segunda-feira, 22 de setembro de 2008

NAQUELE TEMPO (XIII)

O Boletim O Árbitro 15, referente ao mês de Setembro de 1958, divulga o seguinte:

A informação mais significativa reporta-se à sucessão na presidência da Comissão Central de Árbitros com a entrada de Coelho da Fonseca para o lugar de Filipe Gameiro Pereira. -Coelho da Fonseca e Filipe Gameiro Pereira-
Nos artigos de opinião, Filipe Gameiro Pereira assina o título “O Árbitro é o Patrão…”. Caballero, correspondente em Espanha, identifica a sua crónica com “Ares de Espanha”.
Arthur Ellis, o conceituado colega inglês, é o escolhido para escrever em “Um Árbitro estrangeiro de mês a mês”. Joaquim Campos descreve, uma vez mais, as suas impressões sobre o Campeonato do Mundo. Carmo Lourenço num seu extenso artigo proclama que o Lançamento lateral não tem razão de existir, corroborando a Federação Escocesa que pretende a sua substituição por um pontapé livre indirecto. -Arthur Ellis, Árbitro FIFA-
Noticiário: O V Curso de Preparação física para os filiados da Comissão Distrital do Porto. É dado a conhecer os elementos que fazem parte do Quadro Nacional principal, efectivos (E) suplentes (S), distribuídos pelos Distritos de Aveiro (2=S), Beja (1=E e 1=S), Braga (1=S), Coimbra (1=E) e (2=S), Évora (1=E) e (1=S), Leiria (2=E), Faro (1=S), Lisboa (9=E) e 6=S), Porto (6=E) e 4=S), Santarém (2=E) e (2=S), Setúbal (2=E) e 3=S), Vila Real (1=E) e Viseu (1=S). Na rubrica Agenda do Árbitro destaca-se a mensagem da Federação Grega de Futebol que elogia a participação de Eduardo Gouveia que dirigiu a meia-final da Taça daquele país. -Comité de Árbitros madrileno-
A Federação Portuguesa de Futebol procedeu à alteração das Tabelas das Diárias, Transportes e Prémios de Arbitragem. Como registo dá-se conta que, naquela altura, o Árbitro que dirigisse um jogo da 1ª Divisão auferia 400$00 e os seus assistentes 150$00! Já a final da Taça melhorava a remuneração para 600$00 e 200$00, respectivamente… Para o escalão júnior: 100$00 e 30$00… É publicado o primeiro Estatuto da International Board. Continua a publicar-se as alterações às Leis do Jogo para a época 1958/59. O montante da recolha de fundos para o infeliz Aureliano Fernandes já ultrapassou os mil e trezentos escudos. -Árbitros do Porto no seu curso anual-
Termina este número com as habituais Apitadelas e uma lista de novos assinantes, dos quais se destacam os que residem em África e nas Ilhas Adjacentes.

Ver mês de Agosto:

http://albertohelder.blogspot.com/2008/08/naquele-tempo-xii.html

domingo, 21 de setembro de 2008

ANTÓNIO NEVADO FOI HOMENAGEADO

A cerimónia ocorreu no passado dia 6 de Setembro de 2008, durante a concorrida Acção de Formação que se realiza no início de cada época para todos os Árbitros do Distrito. Amadeu Poço e José Alves, respectivamente Presidentes da Direcção e do Conselho de Arbitragem, decidiram prestar-lhe homenagem pública pela sua dedicação à causa de arbitragem, entregando-lhe um troféu que se pode ver na imagem. António Nevado (na foto) antes de ingressar no sector da arbitragem, foi jogador do Grupo Desportivo de Vila Nova de Foz Côa e da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão, onde conquistou 2 títulos de campeão distrital. Desde quando ingressou nos quadros do Conselho de Arbitragem da sua Associação fez equipa com outro meu bom amigo, o Alfredo Daniel Soares, com o qual participou em inúmeros jogos da 3ª e 2ª categoria nacional e da divisão de honra.

Começou como Árbitro principal na época 2001/2002 e, todas as épocas, tem sido nomeado para encontros de elevado grau de dificuldade, pois a sua preparação, capacidade e determinação têm sido uma mais-valia para garantir, à partida, um desempenho eficaz e responsável. Razão por que teve a honra de dirigir a final da Taça de Honra de 2006/2007, entre as equipas da Associação Desportiva de São Romão e do Centro Cultural, Desportivo e Recreativo de Vila Cortês do Mondego.

Como Árbitro da variante de Futsal, onde se iniciou em 2000/2001, tem participado em imensos jogos, incluindo finais de provas distritais

Este meu bom amigo, o António Fernando Beselga Nevado, nasceu em 30 de Julho de 1964, em Vila Nova de Foz Côa, casado com Maria José Casal Nevado e pai de 3 meninas (Filipa, Matilde e Francisca), funcionário da Câmara desta cidade, é filiado no Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol da Guarda desde 1996/1997.

sábado, 20 de setembro de 2008

CARLOS ARSÉNIO E O SEU LIVRO, RIBATEJO-TERRA DE CAMPEÕES

O dia 15 de Setembro de 2008, segunda-feira, vai ficar gravado na memória de muita gente pelo acontecimento literário que se verificou em Santarém. O lançamento da obra de Carlos Matias Arsénio, foi, sem duvida, um êxito, quer pela presença das inúmeras personalidades e seus amigos e familiares, como também pela sessão de autógrafos que nunca mais acabava… -Carlos Arsénio na sessão de autógrafos-
Foi-me muito agradável estar e sentir uma cerimónia, simples diga-se, onde a personagem referencial é um bom amigo, de longa data, que produziu um trabalho inédito, valioso e pormenorizado, importante legado para a história desportiva do Distrito santareno, com vasta matéria de cada nativo que enveredou para o desporto e que muito o honrou. -Maximino Afonso, Manuel Lousada e Joauim Campos-
O amplo e lindíssimo salão nobre do Governo Civil, este superiormente dirigido por Paulo Fonseca, foi pequeno para albergar a multidão que quis testemunhar a Carlos Arsénio o seu reconhecimento pelo trabalho que desenvolveu em prol daqueles que, desde 1892 até à actualidade, muito deram ao Portugal desportivo e não só. -Joaquim Campos e Carlos Arsénio-
Vim encontrar tantos e tão bons amigos, entre eles, dirigentes, jogadores, treinadores e árbitros (actuais e antigos), como passo a referir: Manuel Lousada, Alder Dante, Augusto Lourenço, Carlos Estriga, André Gralha, Carlos e Jorge Maia, Domingos Estanislau, Climério Ferreira, Pedro Gomes, Nicolau Tolentino, Artur Correia, Rui Manhoso, Agnelo Alexandre, Agostinho Correia, Alexandre Ferreira, Joaquim Garrido, Armelim Ferreira e os familiares do autor, Ana Maria, senhora sua filha, e os netos Rui Serrão (12 anos) e Francisco (8 anos). -Manuel Lousada e Jorge Maia-
Fiz a viagem, de Lisboa, com os companheiros Mestre Joaquim Campos e Maximino Afonso, duas gradas glórias da arbitragem lisboeta, que muito a prestigiaram aquém e além fronteiras. -Augusto Lourenço, Alder Dante, Agostinho Correia e Manuel Lousada-
Tentámos visitar o sítio mais emblemático de Santarém, o jardim da Portas do Sol, mas está encerrado para arranjos, o que deve demorar largos meses. -Carlos Arsénio discursa-
Paciência. Ainda dei um pulinho à nova sede da Associação de Futebol de Santarém onde fui pela primeira vez e encontrei o bom amigo José Faro que me convidou a conhecer as instalações. -Governador Civil, Paulo Fonseca, no uso da palavra-
Valeu imenso a deslocação e o abraço dado a Carlos Arsénio, um estudioso na área do desporto, que bem merece ser reconhecido pela associação de classe dos Árbitros, a APAF, pelo muito que contribuiu para a sua divulgação e implantação, com o título de Sócio Honorário, proposta que irá ser votada em próxima Assembleia Geral, conforme já aqui divulguei.
-Carlos Arsénio, com filha e netos-
Carlos Arsénio, na sua intervenção, referiu-se a mim, como sendo “um elemento incansável pela arbitragem”. Agradeci a sua observação que muito me sensibilizou.

-O saudoso Maximiano Rola-

No dia a seguir à apresentação do livro, na terça-feira, faleceu o senhor Maximiano Antunes Rôla, antigo ciclista e motociclista de renome, pessoa afável e de uma humildade extraordinária, também ribatejano (Junceira-Tomar), que muito me ajudou a valorizar estes meus trabalhos, facultando-me gentilmente alguns volumes da Revista Stadium, da década de quarenta.-Vista maravilhosa das Portas do Sol sobre o Rio Tejo-
Aqui fica uma singela homenagem, com a publicação da sua foto, obtida por Pedro Antunes, nas Caldas da Rainha.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A ARBITRAGEM NOS MUNDIAIS, 1982-ESPANHA (XII)

INFORMAÇÃO: Como afirmei em 13 de Junho neste mesmo blog, pretendi dar a conhecer, semanalmente, pormenores dos mundiais que se realizaram no período de 1930 a 1982, o que consegui. Vou continuar com este projecto divulgando os restantes seis mundiais mas mais espaçado no tempo, já que o trabalho com esta envergadura – que desenvolvo em simultâneo com o máximo de rigor e satisfação – ocupa imenso tempo e paciência e esta coisa dos sessenta e tal diz que sim, mas com calma… É que foram pesquisados com minúcia e pausadamente elementos nos 360 relatórios FIFA correspondentes aos jogos até então efectuados.
Entretanto, dou conta que já estou a preparar outro empreendimento que visa revelar a arbitragem nos Jogos Olímpicos, desde 1908, quando o futebol começou a fazer parte do seu programa oficial competitivo. Já se passaram 100 anitos… Vamos, então, ao último episódio desta série:
Foi no país vizinho que a FIFA levou a efeito o seu 12º Mundial, que decorreu entre os dias 13 de Junho e 11 de Julho de 1982, com a participação recorde de 24 selecções dos seguintes países: Alemanha (8), Argélia (2), Argentina (7), Áustria (6), Bélgica (3), Brasil (2), Camarões (4), Checoslováquia (2), Chile (3), El Salvador (5), Escócia (1), Espanha (6), França (6), Honduras (1), Hungria (2), Inglaterra (3), Irlanda do Norte (4), Itália (11), Jugoslávia (3), Kuwait (3), Nova Zelândia (0), Peru (2), Polónia (10) e Russia (4). Este aumento de presenças deveu-se ao compromisso assumido por João Havelange na campanha para a sua reeleição como presidente da FIFA. Os 52 jogos previstos efectuaram-se nos Estádios da Cidades de Alicante, Barcelona, Bilbau, Elche, Ginjon, La Corunha, Madrid, Málaga, Oviedo, Saragoça, Sevilha, Valladolid, Valência e Vigo, catorze no total, também novo recorde. A soma de espectadores foi de 2.109.723! Golos marcados: 146. Na segunda fase, dado o número de equipas participantes, em vez das habituais 2 séries de quatro, fizeram 4 grupos de 3, com a passagem directa às meias-finais dos primeiros classificados, que foram a Alemanha, França Itália e Polónia. -Estádio Santiago Barnabéu, em Madrid-
Realizaram-se 103 jogos de apuramento para este mundial. Todas as Confederações tiveram representantes nesta fase final. A selecção de Portugal voltou a não estar presente, porque nos jogos de apuramento os resultados foram: IRLANDA DO NORTE, em casa, 19.11.1980, vitória por 1-0, com golo de Jordão. Fora, 29.04.1981, derrota por 0-1. SUÉCIA, em casa, 14.10.1981, derrota por 1-2, com golo de Pietra. Fora, 24.06.1981, nova derrota, por 0-3. ISRAEL. Em casa, 17.12.1980, vitória por 3-0, com golos de Humberto Coelho (2) e Jordão. Fora, 28.10.1981, derrota por 1-4, com golo de Jordão. ESCÓCIA, em casa, 18.11.1981, vitória por 2-1, com golos de Manuel Fernandes. Fora, 15.10.1980, empate (0-0). Júlio Cernadas Pereira, Juca, era o seleccionador. -Réplica da bola oficial-

NOTAS


Tendo como ponto de partida o conflito nas Malvinas, que ocorreu entre o dia 2 de Abril e 14 de Junho de 1982, entre a Argentina e Inglaterra, presentes neste mundial, a FIFA, obrigou a que todos os países assinassem um compromisso pelo bem-estar no futebol, destacando-se este parágrafo: A violência deforma e desonra o desporto. Estamos conscientes das nossas responsabilidades e somente nos comprometemos a jogar com respeito pelas regras, pelos Árbitros e pelos nossos adversários.

-Na final, da esquerda: Rommenigge (alemão), o esraelita Abraham Klein, Arnaldo César Coelho (Brasil), Christov Vojtch (checo) e Dino Zoff, italiano-
Daniel Alberto Passarella (n. 25.05.1953), confessou em 2001 que não devia ter jogado no Mundial de 82. Nas Malvinas morreram muitos jovens e ele, como capitão de equipa, deveria ter feito algo para que a selecção argentina não entrasse em campo, pese embora tivessem sido campeões na edição anterior.


-Arnaldo César Coelho, Árbitro FIFA, brasileiro-
Todos os guarda-redes usaram luvas durante o campeonato e pela primeira vez a FIFA atribuiu a bola de ouro ao melhor jogador da competição.


-Fase do jogo final-
A mascote foi escolhida dentre mais de 600 desenhos apresentados. Deram-lhe o nome de Naranjito, a fruta mais emblemática em Espanha.


-Outra imagem do encontro derradeiro-

A selecção de Itália, que viria a sagrar-se campeã do mundo, quando viajou para Espanha não foi poupada pelos meios de comunicação italianos, ao ponto do jornal mais vendido ter destacado, em título de caixa alta, agressividade ao treinador Enzo Bearzot (n. 26.12.1927), dizendo que estava velho e que se fosse embora…


-Golo dos italianos-
Durante a primeira fase deram razão a quem os criticou, já que não ganhou aos seus competidores (Polónia, Peru e Camarões), com quem também não perdeu.


-Cabrini não converte a grande penalidade-
A relação entre jogadores italianos e seus dirigentes também não era famosa. Marco Tardelli, com espírito de contradição, deixou crescer a barba quando chegou a Espanha depois dum seu director ter feito referência a barbas por fazer. Mais tarde resolveu cortá-la após ter ouvido outro dirigente dizer que a barba grande lhe ficava bem…


-A vitória sorri à Itália-
Contudo, nos últimos três jogos derrotou a Argentina (2-1), o Brasil (3-2) e a Alemanha, na final, por 3-1! A Itália, neste último jogo, até falhou uma grande penalidade, mas não deixou de vincar a sua evidente superioridade.


-Zoff grita aplenos pulmões: É NOSSA!-
O golo mais rápido das fases finais do mundial foi marcado aos 27 segundos do jogo Inglaterra-França, pelo inglês Bryan Robson (n. 11.01.1957), desafio dirigido pelo português António Garrido.


-Treinador Bearzot é levado em triunfo-
O Presidente dos Camarões, Ahmadou Ahidjo, face à vitória que os seus patrícios obtiveram perante Marrocos decretou feriado nacional… Registe-se que foi ele que contratou directamente o francês Jean Vincent (n. 29.11.1930) para treinar a selecção do seu país…


-A squadra azurra venceu o mundial de 1982-
No jogo Brasil-Argentina, em que estes foram eliminados (1-3), a promessa Diego Armando Maradona (n. 30.10.1960) foi expulso aos 85 minutos de jogo por ter agredido o adversário Batista (n. 08.03.1955), que tinha entrado aos 83, substituindo Zico (n. 03.03.1953)! Maradona, na altura, já cobrava por entrevista concedida a bagatela de 5.000 dollars…


-Paolo Rossi, o artilheiro-
A Espanha tornou-se o primeiro país-sede iniciado em vogal a não ganhar uma Taça do Mundo. Até então, Uruguai, Itália, Inglaterra e Alemanha haviam conseguido tirar proveito do apoio dessa vantagem.


-Bryan Robson-
Pela primeira vez na história das finais, um árbitro sul-americano dirigiu a final do torneio, o brasileiro Arnaldo César Coelho, que já se considerava de férias por acreditar no título brasileiro, foi surpreendido com o afastamento da selecção do seu país e depois agraciado com tal honra. Quando lhe disseram, chorou…


-Teófilo Cubillas, peruano, despediu-se dos mundiais-
A única participação do seleccionado do Kuwait, treinado pelo brasileiro Carlos Alberto Parreira (n. 27.02.1943) numa fase final ficou marcada por um caso insólito. A França ganhava por 3 a 1, quando aos 35 minutos dos segundo tempo Alain Giresse (n. 02.09.1952) converte um quarto golo aproveitando a paragem total da defesa adversária. Então, foi quando o xeque kuwaitiano Fahid Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, presidente da Federação de Futebol e do Comité Olímpico e, ainda, irmão do chefe de estado do Kuwait, ataviado com uma túnica branca e turbante, com gestos enérgicos invadiu o rectângulo de jogo com os seus musculosos guarda-costas, para protestar o tento sofrido, isto porque os seus jogadores afirmaram terem escutado um apito. Ainda ameaçou retirar a sua equipa do jogo.


-Brasil 3, Argentina 1-
Após dez minutos de discussão, onde o prepotente dirigente chegou a ameaçar o árbitro com uma adaga. O golo não foi válido e o xeque retornou ao seu lugar na bancada, mas rodeado de polícias. Ao retirar-se do Estádio de Valladolid, declarou: A máfia é pequena ao lado da FIFA. Não me importam as sanções. Eu vou-me embora e outro ocupará o meu lugar. Eu não obriguei o Árbitro a anular o golo. No meio daquela enorme confusão o Árbitro só procedeu a uma advertência ao árabe Fathi Marzouq (n. 1955).


-Espanha 0, Inglaterra 0-
Incomodado com a permeabilidade do Árbitro, o treinador francês, Michel Hidalgo (n. 22.03.1933) retirou-se do campo, não se apresentou na conferência de imprensa e ameaçou retirar a sua equipa da competição.


-Bélgica 1. Argentina 0-
Finalmente, as consequências fizeram-se sentir, pois a FIFA não brinca em serviço: O Árbitro soviético Miroslav Stupar, que dirigiu este desafio fui sancionado com expulsão dos quadros da FIFA e o intruso foi obrigado a pagar a multa de vinte e cinco mil francos suiços.


-Camarões 0, Polónia 0-
Recorde-se que Paolo Rossi (n. 23.09.1956), que viria a ser o melhor marcador, obtendo 6 golos, e o melhor jogador, participou neste mundial depois de, em 1980, ter sido suspenso por 3 anos devido a estar envolvido com a máfia da lotaria desportiva de Itália, mas a pena foi reduzida para dois, por motivos óbvios. A sua convocação foi muito contestada pela imprensa italiana. Em resposta os jogadores entraram em greve com a comunicação social do seu país.


-Brasil editou colecção filatélica-


Norman Whiteside (n. 07.05.1965), irlandês, foi o jogador mais jovem que disputou uma fase final, com os seus 17 anos e 41 dias! -Naquela altura elaborei este programa e entreguei a meu filho (Rui, com 10 anos) para acompanhar as transmissões televisivas. Continha os dias e as horas dos directos, assim como a constituição das selecções e os números das camisolas dos seus jogadores-

O italiano Dino Zoff (n. 28.02.1942), com 40 anos de idade, foi o jogador mais velho do mundo a ser campeão do mundo e o único guarda-redes na história da competição a ter a honra de levantar o troféu conquistado como capitão de equipa.

A vitória da Hungria por 10-1, diante El Salvador, é a maior goleada da história das fases finais.

A organização espanhola não ficou muito bem na fotografia, dado que teve 18 anos para trabalhar para o êxito e as falhas foram enormes, segundo jornalistas que criticaram asperamente os espanhóis, incluindo as balizas do estádio Ramon Sanchez Pizjuan, em Sevilha, que tinham a menos 2,5 centímetros de altura, conforme o estipulado pelas Leis do jogo.

Todas as vezes que o autocarro da selecção brasileira foi do hotel para o estádio fazia-o pelo mesmo caminho, e sempre voltou por um outro. A rotina só foi mudada no fatídico dia 5 de Julho, quando enveredou-se na ida pelo caminho que costumava fazer a volta. Nesse dia, também pela primeira vez desde o início da competição, a selecção não posou para fotografias. O Brasil perdeu por 3 a 2 para a Itália e foi eliminado. Contudo, três selecções tinham a dirigi-las treinadores brasileiros, casos do PERU (Tim, de seu nome completo Elba de Pádua Lima, n. 20.02.1916 e f. 07.07.1984), do KUWAIT (Carlos Alberto Parreira, n. 27.02.1943) e BRASIL (Telé Santana, n. 26.07.1931 e f. 21.04.2006). O Brasil foi distinguido pela FIFA com o Prémio Fair-play.

ARBITRAGEM

ADVERTÊNCIAS: 98 (ver desdobramento nas selecções que participaram).

EXPULSÕES: 5 (Américo Galego e Armando Maradona, argentinos. Ladislav Vizek, checo. Gilberto Yearwood, hondurenho. Mal Donaghy, irlandês).

ÁRBITROS: 44, das seguintes nacionalidades:

ABRAHAM KLEIN, 29.03.1934, ISRAEL, AR=1 e FL=3.
ADOLF PROKOP, 02.02.1939, ALEMANHA, AR=1 e FL=3.
ALEX PONNET, 09.03.1939, BÉLGICA, AR=2 e FL=2.
ALOJZY JARGUZ, 19.03.1934, POLÓNIA, AR=1 e FL=3.
ANTÓNIO GARRIDO, 03.12.1932, PORTUGAL, AR=2 e FL=2.
ARNALDO COELHO, 15.01.1943, BRASIL, AR=2 e FL=3.
ARTURO ANDRES ITHURRALDE, 06.03.1934, ARGENTINA, AR=1 e FL=2.
AUGUSTO LAMO CASTILLO, 25.09.1938, ESPANHA, AR=1 e FL=1.
BELAID LACARNE, 26.10.1940, ARGÉLIA, AR=1 e FL=5.
BENJAMIM DWOMOH, 01.07.1935, GANA, AR=1 e FL=1.
BOGDAN DOTCHEV, 26.06.1936, BULGÁRIA, AR=1 e FL=3.
BRUNO GALLER, 21.10.1946, SUIÇA, AR=1 e FL=3.
CHARLES CORVER, 16.01.1936, HOLANDA, AR=2 e FL=3.
CLIVE WHITE, 02.05.1940, INGLATERRA, AR= 1 e FL=2.
DAMIR MATOVINOVIC, 06.04.1940, JUGOSLÁVIA, AR=1 e FL=2.
DAVID SOCHA, 27.09.1938, USA, AR=1 e FL=1.
EBRAHIM AL DOY, 22.01.1945, BAHRAIN, AR=1 e FL=2.
EMÍLIO SORIANO ALADREN, 29.10.1945, ESPANHA, AR=0 e FL=3.
ENRIQUE LABO REVOREDO, 02.03.1939, PERU, AR=1 e FL=3.
ERIK FREDRIKSSON, 13.02.1943, SUÉCIA, AR=1 e FL=3.
FRANZ WOEHRER, 05.06.1939, ÁUSTRIA, AR=1 e FL=1.
GASTON EDMUNDO CASTRO MAKUC, 23.08.1948, CHILE, AR=1 e FL=4.
GILBERTO ARISTIZABAL MURCIA, 08.09.1940, COLÔMBIA, AR=1 e FL=5.
HENNING LUND-SORENSEN, 20.03.1942, DINAMARCA, AR=1 e FL=3.
HECTOR ORTIZ, 05.04.1933, PARAGUAI, AR=1 e FL=1.
JESUS PAULINO SILES, 13.12.1941, COSTA RICA, AR=2 e FL=1.
JOSÉ LUIS GARCIA CARRION, 18.03.1927, ESPANHA, AR=0 e FL=2.
JUAN CARDELLINO DE SAN VICENTE, 04.03.1942, URUGUAI, AR=2 e FL=0.
KAROL PALOTAI, 11.09.1935, HUNGRIA, AR=1 e FL=4.
LUÍS BARRANCOS, 19.08.1946, BOLÍVIA, AR=1 e FL=1.
MALCOLM MOFFATT, 01.01.1937, IRLANDA NORTE, AR=1 e FL=0.
MÁRIO RUBIO VAZQUEZ, 28.11.1936, MÉXICO, AR=2 e FL=3.
MICHEL VAUTROT, 23.10.1945, FRANÇA, AR=2 e FL=2.
MIROSLAV STUPAR, 27.08.1941, RUSSIA, AR=1 e FL=0.
NICOLAI RAINEA, 19.11.1933, ROMÉNIA, AR=2 e FL=4.
PAOLO CESARIN, 12.05.1940, ITÁLIA, AR=2 e FL=3.
ROBERT VALENTINE, 10.05.1939, ESCÓCIA, AR=2 e FL=2.
ROMULO MENDEZ MOLINA, 21.12.1938, GUATEMALA, AR=1 e FL=2.
THOMSON CHAN TAM SUN, 08.05.1941, HONG KONG, AR=1 e FL=3.
TONY BOSKOVIC, 27.01.1933, AUSTRÁLIA, AR=1 e FL=1.
VICTORIANO SANCHEZ ARMÍNIO, 26.06.1942, ESPANHA, AR=0 e FL=3.
VOJTECH CHRISTOV, 16.03.1945, CHECOSLOVÁQUIA, AR=1 e FL=4.
WALTER ESCHWEILER, 20.09.1935, ALEMANHA, AR=1 e FL=3.
YUSEF MOHAMED EL GHOUL, 01.06.1936, LÍBIA, AR=1 e FL=2.

Funções que exerceram: 39 actuaram como Árbitro e Auxiliar. 2 somente como Árbitro e 3 apenas na função de Auxiliares.

Repetentes: de 1974 e 1978: PALOTAI e RAINEA.
De 1978: COELHO, CORVER, JARGUZ, KLEIN, PROKOP,

Árbitro mais novo: CASTRO, 33 anos e 305 dias.

Árbitro mais idoso: GARRIDO, 49 anos e 219 dias

António José da Silva Garrido, actuou nos seguintes jogos:
Como Árbitro:
No dia 16.06, em Bilbau, Inglaterra, 3-França, 1. Advertiu um jogador. 44.172 espectadores.
10.07, em Alicante, no jogo para os 3º e 4º lugares, Polónia, 3-França, 2, perante 28.000 assistentes. Foram advertidos 3 jogadores.
Como Auxiliar:
Em 20.06, em Valência, Espanha, 2-Jugoslávia, 1, com 48.000 pessoas.
01.07, em Barcelona, Bélgica, 0-Russia, 1, com 45.000 lugares ocupados.

VÍDEO DA FINAL

http://www.youtube.com/watch?v=1LVCew73zTQ&feature=related

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

REAL-BENFICA E ORIENTAL-FEIRENSE, OS JOGOS QUE ASSISTI NO DOMINGO PASSADO, DIA 14

-Equipa de arbitragem, da esquerda: André Seixas, Luís Brás e Graciano Gomes-

Efectuou-se de manhã, no excelente complexo desportivo de Massamá, entre as equipas de Juniores C (Iniciados) do Real Sport Clube (fundado 25.12.1951) e do Sport Lisboa e Benfica (f. 28.02.1904), e contava para a primeira jornada do nacional da categoria, série E. -Luís Brás, dá indicação para se iniciar o encontro-
O Benfica averbou, fora, uma vitória concludente por 5-0. -André Seixas assinala a saída da bola pela linha lateral-
O desafio foi dirigido por Luís Filipe Duarte Brás, Árbitro da 3ª categoria nacional, tendo como auxiliares os Árbitros da 1ª categoria distrital, Graciano Manuel Marques Gomes e André Luís Alves Seixas, todos do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Lisboa. -Graciano Gomes indica pontapé de baliza-
Tive o privilégio de saudar diversos amigos, tais como -Manuel Ribeiro e Nené-
Manuel Ribeiro, antigo dirigente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol e Nené, ex-jogador do Sport Lisboa e Benfica e um dos mais internacionais portugueses (66 vezes envergou a camisola das quinas!), -Vítor Paixão-
Vítor Paixão, ilustre colaborador da Federação Portuguesa de Futebol e o -Prof. Nuno Cristóvão-
Prof. Nuno Cristóvão, que já exerceu o cargo de responsável técnico do futebol feminino nacional. -No Oriental, António Godinho, Bruno Paixão e Paulo Ramos-
À tarde dei uma saltarinha ao Oriental-Feirense, para a Taça de Portugal, onde não estive o jogo todo, mas sei que os visitantes venceram por 1-0. -Tiago Martins-
Aí, nesse curto espaço de tempo, também tive a felicidade de cumprimentar os bons amigos Fernando Rodolfo, Alfredo (o Chelas), e Manuel Lopes da Silva, de Cucujães (Vila da Feira) que acompanhava a sua equipa e não resisti de tirar uma foto da equipa de arbitragem antes do início do jogo, constituída por Bruno Paixão, Paulo Ramos e António Godinho, todos de Setúbal, com Tiago Martins (Lisboa) a 4º Árbitro.