domingo, 2 de setembro de 2007

NATÉRCIA MATIAS – A PERSISTENTE…


A mais recente Árbitra que ascendeu aos quadros nacionais é de Lisboa e chama-se Natércia Maria Simões Matias, natural de Torres Vedras, onde reside. Nasceu a 12 de Janeiro de 1981. Iniciou-se na actividade em 1 de Fevereiro de 2000, e, decorrido um ano, passou administrativamente (como está regulamentado) à 2ª categoria. Em 1 de Julho de 2002 concluiu com aproveitamento as exigentes provas necessárias para integrar a 1ª categoria distrital. Por fim, esta época, já irá arbitrar jogos da série nacional feminina.

Discreta, estudiosa, paciente, simpática, aplicada e muito dedicada à causa, pese embora habite numa zona onde praticamente não existem outras colegas de arbitragem para trocar experiências e ideias, e até fazerem equipa, hiato que fez dela uma verdadeira lutadora, que, agora, vê e sente ter alcançado um dos seus objectivos desportivos, isto é, pertencer aos quadros da Federação Portuguesa de Futebol. Com o seu arreganho e a férrea vontade de vencer que a todos contagia, irá, estou certo, atingir patamares mais elevados, pelo seu mérito, pela sua classe, pelos seus conhecimentos.

Felicidades e que tudo corra como todos nós desejamos: sempre bem
!

sábado, 1 de setembro de 2007


A ACREDITAR é uma organização particular de solidariedade social que visa acompanhar e defender os direitos dos jovens que, infelizmente, são atingidos por esta doença.

A razão da sua existência deve-se a um grupo de pais que sentiram necessidade de criar uma instituição que promovesse objectivos próprios para as crianças doentes tivessem as mesmas oportunidades, não só de sobrevivência, mas também de conquistar a saúde psicológica e física e crescerem tornando-se adultos de pleno direito. A sua fundação verificou-se em 1993.

Os princípios foram alcançados e, para atender todos os que procuram os seus préstimos, existem representações em Lisboa, Porto, Coimbra e Madeira. Na Capital e no Funchal, as instalações próprias já respondem às necessidades de acolhimento adequado aos utentes dos serviços de oncologia pediátrica, onde, longe de sua casa, encontram dignidade, conforto e afecto. Segue-se a construção da casa de Coimbra.

Graças a múltiplos apoios recebidos de conceituadas entidades e personalidades muito sensíveis a esta causa, tem sido possível a concretização de programas específicos, tais como retiros, festas, passeios, estadias, quer em Portugal ou no estrangeiro. Também os benefícios fiscais, a partir de propostas de legislação presentes a quem de direito, já são uma realidade no campo de apoios familiares gerais e à criança hospitalizada, segurança social, ADSE, comparticipação nas despesas de saúde, educação especial e aquisição de viaturas. Para além de editar o boletim (semestral), tem publicado imensos livros dedicados ao cancro, mas de grande alcance pedagógico, quer para os familiares, quer para os professores das crianças.

Da minha parte dou conta que, como voluntário, colaboro desde 1998 e, entre outras actividades, acompanho as crianças a assistirem aos jogos de futebol dos principais clubes da Liga Profissional, onde, após o final de cada desafio, convivem com os seus ídolos, tiram fotos, obtêm autógrafos e, por vezes, até com eles lancham.

Esta é uma Associação credível, séria e bem gerida, logo, se quer ajudar quem ajuda, poderá fazê-lo quer através de apoio humano (voluntariado), material ou financeiro (Lei do Mecenato).

É tudo muito simples.

Basta aceder ao sítio:
www.acreditar.org.pt ou ao e-mail: acreditar@acreditar.pt

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

JORGE NUNES – UM PRESIDENTE…


Jorge Manuel Farinha Nunes, o Presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Castelo Branco tem merecido rasgados elogios de quem conhece o seu método de trabalho, baseado na simpatia, seriedade, credibilidade, objectividade e dinamismo.

Modesto, responsável, tolerante e compreensivo tem sabido elevar e projectar o nome do seu Distrito bem longe. Assim, até dá gosto trabalhar com ele, quer seja o excelente lote de filiados (Árbitros, Árbitros Assistentes e Observadores), liderado pelo Carlos Xistra – está na 1ª Categoria nacional – quer pelos seus pares no elenco directivo (Vítor Fernandes – meu bom e velho amigo – Vítor Agostinho, Alexandrino Robalo e Pedro Patrício).

Gosta de receber sempre bem os seus convidados. Recentemente, no convívio que encerrou as actividades do Conselho da época passada, estiveram presentes, entre outros, representantes de Santarém, Portalegre, Lisboa e de Cabo Verde (Amaro Rodrigues, ex-Presidente do CA da Federação), numa festa muito bonita e participativa. Na hora da distribuição de distinções, tive a honra de ser um dos galardoados, facto que muito me sensibilizou.

Jorge Nunes em anos anteriores já tinha acolhido e homenageado dirigentes de Angola (Jorge Mário Fernandes, Presidente do CA da Federação) e de São Tomé e Príncipe (Arlindo Carneiro, Director de Relações Internacionais). Um gentleman…

Para que se sinta o que de sensível é Jorge Nunes basta dizer que o próximo Curso de Candidatos a Árbitro, promovido pelo seu Conselho, o patrono escolhido é o decano dos Árbitros portugueses, o Mestre Joaquim Campos, quase a comemorar os seus 83 anos de idade!

Registo mais o seguinte: Aquando da minha iniciativa em assistir a jogos distritais, Jorge Nunes e Vítor Fernandes acompanharam-nos (a mim e ao Mestre Joaquim Campos) ao encontro Fundão-Águias do Moradal, realizado em 5 de Novembro último, dia em que o mau tempo imperou, com chuva forte e muito vento… Vimos o jogo debaixo de um autêntico vendaval.

Quanto a Castelo Branco, terra de gente simples e afável e que sinto imenso prazer de visitar, recordo os saudosos Carlos Ranito Xistra (excelso Dirigente) e José Gonçalves Farromba (cortês e prestável colaborador) que muito contribuíram para a minha formação. Destaco também os seus actuais Presidente de Direcção, Mário Minhós, e Secretário-Geral, Luciano d’Almeida, que encabeçam uma longa lista de outros meus Amigos albicastrenses que muito estimo.

A Jorge Nunes – de quem enalteço os seus dotes humanos e toda a disponibilidade para dirigir a arbitragem de Castelo Branco, o que tem feito superiormente – aos seus colegas de Conselho, aos Árbitros e Árbitros Assistentes seus pupilos, aqui fica o meu voto de que a época que agora vai iniciar-se seja profícua e com imensos êxitos pessoais e desportivos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

ATLÉTICO-PINHALNOVENSE – 2ª DIVISÃO NACIONAL










No passado domingo (26.8.2007) iniciei a minha época de espectador aos jogos de futebol, como simples adepto da modalidade.

O encontro escolhido foi o correspondente à primeira jornada da segunda divisão nacional, entre as equipas principais do Atlético Clube de Portugal e Clube Desportivo Pinhalnovense que acabou como começou: 0-0. A equipa de arbitragem viajou do Algarve e foi constituída por Ivo Santos (Árbitro), Vítor Andrade e Sérgio Piscarreta (Auxiliares).

No lendário e bonito Estádio da Tapadinha, cuja vista para o Rio Tejo é deslumbrante, tive o privilégio de encontrar alguns amigos a quem saudei e com quem conversei, tais como o José Júlio (jogador já veterano, mas, nos seus tempos, muito irreverente e impetuoso, mas sempre leal e voluntarioso), Fernando Rodolfo (membro do Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Lisboa), Almeida Antunes (Presidente Adjunto do Atlético) e Joaquim Rebelo (do Sindicato dos Jogadores).

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

ELEIÇÕES – PARA QUE ESTES CASOS NÃO SE REPITAM…


Reproduzo o texto da mensagem que, em devido tempo (16 de Julho de 2007), enviei à

Exmª Senhora
Isabel Cidra
Chefe da Divisão de Informação e Atendimento da
Câmara Municipal de Lisboa

Com os meus respeitos venho apresentar junto de V. Exª as situações abaixo descritas, chamando a vossa melhor atenção no sentido de promover todas as iniciativas que achar por bem desenvolver para que, o que se passou, venha a ser suprimido em próximas eleições, pois não se compreende que, hoje (estamos em 2007), ainda se verifiquem estes casos na Capital de Portugal.

O subscritor, Alberto Helder Henrique dos Santos, nascido em 18 de Março de 1942, eleitor D-3, na Freguesia de Benfica, foi honrado com a nomeação de Presidente da Secção de Voto nº 21, sita na Escola 52, na rua Jorge Barradas.

1. Assim, no dia 11 de Julho (quarta-feira) dirigi-me à Junta de Freguesia de Benfica para levantar a necessária documentação e, como é meu hábito desde há muito, pois gosto de fazer tudo como deve ser, cumprindo até uma sugestão do Manual dos Membros das Mesas, que diz ser útil uma prévia reunião entre si, solicitei os contactos telefónicos dos restantes membros da Mesa, na expectativa de planearmos toda a nossa acção no dia da votação para que tudo viesse a correr com a mínima das falhas, tendo-me sido fornecido somente o telefone do Presidente-Suplente, com quem falei. A Junta de Benfica desconhecia os telemóveis dos restantes! Jamais pode continuar este género de omissão. Os elementos das Mesas devem falar antes do dia da eleição e não só no próprio dia. Na Mesa 21 dois dos seus membros estrearam-se nestas andanças...

2. No dia da eleição, compareci na referida Escola, pelas 06H45, e, como se sabe, a votação decorreu até às 19H00. Todos os 459 eleitores que exerceram o seu direito cívico na 21, foram de uma simpatia e cordialidade que importa registar. Nunca houve a mais pequena questiúncula, o mais pequeno problema. A nossa secção terminou os procedimentos seguintes às 19H30, altura em que me dirige à responsável da Junta de Freguesia na Escola para entregar a documentação identificada com 2 destinatários: Junta e Polícia. Logo ali, disse que não compreendia a razão de ter que esperar pelos senhores agentes da autoridade para lhes entregar a devida documentação. Recebi como resposta que teria de ser assim, etc., etc. Entretanto, os Presidentes das outras 5 Secções da Escola 52, também terminaram as suas tarefas e ali ficámos a aguardar pela chegada dos representantes da PSP. O tempo foi-se passando e as capacidades psíquicas e físicas daqueles que estavam a aguardar também já estavam a esgotar-se, depois de tantas e tantas horas de pé a atenderem os votantes. Mais tempo se passou e um dos Presidentes contactou o senhor Oficial de Dia da PSP que disse o serviço estar sobrecarregado, pois tinha de recolher de mais 8 (salvo erro) Freguesias a documentação para entregar em local apropriado. Mais telefonemas, mais informações desencontradas e contraditórias, ao ponto de que eu, já extremamente debilitado (sou doente oncológico e diabético), resolvi sair para minha casa com a documentação que teria de entregar à PSP, isto às 22H00 (vinte e duas horas...), ou seja, depois de 2 horas e meia de espera infrutífera, torturante e humilhante.

Particularmente, na minha qualidade de cidadão, entendo não ser merecedor do tratamento de que fui alvo, mas destaco muito especialmente a grande falta de respeito que todos os Presidentes das Mesas foram sujeitos. Não me importa de quem é a culpa, sei, isso sim, é que estas situações são facilmente erradicadas se houver planeamento, organização e vontade de servir a comunidade. Ser-se Presidente duma secção de voto é, afinal, um banal cargo que, conforme se pôde constatar, os responsáveis pelo processo eleitoral não têm o mais pequeno apreço, bem pelo contrário: demonstraram desprezo, ostracismo e abandono, classifico eu. Não se pode brincar com a saúde dos outros. Há que respeitar quem cumpre com as suas obrigações.

Resta dizer que, logo que cheguei a casa, dez minutos depois de ter saído da Escola, telefonei para a Junta de Freguesia de Benfica que entendeu a situação e providenciou junto da PSP que viesse ter comigo e levantasse a documentação, o que foi feito às 22H55.

Espero, pois, que V. Exª tire as suas ilações, promova as directivas necessárias para que o próximo acto eleitoral seja uma jornada de convivência democrática feliz para todos e que não venha a ser (só) para os Presidentes das Mesas um horrível fim de dia, com as consequências graves que acabei de enunciar.

Solicito e agradeço a sua estimada resposta.

Saudações

Alberto Helder

NOTA: Dei conhecimento desta comunicação às seguintes entidades: Partidos políticos com assento na Assembleia da República, Lusa-Agência de Notícias de Portugal, Polícia de Segurança Pública, Presidente da Assembleia da República, Comissão Nacional de Eleições, Direcção-Geral da Administração Interna (que substituiu o STAPE), Presidente da Junta de Freguesia de Benfica e a Secção de Benfica do Partido Socialista. Das quatro últimas entidades recebi amáveis respostas, dando conta que o assunto iria ser analisado no sentido de que, futuramente, tais anomalias não se viessem a repetir. A Chefe da Divisão de Informação e Atendimento da Câmara Municipal de Lisboa, também.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

CANAL HISTÓRIA


No passado domingo vi nesta estação televisiva o excelente documentário sobre as primeiras Enfermeiras-Paraquedistas portuguesas, cuja missão em África, foi classificada com a máxima relevância quer no aspecto profissional, quer no que se refere ao apoiar o moral das tropas.

Expressei felicitações à responsável por este trabalho de qualidade e rigor histórico que reporto de inédito, verdadeiro e grande relevo para memória futura.

Recordo que estive também a cumprir serviço militar obrigatório em África (São Tomé e Príncipe entre 1964 e 1966), mas mesmo assim considero os primeiros militares que seguiram para as três zonas onde se verificaram os massacres (Angola, Guiné-Bissau e Moçambique) uns autêntico heróis, pois desse género de guerra pouco ou nada sabiam, aliado ao desconhecimento do terreno e do ambiente hostil (selva) que os esperavam, dos seus perigos, das doenças, a saudade, o estar longe dos seus, enfim, um rol de factores adversos que, reforço, para os enfrentarem teriam que ser uns autênticos super-homens!

Contudo, as Enfermeiras-Paraquedistas deram um grande exemplo do que as mulheres Portuguesas transmitem em tempo de crise. Foi um gosto ver a minha Amiga Maria Ivone Reis, Enfermeira-Paraquedista.

Penso que outros programas sobre o tempo da guerra em África, poderão ser produzidos, aproveitando ainda a presença e as recordações daqueles que lá deixaram os melhores anos das suas vidas e que, felizmente, regressaram.

Reitero os parabéns ao Canal História, assim como a Luísa Carvalho e à sua equipa, que produziram esta reportagem.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

INCUMPRIDORES (II)


Uma vez que no dia 23 de Agosto de 2007 (quinta-feira) voltei a tomar a iniciativa de contactar telefonicamente os que estão em falta para comigo e, considerando que até à presente data ainda não regularizaram os valores que me devem, transcrevo, a seguir, os textos das mensagens que lhes remeti.

Adianto, ainda, sem qualquer comentário, o seguinte:

Caso 1 - Já me enviaram o seu pedido de desculpas e, ao mesmo tempo, afirmam que vão reembolsar-me do valor que lhes adiantei.

Caso 2 - Nada responderam.

A saber:

CASO 1
Caro Amigo e Senhor
Carlos Pinto
Ilustre Secretário da
Comissão de Arbitragem da
Liga Portuguesa de Futebol Profissional
PORTO

De harmonia com o contacto telefónico que hoje efectuei - mais um - para saber quando é que sou reembolsado dos despesas que fiz a propósito de ter levado equipamentos para Cabo Verde e, decorridos que são 80 (oitenta dias) da data em que enviei a toda a documentação solicitada para o efeito - ver o texto que se junta -, ainda não fui recebedor do valor em questão, que se cifra em 245,60 (duzentos e quarenta e cinco euros e sessenta cêntimos), isto para além de nada me dizerem sobre o que se passa...

Aguardo, pois, que, conforme já o pedi várias vezes, a imediata regularização desta dívida. O referido valor deverá ser creditado na minha conta bancária que tem a seguinte referência: xxxx.xxxx.xxxxxxxxxx.xx.

Vou acatar que este assunto termine até ao próximo sábado, dia 25 de Agosto de 2007.

Aproveito para dar conta do meu desapontamento, da minha frustração e o meu desencanto face ao que se está a passar preocupado que estou em reaver o que me devem.

Se eu soubesse o que se iria passar com tudo isto teria pensado bem melhor em disponibilizar os meus préstimos.

Devo acrescentar que este problema de tentar reaver o que é meu, afecta-me sobremaneira, já que, ao não ter recebido qualquer informação quanto à desejada regularização, é uma postura inadmissível e altamente lesiva para comigo.

Por fim, espero que cumpram a vossa parte porque eu, como sabe, cumpri com a minha consciência, com os meus princípios e a paga que tenho é o que se está a verificar há 80 dias! Lamentável! Nunca pensei passar por esta situação: o ter que me esforçar para reaver o que é meu. Sou uma pessoa reformada e este (meu) dinheiro que me deve faz-me imensa falta.

Saudações

Alberto Helder

CASO 2
Exmº Senhor
João Paulo Oliva

Na sequência do meu contacto telefónico de hoje que tive com V. Exª para saber quando é que me são pagas as despesas com a minha deslocação no passado dia 26 de Junho ao Tribunal de Vila Franca de Xira, e, de harmonia com o vosso pedido - para que seja pormenorizado o valor total do que gastei -, venho apresentar a nova conta final, que substitui o meu primeiro pedido de 100,00 (cem euros). Assim, o valor em questão, cifra-se, agora, em 124,50 (cento e vinte e quatro euros e cinquenta cêntimos), conforme passo a descrever:

Deslocação da minha residência (rua Ary dos Santos-Lisboa) ao Tribunal de Vila Franca de Xira, sito na Praceta da Justiça e volta: 78 quilómetros a 0,30 = 23,40
Portagens: 2 x 0,55 = 1,10
Pesquisa, deslocações e fotocópia de 2 documentos importantes apresentados no Tribunal e entregues a V. Exª = 20,00
Telefonemas diversos = 5,00
Tempo dispendido com a prestação do testemunho: 3 horas, a 25,00 = 75,00
Total: 124,50.

Quanto aos documentos justificativos destas despesas devo dizer que não os possuo, pois como o seu pedido inicial foi feito a título pessoal e particular, sem que V. Exª me tivesse prestado qualquer orientação no sentido a que me obrigasse a apresentá-los posteriormente. Aliás, V. Exª nunca se interessou pelas despesas que eu viesse a ter.

Devido ao facto de hoje me ter dito que terá de contabilizar estas despesas na sua Empresa, verifico ser mais uma dificuldade que V. Exª está a colocar-me para protelar pagar a divida que tem para comigo.

Aguardo agora que, conforme afirmou hoje, pois logo que recebesse esta minha comunicação iria proceder à imediata regularização desta dívida. O referido valor deverá ser creditado na minha conta bancária que tem a seguinte referência: xxxx.xxxx.xxxxxxxxxx.xx.

Vou acatar que este assunto termine até ao próximo sábado, dia 25 de Agosto de 2007.

Aproveito para dar conta da minha frustração e o meu desencanto face ao que, desde a primeira hora que aguardo ser ressarcido do valor que me é devido, já que V. Exª não teve qualquer iniciativa para regularizar a situação. Eu é que tenho mostrado preocupação em reaver o que me deve.

Se eu soubesse o que iria passar com tudo isto teria pensado bem melhor em disponibilizar os meus préstimos, assim como daqueles que partilharam da actividade desportiva em vida com o saudoso Amigo e Senhor Viriato Graça Oliva.

Devo acrescentar que este problema de tentar reaver o que é meu, afecta-me sobremaneira, já que da sua parte considero ter recebido, depois do julgamento, uma postura inadmissível e altamente lesiva para comigo.

Por fim, espero que cumpra a sua parte porque eu, como sabe, cumpri com a minha consciência, com os meus princípios e a paga que tenho é o que se está a verificar há 58 dias! Lamentável! Nunca pensei passar por esta situação: o ter que me esforçar para reaver o que é meu. Sou uma pessoa reformada e este (meu) dinheiro que me deve faz-me imensa falta.

Saudações

Alberto Helder