se lembra ter sido inquirido telefonicamente se tinha corrido bem o jogo Paços Brandão-Fiães, realizado em 04.04.2004 e dirigido por Paulo Alves. Não se lembra também se alguma vez Azevedo Duarte o contactou. Sobre a falsificação do relatório do desafio Porto-B com o Pedras Rubras, sendo o Assessor Augusto Lourenço e onde lhe foram retirados pontos de penalização que vieram a beneficiá-lo também não se lembra.

JOSÉ ALBERTO VEIGA TRIGO (Ex-Assessor e também interveio por vídeo-conferência, desde Beja). Amigo de longa data de Pinto de Sousa, foi por este convidado para acompanhar jovens Árbitros da terceira categoria nacional e a fim de, com a sua experiência, dar-lhes conselhos para melhorarem as suas prestações quando em actividade. Revela que Pinto de Sousa preocupava-se muito com a arbitragem portuguesa e desenvolveu acções importantes para a prestigiar e dignificar. Pinto de Sousa conseguiu trazer dirigentes estrangeiros aos cursos da Federação. Quanto às discrepâncias que se verificavam entre os relatórios dos Observadores e dos Assessores afirma que muitos dos primeiros encontravam-se mal preparados e sem condições para exercerem a função. No seu caso pessoal diz que, sem qualquer dúvida, foi vítima dos Observadores, os quais, na sua opinião, são um cancro. Perguntado se Pinto de Sousa tinha conhecimento dos ilícitos quanto às classificações, respondeu ao Tribunal que era possível que sim. À pergunta se a simples nomeação de Observador pode manipular a pontuação a atribuir ao Árbitro, respondeu que pensa que não, mas pode acontecer num ou noutro caso… Destaca a seriedade, carácter e o espírito humanitário de Pinto de Sousa, com quem mantém boas relações e destaca a grande surpresa que sentiu quando o viu envolvido nesta embrulhada.

ÂNGELO CARLOS LOPES MONT’ALVERNE BROU (Secretário-geral da Federação Portuguesa de Futebol) – Explica presencialmente quais as funções de Paulo Torrão na estrutura da Federação Portuguesa de Futebol, como responsável do Departamento de Informática e Telecomunicações, sector que dá apoio aos diversos órgãos da instituição. Mais informou que Paulo Torrão tem o dever de obediência para executar as decisões que lhe são emanadas pelos responsáveis dos serviços federativos sem ter conhecimento do que deu origem. Também afirmou que Paulo Torrão desconhecia por completo o método utilizado pelo Conselho de Arbitragem para elaborar as classificações dos Árbitros. Não conhece a vida privada de Paulo Torrão, mas certificou ser uma pessoa íntegra e um excelente profissional, sempre pronto para resolver todos os problemas da sua área de actuação na Federação. Interrogado se Paulo Torrão satisfazia pedidos impróprios respondeu que ele, quando tinha dúvidas em executar alguma tarefa, contactava-o e o Departamento Jurídico avaliava a situação. O que sabe é que Paulo Torrão cumpria as normas em vigor, que elaborou o programa informático para as classificações mas nunca classificava, tarefa da responsabilidade do Conselho de Arbitragem federativo.

PAULO MANUEL MARQUES LOURENÇO (Coordenador da Área Administrativa e Financeira da Federação Portuguesa de Futebol) – Amigo pessoal de Paulo Torrão disse, pessoalmente, que é um profissional exemplar. Inquirido sobre o papel do Departamento de Informática respondeu que mantém em funcionamento toda essa estrutura federativa. Se tem o dever de obediência, que sim, que executa as solicitações. Não tem que confirmar as decisões, só o Departamento Jurídico é que sabe se os Regulamentos estavam a ser cumpridos. Diz que Paulo Torrão não sabe dos Regulamentos que regem o Conselho de Arbitragem, logo as pontuações atribuídas aos Árbitros, as suas classificações não são da sua competência ou responsabilidade. Afirmou que Paulo Torrão nunca faria ilegalidades se soubesse existir ilícitos. Existiam alterações às grelhas classificativas mensais dos Árbitros após cada observação, o que é natural e normal. Tem grande consideração e estima por Paulo Torrão, pessoa íntegra, ao ponto de sustentar que se fosse empresário queria-o como colaborador. Sabe que Paulo Torrão conheceu os membros do Conselho de Arbitragem da Federação, mas sem qualquer intimidade. Por último respondeu à seguinte questão: Se Paulo Torrão fosse confrontado com a hipótese de anular muitas facturas no sistema informático, como é que deveria proceder? Disse: Contactava o Departamento que emanou a ordem para saber da decisão.

A próxima audiência, onde serão apresentadas as alegações finais, terá lugar no dia 5 de Maio de 2010 (quarta-feira), às 10H00, começando-se por ouvir o procurador.

A leitura do Acórdão ficou marcada para o 4 de Junho (sexta-feira).

segunda-feira, 29 de março de 2010

PROCESSO DAS CLASSIFICAÇÕES DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL (9)

Realizou-se, com alguma admiração, a audiência marcada para o dia 24 de Março (quarta-feira), somente preenchida pela audição de uma única testemunha, de Porto de Mós e através de vídeo-conferência… A sessão iniciou-se às 10H01 (marcada para 09H30) e terminou às 10H14.

Compareceram perante o habitual colectivo de juízes e procurador os arguidos Pinto de Sousa, Azevedo Duarte e Francisco Costa. Estiveram, também, presentes 15 advogados.

CUSTÓDIO FERREIRA NOGUEIRA (Ex-Observador) – Disse ter sido contactado duas vezes por Azevedo Duarte para prejudicar os Árbitros Luís Agostinho, de Portalegre, e um outro de Braga, cujo nome não se lembra. Questionou o seu dirigente, que sendo de Braga, porque é que queria desfavorecer o da sua zona. Disse-lhe ainda que não era correcto nem ético o que estava a pedir. Respondeu-lhe que estava no papel de dirigente nacional e não distrital. Pese embora a má prestação que o Árbitro de Braga teve deu-lhe 37 pontos, face aos erros cometidos, a capacidade física demonstrada, com a ida ao banco de uma das equipas a receber tratamento por falha muscular e que deu o “berro” na segunda parte, pois não distribuiu o esforço como devia. O de Portalegre teve um bom desempenho, simplesmente com um erro insignificante, razão da nota que lhe atribuiu: 47 pontos. Não acedeu aos pedidos de Azevedo Duarte. Também afirmou ter recebido uma chamada telefónica de Pinto de Sousa, pelas 14H30, da segunda-feira a seguir ao jogo Lixa-Dragões Sandinenses (0-1), realizado em 15 de Fevereiro de 2004, a perguntar-lhe sobre a actuação do Árbitro, uma vez que a arbitragem foi contestada. Garante que Pinto de Sousa não lhe pediu para beneficiar ou prejudicar ninguém.

As duas próximas sessões realizam-se às quartas-feiras e às 09H30, dos dias:
21 de Abril – Para ouvir as últimas três testemunhas:
Ângelo Brou, Diamantino Pires e Veiga Trigo.
5 de Maio – Apresentação das alegações finais.

NOTA: Por nada perceber de tribunais, assim como são articulados os seus serviços, entendo que esta única audição poderia ter sido incluída, com lógica e cabimento, na próxima sessão, dada o considerável quantitativo de pessoas que tiveram de estar presentes. Penso que bastaria uma reflexão do tribunal e do procurador e assim evitava-se a presença dos 15 advogados, 4 magistrados e 3 arguidos, gente que veio do Norte, Centro e Sul do país, todas elas presentes na audiência da véspera…

quarta-feira, 18 de março de 2009

CARTA PARA O PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL

Na passada segunda-feira, dia 16, enviei ao Presidente da FPF (na foto) a seguinte mensagem electrónica: Exmº Senhor
Dr. Gilberto Parca Madaíl
Ilustre Presidente da
Federação Portuguesa de Futebol

Como deve ser do conhecimento de V. Exª tenho uma página na net onde, desde Agosto de 2007 e diariamente, divulgo notícias, estudos curiosidades, sugestões, criticas, preferencialmente sobre arbitragem do futebol, futsal e futebol de praia.

Dentro deste ideário acabei de revelar as listas de todos os agentes da arbitragem que chegaram ao topo da carreira, isto é, à internacionalização. Trabalho, diga-se, que me deu um particular e imenso gozo, pelas inúmeras situações vividas por que fui passando na busca da informação pretendida.

Para constatar, sugiro a sua visita:
http://albertohelder.blogspot.com/2009/03/arbitros-internacionais-portugueses-f11.html

Outro tema, que também julgo ser importante para a história da arbitragem portuguesa, que como V. Exª sabe, pouco ou nada existe, consegui obter a constituição total das equipas de arbitragem que dirigiram os 73 jogos das 68 finais da Taça de Portugal, que podem ser consultadas em: http://albertohelder.blogspot.com/2008/05/taa-de-portugal-68-edio.html

Entretanto, devido à experiência que fui adquirindo nas buscas dos elementos que serviram de apoio às iniciativas que levei a cabo, e pensando ser útil à FPF, resolvi escrever ao Secretário-Geral, Engº Ângelo Brou a propor colaboração graciosa e, até hoje, aguardo a sua estimada resposta. Ver em: http://albertohelder.blogspot.com/2009/02/fazer-bem-sem-olhar-quem.html

Também destaco o acompanhamento semanal que faço a jogos de futebol, cuja reportagem exponho no meu blogue, iniciativa que considero ser forte incentivo aos Árbitros mais novos ao dar a conhecer a sua importante contribuição ao futebol nacional. Observar em: http://albertohelder.blogspot.com/2009/02/damaiense-algueirao.html


Dou conta que para fazer referência à arbitragem do Mundialito (Algarve-2009), como no ano anterior, pedi, cordialmente, em 23 de Fevereiro último à FPF que me facultasse o nome das Árbitras presentes. Face a não ter tido a devida resposta, voltei a insistir em 1 de Março. O Mundialito já lá vai e até agora não mereci a solicitada informação.

Como nota final, direi que nos últimos dias deste mês de Março irei assistir e participar, como habitual convidado, no maior acontecimento da arbitragem brasileira: o XXVIII Congresso da ANAF-Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, que se realizará, desta feita, em Teresina, no Piauí, conforme dei a conhecer em:
http://albertohelder.blogspot.com/2009/03/xxviii-congresso-da-anaf-associacao.html

Caro Presidente, gostaria de saber a sua opinião sobre o que explanei, mas principalmente, por ser o principal responsável pelo futebol em Portugal, o porquê de Portugal não ter Árbitras Assistentes FIFA, assim como Árbitras de Futsal FIFA. As jovens que se inscrevem actualmente nos cursos da candidatas já sabem, à partida, que nunca podem ascender aos quadros da FIFA! Isto, porque há gente dentro da FPF que, injusta e arrogantemente, assim determinou (mal, digo eu)!

No meu entender, como Formador Jubilado, a continuar-se com estas teimosas e convictas atitudes que prejudicam as mulheres na arbitragem portuguesa não fica bem à Federação Portuguesa de Futebol apadrinhar tais discrepâncias. Para os Homens e para o F.11 tudo, para as Mulheres e outras variantes, nada!

Aguardo, pois, as suas prezadas notícias.

Saudações

Alberto Helder

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

FAZER BEM, SEM OLHAR A QUEM...

Faz hoje um mês e alguns dias que iniciei o contacto bem-intencionado com a Federação Portuguesa de Futebol oferecendo gratuitamente os meus serviços. O texto enviado ao Secretário-Geral em 16 de Janeiro de 2009, às 19H20, por correio electrónico, expressava o seguinte:

Caro Engº Ângelo Brou
Com os melhores cumprimentos venho dar conta que gostaria de apresentar pessoalmente uma sugestão que julgo ser de relevante interesse para a Federação Portuguesa de Futebol.
Esta minha ideia baseia-se nos resultados de pesquisas que tenho feito, desde há muito e em diversos locais, sobre a literatura que foca os primórdios de futebol.
Aguardo e agradeço o favor das suas estimadas notícias.
Saudações
Alberto Helder
Três dias depois, às 08H30, recebi a seguinte mensagem:

Senhor Alberto Helder,
Agradeço que me faça chegar a sua sugestão.
Cumprimentos,
Ângelo Brou
Na segunda-feira seguinte (dia 23), pelas 15H30, depois de pensar bem no assunto,

pronunciei-me, por e-mail:

Caro Engº Ângelo Brou
Quanto pedi a reunião de trabalho com V. Exª pensava que seria bem sucedido, pois explicar as coisas de viva voz, calmamente e com clarividência, como é meu timbre, nada tem a ver com o descritivo que me é pedido.
Contudo, com alguma relutância, mas sempre em prol do futebol, aqui vai:
Como é do seu conhecimento tenho o meu blogue, onde, desde Agosto de 2007 e diariamente, divulgo notícias, estudos, curiosidades, sugestões, criticas, preferencialmente sobre a arbitragem do futebol,

futsal e futebol de praia.
Acontece que nas visitas que faço periodicamente a bibliotecas, alfarrabistas e demais verifico existirem exemplares de documentos (livros, jornais e outros) sobre arbitragem que adquiro com vista a beneficiar os meus trabalhos específicos, o que tenho conseguido e que, facilmente,
se pode constatar.
Outros documentos antigos (anos 10, 20 e por aí fora) que falam objectivamente de futebol também são objecto da minha apreciação e interrogo-me se a Federação Portuguesa de Futebol os tem no seu espólio, pois, durante os decénios que frequento as suas instalações, nunca vi exposto qualquer livro ou documento que evoque a modalidade desde os seus primórdios, o que se lamenta, já que a FPF tem um rico e profícuo historial, digno de ser dado a conhecer a quem a visita e, para mais, vai comemorar 100 anos de vivência, no princípio da próxima década. (31 de Março de 1914 é data da sua fundação).
Sei que a FPF tem a sua biblioteca, mas as obras não estão acessíveis. Penso até que os livros estão encaixotadas a aguardar que alguém, com alguma sensibilidade na matéria, trate de os classificar, arrumar, etc.
Ora, só depois de se saber o que a Federação tem é que se poderá partir para a obtenção dos livros que viriam a valorizar ainda mais o património da FPF. E quanto mais cedo melhor, pois existe o perigo real de serem, entretanto, transaccionados.
Face à experiência que adquiri e aos muitos documentos que tive acesso, ofereço-me para desempenhar esta tarefa (inventariação), graciosamente, caso considerem útil a minha prestação.
Também poderei orientar quem venha a adquirir obras para a FPF, indicando locais e pessoas, isto tudo, sob compromisso de honra, sem qualquer interesse pessoal ou financeiro.
Aguardo e agradeço as suas estimadas notícias.
Saudações
Alberto Helder

Hoje, passado que foi um mês de ter enviado esta minha última comunicação, ainda não obtive resposta. Será que a vou ter?

sábado, 4 de outubro de 2008

MANUEL QUARESMA – UM HOMEM, UMA SAUDADE…

Este meu bom amigo, se ainda estivesse entre nós, comemorava hoje o seu 54º aniversário natalício, pois veio a este mundo neste mesmo dia e mês em 1954, na alentejana e formosa Aldeia Nova de São Bento. Manuel Mourato Quaresma, teve uma ascensão na Federação Portuguesa de Futebol, para onde entrou em 28 de Fevereiro de 1977, digna daqueles que dão tudo por um ideal e que conseguem atingir os mais altos patamares profissionais demonstrando no dia-a-dia as suas reais capacidades, sem esquecer a lealdade e dedicação, valores que garantem o êxito de qualquer iniciativa que sejam levadas a efeito pelas entidades que têm ao seu serviço tais colaboradores. Iniciou-se no Departamento Financeiro, mas a sua tendência era uma actuação mais activa e participativa razão da sua mudança para o Futebol Jovem, sendo, mais, tarde nomeado chefe de serviços do Departamento Técnico. Desde 1 de Fevereiro de 2003 foi empossado como Secretário-geral da FPF, função que já exercia há alguns meses. A Federação Portuguesa de Futebol está orgulhosa em ter escolhido Manuel Quaresma para director de dois torneios que foram referência e dignos dos maiores encómios por parte da UEFA (e não só): a fase final do Europeu Sub-17, realizado em Viseu, onde a equipa portuguesa se sagrou campeã; e o famoso e prestigiado Euro-2004, que nem palavras tenho para descrever o imenso serviço que ele prestou, em termos organizativos e bem no terreno, ao futebol português, europeu e mundial! Estive nestes dois grandes eventos e vi e admirei o modo de trabalhar Manuel Quaresma que nada deixava ao acaso. Organizado, rigoroso e metódico, virtudes que faziam parte do seu espírito, da sua maneira de estar e de ser. No sentido de recordar a sua memória a FPF atribuiu o seu nome ao auditório que tem na sua sede, local onde se realizam imensas actividades e cerimónias, todas elas condizentes com a dignidade que merece. Também, anualmente, é disputado o torneio do escalão Sub-16, onde estão envolvidas as 22 selecções distritais, e tem o seu nome como patrono. São os seus familiares mais próximos, Mauro, seu filho ou a senhora sua mãe, Dª Dulce que fazem a entrega do troféu à equipa vencedora. Em 23 de Janeiro de 2007 Aldeia Nova de São Bento também lhe prestou desportivamente o seu tributo com a realização de um jogo amigável entre as selecções Sub-16 de Portugal e da Rússia. Quanto ao seu currículo, destaco a sua eficiente colaboração na estrutura organizativa da selecção nacional que participou nos Jogos Olímpicos de 1996-Atlanta (EUA); Em 2003 faz parte do Quadro de Delegados aos jogos da UEFA; No ano de 2004 é indicado para a Comissão de Equipas Nacionais, painel da UEFA. Manuel Quaresma foi merecedor das seguintes distinções:
31.07.1999 - O Secretário de Estado do Desporto, Júlio Francisco Miranda Calha, determinou, através do Despacho 15.920/99, publicado no Diário da República 192 (II série), de 18 de Agosto, atribuir-lhe a Medalha de Mérito Desportivo dado a selecção portuguesa de Sub-18 ter conquistado o Campeonato da Europa 1999, realizado na Suécia.
30.06.2002 - É-lhe entregue por Gilberto Madaíl e Amândio de Carvalho, respectivamente, presidente e vice-presidente da FPF, o Certificado de Mérito Desportivo ao serviço do futebol júnior, emitido pela Federação.
14.07.2004 - O Dr. Hermínio José Loureiro Gonçalves, Secretário de Estado da Juventude e Desportos decidiu conceder-lhe, a título póstumo, conforme seu despacho 15.573/2004, publicado no Diário da República 182 (II série), de 4 de Agosto, a Medalha de Mérito Desportivo, pelos altos e relevantes serviços prestados ao futebol. Quanto ao relacionamento que tive com Manuel Quaresma, enquanto desempenhei as funções de Secretário-geral da APAF, foram, simplesmente, as melhores: sempre disponível para me atender, telefónica ou pessoalmente, célere na resposta às questões que lhe apresentava, enfim, um responsável à altura da Federação que servia com zelo, probidade e responsabilidade. Muito antes da realização do Euro-2004 e sentindo cada vez mais a necessidade dos homens do futebol se conhecerem bem melhor e, assim, caminharem lado-a-lado na busca das melhores soluções para o seu desenvolvimento, erradicando a burocracia tomei a iniciativa de o contactar no sentido de se promover uma reunião entre os Secretários-gerais de todos os sócios ordinários da FPF, extensivos aos Secretários da Arbitragem da FPF e da Liga, tendo como base o entendimento, a articulação de serviços, e tudo o que pudesse vir a constituir uma mais-valia para o desporto-rei, sem esquecer a arbitragem. Disse logo que sim, mas só se avançaria depois da realização do Euro-2004, pois estava muito assoberbado de trabalho com a maior organização jamais realizada em Portugal, cujo êxito repercutiu em todo o mundo! Comecei a contactar alguns dos Secretários-gerais, tendo todos eles manifestado a sua total concordância neste projecto – que anteriormente já tinha sido uma realidade.
Lembro-me de ter falado, entre outros, com Armando Carmezim (Lisboa), Domingos Santos (Porto), Luciano d’Almeida (Castelo Branco), António Costa (Portalegre), João Rocha (Leiria), Carlos Costa (Viseu), Emanuel Medeiros (Liga), Carlos Pinto (CA Liga) e António José (CA FPF). Também dei conta desta iniciativa ao então Vice da Federação, Engº Ângelo Brou, hoje seu Secretário-Geral.
Manuel Quaresma deixou-nos repentinamente. Foi no dia 11 de Julho de 2004, uma semana depois da final do Euro-2004, jogo entre as equipas de Portugal e da Grécia, que também não nos trouxe boas recordações, pois voltámos a perder, depois do jogo inaugural, no Porto.
Depois do desaparecimento dum nosso bom amigo fica-se com a sensação dum imenso e profundo vazio que nos roí e corrói bem dentro do nosso interior.
Perdeu-se um Homem, um Amigo, uma figura de referência.
Mauro Quaresma, seu filho, dadas as circunstâncias, foi admitido na Federação Portuguesa de Futebol e está a desempenhar cabalmente as tarefas profissionais que lhe destinaram. Está preparado para atingir os mais altos patamares na estrutura federativa, graças à sua capacidade, empenho e dedicação. Assim lhe dêem as merecidas oportunidades.

domingo, 4 de maio de 2008

REUNIÃO ENTRE A LIGA DE FUTEBOL DA GUINÉ-BISSAU E A FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL





A fim de solicitar apoio para iniciativas que a Liga de Futebol da Guiné-Bissau está a preparar na presente época futebolística o seu representante em Lisboa, Bacar Camará, solicitou uma reunião de trabalho com o Secretário-Geral da FPF, Engº Ângelo Brou, que prontamente marcou a manhã do passado dia 29 de Abril para o efeito. Também estive presente na qualidade de convidado pela Liga.
-Aspecto da reunião-

A Federação Portuguesa de Futebol esclareceu pormenorizadamente os protocolos que estão em vigor, quais os mecanismos que a Liga terá de accionar junto das entidades estatais do seu país para atingir os seus objectivos.
-Engº Ângelo Brou, Secretário-Geral da FPF-

Penso que é viável promover as ajudas de que necessitam desde que sejam elaborados programas de acção ou propostas condizentes com a realidade guineense, mas sempre bem estruturados e devidamente justificados. Urge tratar deste assunto, por cada dia que passa é um dia a menos na calendarização de qualquer projecto que se queira implantar.
-Bacar Camará, representante da Liga da Guiné Bissau-

Estou honrado com o convite da Liga e pronto para dar a minha incondicional colaboração, penso, até, sem ser necessário deslocar-me até Bissau. Hoje a net é um instrumento de trabalho como qualquer ferramenta indispensável. Há que ter sempre presente este tipo de comunicação.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

QUESTÕES COLOCADAS FRONTALMENTE AO ACTUAL PRESIDENTE DO CONSELHO DE ARBITRAGEM DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL, SR. CARLOS ALBERTO FONSECA ESTEVES

Conforme expressei na minha crónica de 26 de Fevereiro último, vou então dissecar as perguntas formuladas, em Odemira, aqui sintetizadas, e as respostas obtidas, também abreviadas.

PRIMEIRA PERGUNTA – RECRUTAMENTO DE CANDIDATOS A ÁRBITRO – Face à falta de Árbitros que existe, para quando é que o Plenário do Conselho de Arbitragem dá cumprimento ao estipulado no Regulamento que gere o sector, concretamente ao seu artigo 119º, onde não está criado o documento regularizador que definirá as normas processuais perante os clubes em falta?

CONSIDERANDO: O actual Presidente do Conselho de Arbitragem foi um dos mais activos participantes na elaboração do referido Regulamento aprovado pela Assembleia-geral da Federação em 4 de Maio de 2002 e em vigor desde 1 de Julho do mesmo ano, quando exercia as funções de Presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Lisboa. Passados todos estes anos é natural que não se lembre do articulado quanto à matéria que está em apreciação. Por achar importante conhecer o que está em vigor, a seguir se transcreve o articulado aprovado, destacando-se o que não está a ser cumprido pelo Plenário. Assim:
CAPÍTULO V – Do Recrutamento e Da Formação – Secção I – Do Recrutamento – 116º - 1. O recrutamento dos Árbitros e Árbitros Assistentes é obrigatório para os clubes participantes em todas as competições oficiais. 2. As Associações e os Núcleos participam no recrutamento dos Árbitros em estreita colaboração com os Conselhos Distritais das Associações.
Artigo 117º - 1. O número de candidatos a Árbitros que os Clubes devem por à disposição da sua Associação, é variável consoante a competição em que participe a sua equipa melhor classificada e não poderá ser inferior a: Campeonatos Nacionais: 1ª Liga e 2ª Liga, 3 candidatos a Árbitros. Restantes Divisões: 2 candidatos a Árbitros. Campeonatos distritais: 1ª Divisão e Divisão de Honra: 2 candidatos a Árbitros. Restantes divisões; 1 candidato a Árbitro. Campeonatos de jovens: 1 candidato a Árbitro. 2. Cada clube fica obrigado a cumprir o disposto no número anterior, de dois em dois anos, mas com base na divisão que disputava no primeiro ano.
Artigo 118º - Estão dispensados da obrigação do artigo anterior, os clubes que disputem a última divisão de cada Distrito, nos dois primeiros anos em que a ela acederem.
Artigo 119º - 1. Cada Conselho de Arbitragem desenvolverá as suas próprias politicas de recrutamento de candidatos a Árbitros, segundo as suas próprias necessidades e a análise casuística das suas limitações. 2. O recrutamento feito com os clubes, nos termos do presente normativo, será objecto de regulamentação específica, a ser criada pelo Plenário do Conselho de Arbitragem, o qual estabelecerá o regime processual a adoptar, os parâmetros do enquadramento da participação dos clubes, o regime sancionatório, bem como todos os demais procedimentos julgados convenientes.
Artigo 120º - O incumprimento, por parte dos clubes, do regime de recrutamento disposto neste Regulamento, poderá ser comunicado ao órgão disciplinar competente pelos Conselhos de Arbitragem ou pelas Direcções da Associações Regionais ou Distritais.

RESPOSTA: O Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF disse que os Conselhos de Arbitragem não se devem meter no assunto…

COMENTÁRIO: Face a esta postura, penso que os dirigentes que administram o sector deveriam ler periodicamente o Regulamento de Arbitragem, a exemplo do que sugerem aos seus filiados para que leiam o Livro de Leis, pois só assim é que estarão sempre actualizados…

SEGUNDA PERGUNTA: Para quando a indicação de Árbitras Assistentes à FIFA no sentido de serem elevadas à categoria de Internacional?

CONSIDERANDOS: A FIFA tem Árbitras Assistentes nos seus quadros desde 1994! Contudo, a exemplo do que passou com as Árbitras, cujo estudo independente elaborado em 2002 e dele se deu conhecimento na altura ao Conselho de Arbitragem da FPF, o que resultou que só em 2004 é que as Árbitras portuguesas obtiveram o estatuto de internacionais, está agora a passar-se o mesmo com as Assistentes. A FIFA tem, actualmente, mulheres internacionais em 130 países, num total de 238 Árbitras e 301 Assistentes. Portugal no ranking das selecções femininas, elaborado pela FIFA, está classificado na 47ª posição, logo existem 83 (!) nações para além do lugar ocupado pela nossa selecção. Todos eles agiram perante a FIFA, indicando as suas candidatas, não esperando por Quadros ou coisa parecida. Só Portugal é que reagirá quando houver o famigerado Quadro de Árbitras Assistentes… Quantos mais anos se irão passar?

Para que não hajam quaisquer dúvidas, passamos a referir todos aqueles países que estão classificados para além do lugar que Portugal ocupa, indicando-se a sua posição na tabela, o número das suas Árbitras, seguido o de Assistentes. A saber: Angola (105º=1+2), Argélia (78º=2+2), Arménia (117º=1+2), Aruba (142º=1+1), Azerbeijão (70º=1+1), Benin (104º=2+4), Bolívia (100º=3+4), Botsuana (149º=1+2), Camarões (88º=4+4), Chile (52º=2+3), Congo Brazzaville (121º=2+3), Costa do Marfim (78º=3+3), Costa Rica (48º=1+1), Croácia (50º=4+4), Cuba (101º=2+2), Dominica (133º=0+1), Egipto (85º=2+3), El Salvador (114º=2+1), Equador (52º=2+1), Eritreia (58º=1+2), Eslovénia (63º=1+2), Estónia (95º=1+0), Etiópia (113º=2+4), Fiji (77º=1+0), Grécia (51º=3+4), Guatemala (83º=0+3), Guiné-Conacri (119º=1+3), Hong Kong (68º=1+0), Ilhas Cook (118º0+1), Ilhas Salomão (102º=0+1), Ilhas Virgens dos Estados Unidos (138º=0+1), Irlanda do Norte (80º=0+1), Israel (66º=2+2), Jamaica (76º=0+1), Jordânia (59º=1+0), Kazaquistão (68º=2+3), Kénia (140º=2+3), Letónia (87º=1+1), Líbano (132º=1+0), Libéria (148º=2+2), Lituânia (65º=1+2), Luxemburgo (97º=1+0), Malásia (86º=1+1), Malawi (128º=2+3), Mali (84º=2+3), Malta (112º=1+0), Marrocos (70º=0+1), Moldávia (107º=1+0), Nicarágua (109º=1+1), Panamá (67º=1+2), Paraguai (59º=2+2), República Democrática do Congo (108º=2+3), República Dominicana (96º=0+1), Santa Lúcia (120º=1+0), Senegal (91º=2+3), Tanzânia (145º=2+3), Turquia (75º=3+4), Uruguai (59º=4+2), Uzbequistão (49º=0+2), Venezuela (82º=2+3), Zâmbia (131º=2+3) e Zimbabué (106º=2=4).

Discrimino, agora, os países que não constam na classificação da FIFA, isto é, que não têm futebol feminino, mas têm Árbitras e Árbitras Assistentes internacionais: Bahamas (1+0), Barbados (0+1), Borundi (2+2), Cabo Verde (2+3), Chade (1+3), Chipre (1+2), Gabão (1+2), Guiana (1+2), Honduras (1+2), Kyrgistão (0+2), Macau (0+1), Madagáscar (2+2), Mauritânia (1+2), Nepal (1+2), República Centro Africana (2+4), São Tomé e Príncipe (1+2), Togo (2+3), Turcas e Caicos (0+1) e Uganda (2+3). Mais elucidativo do que isto? Sinceramente, não sei…

RESPOSTA: Diz que a Federação Portuguesa de Futebol tem um único quadro de Árbitras que comporta 25 inscrições mas que só tem 18. Que o Quadro feminino é ilegal que poderá ser extinto a qualquer momento, mas não o fará. Por ter falta de Árbitras ao pedir às Associações que indiquem candidatas aos lugares em aberto, já reduziu o período de permanência na 1ª categoria distrital para um só ano.

COMENTÁRIO: Garanto que nenhum dos países mencionados têm Árbitras superiores às nossas – pese embora, como Formador, só conheça a realidade angolana, cabo-verdiana, cubana e santomense – quanto mais o tal quadro que o Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação diz ser necessário para o efeito…

TERCEIRA E ÚLTIMA PERGUNTA: Quando é que são indicadas à FIFA as Árbitras de Futsal portuguesas para obterem a merecida internacionalização?

CONSIDERANDOS: Em 2007 a FIFA, independentemente do Quadro Masculino, levou a efeito, pela primeira vez, a criação do Quadro de Árbitras de Futsal internacionais, aceitando a candidatura de 3 países, conforme passamos a discriminar, com a indicação da sua posição no ranking mundial masculino nesta variante e o número de Árbitras que usam a respectiva insígnia: Brasil (1º=4), Peru (49º=2) e Venezuela (44º=2). Neste ano, para além dos já mencionados, admitiu novas inscrições dos seguintes 5 países: China (41º=2), Colômbia (36º=1), Espanha (2º=1), Hungria (14º=1) e Itália (3º=1).

RESPOSTA: Diz que as mulheres como estão no quadro único federativo, têm que obter as classificações compatíveis com a regulamentação e, se conseguirem tais objectivos, é que serão propostas à FIFA, para a internacionalização. Desconhece que a FIFA tenha esse Quadro feminino. Desconhece também que a Filipa Santos seja Instrutora da FIFA. Que não é Monitora da Federação, que não tem o curso de Formadora. Disse, ainda, desconhecer que o universalmente categorizado António José Fernandes Cardoso (Árbitro de Futsal de elite mundial) tenha o mesmo estatuto formativo.

COMENTÁRIO: Como se o desconhecimento justificasse o injustificável…Mas a ignorância prejudica gravemente a arbitragem feminina portuguesa, isso eu não tenho dúvidas. Neste momento são 14 as Árbitras de Futsal FIFA e Portugal, igual a zero. E já lá vão 2 anos… Que incentivos dá às Árbitras com este procedimento? O que é que lhe custa acatar indicações pertinentes, honestas e credíveis? O que é que custa propor ao plenário a indicação das Árbitras portuguesas mais qualificadas e com bastas provas dadas, que são o caso das Árbitras filiadas no Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto, Filipa Isabel Sousa Pereira dos Santos (há 7 épocas na primeira categoria nacional e é Instrutora FIFA) e Sandra Maria Novais da Silva (também Árbitra da 1ª categoria nacional e que na época passada foi classificada em 3º lugar numa escala onde constam 32 colegas que aspiram alcançar o topo). Quanto aos dois Instrutores FIFA portugueses terei que dizer que é uma honra, um orgulho para Portugal e não o contrário. Será que ninguém vê ou sente isto?

NOTAS À PARTE: Devo referir que me causou alguma estranheza o facto do actual Presidente da Arbitragem ter afirmado que já sabia que eu ia falar dos três assuntos que apresentei. Ora, como não contactei previamente com ninguém sobre o que eu ia falar, só reconheço este predicado aos bruxos, pessoas em quem não acredito! Em jeito de balanço dou conta que o meu desejo é que a arbitragem portuguesa atinja os mais altos patamares, que não se deixe ultrapassar por pormenores que estão a dominar o principal responsável pela nossa arbitragem. Nestes três casos que apresento serão facilmente superados se houver boa vontade, empenhamento, respeito e entendimento pelas sugestões que apresento todas elas exequíveis. O futebol e a arbitragem agradecem que os tratem com a dignidade que merecem. A presunção, o autismo e despotismo não são sinónimos desejados entre nós, bem pelo contrário, quanto mais longe, melhor. A humildade, o saber e capacidade intelectual de interpretar os anseios de quem trabalha em prol da causa são sempre bem-vindos.

Estarei, como sempre, disponível para esclarecer pessoalmente tudo o que for necessário e incondicionalmente caso ainda suscite alguma dúvida o que disse e que agora descrevi em pormenor em defesa da arbitragem portuguesa.

O último assunto: O Presidente do Conselho de Arbitragem disse ainda que eu enviei estas observações ao Presidente da Federação, Dr. Gilberto Parca Madaíl – o responsável máximo do futebol em Portugal – e que o Engº Ângelo Brou (Secretário-Geral da FPF) já me tinha respondido…

Para uma melhor apreciação do que foi afirmado agora pelo Presidente do Conselho de Arbitragem e a verdade dos factos, que não deixam dúvidas, enumero os passos que foram dados, através de correio electrónico:

1-Em 16 de Janeiro de 2008:
Exmº Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Com os meus melhores cumprimentos venho dar conta dos reparos que faço hoje na minha página da net (albertohelder.blogspot.com), pois, V. Exª como responsável máximo do futebol português, tem uma palavra a dizer. Saudações, Alberto Helder.

2-Em 21 de Janeiro de 2008:
Exmº Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Dado ainda não ter recebido resposta de V. Exª à minha comunicação do passado dia 16 deste mês, volto a dar conta que fiz pertinentes reparos na minha página da net (albertohelder.blogspot.com), pois, V. Exª como responsável máximo do futebol português, tem uma palavra a dizer. Saudações, Alberto Helder.

3-Em 10 de Fevereiro de 2008:
Exmº Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Na sequência da correspondência anterior, enviada a V. Exª em 16 e 21 de Janeiro último, da qual ainda não mereci qualquer resposta, volto a dar conta da falta de sensibilidade da Federação Portuguesa de Futebol para resolver os temas que aflorei apressadamente, pois não me foi possível apresentá-los doutra forma, no Fórum Nacional do Futebol para os quais chamo a vossa melhor atenção e que hoje divulgo, mais em pormenor, na minha página na net, em albertohelder.blogsport.com. Espero, pois, que V. Exª perca o tempo necessário para analisar as questões e, como responsável máximo do futebol em Portugal, transmitir a quem de direito que algo poderá ser feito, com simplicidade e vontade, mas sempre em benefício da modalidade e da arbitragem em particular. Saudações. Alberto Helder.

4- Em 11 de Fevereiro de 2008:
Senhor Alberto Helder, Reporto-me ao seu e-mail de 10.2.08. O assunto referido no seu e-mail de 16.1.08 mereceu um despacho imediato do Sr. Presidente no sentido de averiguar as razões. O assunto foi discutido com o Sr. Presidente do Conselho de Arbitragem e na reunião de 22.1.08 com a APAF foi referida a informação que fez o favor de nos enviar. Fiquei convencido que a justificação apresentada pelo Sr. Presidente do C. de Arbitragem teria sido transmitida, o que verifico agora que não foi o caso. Vou procurar responder rapidamente.
Melhores cumprimentos, Ângelo Brou.