domingo, 25 de janeiro de 2009

FOTOS MUITO ESPECIAIS (5)

Curiosas imagens obtidas aquando do desentorpecimento muscular dos elementos das equipas de arbitragem…

sábado, 24 de janeiro de 2009

OS ÁRBITROS FIFA RECEBERAM AS SUAS INSÍGNIAS

A cerimónia verificou-se no final da tarde do passado dia 20 de Janeiro (terça-feira) que a hierarquia procedeu à entrega dos emblemas que irão ser usados pelos nossos colegas das variantes de Futebol, Futsal e Futebol de Praia, neste ano de 2009. Foi gratificante ter cumprimentado os nossos mais credenciados Árbitros e ter escutado palavras de incentivo para continuar a divulgar neste blogue não só os trabalhos de pesquisa e outros como denunciar situações em que dirigentes de má qualidade e espírito tacanho são pródigos a emperrarem a arbitragem regional, distrital e nacional. Quanto ao discurso oficial, proferido pelo presidente da Federação, aliás muito circunstanciado e mediático, logo fraquinho, pecou por não olhar para o futuro, mas sim para o presente, para o imediato – pedindo aos Árbitros que errem menos (!) – já que a si serão sempre imputadas responsabilidades por não ter implantado a nível nacional um programa sério, credível e objectivo na formação dos candidatos a Árbitro, sejam eles do Norte, Centro, Sul e Ilhas, proporcionando-lhes a tão desejada uniformidade de conteúdos a leccionar, carga horária a cumprir, critérios a uniformizar, incentivos e condições. Disto, nada disse! É na Formação que reside o único e principal busílis dos problemas que afectam a arbitragem e os Árbitros logo a partir dos cursos de iniciação. Uma má formação inicial é meio caminho andado para a deformação…
Estou disponível para colaborar – graciosamente – com a minha experiência de 17 anos de Formador, no sentido de apontar as imensas e nefastas deficiências que existem nesta área, comprometendo-me erradicá-las, mesmo indo contra alguns dos chamados mercenários que andam por aí (como são “carinhosamente” tratados pelos seus dirigentes), que estão e continuam a viver da arbitragem e não para a servir, melhoraria, garanto-vos, substancialmente a qualidade dos desempenhos dos Árbitros de futebol. Bem, nesta cerimónia terei que destacar que o Mestre Joaquim Campos, presente, como sempre, foi esquecido pelo insensível e nefasto protocolo. O nosso mais credenciado Árbitro, sócio de Mérito da Federação, que actuou em dois campeonatos do Mundo (1958 e 1966), detentor dum título jamais inigualável, o de ter ostentado a insígnia FIFA durante 21 anos ininterruptamente, que recentemente recebeu a Medalha de Mérito Municipal (grau ouro), atribuída pela Cidade de Lisboa – ah aqui também não vi ninguém da Federação a felicitá-lo – não só não foi chamado para, simbolicamente, entregar um dos 22 emblemas confiados aos internacionais, como foi simples e intencionalmente olvidado, mais uma vez, pois o seu respeitável nome nem sequer foi evocado numa qualquer saudação que muito merecia, pela sua brilhante e longa carreira ao serviço da Federação. Os dirigentes do futebol continuam a ser ingratos para aqueles que o serviram com honradez, dedicação, responsabilidade e paixão. Enfim, como alguém diria, cada futebol tem os dirigentes que merece…

Ver mais: http://albertohelder.blogspot.com/2008/01/insgnias-da-fifa-entregues-pela-federao.html

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

FUTEBOL BENFICA – CARREGADO

-João Souto, Nuno Barata e Romulus Poiana-
Este encontro referente à 14ª jornada do Campeonato Distrital de Juvenis, Divisão de Honra, disputado por 16 participantes, realizou-se na cinzenta, chuvosa e muito fria manhã do passado domingo, dia 18 de Janeiro, no campo secundário do Estádio Francisco Lázaro entre as equipas do Clube Futebol Benfica (fundado em 21.04.1916) e da Associação Desportiva do Carregado (f. 06.12.1950). Venceu a equipa forasteira por 4-2, com 2-0 ao intervalo. Antes deste desafio, a classificação dos opositores, ambos já com 13 jogos realizados, era a seguinte: FUTEBOL BENFICA: 9º lugar, com 15 pontos, correspondentes a 4 vitórias, 3 empates e 6 derrotas. Golos 17-26. CARREGADO: 11º posto, com 14 pontos, de 4 vitórias, 2 empates e 7 derrotas. Golos 21-32. Constituição da equipa de arbitragem: Nuno Tiago Martins Barata (nasceu em 13.07.1979), Árbitro de 1ª categoria distrital e pretende ascender aos quadros nacionais. É consultor informático e está na arbitragem desde 1997. Frequenta o Núcleo de Lisboa. Assistentes: Romulus Lucian Poiana (nasceu na Roménia, em 07.06.1981), é trabalhador especializado na indústria automóvel. Ainda Estagiário quer atingir mais altos patamares na arbitragem para onde entrou na época passada. Frequenta o Núcleo da Linha de Sintra. João Paulo Vilar Souto (n. 12.05.1982), Oficial Exército (pára-quedista). Estagiário, está na arbitragem desde Janeiro de 2008 e perspectiva ir o mais longe possível, pois convicção, vontade e dedicação são as suas imagens de marca. Frequenta o Núcleo da Póvoa de Santa Iria. Tive a grata satisfação de cumprimentar velhos amigos como o presidente do Futebol Benfica, Domingos Estanislau, Vitorino, Climério Ferreira, Nelo, Pedro Garcia, entre outros… Nota pessoal: O último jogo que dirigi neste mesmo campo, foi em 2002, já com 60 anos, mas na falta da equipa de arbitragem, já que há sempre um voluntário que aparece na altura própria…

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

LEAH FORTUNE JOGADORA, HABILIDOSA E CRIATIVA

Esta jovem praticante, que esteve recentemente no Mundial Feminino Sub-20, no Chile, tem uma forma peculiar de executar o lançamento lateral que nos deixou perplexos quando, pela primeira vez, assim procedeu. Pega na bola, faz um pequeno balanço e dá uma cambalhota com a bola nas mãos e quando volta à posição normal aí vai o esférico com uma velocidade enorme e coloca-o a uma distância considerável… Isto para os mais conservadores é inédito, interessante e, ao mesmo tempo, surpreendente! Quanto à parte técnica nada a apontar pois o lançamento é feito correctamente, já que no momento-chave, ela tem os pés em contacto com o solo e a bola sai das suas mãos acima da cabeça…
Leah Lynn Gabriela Fortune, nasceu em São Paulo (Brasil), em 13 de Dezembro de 1990 e é filha de pais americanos e, com dois anos de idade, foi com os progenitores para Chicago, Estados Unidos e aí, mais tarde, ingressou no clube feminino local (Team Chicago) onde veio a ser descoberta para o futebol da alta roda por Kleiton. Nesta mais recente competição da FIFA, integrou a selecção brasileira, jogando com a camisa 6, e era o delírio nos Estádios quando procedia ao seu muito especial lançamento. Como era de se esperar Leah não fala a nossa língua, apesar dos pais serem fluentes no português, mas há lá chegar, claro, pois quer aprender a língua de Camões. Mas quem mais aprendeu fomos nós e todos aqueles que gostam do futebol pois esta inovação não estava nas cogitações de qualquer um. Parabéns Leah, por seres uma atleta muito especial com a tua inolvidável inovação.

VER MAIS:

http://www.youtube.com/watch?v=Srzjum-eSZY

http://www.youtube.com/watch?v=1jvEeO0MIe0

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

JOHN LANGENUS – O PRIMEIRO DOS PRIMEIROS NOS MUNDIAIS!

Este Árbitro belga, que também se identificava como Jan, Jean, Johannes ou Julian, nasceu em Berchem (Antuérpia) a 8 de Dezembro de 1891, onde faleceu no dia 1 de Outubro de 1952, com 60 anos de idade.

Não foi por acaso que a FIFA o nomeou para dirigir a primeira final dum mundial de futebol, dado que foi levada em consideração a sua experiência, o seu perfil e, acima de tudo, a sua forte personalidade, aliada à sua compleição física. Como Árbitro de futebol participou em três mundiais (1930-Uruguai, 1934-Itália e 1938-França) e nos Jogos Olímpicos de 1928-Amesterdão.

Desde quando dirigiu o seu primeiro encontro internacional, em 25 de Fevereiro de 1923, com 32 anos de idade até se retirar, em 1939, com 48, arbitrou 63, repito, 63 partidas entre selecções dos seguintes 27 países: Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Checoslováquia, Chile, Dinamarca, Egipto, Escócia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Itália, Jugoslávia, Luxemburgo, Noruega, Peru, Polónia, Portugal, Roménia, Suécia, Suiça e Uruguai. Naquele tempo poder-se-á considerar uma epopeia! Passeou a sua real categoria por muitos estádios, com imenso público, vibrante e entusiasta, pois nos primórdios do futebol os adeptos eram aguerridos e dedicados. Foram 28 as cidades que o viram actuar e, entre parêntesis, indica-se o número de jogos realizados quando as visitou: Amesterdão (4), Barcelona (1), Basileia (1), Belgrado (2), Berlim (1), Bordéus (1), Bucareste (7), Budapeste (2), Colónia (1), Cracóvia (1), Dresden (1), Dublin (4), Estocolmo (4), Glasgow (1), Londres (3), Madrid (2), Montevideu (4), Nápoles (1), Nuremberga (1), Paris (6), Porto (1), Praga (8), Roma (1), Sevilha (1), Trieste (1), Varsóvia (1), Viena (3), Vigo (1). Eis a lista oficial (credenciada pela FIFA) dos encontros que dirigiu:
1923.02.25, Paris, França (B), 3-Luxemburgo, 2.
1924.09.21, Estocolmo, Suécia, 6-Noruega, 1.
1926.09.28, Praga, Checoslováquia, 1-Áustria, 2.
1927.04.23, Dublin, Irlanda, 1-Itália, 2.
1927.06.19, Estocolmo, Suécia, 0-Dinamarca, 0.
1927.10.23, Praga, Checoslováquia, 2-Itáilia, 2.
1928.04.01, Viena, Áustria, 0-Checoslováquia, 1.
1928.05.30, Amesterdão, Uruguai, 2-Holanda, 0. (Jogos Olímpicos).
1928.06.09, Amesterdão, Egipto, 3-Itália, 11. (Jogos Olímpicos).
1928.11.11, Roma, Itália, 2-Áustria, 2.
1929.03.17, Sevilha, Espanha, 5-Portugal,0.
1929.05.15, Madrid, Espanha, 4-Inglaterra, 3.
1929.08.04, Cracóvia, Polónia, 2-Checoslováquia, 2.
1929.10.06, Praga, Checoslováquia, 5-Suiça, 0.
1930.02.23, Porto, Portugal, 2-França, 0.
1930.05.11, Paris, França, 2-Checoslováquia, 3.
1930.06.14, Praga, Checoslováquia, 2-Espanha, 0.
1930.07.18, Montevideu, Peru, 0-Uruguai, 1. (Mundial)
1930.07.22, Montevideu, Argentina, 3-Chile, 1. (Mundial)
1930.07.26, Montevideu, Argentina, 6-USA, 1. (Mundial)
1930.07.30, Montevideu, Uruguai, 4-Argentina, 2. (Mundial)
1931.02.15, Paris, França, 1-Checoslováquia, 2.
1931.05.14, Paris, França, 5-Inglaterra, 2.
1931.06.17, Estocolmo, Suécia, 0-Alemanha, 0.
1931.08.02, Belgrado, Jugoslávia, 2-Checoslováquia, 1.
1931.12.13, Dublin, Irlanda, 0-Espanha, 5.
1932.05.08, Amesterdão, Holanda, 0-Irlanda, 2.
1932.12.07, Londres, Inglaterra, 4-Áustria,3.
1933.02.12, Paris, França, 0-Áustria, 4.
1933.03.05, Amesterdão, Holanda, 1-Hungria, 2.
1933.04.02, Vigo, Espanha, 3-Portugal, 0.
1933.04.09, Praga, Checoslováquia, 2-Áustria, 1.
1933.09.17, Praga, Checoslováquia, 3-Áustria, 3.
1933.11.29, Glasgow, Escócia, 2-Áustria, 2.
1933.12.06, Londres, Inglaterra, 4-França, 1.
1934.04.29, Bucareste, Roménia, 2-Jugoslávia, 1.
1934.05.16, Praga, Checoslováquia, 2-Inglaterra, 1.
1934.05.27, Trieste, Roménia, 1-Checoslováquia, 2. (Mundial)
1934.12.16, Dublin, Irlanda, 2-Hungria, 4.
1935.05.12, Colónia, Alemanha, 1-Espanha, 2.
1935.05.26, Dresden, Alemanha, 2-Checoslováquia, 1.
1935.09.22, Budapeste, Hungria, 1-Checoslováquia, 0.
1936.01.19, Madrid, Espanha, 4-Áustria, 5.
1936.02.23, Barcelona, Espanha, 1-Alemanha, 2.
1936.03.17, Dublin, Irlanda, 1-Suiça, 0.
1936.05.06, Viena, Áustria, 2-Inglaterra, 1.
1936.05.10, Bucareste, Roménia, 3-Jugoslávia, 2.
1936.10.04, Bucareste, Roménia, 1-Hungria, 2.
1937.04.11, Basileia, Suiça, 1-Hungria, 5.
1937.05.09, Viena, Áustria, 1-Escócia, 1.
1937.05.17, Estocolmo, Suécia, 0-Inglaterra, 4.
1937.05.23, Budapeste, Hungria, 2-Áustria, 2.
1937.06.27, Bucareste, Roménia, 2-Suécia, 2.
1937.12.01, Londres, Inglaterra, 5-Checoslováquia, 4.
1938.03.20, Nuremberga, Alemanha, 1-Hungria, 1.
1938.05.14, Berlim, Alemanha, 3-Inglaterra, 6.
1938.05.18, Praga, Checoslováquia, 2-Irlanda, 2.
1938.06.04, Paris, Alemanha, 1-Suiça, 1. (Mundial)
1938.06.19, Bordéus, Brasil, 4-Suécia, 2. (Mundial)
1938.10.23, Varsóvia, Polónia, 2-Noruega, 2.
1938.12.04, Nápoles, Itália, 1-França, 0.
1939.05.24, Bucareste, Roménia, 0-Inglaterra, 2.
1939.06.04, Belgrado, Jugoslávia, 2-Itália, 1.

Para além de ter sido autor de 3 livros, ainda reprovou quando fez o primeiro exame para ser Árbitro de futebol. Uma pergunta que nunca soube responder: o que fazer quando a bola bater num avião que voasse a baixa altitude… Ficou célebre por suas duas determinações: a exigência de um seguro de vida para si e para os seus auxiliares para poderem actuar no derradeiro jogo e a decisão de fazer disputar cada parte do Uruguai-Argentina com bolas diferentes, as que ambas as selecções tinham sugerido para o encontro. O sorteio foi a fórmula encontrada e a bola argentina foi a primeira a ser utilizada. Como curiosidade, transcreve-se parte de uma entrevista que o jogador uruguaio Ondino Viera (nasceu em 10.11.1901 e faleceu em 1997) deu, aqui há uns anitos, a uma revista da especialidade, sobre o derradeiro jogo: Bem, o dia da final... Lembro-me do clima de guerra que lia nos jornais: “A Taça do Mundo regressa a Montevideu”. O árbitro John Langenus levantou o seu seguro de vida, e após o jogo solicitou ajuda para deixar o Estádio, mas o pedido não foi satisfeito e teve que deixar o Estádio por um túnel. Foi desta forma que as coisas se passaram, num autêntico clima de guerra, e foi este o entusiasmo que sentimos. Esquecemo-nos de assegurar o necessário para auxiliar o árbitro. Mesmo assim foi auxiliado por um voluntário, e conseguiu sair com o seu seguro de vida, foi mesmo afortunado. Creio que toda a gente teve sorte, não existiram grandes lutas. Queríamos ver quem ganharia o jogo. Os uruguaios e os argentinos estavam envolvidos em torcer pelas suas equipas, pelos golos, pelo golo do empate e do desempate.

Como nota final, diremos que todas as fotos aqui divulgadas são do jogo final do 1º Mundial, destacando-se da indumentária, as calças, quase à golfe, boné, casaco com largas algibeiras e a sua famosa gravata! Um espanto… Ver mais: http://albertohelder.blogspot.com/2008/06/arbitragem-nos-mundiais-1930-uruguai-i_18.html

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

ETIQUETA

Diz o dicionário que, além de ser um substantivo feminino, é um conjunto de cerimónias usadas na corte e no trato social; trato cerimonioso; regra; estilo; legenda; rótulo que se põe sobre alguma coisa para indicar o conteúdo, o preço, etc.

O que pretendo explanar nesta crónica, é o que o Árbitro, o responsável pela partida que vai dirigir entre duas dignas equipas adversárias, tenha o máximo de lisura comportamental perante aqueles a quem vai avaliar quanto a procedimentos técnico e disciplinar, compartilhar o momento e relacionar-se enquanto estiver nas funções para que foi preparado.

Terá que ter permanentemente uma atenta introspecção do que é a sua missão específica no seio do futebol e praticá-la sem rodeios, sem arbitrariedade, sem autoritarismo ou arrogância.

Deve saber ouvir e decidir, agindo em conformidade. O facto de ser o responsável máximo na direcção do desafio para que foi nomeado, não lhe dá o direito de se sobrepor às leis e aos regulamentos, e à ética que a tarefa requer e obriga.

Procurará, na cabina da equipa de arbitragem, elucidar, objectivamente e com a tranquilidade exigida, os delegados dos clubes intervenientes no espectáculo para situações que se prevêem venham a acontecer, tais, como exemplo, a questão onde devem os suplentes fazer os exercícios de desentorpecimento muscular, quando necessitar de nova bola, a questão do comportamento dos responsáveis no banco de suplentes e lembrar o que está estabelecido quanto ao modo de dar instruções durante o jogo aos seus atletas, as substituições, que o jogo deve começar à hora marcada, o procedimento a ter quanto a lesões dos jogadores e tantas outras circunstâncias que possam vir a surgir durante a partida.

Enfim, um rol de vicissitudes que, tratadas antecipadamente, são excelentes créditos para o Árbitro que, como chefe de equipa, deve ser só ele a transmitir essas indicações com os seus interlocutores directos e nunca delegar essa tarefa aos seus auxiliares, pese embora a categoria e estatuto que possuam. Dentro do terreno de jogo, para além de tentar chamar os atletas e os elementos do bancos pelo seu próprio nome – nem sabem o que de vantajoso lhe é proporcionado quando este género de tratamento personalizado é desenvolvido – e ter atitudes que o enobrecem, sem dedos espetados ou gestos menos conseguidos ou apropriados, sem gritar ou discutir com quem quer que seja.

Impor-se, isso sim, pela discrição, saber e tolerância. Exibir os cartões disciplinares sem agressividade ou com insensatez. Falar com o máximo de respeito para ser respeitado. Saudar quem tem de cumprimentar. Evitar tocar nos jogadores, quer quando se encontrem no solo ou colocados nas barreiras.

O Árbitro se tiver que dizer algo aos elementos do banco de suplentes é lá que o deve fazer, e nunca à distância, a clamar, dando uma de fraqueza a todos que o vêem, que logo entendem, estar a evitar dar mais uns passos e de que está a ter excesso de autoritarismo, do género: eu posso, eu quero e eu mando!

Os Assistentes, para além de estarem totalmente empenhados na tarefa que lhes confere a lei, devem prestar toda a colaboração ao seu colega que se encontra a dirigir a partida. Evitar a todo o custo intromissão nos seus poderes. Terão que ter especial atenção aos procedimentos ilícitos por parte dos interventores no jogo e, se for caso disso, transmiti-los pormenorizada e objectivamente ao Árbitro, para que, de acordo com a sua análise, actue de harmonia com a decisão que assumirá e nunca por “imposição” do colega que logo lhe disse para mostrar o cartão da cor tal…

É gratificante que o Árbitro e os seus colegas passem despercebidos, que façam o seu trabalho com humildade e de harmonia com o que está estipulado quanto ao cumprimento das leis e regulamentação. A sinalética adoptada deve ser aquela que estão nos compêndios e não outra ao gosto pessoal de cada qual, o que mais se vê nos rectângulos de jogo.

Quando o jogo terminar haverá que, tão depressa quanto possível, despachar a documentação oficial, com as incidências que se verificaram (golos, advertências ou expulsões, recolha de assinaturas e tudo o que for necessário tratar, como o preenchimento do relatório) e devolver aos dirigentes credenciados dos clubes os seus próprios documentos (cartões dos inscritos na ficha de jogo) para que, sem esperas escusadas ou despropositadas, façam o seu regresso tranquilamente e sem delongas.

Em suma: O Árbitro sabe leis, está bem preparado física e psicologicamente, mas terá que ter em conta que tudo o resto também é da sua competência. Por isso é que as entidades organizadoras das competições confiam na sua personalidade, na sua conduta.

Se todos os Árbitros procederem assim, fora ou dentro do relvado, verão que serão sempre recordados pelas pessoas que foram tratados com lhaneza já que o respeito é sempre algo que se pratica e nunca imposto!

A nossa etiqueta é estar sempre (mas sempre) bem connosco, com o futebol e com todos os seus agentes!