sexta-feira, 5 de setembro de 2008

ORIENTAL-SILVES, O JOGO QUE VI NO DOMINGO, DIA 31 DE AGOSTO






Contava para a primeira eliminatória da Taça de Portugal, e disputou-se entre as equipas do Clube Oriental de Lisboa (fundado 08.08.1946), filiado na Associação de Futebol da Capital e está a disputar a 2ª divisão nacional, série D, e do Silves Futebol Clube (f. 04.04.1919), este pertencente à Associação de Futebol do Algarve e participa na III divisão, série F. -A equipa de arbitragem. Da esquerda: Pedro Gamito, Nuno Campos e Hugo Guerreiro-

O resultado final foi favorável ao grupo lisboeta somente por um golo sem resposta. Na rodada seguinte vai defrontar o Clube Desportivo Feirense, da II Liga Profissional, e filiado na Associação de Futebol de Aveiro. O jogo será novamente em casa e está marcado para o dia 14 deste mês de Setembro. -O desentorpecer muscular-

A equipa de arbitragem viajou de Santiago do Cacém, Distrito de Setúbal. O Árbitro foi o Nuno Manuel Gonçalves Costa Campos, do quadro da 2ª categoria nacional (na época anterior ficou classificado em 19º num grupo de 50). -A entrada no relvado das três equipas-

Os seus auxiliares: Hugo Miguel Cristina Guerreiro e Pedro Miguel Candeias Pereira Gamito. -Saudação-

Entretanto, apraz-me dar conta que este modelo de disputa da Taça de Portugal desta época deixa um tanto ou quanto a desejar, uma vez que, logo na primeira ronda, ficaram isentos 19 (!) clubes das divisões inferiores, o que é surpreendente, pois tantas equipas sem jogar, não é benéfico para o desenvolvimento da modalidade nestes escalões.
-A equipa de Silves saúda os intervenientes na partida-

Tive o privilégio de encontrar Manuel Pedro Gomes, o reputado Treinador do Oriental, pessoa que admiro e estimo, antigo jogador internacional português que envergou a camisa das quinas por 9 vezes e desde 1973/1974, quando deixou a actividade, enveredou pela carreira de Treinador, o que já o levou a dar a sua preciosa colaboração a imensos clubes de várias categorias nacionais.

-Agora a turma do Oriental-

Hoje é, também, conceituado e acreditado consultor, para a área do futebol, na imprensa, rádio e televisão.

-Pedro Gamito em acção-

Também cheguei à conversa com outro amigo e companheiro de longa data, o Fernando Rodolfo, antigo Árbitro dos quadros nacionais e actualmente dirigente da Associação de Futebol de Lisboa.

-A atenção de Hugo Guerreiro-

O Estádio onde se realizou o jogo de domingo passado, o Estádio Engº Carlos Salema, hoje com um relvado excelente, trouxe-me à memória de duas finais que ali dirigi, em terra batida, com vedação e a bancada tinha cobertura, o que hoje não acontece, pois numa noite caiu inesperadamente, não causando vítimas. Se fosse num dia de jogo, seria uma tragédia incalculável…

-Nuno Campos interrompendo a partida-

A primeira em 05.07.1975, entre duas equipas extremamente rivais, dum Bairro altamente crítico (o Casal Ventoso) em que a equipa favorita, o Lisboa Futebol Clube perdeu por 1-2, com a União Desportivo Clube. Um fantástico jogo com a lotação esgotada, com milhares de fervorosos adeptos a incentivarem os seus clubes!

-Advertindo-

Foi um jogo muito disputado dentro e fora do rectângulo, as claques bateram-se fortemente entre si, a Polícia, naquele tempo, nada podia fazer de concreto e graças à forte rede metálica protectora, não saltaram para a área de jogo, pois senão seria o fim!

-O jogo chegou ao fim-

No final, quando as três equipas estavam alinhadas para se proceder à entrega da taça ao vencedor, apareceu um fanático à minha frente a insultar-me (estávamos no tempo do PREC-Processo Revolucionário Em Curso) e o capitão da turma que perdeu (a do tal faccioso) deu-lhe um violento soco que o fez recuar e estatelar-se desamparado no chão, e disse-me, desabafando: Senhor Árbitro, isto não é nada consigo… Eu, aliviado e ao mesmo tempo espantado, meditei: Felizmente… Tive como colegas, o sempre lembrado Armindo Rodrigues Pires, que já não está entre nós, e o José Pires Alves.

-Manuel Pedro Gomes (n. 16.10.1941)-

No segundo jogo, efectuado em 29.07.1978, com o Lisboa Clube Rio de Janeiro que venceu o favorito, o Imparcial 1º de Junho por 2-1, tendo-se verificado uma expulsão. Foi o único jogo em que o meu saudoso pai me viu actuar.

-Recorte do Jornal Record de 08.07.1975-

Aqui verificou-se muito menos assistentes pois esta final teve que ser repetida e o Imparcial, que tinha perdido no primeiro encontro e protestou-o, voltou a perder com o grupo menos cotado, que para arranjar o mínimo de jogadores viu-se e desejou-se, pois a época já tinha terminado há muito… Colegas que me acompanharam neste encontro: José Pires Alves e João Francisco Cardoso Morais.

-Recorte do Jornal Record de 30.07.1978-

Ai que saudades, ai, ai…

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

NÚCLEO DE ÁRBITROS DE LISBOA - INICIA AS ACTIVIDADES


A época 2008/2009 está a iniciar-se e as actividades do Núcleo de Árbitros de Futebol de Lisboa também.
Hoje, na sua sede, vai decorrer a primeira das habituais sessões técnicas das quintas-feiras, dirigidas especialmente aos seus filiados.

Mas já estão agendadas as seguintes reuniões para o presente mês de Setembro. A saber:

Dia 4 – Luís Estrela, Árbitro da 2ª categoria nacional, vai abordar o tema: Vamos discutir e pensar arbitragem…

Dia 11 – João Capela, Árbitro da 1ª categoria nacional, falará sobre as alterações verificadas às Leis do Jogo, para a época 2008/2009. Como interpretá-las? Haverá trabalho de grupo.

Dia 18 – Vítor Pereira, Presidente da Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (O objecto da sua intervenção será indicado oportunamente).

Dia 25 – Pedro Henriques, Árbitro da 1ª categoria nacional (assunto surpresa).

Sede: Rua Wanda Ramos, lote 16, loja A, direita (às Olaias).
Correio electrónico: naflisboa@netcabo.pt
Sítio: http://www.naflisboa.org/

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A ARBITRAGEM NOS MUNDIAIS, 1974 – ALEMANHA (X)


A realização da fase final do décimo mundial, que se realizou na Alemanha, foi definida no 36º Congresso da FIFA, levado a efeito em Londres, em 6 de Julho de 1966, assim como também as duas competições seguintes, atribuídas à Argentina (1978) e Espanha (1982). -Nova e bonita-

Entre os dias 13 de Junho e 17 de Julho de 1974, as 16 equipas seguintes lograram efectuar 38 encontros (um recorde), utilizando os Estádios das seguintes cidades: Berlim, Dortmund, Dusseldorf, Estugarda, Frankfurt, Hamburgo, Hannover, Gelsenkirchen e Munique. Eis as selecções que estiveram presentes: Alemanha Oriental, Argentina, Austrália, Brasil, Bulgária, Chile, Escócia, Haiti, Holanda, Itália, Jugoslávia, Polónia, Suécia, Uruguai e Zaire.
A equipa portuguesa, treinada pelo antigo magriço José Augusto, não conseguiu o apuramento, pois 2 vitórias, 3 empates e 1 derrota foram insuficientes para alcançar o objectivo. -Mascotes, o TIP e o TAP-

Os resultados que obteve, foram: CHIPRE, em casa (29.03.1972), venceu por 4-0, com golos de Artur Jorge, Humberto Coelho, Jordão e Nené. Fora, em 10.05.1972, repetiu a vitória, por 1-0, golo de Chico Faria. BULGÁRIA, empatou-se em casa, 2-2, em 13.10.1973, com Simões e Quaresma a marcarem os nossos tentos. Fora sofreu-se um derrota por 1-2, em 02.05.1973, tendo Nené feito o ponto de Portugal. IRLANDA DO NORTE, em casa, em 14.11.1973, empate por 1-1 (marcou Jordão) e fora, em 28.03.1973, foi repetido o resultado com Eusébio a marcar. -Estádio Olímpico de Munique-

NOTAS

A segunda partida entre Chile e União Soviética, na repescagem das eliminatórias, não foi disputada. Depois de empatarem sem golos em Moscovo, os europeus resolveram não visitar os oponentes, em protesto contra a ditadura de Augusto Pinochet. Alegaram que não reconheciam o seu governo – que derrubara o esquerdista Salvador Allende no ano anterior – e que o Estádio Nacional, onde seria realizada a partida de volta, era utilizado como prisão política pelo governo chileno. Sem rival, o Chile entrou em campo, deu o pontapé inicial e fez um golo contra a baliza vazia.
-Réplica da bola oficial-
Neste mundial detectou-se o primeiro caso de doping. O haitiano Ernest Jean Joseph, consumiu efedrina, substância proibida, e foi expulso do torneio. Dois dias depois de ter feito o primeiro e último jogo, com a Polónia, em 21 de Junho, foi obrigado a abandonar o Hotel onde estava a sua selecção, tendo regressado ao seu país, acompanhado pela temível guarda pretoriano do ditador Jean Claude Duvallier, que o recebeu no seu Palácio e determinou que fosse internado num campo de detenção clandestina onde foi selvaticamente torturado! Dois anos mais tarde recuperaria a liberdade. -No jogo final: da esquerda: o holandês Cruyff, o uruguaio Barreto, o inglês Taylor, o mexicano Archundia e o alemão Beckenbauer-

Face aos tristes acontecimentos que afectaram os Jogos Olímpicos de 1972, a organização entendeu por bem tomar precauções procedendo ao seguro dos espectadores, jornalistas, empregados e os conjuntos folclóricos que actuaram na cerimónia inaugural, em 4.000 dólares em caso de morte e 8.000 se houvesse invalidez. -Os capitães cumprimentam-se sob a atenção do Auxiliar Barreto-

Voltou a ser utilizada a bola Telstar, estreada no México, com uma inovação: totalmente impermeável. -John Keith Taylor, Árbitro inglês FIFA-

Os calções dos jogadores passaram a ter numeração correspondente às suas camisolas. -Golo da Holanda, no 2º minuto, por Neeskens-

O troféu que substituiu a Jules Rimet, passou a designar-se Taça Mundial FIFA, cujo modelo foi escolhido dentro 53 projectos apresentados por 7 países. O autor que ganhou o concurso, aprovado por unanimidade, foi o italiano Sílvio Gazzaniga, de Milão. A estátua tem 36 cms. de altura e pesa 4,970 quilos de ouro puro, maciço, de dezoito quilates. O seu custo ronda os 200.000 dólares e é o terceiro mais valioso do planeta, depois do Borg Warner das 500 milhas de Indianapolis e da America’s Cup Yachting.
A base da taça só suporta nomes dos vencedores até ao mundial de 2038. -A Holanda marcou primeiro-

A partir desta competição de 1974 a partida inaugural passou a ter a presença do campeão anterior. -Maier, guarda redes alemão, em grande-

De todos os países campeões do mundo, a Inglaterra foi o único a ficar de fora desta edição. Em compensação, duas equipes, que ainda não haviam realizado algo significativo na história da competição, tiveram o seu destaque: Holanda e Polónia. A seleção holandesa chegou à final. Foi uma campanha baseada na revolução táctica, graças ao técnico Rinus Michels. Implementou o ‘futebol total’, no qual os jogadores não tinham posições fixas. A equipa ficou conhecida como ‘carrossel holandês’. A adversária na decisão foi a anfitriã Alemanha Ocidental, então campeã europeia, que a venceria por 2 a 1, depois de levar um sufoco.
O título só não foi facturado de maneira invicta pela Alemanha Ocidental porque a outra Alemanha, a Oriental, a derrotou na primeira fase. Esse confronto entre os países vizinhos foi o único em todos os tempos.
-A Alemanha empata, também de grande penalidade, aos 25 minutos, por Breitner-

Já a Polónia começou a competição empolgada pela conquista da medalha de ouro na Olimpíada de 1972 e por ter vencido, nas eliminatórias, o grupo onde estava exactamente a Inglaterra. Na segunda fase (ou semifinal) da Copa, os polacos ficaram na segunda posição do grupo 2, atrás somente da própria Alemanha Ocidental. Mesmo sem poderem alcançar o troféu, tiveram motivos para sorrir. Lato foi o artilheiro e marcou o único golo da partida que valeu a terceira posição no torneio, diante dos brasileiros. -A partida ficava empatada-
A seleção do Zaire chegou à Alemanha com um grupo de bruxos para exercer influência espiritual e facilitar o trabalho inexperiente da sua equipa, mas não foram aceites pelos responsáveis da delegação zairense. Juntaram-se então à porta do Hotel e perante a imprensa mundial disseram que o treinador (Blagoje Vidinic) estaria a evitá-los para favorecer os seus patrícios jugoslavos... No dia 18 de Junho, no jogo com a Jugoslávia, foram cilindrados com o resultado de 9 a 0. -Johan Cruyff, o holandês tecnicista-
Já os brasileiros, tristes por não poderem ver Pelé em mais uma Copa, também passavam por uma seca de títulos que duraria duas décadas. -Alemanha marca de novo, por Mueller, ainda na primeira parte (43)-

Na final, a Holanda que perdeu o jogo com a Alemanha por 1-2, deu o pontapé de saída. Trocou passes e partiu para o ataque. Cruyff entrou na área e foi derrubado. Grande penalidade assinalada que Neeskens converte e a Holanda fez 1-0 sem que qualquer jogador adversário tocasse na bola!O goleiro italiano Dino Zoff tinha a sua baliza inviolável desde Setembro de 1972. Sua invencibilidade caiu durante o torneio, obra do atacante Manno Sanon, do pouco cotado Haiti. No total, Zoff ficou 1.172 minutos sem sofrer golos.O guarda-redes holandês Jongbloed gostava de jogar sem luvas e com a camisa 8.
-Gerd Mueller, o artilheiro alemão-

A Holanda foi a única seleção da história a bater, em um mesmo Mundial, os três grandes da América do Sul: Brasil, Argentina e Uruguai. -Final do jogo: Alemanha venceu!-

“Dream team” é um apelido carinhoso que a crónica esportiva e a torcida dão a algum equipa inesquecível. Nas Mundiais, apenas as selecções do Brasil – 1970 e 1982 – e da Holanda – 1974 – mereceram esse título. -A taça é nossa!-
No mundial de 74 a selecção da Holanda, apelidada de “laranja mecânica”, por causa da sua camisola, surgiu a jogar como se fosse um carrossel, uma táctica tão revolucionária que o olheiro da seleção brasileira, Paulo Amaral, fez um gráfico cheio de setas, cruzes e borrões indecifráveis, uma teia de riscos e rabiscos que só confundiu o técnico Zagalo, que comandava o escrete. -Treinador (Helmud Schoen) e capitão de equipa (Franz Beckenbauer) festejam-

Jairzinho, atacante da seleção brasileira de 66, 70 e 74, o "Furacão da Copa" do México, e o único jogador de uma seleção campeã a marcar em todos os jogos, além de levar o crédito de ter descoberto Ronaldo, o "Fenómeno”… -Campeões do Mundo!-

Jogos: 38 (recorde) -Gregorz Lato, polaco, rei dos marcadores-

Advertências: 85 (Alemanha Democrática, Brasil, Holanda e Jugoslávia, 10 cada. Argentina, 8. Chile, Polónia, Suécia e Uruguai, 5 cada. Alemanha Federal, Escócia e Haiti, 3 cada. Austrália, Bulgária, Itália e Zaire, 2 cada). -Brasil com a Alemanha Democrática (1-0)-

Expulsões: 5 (Austrália, Brasil, Chile, Uruguai e Zaire). -Argentina no jogo com o Haiti (4-1)

Melhor Marcador: Gregorz Lato, Polónia, 7 golos -Chile e Austrália (0-0)-

ARBITRAGEM

Foram 36 os Árbitros seleccionados para este torneio, o que constitui um recorde. Estiveram representadas todas as Confederações e os seguintes países: Alemanha (8), Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Colômbia, Egipto, Escócia, Espanha, Gales, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irão, Itália, México, Peru, Roménia, Russia, Senegal (2), Singapura, Sudão, Suiça, Turquia, Uruguai e Venezuela. -Escócia, 2 - Zaire, 0-

A arbitragem portuguesa não esteve representada devido aos acontecimentos resultantes da Revolução dos Cravos, que ocorreu em 25.04.1974. -Polónia vence Argentina por 3-2-

Repetentes neste mundial:
Davidson (1962 e 1970)
Marques (1966)
Tschenscher (1966 e 1970)
Barreto, Gloeckener, Loraux, Scheurer e Taylor (1970) -Expulsão do brasileiro Luís Pereira-

O INGLÊS John Keith Taylor, que dirigiu 3 partidas, foi o que mais amarelos exibiu: 8. Metade deles na final entre a Alemanha e a Holanda. Foi o primeiro Árbitro a assinalar grande penalidade em jogos finais e logo à equipa da casa e no primeiro minuto do desafio!

ABDEL MOHAMED HALIM, SUDÃO, ÁR=0 e FL=1.
ALFONSO GONZALEZ ARCHUNDIA, MÉXICO, 14.06.1934, AR=1 e FL=4.
ARIE VAN GEMERT, HOLANDA, 23.03.1929, AR=1 e FL=1.
ARMANDO MARQUES, BRASIL, 06.03.1930, AR=1 e FL=3.
AURÉLIO ANGONESE, ITÁLIA, 16.04.1929, AR=2 e FL=2.
BIRAME NDIAYE, SENEGAL, 20.06.1932, AR=0 e FL=3.
DJAFFAR NAMDAR, IRÃO, 02.07.1934, AR=1 e FL=1.
DOGAN BABACAN, TURQUIA, 05.04.1930, AR=1 e FL=2.
EDISON PEREZ NUNES, PERU, 14.04.1936, AR=1 e FL=2.
ERICH LINEMAYR, ÁUSTRIA, 24.01.1933, AR=2 e FL=2.
FERDINAND BIWERSI, ALEMANHA, 24.06.1934, AR=0 e FL=2.
GERHARD SCHULENBURG, ALEMANHA, 11.10.1926, AR=1 e FL=1.
GOVINAHSAMY SUPPIAH, SINGAPURA, 17.06.1929, AR=1 e FL=2.
HANS-JOACHIM WEYLAND, ALEMANHA, 29.09.1929, AR=1 e FL=1.
HEINZ ALDINGER, ALEMANHA, 07.01.1933, AR=0 e FL=2
JOHN KEITH TAYLOR, INGLATERRA, 21.05.1930, AR=3 e FL=2.
JOHN THOMAS, GALES, 22.06.1936, AR=2 e FL=2.
KAROL PALOTAI, HUNGRIA, 11.09.1935, AR=1 e FL=2.
KLAUS OHMSEN, ALEMANHA, 16.10.1935, AR=0 e FL=2.
KURT TSCHENSCHER, ALEMANHA, 05.10.1928, AR=1 e FL=3.
LUÍS PESTARINO, ARGENTINA, 28.05.1928, AR=1 e FL=3.
MOSTAFA KAMEL, EGIPTO, 07.11.1927, AR=1 e FL=2.
NICOLAI RAINEA, ROMÉNIA, 19.11.1933, AR=1 e FL=3.
OMAR DELGADO GÓMEZ, COLÔMBIA, 21.01.1941, AR=1 e FL=2.
PABLO SANCHEZ IBAÑEZ, ESPANHA, AR=1 e FL=2.
PAVEL KAZAROV, RUSSIA, 19.02.1928, AR=2 e FL=2.
RAMON BARRETO, URUGUAI, 14.09.1939, AR=2 e FL=3.
ROBERT HOLLEY DAVIDSON, ESCÓCIA, 19.07.1928, AR=1 e FL=3.
RUDI GLOECKNER, ALEMANHA, 20.03.1929, AR=1 e FL=2.
RUEDI SCHEURER, SUIÇA, 25.05.1925, AR=2 e FL=2.
TONY BOSKOVIC, AUSTRÁLIA, 27.01.1933, AR=1 e FL=2.
VICENT LLOBREGAT, VENEZUELA, 28.10.1932, AR=1 e FL=3.
VITAL LORAUX, BÉLGICA, 22.09.1925, AR=1 e FL=2.
YOUSSOU NDIAYE, SENEGAL, 20.06.1932, AR=1 e FL=0
WALTER ESCHWEILER, ALEMANHA, 20.09.1935, AR=0 e FL=2.
WERNER WINSEMANN, CANADÁ, 15.01.1933, AR=1 e FL=3.


Vídeo da Final:

http://www.youtube.com/watch?v=DsnK_4IWBWc&feature=related

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O PRESIDENTE DA ANAF VAI SER RECEBIDO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, EM BRASÍLIA.

O Presidente da ANAF-Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, Jorge Paulo Oliveira Gomes, foi convidado a participar de audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, destinada a proferir parecer ao Projecto de Lei nº 5.186. de 2005, do Poder Executivo, que "altera a Lei nº 9.615, de 24 de Março de 1998, que institui normas gerais sobre desporto e dá outras providências", mais conhecida pela Lei Pelé.

O Presidente da Comissão Especial, o Deputado Marcelo Guimarães Filho (PMDB/BA), ouvirá do representante da ANAF os principais pleitos da classe, especificamente no que se refere à profissionalização do árbitro de futebol, ao fim do sorteio para escolha de árbitros, ao destino de parte da receita dos jogos à organização da classe, ao direito de imagem e à autorização dos servidores públicos federais quando convocados para actuar em competições da Confederação Brasileira de Futebol.

Importante destacar que o Presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Sérgio Corrêa da Silva, também foi convidado a participar da referida audiência pública, que ocorrerá amanhã, dia 3 (quarta-feira), às 14H00, no Anexo II da Câmara dos Deputados. Todos os árbitros associados da ANAF estão convidados para assistir à reunião.
Entretanto, fiz seguir as mensagens para os dois referidos responsáveis pela arbitragem brasileira:

-JORGE PAULO OLIVEIRA GOMES-

28.08.2008 – 21H16 e 21H37
Caro Presidente da ANAF,

Jorge Paulo Oliveira Gomes

Ao tomar conhecimento da missão que vai desempenhar proximamente perante a Comissão Especial da Câmara dos Deputados venho expressar a minha solidariedade e desejar que os problemas que têm afectado a arbitragem brasileira sejam rapidamente resolvidos a contento do sector que merece todo o apoio das entidades estatais para o cabal exercício da actividade dos seus agentes, que muito se esmeram e dignificam em sua defesa, sem esquecer o propósito da sua constante valorização.

Tudo o que os Árbitros e seus dirigentes têm feito é razão suficiente e forte para que a arbitragem brasileira seja considerada como sendo das melhores do mundo e não pode (nem deve) estar espartilhada no seu próprio país com leis inadequadas e despropositadas.

Espero, pois, que as conclusões sejam profícuas e que o velho anseio de terminar com o malfadado sorteio e outras incongruências venham ao encontro das aspirações dos princípios que regem a arbitragem do Brasil, como o respeito, tolerância, compreensão e espírito de servir o futebol.

Aquele abraço do

Alberto Helder


Que logo respondeu:

28.08.2008 – 23H28

Caríssimo amigo Alberto, (nome do meu querido avô):

É com muita satisfação que recebo suas palavras. Estamos lutando contra todos esses males que afligem a arbitragem brasileira. Estamos buscando forças de onde elas possam vir.

As suas sábias palavras definem muito bem o momento por qual passa a nossa arbitragem. Diga-se de passagem há muito tempo, mas vemos pouca mobilização para mudar as coisas.

Vou até onde Deus me der forças e esperanças para tentar mudar este quadro.
A luta é dura mas dignifica o nosso esforço.

Estamos com saudades da visita do amigo ao nosso meio. Mas nos alegra saber que todas as nossas notícias são lidas e vividas pelo amigo.

É um prazer muito grande falar com o amigo.
Fica com Deus e torça por nós.

Abraços.

Jorge Paulo e todos os árbitros brasileiros.

Para o Presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol, Sérgio Corrêa da Silva:

-SÉRGIO CORRÊA DA SILVA-
28.08.2008 – 21H29

Caro Sérgio

Tomei conhecimento que foi convidado para estar presente na sessão que a Comissão Especial da Câmara dos Deputados vai realizar com a ANAF, na expectativa de se analisar os problemas que afectam a arbitragem brasileira.

Aqui estou a manifestara a minha satisfação por tal acontecimento, recordando os passos que o Sérgio, ao longo de muitos anos percorreu, sem desfalecimentos ou desânimos, contributos esses que irão agora estar presentes e que, com toda a certeza, irão florir, erradicando o que está mal no sector.

Espero, pois, que a sua presença, os seus conselhos, a sua experiência, as suas sugestões ou propostas sejam consideradas para o apuramento final, ou seja, a continuidade da arbitragem brasileira nos mais altos patamares, considerada uma das melhores no planeta!

Aquele abraço do

Alberto Helder
Eis a sua resposta:
Caro Helder,
Agradeço suas gentis palavras de apoio e tens razão em relembrar os passos percorridos, mas como bem disse o presidente da ANAF, o Jorge Paulo, não é fácil trabalhar pela colectividade. As funções nas entidades são solitárias e dependem da vontade individual de cada integrante da comunidade.
Não se pode esmorecer e precisamos dos valentes, dos perseverantes, dos tenazes, enfim, daqueles que nada terão em troca, nem mesmo o reconhecimento no tempo certo... As pessoas demoram a enxergar os obstáculos vencidos, mas falam dos que faltam ser vencidos...

Saiba que o prezado amigo é um dos principais responsáveis por tudo isto, pois, em 2000, quando nos conhecemos por intermédio desta ferramenta (internet) trocamos muitas mensagens e, em 2004, ai estive, sendo recebido de forma tão elegante e gentil que me senti no Brasil.

A cada pergunta sua sobre o que gostaríamos de conhecer, o prezado não media esforços para atender. Trouxe da maravilhosa Lisboa e da querida APAF os documentos que seriam utilizados em 2006, na Federação Paulista de Futebol/SP e, em 2008, na Confederação Brasileira de Futebol – CBF.

Ainda recebemos criticas pela implantação da Classificação Nacional da Arbitragem, até mesmo de companheiros próximos, mas eles não sabem que sem tal estruturação levaríamos anos para desafogar a comissão de arbitragem de tantos Oficiais de Arbitragens que se julgam aptos a actuar na principal divisão do futebol brasileiro.

Em 2004, em Caldas Novas – GO pudemos retribuir um pouco do muito que recebemos. Lá assinou-se o protocolo de amizade que deve estar engavetado, mas ele existe e, um dia, será aproveitado como deve.

Obrigado por tudo, desculpe a extensão da resposta, mas não poderia deixar de registrar sua importância neste processo. Agradeço ao Vitor Reis, ao Vitor Pereira, António Sérgio, Mário Real e sua gentil Esposa, D. Lurdes e tantos outros.

Por derradeiro, todo dirigente de arbitragem deveria conhecer a sede da APAF, pois somente assim poderão saber um pedaço do caminho a ser percorrido.
Um grande abraço nos amigos de além-mar!
Sérgio Corrêa/Irinéa

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

SOLIDARIEDADE A JOSÉ RAMALHO

Caro José Ramalho

Face à incompreensível e negativa atitude do energúmeno que o afectou no Estádio da Luz, quando estava na sua honrosa função de Árbitro Assistente, venho manifestar a minha solidariedade, assim como o meu apreço, amizade e consideração que tenho por si.

Conhecendo-o como lutador nato, a profunda entrega que sempre tem dedicado à causa de arbitragem, assim como o seu elevado carácter, não será a situação que se verificou, altamente reprovável, que o vai deixar de seguir o seu habitual caminho, perante os princípios que o regem e que, há muito, tenho certificado: seriedade, rigor e dignidade.

Prá frentex!

Aquele abraço do

Alberto Helder