sexta-feira, 7 de setembro de 2007

OBRIGADO, PAVAROTTI


O melhor tenor lírico italiano de todos os tempos, quiçá, do universo, deixou-nos ontem, vítima da malfadada doença prolongada. Nasceu em Modena, a 12 de Outubro de 1935.

Luciano Pavarotti deixou uma vastíssima colectânea das suas interpretações de admirável qualidade. O número de discos vendidos com gravações de lindas canções que a todos deliciam ultrapassa a astronómica cifra de 100.000.000 (cem milhões) de cópias!

As suas acções filantrópicas, especialmente orientada para crianças, são mundialmente conhecidas e elogiadas.

São-lhe atribuídas estas duas frases:

Aprender música lendo teoria musical é como fazer amor por correspondência.
Penso que uma vida pela música é uma vida bem vivida, e é aquilo que tenho feito.

Aqui fica uma mensagem de despedida: Os seus milhões de admiradores da sua inconfundível e maravilhosa voz, os protegidos e as crianças das suas obras de solidariedade estão reconhecidos pelas benesses recebidas e eu também…
Que seja sempre Natal!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

PARABÉNS, MESTRE JOAQUIM CAMPOS!


Joaquim Fernandes de Campos comemora hoje o seu 83º aniversário e aqui estou a felicitá-lo com Apreço, Respeito e Carinho e desejar-lhe tudo aquilo que de bom aconteça a quem, desde 31 de Dezembro de 1944 e ainda hoje, contribui para a valorização da arbitragem portuguesa.

Não é fácil falar de quem tem um invejável e inigualável currículo desportivo e que ostentou o distintivo da FIFA, durante 21 épocas consecutivas. É obra…

Um Homem que esteve em 2 Campeonatos do Mundo, em 1958, na Suécia e 1966, na Inglaterra, o primeiro Árbitro profissional português que desempenhou a função no Brasil, todo o seu longo e digno historial foi reconhecido pelo Governo da República Portuguesa atribuindo-lhe as Medalhas de Serviços Distintos e de Mérito Desportivo, a Federação Portuguesa de Futebol outorgou-lhe o título de Sócio de Mérito, a Associação de Futebol de Lisboa concedeu-lhe a distinção mais elevada (Sócio Honorário), é membro da Confraria da Chanfana, de Miranda do Corvo, onde a Câmara Municipal local conferiu-lhe a Medalha de Mérito ao Ouro. Ainda hoje, orienta, e de que maneira, o Encontro anual do Núcleo dos Antigos Árbitros, que como se sabe é de âmbito nacional.

Como elemento da Comunicação Social trabalhou no antigo Boletim O Árbitro, logo na sua aparição (1957), tendo, depois, sido Director da actual revista O Árbitro. Actualmente colabora com o jornal Record comentando as actuações das equipas de arbitragem nos jogos da 1ª liga.

Mestre Joaquim Campos, pessoa bem-humorada, conhecedor, responsável e rigoroso cumpridor das normas estabelecidas, nunca deixou de ter espírito reivindicativo. Desde sempre na crista da onda, muito antes do 25 de Abril de 1974, integrou diversos grupos de trabalho que sugeriam e defendiam propostas que visavam a melhoria das regalias dos Árbitros. Com a sua dinâmica e participação algumas benesses foram obtidas. Em 1979, foi um dos 75 fundadores da APAF-Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol e do Núcleo de Confraternização dos Árbitros de Futebol de Lisboa.

Muito mais haveria para escrever… Mas, enfim, um exemplo que pretendemos preservar, estimar e mostrar a todo o Mundo que as mais-valias são necessárias para construir um novo desporto, uma nova vida, uma arbitragem de valores e princípios sãos e dignos. Só assim é que se pode servir esta maravilhosa causa.

Tive a honra e o privilégio de assistir, em 1952 (eu tinha 9 anos de idade), à sua estreia na I Divisão, tendo arbitrado o jogo Belenenses-Estoril., que se realizou no dia 13 de Janeiro, no antigo Estádio das Salésias (Belém-Lisboa). Mal sabíamos que muito mais tarde, cerca de cinquenta anos depois, ao falarmos de coisas do antigamente, tínhamos estado no mesmo lugar, no mesmo dia e à mesma hora… Bonito…

Hoje, mesmo no dia dos seus anos, tem uma consulta marcada com o médico cirurgião ortopedista que está a acompanhá-lo num problema que o afecta há algum tempo. Espero que não fique retido o dia todo no Hospital, pois tem a sua família à sua espera para festejar a data. Mas, mesmo assim e futuramente, sugiro que siga o meu conselho: MÉDICOS NUNCA MAIS, AGORA SÓ MÉDICAS…

Aquele abraço de aniversário do seu pupilo, extensivo a seus familiares, começando pela Esposa, Dª Celeste, seu filho, Vítor, grande companheiro, sua nora, seu neto Bruno Miguel, excelente matemático e treinador de basquete e demais familiares e amigos.

Neste feliz dia o abraço apertado (mas não muito, por causa dos ossos, não os seus, mas os meus) e o agradecimento por tudo o que para mim significou, como padrão de vida que segui.

Foto: O Mestre, a condecoração e a Câmara Municipal de Miranda do Corvo.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

JARDIM DO PRÍNCIPE REAL – LISBOA


Hoje destaco o jardim onde passei parte da minha juventude, desde quando nasci até 1966, ano em que contraí matrimónio e me mudei para a Freguesia onde resido (Benfica). Morava, então, na rua Cecílio de Sousa, Freguesia das Mercês, com os meus pais (Viriato e Ester) e irmãos (Fernando e Ivone).

Do espaço verde, alindado e cuidado, aqui vai um pouco da sua já longa história: A construção remonta a 1859 por mando da Rainha D. Maria II, em honra do seu filho primogénito. No subsolo tem um enorme reservatório e faz parte do Museu da Água, arquitectado entre 1860 e 1864. Ferreira Borges, republicano e jornalista, é evocado num monumento. Existe um soberbo cedro-do-Buçaco, com mais de 20 metros de diâmetro, que pode abrigar centenas de pessoas.

Recomenda-se, pois, uma visita atenta e demorada a esta agradável zona de lazer, muito florida e encantadora, para se saborear o que de bom a Natureza nos dá.

O magnífico local, situado na rua da Escola Politécnica, dentro do coração de Lisboa, foi muito utilizado pela rapaziada daquele tempo que queria desenvolver as suas potencialidades desportivas, apesar de ser proibido pisar a relva, jogar futebol ou outros desportos colectivos, severamente reprimidas pela polícia, que impedia a qualquer custo tais práticas, correndo para nos apanhar, o que por vezes conseguiam, fazendo detenções, com idas à esquadra das Mercês, onde os nossos pais procediam ao pagamento das multas correspondentes. Outros tempos…

Os jovens do Príncipe Real, do Alto do Longo, da Praça das Flores, do Bairro Alto organizavam, no final do dia, à tardinha, ou nos sábados e domingos, disputadíssimos jogos de futebol, com a velha bola de trapos, mas sempre com um olho no jogo e outro no chui (alcunha que dávamos aos polícias), pois ao mais pequeno indicio teríamos que fugir por tudo o que era sítio. Por vezes faziam-nos cercos e lá conseguiam apanhar os mais lentos ou os menos atentos. Para além da equipa adversária também tínhamos outros antagonistas.

Para podermos jogar futebol à vontade teríamos que nos deslocar até ao Bairro da Serafina (cerca de 5 quilómetros). Muitas das vezes íamos à pendura, nos eléctricos, até às Amoreiras e daí calcorrearmos o restante. Face à febre do Hóquei em Patins que reinou, resolvemos aprender a patinar no Parque Mayer. No alcatroado do Jardim ainda fazíamos hóquei, mas sem patins. Lembro-me de, com 8/9 anos, ter construído uma baliza em madeira, com fios de cordel a fazer de redes, mas numa das fugas cheguei a casa com uns paus enrolados nas guitas… Muito chorei! As caneleiras eram feitas de cartão canelado e colocadas entre as meias e as pernas. O sr. Firmino (marceneiro) dava-nos os stiks. E a polícia corria atrás de nós… Era giro…

Também disputávamos um jogo de sarjeta a sarjeta com uma bola de matraquilhos. Uns tantos de cada lado, constituíam as equipas. Quando era golo era sempre um problema, pois pôr o braço no referido vazadouro com água pútrida para tirar a bola, não era nada agradável, mas o vício era enorme… Na estrutura metálica exterior que suporta o cedro fazíamos provas de resistência, ganhando aquele que mais tempo se mantinha empoleirado e maior era a distância que alcançava. Nas noites de verão as corridas de velocidade e as voltas ao perímetro do jardim eram um atractivo para muita gente que assistia e aplaudia (!) a malta que, com gosto e vontade, participava nas provas.

Grandes e bons amigos se fizeram no Jardim do Príncipe Real. Recordo, com saudade, aqueles já partiram: Alexandre (foi para os paraquedistas, mas veio a falecer num dos saltos ainda em Portugal. Estava mobilizado para a guerra de África); o Alexandrino, que jogava boxe no Rio de Janeiro Futebol Clube (Bairro Alto) e que lhe aconteceu o mesmo que ao Alexandre; o Helder Fagulha, que, por ser mais velho ia ao cinema e, depois, contava-nos os filmes num qualquer portal da rua; o Mário (faleceu no primeiro dia que desembarcou na Guiné, vítima de emboscada); o Manuel Almeida, que esteve comigo em São Tomé e Príncipe, vítima de cancro; o Chico (um dos primeiros radiotelegrafistas que foram para Angola, em 1961). Nota: O Chico um dia levou uma sova do pai (era da agente da GNR) porque fez do tecido do guarda-chuva um paraquedas e o lançou da rampa do jardim… Bonito de se ver… Coisas de jovens…

Outros houveram que atingiram patamares de excelência, caso do José Carlos (jogou basquete na primeira categoria do Benfica) e do Canas (Ciclista do Sporting).
Foto: Com a devida vénia de INLISBOA.COM

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

ATLETAS PORTUGUESES ESTÃO DE PARABÉNS










Ontem, para poder resumir os resultados dos representantes portugueses em actuação no estrangeiro, não tive a oportunidade de assistir a um jogo de futebol, como pretendia, mas não estou arrependido, pois foi bem melhor assim, pois a prestação dos portugueses foi brilhante a todos os títulos.

TRIATLO – HAMBURGO (ALEMANHA)
Começo pelo excelente resultado obtido por Vanessa Fernandes, conquistando pela primeira vez o título de Campeã Mundial. A jovem, pelo que tem feito em prol da modalidade e de Portugal, bem merece o ceptro máximo de tão disputada e exigente prova atlética, que engloba as variantes de natação, ciclismo e atletismo.
Nas restantes provas, as classificações e tempos foram os seguintes:
CONCURSO MASCULINO – SENIORES: Bruno Pais, desistiu. 80 concorrentes. SUB-23: João José Pereira, 17º, com 01H51M35S. 79 concorrentes. JUNIORES: João Silva, 8º com 55M00S; José Estrangeiro, 16º, com 55M31S; e Miguel Arraiolos, 56º, com 58M13S. 82 concorrentes.
COMPETIÇÃO FEMININA – SENIORES: Vanessa Fernandes, Campeã, com 01H53M27S; e Anais Moniz, 44ª, com 02H00M03S. 77 concorrentes. SUB-23: Bárbara Clemente, 16ª, com 02H06M36S. 34 concorrentes. JUNIORES: Mariana Costa, 13ª, com 01H01M24S; Ana Ferreira, 22ª, com 01H01M56S; e Joana Marques, 57ª, com 01H09M10S. 65 concorrentes.

MUNDIAIS DE ATLETISMO – OSAKA (JAPÃO)
Portugal foi representado por 24 atletas e ter obtido uma medalha de ouro, conquistada por Nelson Évora, numa especialidade em que a imensa concorrência estrangeira tem melhores condições e mais peritos, é simplesmente fantástico!
Eis os registos dos nossos compatriotas:
DESPIQUE MASCULINO
100 metros: Francis Obikwelu, eliminado
200 metros: Francis Obikwelu, meia-final, 5º, com 20,40S (não apurado); e Arnaldo Abrantes, quarta-eliminatória, com 20,82S (não apurado).
400 metros barreiras: Edivaldo Monteiro, meia-final, 5º, com 49,31S (não apurado)
Marcha 20 quilómetros: João Vieira, 25º, com 1H27M44S; e Sérgio Vieira (desistiu aos 13 quilómetros).
Marcha 50 quilómetros: António Pereira, 15º, com 04H02M09S; Augusto Cardoso, 26º, com 04H14M38S; e Jorge Costa, 27º, com 04H16M05S.
Maratona: Alberto Chainça, 22º, com 02H23M22S; Luís Feteira, 35º, com 02H29M34S; Paulo Gomes, 42º, com 02H32M02S; Helder Ornelas (desistiu) e Luís Jesus não alinhou por estar doente (gastroentrite vírica).
Triplo salto: Nelson Évora, Campeão do Mundo, com 17,74 metros.
PROVA FEMININA
3000 metros obstáculos: Sara Monteiro, final, 13ª, com 10M00,40S.
5000 metros: Jéssica Augusto, final, 15ª, com 15M24,93S.
20 quilómetros marcha: Susana Feitor, 5ª, com 01H31M01S; Inês Henriques, 7ª, com 01H33M06S; e Vera Santos, 11ª, com 01H34M28S.
Maratona: Anália Rosa, 36ª, com 02H45M38S.
Comprimento: Naide Gomes, final, 4ª, com 6,87 metros.
Dardo: Sílvia Cruz, final, 15ª, com 58,53 metros.
Martelo: Vânia Silva, com 61,81 (não apurada).
Salto com vara: Elisabete Tavares, com 4,05 metros (não apurada).

Aos atletas, aos técnicos, às Federações expresso felicitações e o meu regozijo por terem representado condignamente Portugal!

domingo, 2 de setembro de 2007

NATÉRCIA MATIAS – A PERSISTENTE…


A mais recente Árbitra que ascendeu aos quadros nacionais é de Lisboa e chama-se Natércia Maria Simões Matias, natural de Torres Vedras, onde reside. Nasceu a 12 de Janeiro de 1981. Iniciou-se na actividade em 1 de Fevereiro de 2000, e, decorrido um ano, passou administrativamente (como está regulamentado) à 2ª categoria. Em 1 de Julho de 2002 concluiu com aproveitamento as exigentes provas necessárias para integrar a 1ª categoria distrital. Por fim, esta época, já irá arbitrar jogos da série nacional feminina.

Discreta, estudiosa, paciente, simpática, aplicada e muito dedicada à causa, pese embora habite numa zona onde praticamente não existem outras colegas de arbitragem para trocar experiências e ideias, e até fazerem equipa, hiato que fez dela uma verdadeira lutadora, que, agora, vê e sente ter alcançado um dos seus objectivos desportivos, isto é, pertencer aos quadros da Federação Portuguesa de Futebol. Com o seu arreganho e a férrea vontade de vencer que a todos contagia, irá, estou certo, atingir patamares mais elevados, pelo seu mérito, pela sua classe, pelos seus conhecimentos.

Felicidades e que tudo corra como todos nós desejamos: sempre bem
!

sábado, 1 de setembro de 2007


A ACREDITAR é uma organização particular de solidariedade social que visa acompanhar e defender os direitos dos jovens que, infelizmente, são atingidos por esta doença.

A razão da sua existência deve-se a um grupo de pais que sentiram necessidade de criar uma instituição que promovesse objectivos próprios para as crianças doentes tivessem as mesmas oportunidades, não só de sobrevivência, mas também de conquistar a saúde psicológica e física e crescerem tornando-se adultos de pleno direito. A sua fundação verificou-se em 1993.

Os princípios foram alcançados e, para atender todos os que procuram os seus préstimos, existem representações em Lisboa, Porto, Coimbra e Madeira. Na Capital e no Funchal, as instalações próprias já respondem às necessidades de acolhimento adequado aos utentes dos serviços de oncologia pediátrica, onde, longe de sua casa, encontram dignidade, conforto e afecto. Segue-se a construção da casa de Coimbra.

Graças a múltiplos apoios recebidos de conceituadas entidades e personalidades muito sensíveis a esta causa, tem sido possível a concretização de programas específicos, tais como retiros, festas, passeios, estadias, quer em Portugal ou no estrangeiro. Também os benefícios fiscais, a partir de propostas de legislação presentes a quem de direito, já são uma realidade no campo de apoios familiares gerais e à criança hospitalizada, segurança social, ADSE, comparticipação nas despesas de saúde, educação especial e aquisição de viaturas. Para além de editar o boletim (semestral), tem publicado imensos livros dedicados ao cancro, mas de grande alcance pedagógico, quer para os familiares, quer para os professores das crianças.

Da minha parte dou conta que, como voluntário, colaboro desde 1998 e, entre outras actividades, acompanho as crianças a assistirem aos jogos de futebol dos principais clubes da Liga Profissional, onde, após o final de cada desafio, convivem com os seus ídolos, tiram fotos, obtêm autógrafos e, por vezes, até com eles lancham.

Esta é uma Associação credível, séria e bem gerida, logo, se quer ajudar quem ajuda, poderá fazê-lo quer através de apoio humano (voluntariado), material ou financeiro (Lei do Mecenato).

É tudo muito simples.

Basta aceder ao sítio:
www.acreditar.org.pt ou ao e-mail: acreditar@acreditar.pt