quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

NÚCLEO DA BRANDOA-AMADORA EM APERFEIÇOAMENTO TÉCNICO

Na invernosa noite do passado dia 27 de Janeiro dei uma saltada às suas instalações - situadas no Fórum Luís de Camões, na Brandoa – para recolher assinaturas de apoio à candidatura da lista liderada por Luís Guilherme à presidência da APAF e aproveitei para assistir e participar na sessão de apuro técnico dos seus sócios. O Núcleo de Árbitros de Futebol Brandoa-Amadora, antes designado como António Calheiros (fundado em 14.12.1992), tem tido uma actividade regular e profícua graças ao empenho e dedicação dos seus dirigentes e associados, que não sendo muitos em quantidade, são-no pela apurada qualidade das suas capacidades, demonstradas semanalmente nas actuações e consequentes classificações obtidas, mantendo, há várias épocas desportivas, filiados nos escalões nacionais e no futebol profissional, o que não deixa de ser excelente. Nesta sessão foram abordados os casos de jogo, verificados no anterior fim-de-semana e todos os presentes disseram de sua justiça expressando o que viram, o que sentiram e o que decidiram.Foi interessante ouvir o que se foi dizendo, com particular atenção dos responsáveis pela condução dos trabalhos (André Campos e Pedro Garcia), que iam fazendo o levantamento das questões e prontamente, sem tibiezas, surgiam as respostas adequadas ao assunto focado. Na minha intervenção dei conta que num dos encontros que vi aconteceu que o policiamento, num determinado momento, teve necessidade de entrar no rectângulo de jogo, com este a desenvolver-se naturalmente, mas na altura interrompido, para solucionar algo que não estava a correr bem o que conseguiram em pleno. Os agentes da PSP retiraram-se para a sua área restrita e o desafio continuou normalmente. Pergunta que fiz: Deve o Árbitro mencionar estes factos no relatório de jogo? Claro que sim - o que me foi respondido - dado ser matéria da sua jurisdição, pois está obrigado a relatar tudo o que diga respeito à tarefa para que foi nomeado, seja antes, durante ou depois do desafio. Como informação aqui fica a composição dos Corpos Gerentes do Núcleo, cujo mandato termina em 2010: Mesa da Assembleia-geral: Presidente, Ricardo Santos, Vice, Ricardo Baixinho e Secretário, Adelino António. Direcção: Presidente, Pedro Garcia, Vices, André Campos e Pedro Mota. Secretário, António Oliveira. Tesoureiro, Hugo Ribeiro. Conselho Fiscal: Presidente, Luís Estrela. Secretário, Helder Malheiro e Relatora, Catarina Branco.Comissão de Apoio: Carlos Sales, João Capela e Joaquim Moreira. Ver mais:
http://www.nafba.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O ARQUIVO HISTÓRICO DA FORÇA AÉREA ESTÁ MAIS RICO

Como já aqui divulguei o senhor meu pai era um fanático da aviação militar tendo dedicado toda a sua vida, de jovem até falecer, em 20 de Outubro de 1995, catalogando os acontecimentos que fizeram a história da aeronáutica, desde os seus primórdios, em diversos livros que foi guarnecendo com recortes de jornais, biografias e outros dados importantes das carreiras dos militares que ingressaram nesta arma. Esses documentos, que foram exibidos nalgumas exposições da Força Aérea, foram por nós (seus filhos) doados ao Museu da Aeronáutica Militar, situado em Alverca. Entretanto, Carlos Romão, Amigo recente, deu-me conta que tais testemunhos estão depositados definitivamente no Arquivo Histórico da Força Aérea, em Alfragide, local onde presta serviço voluntário, e prometi ir até lá para dar uma espreitadela para sentir e recordar os escritos do saudoso meu pai. Assim, após ter combinado a visita com a minha irmã (Ivone), resolvemos deslocar-nos àquela unidade militar na manhã de 26 de Janeiro, onde fomos gentilmente recebidos não só pelo Amigo Romão, como pelo responsável máximo daquela dependência do Estado Maior da Aeronáutica, Brochado Miranda, e sentimo-nos muito satisfeitos ao vermos os livros bem guardados e bem estimados e, ao mesmo tempo, sabermos o tempo, o empenho e o compromisso que estes responsáveis dedicam a esta sua grande paixão. Aproveitámos para enriquecer o espólio do Arquivo oferecendo imensos documentos raros e memoráveis que, assim, não só ficarão no lugar mais apropriado como entregues a pessoas idóneas e sensíveis que terão o cuidado e o carinho de preservar tais raridades que, estamos certos, tentarão completar o rico e incalculável legado da prestimosa Força Aérea Portuguesa. -Carlos Romão, Brochado Miranda e minha irmã-
Destaco, uma vez mais, que o senhor nosso pai nunca voou…
Ver mais:
http://albertohelder.blogspot.com/2008/01/viriato-dos-santos-o-senhor-meu-pai.html

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

LOURES – OEIRAS

-Marco Pires, Vitor Cruz e Rui Rodrigues-
Este foi o encontro de futebol que vi na tarde do domingo, dia 25 de Janeiro, no Campo José da Silva Faria (sintético), jogo que contava para a 18ª jornada do campeonato maior sénior lisboeta.

Despique que se previa emotivo e aliciante dado os adversários irem nos dois lugares do topo da tabela e com a diferença de 3 pontos favoráveis à equipa forasteira, que, graças à vitória alcançada (1-0), mais se distanciou do seu oponente directo. No jogo da primeira volta o Oeiras também venceu, mas por 3-2. Antes desta partida a classificação dos oponentes, ambos com 17 jogos, era a seguinte: Grupo Sportivo de Loures (fundado em 13.08.1913), 2º classificado com 33 pontos, resultante de 9 vitórias, 6 empates e 2 derrotas, marcando 26 golos e sofrendo 16. Associação Desportiva de Oeiras (f. 21.04.1956), 1º lugar com 36 pontos, de 10 vitórias, 6 empates e 1 derrota. Golos: 34-14. Eis a constituição da equipa de arbitragem: Árbitro: Vítor Manuel Rodrigues Cruz (n. 04.04.1970), é Árbitro da 1ª categoria distrital e ingressou na arbitragem em 1993 (como curiosidade, direi que foi meu formando). Face a condicionalismos naturais (idade) espera poder ajudar os jovens Árbitros e continuar a actuar até terminar a sua carreira. Exerce a profissão de Chefe de Bar na indústria hoteleira e frequenta o Núcleo da Linha de Sintra. Assistentes: Rui Jorge Piteira Rodrigues (n. 21.11.1978), é Árbitro da 3ª categoria nacional e está a trabalhar para voltar ao escalão superior onde já militou. Entrou para a arbitragem em 1998, tendo eu sido o patrono desse curso… É Gerente de restauração e procura actualizar-se no Núcleo de Lisboa.
Marco Alexandre Pires (n. 27.10.1981), é Árbitro da 1ª categoria distrital e, quanto a perspectivas, são as melhores pois pretende atingir os mais elevados patamares da carreira. Está na arbitragem desde 2006, é Agente da Polícia de Segurança Pública e estuda no Núcleo de Lisboa. Foi um privilégio ter encontrado muitos amigos a assistirem a este desafio e cumprimentá-los, dos quais destaco: Manuel Amiguinho, José Vasques (Treinador do Loures), António Veloso (Treinador do Oeiras), Artur Campos, Carlos Morgado e José Spínola, dirigentes do Oeiras, Luciano Barata e Júlio Lopes (antigos Árbitros) e Paulo Bernardes (Treinador).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

NÚCLEO DA FIGUEIRA DA FOZ PROMOVE COLÓQUIO INOVADOR

Graças à determinação e energia do seu presidente, Armando Nascimento e dos seus pares (dirigentes), o Núcleo de Árbitros de Futebol da Figueira da Foz (fundado em 10.06.1987) está, desde há uns tempos, a desenvolver iniciativas dignas de registo. A última acção, que decorreu no excelente auditório Afonso Ernesto de Barros (Provedor da Santa Casa da Misericórdia local), na invernosa noite de 23 de Janeiro, ficou a cargo do Árbitro da 1ª categoria nacional, Pedro Henriques, que apresentou o tema O Treino da Tomada de Decisão do Árbitro de Futebol trabalho que em Dezembro passado lhe deu o título académico de Mestre, após ter defendido a sua tese na Faculdade de Motricidade Humana, na Cruz Quebrada. Pedro Jorge Carvalheiro Henriques, de seu nome completo, nasceu 26.09.1965, é oficial do Exército português, com a patente de Tenente-Coronel, e Árbitro desde 1990/91, inscrito no C.A. da A.F.Lisboa, uma vez mais esteve à altura dos seus pergaminhos ao expor de forma simples, objectiva e concisa esta sua obra de valor importante e incalculável para quem tem de exercitar-se com vista ao cabal desempenho da missão de dirigir jogos de futebol. As suas respostas, às questões colocadas pelos presentes, em número considerável, tiveram a devida correspondência ao mesmo nível. Ficou claro que a divulgação desta sua qualificada produção, quer através dos meios convencionais ou pelas novas tecnologias, deva ser feita com a celeridade necessária para chegar ao maior número de interessados, desejosos deste aplicarem este método de treinamento que muito os irá valorizar, facto que afirmo sem qualquer rodeios ou objecções. Na minha intervenção chamei a atenção para o facto da formação deficiente que existe na base da aprendizagem da cativante função que é ser Árbitro de Futebol e, naturalmente, recomendei a visita a este meu blogue… Anoto, ainda, a agradável presença e participação dos mais categorizados representantes da Associação de Futebol de Coimbra, Prof. Horácio Antunes (Presidente da Direcção), Apolino Pereira (Presidente do Conselho de Arbitragem), e dos Núcleos existentes no Distrito: Marques Bom, de Coimbra (Rui Tavares, Presidente), Soure (António Pinto, Presidente), Beira Serra (José Manuel Rodrigues, membro da Comissão Administrativa). Uma autêntica família que se entende e compreende o futebol e a sua paixão: a arbitragem! Quanto ao resto, para além de agradecer o convite para assistir à palestra, foi gratificante ter encontrado na Figueira da Foz imensos e bons amigos com quem convivi (que rico e saboroso leitão, àquela hora), conversei sobre a actualidade e, também, recordei tempos idos… Ai que saudades, ai, ai… A título de informação dou conta da constituição dos Órgãos Sociais do Núcleo: A saber: Assembleia Geral-Presidente, Dr. Lídio Manuel Coelho Neto Lopes. Vice-Presidente, Manuel António Fernandes Domingues. Secretário, Joaquim João Gil Pereira. Direcção-Presidente, Dr. Armando Carvalho Rodrigues do Nascimento. Vice-Presidente, José Agostinho da Silva Rodrigues. Tesoureiro, Carlos Manuel dos Santos Ferreira. Secretário, Carlos Miguel Fernandes e Vogais: Ana Paula Costa Teixeira e José Alfredo Góis Cardoso. Conselho Fiscal-Presidente, Apolino Manuel dos Santos Pereira. Secretário, Armando João Gomes Portulez e Relator, Manuel Martins Pereira Santos. Nota: Nesta minha deslocação acompanhei Agostinho Correia (Presidente do Núcleo de Lisboa) e Pedro Henriques a quem estou grato pela boleia. Ver mais:

http://nafffoz.blogspot.com/
http://albertohelder.blogspot.com/2008/07/torneio-inter-ncleos-de-futsal-da-apaf.html
http://albertohelder.blogspot.com/2008/12/pedro-henriques-obteve-o-grau-acadmico.html
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=384231&tema=30

domingo, 1 de fevereiro de 2009

MARIA ELIZA BARBOSA – ÁRBITRA ASSISTENTE FIFA!

Profissional. Competente. Concentrada. Bonita. Simpática. Esses adjetivos descrevem a árbitra-assistente da Fifa, Maria Eliza Correia Barbosa . Nasceu em Ituverarva, São Paulo, em 02.03.1980, filha de Antonino Inácio Barbosa e de Maria Emília Correia Barbosa. É solteira e professora de Educação Física. A entrevista que, a princípio, seria uma conversa formal aconteceu em um clima descontraído embalado pelo sorriso e pela simpatia das palavras de Maria Eliza. Atuando no mundo futebolístico há sete anos – desde 2004 na série A, vivendo um dos momentos mágicos da sua vida profissional e recém chegada do campeonato mundial sub-17, na Nova Zelândia em 2008 –, ela nos contou como o futebol entrou na sua vida, como se apaixonou pela sua profissão, os bastidores dos árbitros, seu relacionamento com os jogadores, com a torcida e a sua rotina para manter-se bem dentro do campo. -Com o Prsidente da Federação Paulista de Futebol, Dr. Marco Polo Del Nero-
Faculdade, futsal, amigos e futebol de campo foram as palavras usadas por Maria Eliza para definir o seu início como árbitra, e disse ainda que quando estava na faculdade atuava como árbitra nas partidas de futsal e que seus amigos, principalmente Cláudio Santana, foram quem a incentivaram a procurar o curso de arbitragem profissional. "Os meninos me questionavam o porquê de eu não fazer um curso de campo. Na minha família ninguém é fã de futebol... eu gostei mesmo devido ao trabalho que fazia dentro da faculdade e aí passei a estudar e correr atrás... foi assim que eu aprendi e conheci mais sobre a profissão". Falar do começo da vida profissional de uma árbitra de futebol parece tarefa difícil, mas a dificuldade maior, segundo Maria Eliza, aconteceu para as pioneiras Silvia Regina e Ana Paula. Maria Eliza nos revelou que dias antes da nossa entrevista estava conversando com Silva Regina, árbitra hoje aposentada, sobre as dificuldades no início de carreira e Silva dizia que ao entrar em campo sempre era recepcionada com a mesma pergunta: O que uma mulher veio fazer em um jogo de futebol? E que com toda segurança respondia: Eu vim bandeirar! Para Maria Eliza, não existe dúvida de que hoje a situação está bem mais fácil e ter uma mulher bandeirando uma partida também já é bem mais aceito pelo universo masculino do que antes. -Com os amigos comuns: Ana Paula Oliveira, Paulo Oliveira, Sílvia Regina e Sálvio Fagundes-
Quando o assunto foi a relação profissional com os jogadores e torcedores, ela foi objetiva e segura: "Graças a Deus eu nunca tive problema nem com torcida, nem para entrar dentro do campo... bem, tem uma história engraçada em que eu e a Ana Paula chegamos para bandeirar no Palmeiras em São Paulo e nos perguntaram quem nós éramos... nos identificamos como assistentes, mostramos as carteirinhas, mas o rapaz que estava na entrada realmente não sabia as designações da federação e não queria deixar a gente entrar, mas logo depois tudo foi resolvido. Eu nunca sofri nenhum preconceito, a não ser quando termina o jogo e as pessoas falam coisas feias, mas funcionam como desabafo e não como agressão”, afirma. A árbitra-assistente que vemos atuando nos jogos de futebol trabalha muito, viaja muito, treina muito e estuda muito. O adjetivo "muito" descreve a rotina de um árbitro atuante que precisa estar em forma, informado e sempre estudando, como confirma Eliza: "Eu moro em Ituverava, no interior de São Paulo, a 410 km da capital. Fico indo e voltando, a viagem é longa. Estou sempre estudando, treinando. Hoje em dia, assim como em outras profissões, tem que estudar mesmo, principalmente no futebol. Se não fizer tudo certinho e não se dedicar não tem espaço, tem que se desdobrar, tem que fazer inglês e tem que falar fluente. É uma busca constante!"... Participar do Campeonato Mundial sub-17 na Nova Zelândia, em 2008, marcou sua vida e a deixou sem palavras para descrever esse momento. "Não tem como explicar o que eu senti... o momento que eu recebi a minha escala, o momento que estava indo embora e o momento que fiz a final do campeonato não têm com explicar! É muito gratificante e acho que é um dos maiores reconhecimentos que uma pessoa pode ter. Não tem como explicar! Foi uma grande surpresa, eu curtia cada momento. Quando entramos no campo que tocou aquela música... nós nos falamos, ‘estamos aqui!’ Eu pensei: ‘não vai dar vou ter que chorar’. Mas aí eu e as meninas combinamos de chorar depois da medalha. Voltei muito cansada e graças a Deus tive um respaldo imenso da minha federação, porque quando eu cheguei aqui tive que fazer vários testes físicos". Antes de terminar a entrevista, tentamos descobrir para qual time de futebol ela torce, qual a posição que mais admira e se sabe jogar futebol assim como sabe bandeirar. Mais uma vez, objetiva e segura em sua resposta, disse que não torce para nenhum time de futebol. Segundo ela, o futebol nunca foi uma paixão constante entre seus familiares, mas que admira o esporte como um todo e a posição dentro do campo que mais lhe chama atenção é a de atacante: "Quem não gosta de fazer gol, né? Fica só na frente para receber (a bola) e fazer o gol". No final, confessou que prefere estar fora do campo atuando como árbitra-assistente a participar como jogadora. "Eu não sei jogar nada de futebol", afirmou Maria Eliza. Para finalizar pedimos que Maria Eliza se descrevesse dentro e fora do campo. "Meu Deus, sou péssima nisso, mas acho que é um pouco de tudo, responsabilidade, trabalho, união e fé em Deus, sempre tem que ter senão não se vai a lugar nenhum. Eu rezo todos os dias, antes de entrar no campo. Dentro do vestiário a gente reza bastante, e peço sempre a Deus que ponha suas mãos junto às minhas, porque é ali (uma decisão) que garante o resultado de uma partida".

Nota: Com a devida vénia do Voz do Apito (transcrição integral).