sexta-feira, 21 de novembro de 2008

APITO FINAL (IV)

Manuel Martins dos Santos (na foto), ex-árbitro da primeira categoria nacional, foi ontem condenado, pela juíza Manuela Sousa, a 20 meses de prisão com pena suspensa (por igual período) por corrupção desportiva na forma passiva. Incluído no processo Apito Dourado, este caso respeita ao encontro Club Sport Marítimo-Clube Desportivo Nacional (2-0), disputado na Madeira, a 19 de Abril de 2004 e contava para a 31ª jornada da Super Liga.

O ex-vice-presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol e ex-presidente do Marítimo, António Henriques, igualmente arguido, foi condenado a 28 meses de prisão com pena suspensa, por corrupção desportiva activa.

Na leitura do acórdão, que demorou 50 minutos, a juíza do Tribunal de Gondomar deu como provado que António Henriques prometeu a Martins dos Santos ajudar a promover os árbitros do Porto Miguel Vieira e João Almeida e, eventualmente, também Daniel Santos, filho do ex-árbitro do Porto.

"No final do jogo, Martins dos Santos telefonou a António Henriques a perguntar-lhe se ficou satisfeito, dizendo também que tinha sido complicado beneficiar o Marítimo", disse a juíza, que considerou que o dérbi madeirense decorreu "em condições anormais", adiantando que o dirigente "violou os seus deveres pondo em causa a credibilidade do futebol" e o árbitro "violou os seus deveres para obter vantagens indevidas".

Sublinhe-se que Martins dos Santos está acusado em mais dois processos e António Henriques é um dos 16 arguidos do processo de viciação de classificações dos árbitros que será julgado em Lisboa.

Da leitura do acórdão, destacam-se ainda as referências aos testemunhos de Rui Alves (presidente do Nacional) e de Carlos Pereira (presidente do Marítimo). Sobre o presidente do Nacional, a juíza entendeu que "teve uma postura de algum desrespeito em tribunal" e sobre o presidente do Marítimo disse ter sido "reticente" ao referir que desconhecia o interesse do seu clube em manipular o jogo "quando se sabia que o Marítimo tinha de garantir o sexto lugar".

Um árbitro autoritarista e não autoritário - Martins dos Santos entrou na arbitragem em 1981 e abandonou em 2004, precisamente no ano em que estalou o Apito Dourado. Em 23 anos de arbitragem, o juiz da AF Porto esteve 13 na 1ª categoria.

Uma das suas facetas era, conta quem o conhece e o viu arbitrar, mostrar cartões a torto e a direito. "Era o árbitro típico da utilização em força das penalizações disciplinares", recorda Jorge Coroado, comentador de O JOGO e um dos peritos deste processo, que, acrescenta, "compensava a falta de autoridade com um exacerbado autoritarismo; era autoritarista e não autoritário".

Conhecido como "o justiceiro", o árbitro do Porto era fisicamente forte, acompanhava os lances de perto e, como se costuma dizer, corria mais do que a bola. No meio da arbitragem, diz-se que nunca mostrou apetência para ambicionar as insígnias da FIFA.

NOTA: Com a devida vénia dos sítios:
A ARBITRAGEM DO DISTRITO DE BEJA, de 05.11.2008 e
DIÁRIO DOS AÇORES, de 06.11.2008.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A ARBITRAGEM NOS MUNDIAIS, 1998-FRANÇA (XVI)

O 16º mundial foi levado a cabo pela França, conforme decisão da FIFA, no Congresso de 1 de Julho de 1992, realizado em Zurique, pela maioria de votos atribuídos (12). Os restantes 7 foram para a candidatura de Marrocos. A Suiça também tinha pretensões mas não chegou à votação final. O número de inscrições nas eliminatórias foi de 172, superando o da competição anterior (147). Na fase final, que decorreu de 10 de Junho a 12 de Julho, foram utilizados os estádios das Cidades Bordéus, Lens, Lyon, Marselha, Montpellier, Nantes, Paris, Saint Denis, Saint Etienne e Toulose Estiveram presentes as seguintes 32 selecções (entre parêntesis os cartões amarelos que foram mostrados aos seus jogadores): -Mascote, Footix-
África do Sul (7), Alemanha (12), Arábia Saudita (4), Argentina (11), Áustria (5), Bélgica (4), Brasil (12), Bulgária (7), Camarões (6), Chile (13), Colômbia (5), Coreia do Sul (7), Croácia (19), Dinamarca (12), Escócia (4), Espanha (7), Estados Unidos (4), França (12), Holanda (10), Inglaterra (5), Irão (3), Itália (11), Jamaica (5), Japão (7), Jugoslávia (7), Marrocos (4), México (10), Nigéria (8), Noruega (7), Paraguai (8), Roménia (10) e Tunísia (7). -Estádio Saint Denis-
Portugal, uma vez mais, desde 1986, não esteve presente, face aos resultados menos conseguidos na fase de apuramento, que foram os seguintes: ARMÉNIA-Fora (31.08.1996), empate 0-0. Casa (20.08.1997), vitória por 3-1. UCRÂNIA-Fora (05.10.1996), derrota por 1-2. Casa (09.11.1996), vitória 1-0. ALBÂNIA-Fora (09.10.1996), vitória 3-0. Casa (07.06.1997), vitória 2-0. ALEMANHA-Casa (14.11.1996), empate 0-0. Fora (06.09.1997), empate 1-1. IRLANDA DO NORTE-Fora (29.03.1997), empate 0-0. Casa (11.10.1997), vitória 1-0. Marcadores: Figo 3. João Vieira Pinto e Pedro Barbosa 2 cada. Domingos, Fernando Couto, Helder, Rui Costa e Sérgio Conceição, 1 cada. Treinador: Artur Jorge. -Réplica Tricolore-
NA FASE FINAL

Jogos realizados: 64 (todos os jogos tiveram ocorrências no âmbito disciplinar).
Prémio Fair-play: Inglaterra
Golos marcados no torneio: 171 (média: 2,672)
Melhor marcador: Davor Suker (n. 01.01.1968), da Croácia, com 6 golos.
Melhor jogador: Ronaldo (n. 22.09.1976), do Brasil.
Melhor Guarda-redes: Fabien Barthez (n. 28.06.1971), França.
Melhor futebol atractivo: França
Espectadores: 2.785.100 (média: 43.517).
Advertências: 254 (ver desdobramento nas selecções participantes).
Expulsões: 22 (África do Sul: Alfred Phiri. Alemanha: Christian Woerns. Arábia Saudita: Mohammed Al Khilaiwi. Argentina: Ariel Ortega. Bélgica: Gert Verheyen. Bulgária: Anatoli Nankov. Camarões: Lauren, Raymond Kalla e Rigobert Sung. Coreia do Sul: Há Seok Ju. Dinamarca: Miklos Molnar e Morten Wieghorst. Escócia: Craig Burley. França: Laurent Blanc, Marcel Desailly e Zinedine Zidane. Holanda: Artur Numan e Patrick Kluivert. Inglaterra: David Beckham. Jamaica: Darryl Powel. México: Pavel Pardo e Ramon Ramirez).
Jogo com mais incidências disciplinares: África do Sul-Dinamarca (1-1), com 7 advertências e 2 expulsões. Disputado em 18.06, grupo C, no Estádio Municipal de Toulose, perante 33.500 espectadores. Árbitro: John Toro Rendon, da Colômbia.
-O Árbitro da final, o marroquino Said Belqola-

NOTAS
Depois de vencer a Inglaterra no grupo G, os jogadores da Roménia comemoraram o feito tingindo seus cabelos de loiro.
O atacante argentino Gabriel Batistuta teve que cortar os longos cabelos, porque o técnico Daniel Passarella não aceitava atletas cabeludos na seleção argentina. Com os três golos marcados na goleada de 5-0 sobre a Jamaica, Batistuta tornou-se o primeiro jogador a marcar três golos numa mesma partida em duas fases finais distintas. Em 1994, ele assinou os três pontos na vitória argentina sobre os gregos. -Saudação-
Pelo facto da selecção da Jamaica ter obtido o passaporte para França foi decretado feriado nacional. Face à esta qualificação o seu treinador, o brasileiro René Simões, fez um apelo universal, via internet, na expectativa de vir a encontrar jogadores de origem jamaicana que pudessem vir a representar a sua selecção. -Jogo da final-
Nas eliminatórias jogaram entre si Peru e Colômbia. Na véspera deste encontro um grupo de bruxos entrou no Estádio Nacional de Lima para realizaram todo o tipo de estratagemas para prejudicar os colombianos. Não resultou, pois os seus adversários foram para França e eles ficaram. -Emoção e espectáculo-
Nas eliminatórias verificaram-se os mesmos resultados desnivelados, quer jogando em casa ou fora nos encontros Japão-Macau (10-0) e Síria-Ilhas Maldivas (12-0). O recorde de golos numa eliminatória pertence à Síria, que derrotou este seu mesmo adversário, por 17-0. -Os novos campeões do mundo-
Para fazer a cobertura do desafio Irão-Austrália, a agência noticiosa italiana Ansa enviou uma jornalista. Foi a primeira vez que uma mulher assistiu, naquele país muçulmano, a uma partida de futebol masculino. -Fabien Bhartez-
Ainda o guarda-redes australiano, Mark Bosnich, com tendências neo-nazis, em pleno jogo ofendia os jogadores contrários, apelidando-os de “porcos muçulmanos”. Teve que conformar-se a ver o mundial na TV, pois o Irão conseguiu classificar-se. -Roménia, 1 Colômbia, 0-
Este foi o último mundial com João Havelange como presidente da FIFA. -Inglaterra, 2 Argentina, 2 (4-3 GP)-
Ao marcar um golo na vitória da Croácia por 3-1 sobre a Jamaica, Robert Prosinecki tornou-se o primeiro jogador a marcar golos por dois países diferentes em mundiais. Em 1990, jogando pela Jugoslávia, Prosinecki fez um dos pontos da vitória por 4-1 sobre os Emirados Árabes Unidos. -Expulsão de Beckam-
Treinador campeão quatro anos antes, Carlos Alberto Parreira tornou-se o primeiro técnico a ser demitido durante o mundial. Deixou de liderar a sua equipa, a Arábia Saudita, depois desta perder os dois primeiros jogos na primeira fase. -Espanha, 2 Nigéria, 3-
O dinamarquês Ebbe Sand foi o autor do golo mais rápido de um substituto na história dos mundiais. Apenas 16 segundos após entrar em campo, marcou na vitória por 4-1 sobre a Nigéria. -O brasileiro Ronaldo-
O técnico Mário Jorge Lobo Zagalo sempre alardeou que o número 13 lhe dava sorte. Em 1998, não foi bem assim. A derrota na final foi a 13ª do Brasil em mundiais. E a selecção voltou para casa no dia 13 de Julho. -O croata Davor Suker-
No início de Junho, cerca de 60 convidados da CBF-Confederação Brasileira de Futebol, entre eles cinco desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, embarcaram para assistir à Copa do Mundo na França com todas as despesas custeadas pela entidade. -Mário Zagalo (Brasil)-
O médio alemão Lothar Matthaus bateu recorde de participações em Mundiais. Em sua quinta Copa, Matthaeus completou 25 jogos pela Alemanha. O alemão chegou a três finais (1982, 1986 e 1990) e ganhou um título. -Vítor Pereira-
A França foi a primeira campeã da história a terminar com o melhor ataque (15 golos) e a melhor defesa (2 golos). -Advertência-
A Itália foi eliminada nas grandes penalidades pela terceira vez seguida. Perdeu para a Argentina na semifinal em 1990, para o Brasil na final em 1994, e para a França nos quartos-de-final em 1998. -Recordação-
O jogador francês Laurent Blanc (defesa central) fez o primeiro golo de ouro da história dos mundiais, na sofrida vitória da França sobre o Paraguai nos oitavos-de-final do torneio.

Estreante, a Croácia conseguiu um surpreendente terceiro lugar. Com isso, igualou o feito de Portugal em 1966.

No jogo com o Chile, o camaronês Song tornou-se o primeiro jogador a receber cartão vermelho mais de uma vez em Copas do Mundo. A outra havia sido em 1994, contra o Brasil.

O norueguês Oyvind Ekeland e a brasileira Rosângela de Souza se casaram no relvado do estádio Velodrome de Marselha minutos antes da partida Brasil-Noruega.

- Três técnicos foram demitidos durante a Copa: Carlos Alberto Parreira, da Arábia Saudita, Henry Kasperczak, da Tunísia, e Cha Bum-Kum, da Coreia do Sul, substituídos, respectivamente, por Mohamad Al-Kharashi, Kim Pyong Seok e Ali Selmi.

Inimigos políticos históricos, EUA e Irão enfrentaram-se. Antes do jogo, trocaram flores. O clima do jogo foi amistoso, e os iranianos venceram por 2-1.

A Copa-1998 bateu recorde de parentes actuando juntos. Na Dinamarca havia os irmãos Michael e Brian Laudrup. Mbo e Emile M’Penza, também irmãos, jogaram pela Bélgica. Na Holanda, gêmeos: Frank e Ronald de Boer. A Noruega superou e trouxe dois irmão (Jostein e Tore Andre Flo ) e um primo (Havard Flo). Pela seleção selecção italiano, o técnico Cesare Maldini comandou o filho, Paolo.

ARBITRAGEM
Foram 67 os eleitos de 52 países para dirigirem as partidas deste mundial, sendo 34 os Árbitros e os Auxiliares 33. A África do Sul, surpreendentemente a única a duplicar, com 2 Assistentes!

África do Sul (1-2), Alemanha (1-1), Arábia Saudita (1-0), Argentina (1-1), Austrália (1-0), Áustria (1-0), Bélgica (0-1), Bielo-Russia (0-1), Brasil (1-1), Chile (1-1), Colômbia (1-1), Coreia do Sul (0-1), Costa Rica (0-1), Dinamarca (1-0), Egipto (1-0), Emirados (1-0), Escócia (1-0), Espanha (1-1), França (1-1), Holanda (1-0), Honduras (0-1), Hungria (1-0), Inglaterra (1-1), Irlanda (0-1), Itália (1-1), Jamaica (0-1), Japão (1-0), Kuwait (0-1), Malásia (0-1), Mali (0-1), Malta (0-1), Marrocos (1-0), Maurícias (1-0), México (1-0), Nigéria (1-0), Noruega (1-0), Omã (0-1), Paraguai (1-1), Peru (1-0), Polónia (1-1), Portugal (1-0), República Checa (0-1), Roménia (0-1), Russia (1-0), Sri Lanka (0-1), Suécia (0-1), Suiça (1-1), Tailândia (1-0), Trinidade e Tobago (1-1), Tunísia (0-1), USA (1-0) e Vanuatu (0-1).

Segue-se a lista de nomes ordenada alfabeticamente, que inclui a data de nascimento, o país e as actuações que tiveram como Árbitro (AR), 4º Árbitro (QA) e Assistentes (FL):

ACHMAT SALIE, 22.07.1955, ÁFRICA SUL, FL=5.
ALBERTO TEJADA NORIEGA, 11.11.1956, PERU, AR=1 e QA=2.
ALI BUJSAIM, 09.09.1959, EMIRADOS, AR=3 e QA=2.
AN-YAN LIM KEE CHONG, 15.05.1960, MAURÍCIAS, AR=1 e QA=3.
ARISTIDES CHRIS SOLDATOS, 26.12.1959, ÁFRICA SUL, FL=3.
ARNALDO PINTO, 31.03.1955, BRASIL, FL=4.
ARTURO BRÍZIO CARTER, 09.03.1956, MÉXICO, AR=3 e QA=2.
BERND HEYNEMANN, 22.01.1954, ALEMANHA, AR=2 e QA=1.
CELESTINO GALVAN, 06.04.1963, PARAGUAI, FL=3.
CLÁUDIO ROSSI, 19.05.1961, ARGENTINA, FL=4.
DRAMANE DANTE, 09.12.1961, MALI, FL=5.
EDDIE FOLEY, 20.03.1961, IRLANDA, FL=3.
EDWARD LENNIE, 05.10.1959, AUSTRÁLIA, AR=2 e QA=1.
EMANUEL ZAMMIT, 24.06.1956, MALTA, FL=4.
EPIFÂNIO CHAVEZ, 19.01.1958, PARAGUAI, AR=3 e QA=3.
ERICH SCHEIDER, 11.02.1954, ALEMANHA, FL=3.
ESSE BAHARMAST, 11.03.1954, USA, AR=2 e QA=2.
EVZEN AMLER, 15.05.1958, REPÚBLICA CHECA, FL=3.
FERNANDO TRESACO GRACIA, 04.07.1955, ESPANHA, FL=5.
GAMAL GHANDOUR, 12.06.1957, EGIPTO, AR=3 e QA=1.
GENNARO MAZZEI, 27.12.1957, ITÁLIA, FL=3.
GUNTER BENKO, 12.07.1955, ÁUSTRIA, AR=2 e QA=1.
HALIM ABDUL HAMID, 13.06.1962, MALÁSIA, FL=4.
HUGH DALLAS, 26.10.1957, ESCÓCIA, AR=2 e QA=3.
HUSSAIN GHADANFARI, 16.04.1957, KUWAIT, FL=5.
IAN MC LEOD, 05.03.1954, ÁFRICA SUL, AR=1 e QA=2.
JACEK POCIEGIEL, 06.06.1956, POLÓNIA, FL=3.
JACQUES POUDEVIGNE, 03.10.1956, FRANÇA, FL=3.
JAVIER CASTRILLI, 22.05.1957, ARGENTINA, AR=2 e QA=2.
JOHN TORO RENDON, 04.04.1958, COLÔMBIA, AR=1 e QA=1.
JORGE LUÍS ARANGO, 12.04.1958, COLÔMBIA, FL=4.
JORGE DIAZ GALVEZ, 19.01.1958, CHILE, FL=3.
JOSÉ MARIA GARCIA ARANDA, 03.03.1956, ESPANHA, AR=3 e QA=2.
KIM MILTON NIELSEN, 03.08.1960, DINAMARCA, AR=2 e QA=2.
LASZIO VAGNER, 24.12.1955, HUNGRIA, AR=2 e QA=3.
LAURENT RAUSIS, 29.05.1956, SUIÇA, FL=4.
LENCIE FRED, 21.03.1968, VANUATU, FL=5.
LUCIEN BOUCHARDEAU, 18.12.1961, NIGÉRIA, AR=1 e QA=1.
LUÍS TORRES ZUNIGA, 31.08.1958, COSTA RICA, FL=3.
MARC BATTA, 01.11.1953, FRANÇA, AR=2 e QA=1.
MARC VAN DEN BROECK, 30.06.1954, BÉLGICA, FL=5.
MÁRCIO REZENDE FREITAS, 22.12.1960, BRASIL, AR=2 e QA=1.
MÁRIO SANCHEZ YANTEN, 22.07.1956, CHILE, AR=2 e QA=1.
MÁRIO VAN DER ENDE, 28.03.1956, HOLANDA, AR=2 e QA=0.
MARK WARREN, 04.01.1960, INGLATERRA, FL=5.
MASAYOSHI OKADA, 24.05.1958, JAPÃO, AR=1 e QA=3.
MERERE GONZALES, 25.08.1960, TRINIDADE, FL=2.
MIKAEL NILSSON, 03.08.1958, SUÉCIA, FL=4.
MOHAMED AL MUSAWI, 01.01.1959, OMÃ, FL=5.
MOHAMED MANSRI, 30.01.1953, TUNÍSIA, FL=5.
NICOLAE GRIGORESCU, 24.08.1955, ROMÉNIA, FL=5.
NICOLAI LEVNIKOV, 15.05.1956, RUSSIA, AR=1 e AQ=2.
NIMAL WICKERAMATUNGE, 17.04.1956, SRI LANKA, FL=3.
OWEN POWELL, 03.09.1954, JAMAICA, FL=5.
PAUL DURKIN, 15.08.1955, INGLATERRA, AR=1 e QA=1.
PIERLUIGI COLLINA, 13.02.1960, ITÁLIA, AR=2 e QA=1.
PIROM ANPRASERT, 16.11.1953, TAILÂNDIA, AR=2 e QA=2.
RAHAMAN AL ZAID, 11.01.1959, ÁRABIA SAUDITA, AR=2 e QA=4.
RAMESH RAMDHAN, 25.07.1960, TRINIDADE, AR=1 e QA=2.
REYNALDO SALINAS, 17.03.1963, HONDURAS, FL=4.
RUNE PEDERSEN, 19.05.1963, NORUEGA, AR=2 e QA=3.
RYSZARD WOJCIK, 06.06.1956, POLÓNIA, AR=1 e QA=2.
SAID BELQOLA, 30.08.1956, MARROCOS, AR=3 e QA=2.
URS MEIER, 22.01.1959, SUIÇA, AR=2 e QA=3.
VÍTOR PEREIRA, 21.04.1957, PORTUGAL, AR=2 e QA=2.
YOUNG JEON, 26.02.1956, COREIA DO SUL, FL=2.
YURI DUPANOV, 07.06.1962, BIELO-RUSSIA, FL=4.

REPETIÇÕES
Também estiveram no mundial de 1994-Estados Unidos:
Alberto Tejada Noriega, Ali Bujsaim, Aa-Yan Lim Kee Chong, Arturo Brízido Cárter e Mário Van Der Ende.

Eis os Árbitros que dirigiram a final: O marroquino Said Belqola, com os Assistentes: Achmat Salie, da África do Sul e Mark Warren, de Inglaterra. Rahaman Alzaid, da Arábia Saudita, foi o quarto árbitro. O desafio verificou-se na noite do dia 12 de Julho, domingo, no Estádio de Saint-Denis onde a França se sagrou campeã do mundo ao derrotar o Brasil por 3-0, perante 80.000 espectadores. O Árbitro exibiu quatro cartões amarelos e um vermelho.

JOGOS EM QUE O NOSSO CONTERRÂNEO VÍTOR MANUEL DE MELO PEREIRA PARTICIPOU:

COMO ÁRBITRO:
Em 14.06 (domingo), às 21H00, no Estádio Félix Bollaert, em Lens, entre a Jamaica e Croácia (1-3), grupo H. Exibiu o cartão amarelo por 3 vezes. Assistência: 38.100. Auxiliares: Nicolae Grigorescu (Roménia) e Jacques Poudevigne (França). Quarto Árbitro: Bernd Heynemann (Alemanha).

No dia 29.06 (segunda), às 16H30, em Montpellier, (Estádio La Mosson), Alemanha-México (2-1), oitavos de final. Advertiu 6 jogadores. Assistência: 29.800. Auxiliares: Mohamed Mansri (Tunísia) e Achamat Salie (África do Sul). Quarto Árbitro: Masayoshi Okada (Japão).

COMO QUARTO ÁRBITRO:
Em 20.06 (sábado), às 21H00, no Velodrome de Marselha, Holanda-Coreia do Sul (5-0), grupo E. Assistência: 55.000. Árbitro: Ryszard Wojcik (Polónia). Assistentes: Jacek Pociegiel (Polónia) e Yuri Dupanov (Bielo-Russia). Duas advertências.

No dia 24.06 (quarta), às 16H00, no Gerland, em Lyon, França-Dinamarca (2-1), grupo C. Assistência: 39.100. Árbitro: Pierluigi Collina (Itália). Assistentes: Marc Van Den Broeck (Bélgica) e Emanuel Zammit (Malta). Quatro advertências.

VÍDEO DA FINAL:

http://www.youtube.com/watch?v=QZqp5m-NMaQ

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

QUEM SE ACOMODA NÃO EVOLUI!

Lá diz o velho ditado e é bem verdade.

Na arbitragem passa-se o mesmo, quando alguém atinge o estatuto de superior e, a si próprio determina que chegou ao patamar que sempre desejou, e aí quer ficar, sem mais esforços ou obrigações, uma vez que está tudo garantido.

Nada mais errado, pois o futebol não tem culpa que estes seus poucos agentes, poucos felizmente, fiquem aquém das expectativas que prometeram quando ingressaram na carreira.

Levando em conta este seu juízo é certo que irão prejudicar a modalidade, os clubes, os ogadores, os treinadores, os adeptos e a própria imagem da arbitragem, seja ela a nível regional, nacional ou extra-fronteira. Garantidamente!

Quando se inicia qualquer coisa, a vontade, o empenho e a dedicação são factores de enorme importância para se alcançar o objectivo determinado.

Depois, já na posse do tal título, as coisas mudam de figura pois ter-se estatuto é que determina as nossas movimentações, o nosso ritmo e a assunção de compromissos.

Felizmente que é uma pequena minoria que, no nosso sector, procede assim.

Erradamente, mas é a sua maneira de pensar e de agir, que, naturalmente, aos seus dirigentes, não passa despercebida. Para superar tais atitudes bom seria que a hierarquia da arbitragem motivasse tudo e todos para a frequência de cursos de aperfeiçoamento (pós graduação ou especialização), onde fossem ministradas matérias que têm imenso interesse para a actividade de Árbitro de Futebol.

Como se sabe o saber não ocupa lugar e, nos momentos adversos e decisivos, quando acontecem situações embaraçosas, é que aparece a tal frase: se eu soubesse…

Existem inúmeros temas que poderão ser ministrados por professores habilitados, mas destaco, desde já, alguns deles, pela sua importância: alimentação, psicologia, socorrismo, sociologia, educação física, relações públicas, clima, línguas, escrita, lidar com a pressão ou o stress desportivo, acção (e não reacção, esta é sempre má conselheira) a desenvolver em situações críticas, legislação desportiva, reinamento de testes escritos, aprofundar a prática da leitura do jogo, sinalética, etc., etc.

Esta será uma maneira para combater a inércia, obrigando os tais Árbitros a transformar o seu negativismo em energia saudável, bastante positiva até para o seu progresso desportivo e pessoal.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

RESPEITO É PRECISO, SIM SENHOR!

A Federação Inglesa de Futebol (FA) lançou uma louvável iniciativa que deveria ser seguida pela hierarquia do futebol português tão depressa quanto possível, pois o que está em causa, mais do que nunca, é o RESPEITO pela imagem do jogo de futebol e nomeadamente pelas regras, árbitros e praticantes jovens.

Por tradução (adaptada) e com a devida vénia damos conta dos pontos principais desta Campanha. A saber:
BEM-VINDO!
RESPEITO é o programa de actividades da FA (Football Association) que se destina a combater comportamentos inaceitáveis no futebol, em qualquer nível - quer seja no relvado ou nas bancadas. Comece por ver neste link, o vídeo desta campanha, onde poderá constatar o que seria um jogo sem árbitros.
http://www.thefa.com/RespectFilm/ Este projecto emergiu como a prioridade principal do inquérito de opinião por nós conduzido em finais de 2007, e de imediato endereçado à Comissão Estratégia Nacional do Jogo da FA e publicada em Março 2008. Esperamos que a RESPEITO consiga assegurar um ambiente positivo e seguro para todos os que apreciam futebol. Pretendemos intervir nas seguintes áreas:

-recrutamento e manutenção dos árbitros: evitando o mau tratamento a que são sujeitos, esperamos reduzir o número de árbitros que compreensivelmente deixam a actividade.

-participação no desporto juvenil: a pressão e abuso que vem das bancadas tem que parar, se pretendemos que as crianças apreciem, fiquem e se desenvolvam neste jogo.

-desenvolvimento dos jogadores e treinadores: uma aproximação aos jogadores é vital, através também dos seus treinadores, se pretendemos melhorar as competências de todos.

Nomeadamente entre as idades de 5 a 11 anos. É simples: melhores treinadores produzem melhores jogadores.

-proteger as crianças: todos agentes do futebol têm o dever de cuidar das crianças, assegurando que lhes seja possível jogar num ambiente seguro e agradável, livre de abusos, discriminação ou coacção dos colegas mais velhos.
Melhorar o comportamento é um assunto transversal a todo o jogo, e a época de 2008/2009 verá o programa Respeito ser introduzido aos níveis profissionais e amadores.Para isto, a FA está a trabalhar activamente com as seguintes organizações:

* The Premier League
* The Football League
* The Professional Footballers' Association (PFA)
* The League Managers' Association (LMA)
* Professional Game Match Officials (PGMO)
* All County FAs

Tradução parcial de

O PAPEL DE CADA QUAL NESTA INICIATIVA
O projecto RESPEITO envolve os agentes do jogo, e necessita da ajuda de todos, independentemente da função de cada um:
-jogador
-treinador
-árbitro
-pais e espectadores
-dirigentes

O QUE SE ESPERA DO ÁRBITRO

O programa RESPEITO visa permitir ao árbitro que dirija os jogos sem ser sujeito a qualquer tipo de abuso, por parte dos jogadores, treinadores, dirigentes ou espectadores, sem esquecer que os árbitros são também parte importante do processo.

Trabalhando em parceria com os clubes que eles arbitram, os árbitros podem providenciar informação após os jogos sobre o comportamento dos jogadores, treinadores, familiares e outros espectadores, por forma a auxiliar os clubes a imporem os seus códigos de conduta (nota minha: cada clube inglês tem um código de conduta que os jogadores são obrigados a assinar).

Tradução parcial de http://www.thefa.com/TheFA/Respect/Postings/2008/07/equality_workshops.htm

Existem seminários e conferências sobre Igualdade no Jogo,
Igualdade para deficientes e assuntos raciais.


Existem códigos de conduta para:
-jovens jogadores
-jogadores profissionais
-espectadores e familiares
-treinadores, directores técnicos e dirigentes de clubes
-árbitros

O CÓDIGO DE CONDUTA DOS ÁRBITROS, OBRIGA A CUMPRIR AS SEGUINTES DETERMINAÇÕES NA PRIMEIRA PESSOA:
-Serei sempre honesto e completamente imparcial, independentemente das equipas, jogadores ou dirigentes envolvidos no jogo.
-Aplicarei as leis do jogo e da competição de forma justa e consistente.
-Dirigirei o jogo de forma positiva, calma e confiante.
-Actuarei sobre todas as formas de violência, agressão, comportamento antidesportivo, simulações e outros comportamentos semelhantes.
-Não tolerarei linguagem ofensiva, insultuosa ou abusiva por parte de jogadores ou dirigentes.
-Acompanharei sempre, de forma consistente, os meus colegas de arbitragem do jogo em questão.
-Darei um exemplo pessoal positivo, promovendo excelente comportamento e evidenciando respeito por todos os envolvidos no jogo.
-Comunicarei com os jogadores e encorajarei o fair-play.
-Responderei de forma clara, calma e confiante a qualquer pretensão apropriada de esclarecimento por parte dos capitães de equipa.
-Estarei preparado física e mentalmente para todos os jogos.
-Completarei e endereçarei, relatórios inequívocos e concisos, dentro dos limites de tempo estipulados, sobre os jogos por mim arbitrados.
-Compreendo que qualquer violação deste mesmo código poderá resultar em acções dos meus dirigentes superiores.



segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ANTES E AGORA…

É bom quando as situações negativas são rectificadas, independentemente de quem quer que seja que contribua para a solução dos problemas.
Em 25 de Agosto último chamei aqui a atenção para um facto anómalo que poderia vir a prejudicar os peões que por lá passassem na rua da Escola Politécnica, em Lisboa.
O assunto já foi resolvido e ainda bem, conforme se pode constatar nas fotos obtidas na passada sexta-feira.

POSTERIORMENTE (BEM)
ANTERIORMENTE (MAL)

Ver mais:
http://albertohelder.blogspot.com/2008/08/para-que-serve.html

domingo, 16 de novembro de 2008

NICOLAU TOLENTINO – ANIVERSARIANTE

Este meu bom amigo fez 70 anos no passado dia 7 de Novembro (sexta-feira), mas comemorou a data com os amigos na segunda-feira seguinte no Restaurante da Adega Típica da Quinta da Chamorra, em Bucelas. -Carlos Arsénio. Nemésio Castro e Cruz dos Santos-
Nicolau Tolentino Rodrigues de Castro (em destaque na primeira foto), de seu nome completo, é uma referência do futebol lisboeta, pelos seus êxitos, conquistas e, acima de tudo, ser, desde sempre, um líder nato, isto pela forte e convicta determinação, para além dos saberes e qualidades com que exerceu a actividade de treinador de futebol. -José Luís Tavares (à direita) dialoga com amigos-
Basta dizer que durante os 33 anos que desempenhou a actividade desportiva sua preferida proporcionou a subida de divisão a 17 equipas por si orientadas, assim como outras 6 alcançaram a vitória em finais da Taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. -Vieira da Silva e Pedro Gomes-
Hoje é Vice-Presidente da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol, onde defende intransigentemente a classe. -Raul Silva e Manuel Oliveira-
Neste repasto – um esplêndido cozido à portuguesa, bem acompanhado – juntou mais de sete dezenas de amigos, destacando-se, entre outros ilustres, Leonel Pires (massagista), os jornalistas (Carlos Arsénio e Rui Dias, do Record e Cruz dos Santos, A Bola), dirigentes (Vítor Paulos Correia, Domingos Estanislau, Higino Serrano, Climério Ferreira), -Climério Ferreira e Luís Guilherme-
Os antigos árbitros (José Luís Tavares, Nemésio Castro e Luís Guilherme), ex-jogadores internacionais (Artur Correia, Vítor Martins) e colegas treinadores (António Veloso, Vieira da Silva, Raul Silva, Pedro Gomes, Manuel Oliveira e Prof. Silveira Ramos). -O ex-internacional Artur Correia (o Russo) com Cruz dos Santos-
Com ele, na sua qualidade de treinador, só uma vez é que tive uma situação que passo a contar: No fim de desafio muito disputado que dirigi em 9 de Abril de 1977, entre as equipas do Grupo Desportivo Vialonga e Clube Regional de Recreio e Cultura (Merceana-Alenquer), cujo resultado final terminou empatado (2-2), -Nicolau Tolentino junto de amigos, dos quais se destaca Leonel Pires (à direita)-
Já na cabina diz-me o Pires Alves, um dos colegas que me auxiliaram, que o treinador do clube da casa (Nicolau Tolentino) em determinada altura do jogo, que decorria, agarrou-o de tal forma que provocou um rasgão na camisola que envergava. -Vítor Martins (ex-internacional), Carlos Arsénio e António Veloso-
Como nada me disse no decorrer do encontro e porque também não vi, não pude actuar na altura própria. Limitei-me a mencionar o facto no boletim e não sei quais foram as consequências deste episódio.