quarta-feira, 18 de março de 2009

CARTA PARA O PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL

Na passada segunda-feira, dia 16, enviei ao Presidente da FPF (na foto) a seguinte mensagem electrónica: Exmº Senhor
Dr. Gilberto Parca Madaíl
Ilustre Presidente da
Federação Portuguesa de Futebol

Como deve ser do conhecimento de V. Exª tenho uma página na net onde, desde Agosto de 2007 e diariamente, divulgo notícias, estudos curiosidades, sugestões, criticas, preferencialmente sobre arbitragem do futebol, futsal e futebol de praia.

Dentro deste ideário acabei de revelar as listas de todos os agentes da arbitragem que chegaram ao topo da carreira, isto é, à internacionalização. Trabalho, diga-se, que me deu um particular e imenso gozo, pelas inúmeras situações vividas por que fui passando na busca da informação pretendida.

Para constatar, sugiro a sua visita:
http://albertohelder.blogspot.com/2009/03/arbitros-internacionais-portugueses-f11.html

Outro tema, que também julgo ser importante para a história da arbitragem portuguesa, que como V. Exª sabe, pouco ou nada existe, consegui obter a constituição total das equipas de arbitragem que dirigiram os 73 jogos das 68 finais da Taça de Portugal, que podem ser consultadas em: http://albertohelder.blogspot.com/2008/05/taa-de-portugal-68-edio.html

Entretanto, devido à experiência que fui adquirindo nas buscas dos elementos que serviram de apoio às iniciativas que levei a cabo, e pensando ser útil à FPF, resolvi escrever ao Secretário-Geral, Engº Ângelo Brou a propor colaboração graciosa e, até hoje, aguardo a sua estimada resposta. Ver em: http://albertohelder.blogspot.com/2009/02/fazer-bem-sem-olhar-quem.html

Também destaco o acompanhamento semanal que faço a jogos de futebol, cuja reportagem exponho no meu blogue, iniciativa que considero ser forte incentivo aos Árbitros mais novos ao dar a conhecer a sua importante contribuição ao futebol nacional. Observar em: http://albertohelder.blogspot.com/2009/02/damaiense-algueirao.html


Dou conta que para fazer referência à arbitragem do Mundialito (Algarve-2009), como no ano anterior, pedi, cordialmente, em 23 de Fevereiro último à FPF que me facultasse o nome das Árbitras presentes. Face a não ter tido a devida resposta, voltei a insistir em 1 de Março. O Mundialito já lá vai e até agora não mereci a solicitada informação.

Como nota final, direi que nos últimos dias deste mês de Março irei assistir e participar, como habitual convidado, no maior acontecimento da arbitragem brasileira: o XXVIII Congresso da ANAF-Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, que se realizará, desta feita, em Teresina, no Piauí, conforme dei a conhecer em:
http://albertohelder.blogspot.com/2009/03/xxviii-congresso-da-anaf-associacao.html

Caro Presidente, gostaria de saber a sua opinião sobre o que explanei, mas principalmente, por ser o principal responsável pelo futebol em Portugal, o porquê de Portugal não ter Árbitras Assistentes FIFA, assim como Árbitras de Futsal FIFA. As jovens que se inscrevem actualmente nos cursos da candidatas já sabem, à partida, que nunca podem ascender aos quadros da FIFA! Isto, porque há gente dentro da FPF que, injusta e arrogantemente, assim determinou (mal, digo eu)!

No meu entender, como Formador Jubilado, a continuar-se com estas teimosas e convictas atitudes que prejudicam as mulheres na arbitragem portuguesa não fica bem à Federação Portuguesa de Futebol apadrinhar tais discrepâncias. Para os Homens e para o F.11 tudo, para as Mulheres e outras variantes, nada!

Aguardo, pois, as suas prezadas notícias.

Saudações

Alberto Helder

terça-feira, 17 de março de 2009

SANTA IRIA-VILAFRANQUENSE

-Pedro Coelho, Carlos Miguel Pereira e Francisco Bargas-
No Dia Internacional da Mulher (domingo, 8 de Março) desloquei-me ao campo Tomaz Reynolds, onde a equipa do clube local, o Clube de Futebol de Santa Iria (fundado em 15.07.1941) defrontou e venceu a sua congénere da União Desportiva Vilafranquense (14.04.1957), por 3-2, quando, ao intervalo, perdia por 0-2. Na primeira volta a Vilafranquense ganhou por 3-1. Este encontro fez parte da 21ª jornada do Distrital de Seniores da 1ª divisão, série 1, constituída por 16 clubes participantes. A classificação dos contendores, antes deste desafio, com 20 jogos disputados, era a seguinte: SANTA IRIA, 9º lugar, com 25 pontos de 6 vitórias, 7 empates e 7 derrotas. Golos: marcou 30 e sofreu 30. VILAFRANQUENSE, 7º posto, com 31 pontos, de 9 vitórias, 4 empates e sete derrotas. Marcou 33 golos e sofreu 19. Equipa de arbitragem: ÁRBITRO: Carlos Miguel Carapinha Paixão Mendes Pereira (nasceu em 17.10.1980). É Árbitro da 1ª categoria distrital e ingressou na arbitragem em 1998. Espera atingir os patamares mais elevados e ajudar os jovens nesta aliciante actividade. É professor e não frequenta Núcleos.
ASSISTENTES (ambos da 2ª categoria): Francisco Pedro Yoshicawa Simões Bargas (n. 31.08.1987) e é Árbitro desde Março de 2007. Quanto à sua perspectiva diz querer andar por aí e divertir-se com o que faz. Verá, depois, até onde pode chegar. É estudante Universitário (Área do Desporto) e frequenta o Núcleo de Lisboa. Pedro Filipe Santos Coelho (n. 09.04.1980), iniciou-se em Braga no ano de 2000. Pretende ascender este ano ao escalão seguinte no sentido de alcançar novas categorias.
É Inspector de Recuperação de Créditos e também não visita Núcleos. Neste campo, ainda de piso de terra batida, mas bem tratado, vim a encontrar um velho amigo de há mais 30 anos, Cláudio Lopes, dirigente exemplar, que tem servido com dedicação o Vilafranquense, com quem tive a satisfação de cumprimentar e trocar algumas palavras de tempos idos e não só, pois a sua personalidade foi para mim uma referência… Aliás, recordo, que neste mesmo espaço desportivo, em 16 de Março de 1980, na altura considerado como campo neutro, participei como Árbitro Assistente, no encontro de Iniciados entre o Sporting e o Vilafranquense, ganho pelo primeiro por 3-1! Ai que saudades, ai, ai… Por último, dado ser um dia muito especial para as mulheres, os jogadores do Santa Iria ofereceram flores às suas encantadoras companheiras. Lindo de se ver!

segunda-feira, 16 de março de 2009

ÁRBITROS ASSISTENTES INTERNACIONAIS PORTUGUESES – RANKING

A partir da época 1992/93 a FIFA, ao diferenciar definitivamente as funções dos Árbitros e dos seus auxiliares, que até aí exerciam cumulativamente, criou um quadro próprio de Árbitros Assistentes, designação que substituiu a anterior, Fiscais de Linha.

A Federação Portuguesa de Futebol, indicou ao organismo que superintende no futebol mundial, logo naquela época, 7 dos seus melhores Assistentes número que se manteve nas duas seguintes, para, a partir de 1995/96 e até hoje, ter o máximo permitido por país, que é de 10 representantes.

Em termos estatísticos, direi que foram 28 os portugueses privilegiados que ascenderam ao estatuto mais elevado desta actividade, com o Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto a liderar com 8, seguindo-se-lhe Évora e Setúbal, 4 cada, Lisboa, 3, Braga, Madeira e Vila Real, 2 cada, Algarve, Coimbra e Portalegre, 1 cada.

O Porto, com os seus 8 filiados, assegura o maior número de presenças (67), enquanto os restantes somam Setúbal 23, Lisboa, 17, Vila Real 16, Évora 12, Madeira 11, Braga 8, Coimbra 4, Algarve 1 e Portalegre 1.

Entrementes, lamento que o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol não possibilite às mulheres portuguesas o estatuto de Assistentes FIFA. É uma atitude incompreensível e intolerante, difícil até de digerir, pois no Portugal democrático, as oportunidades são iguais para ambos os sexos. Só os obstinados é que não têm sensibilidade ou vontade de servir a causa. Não pensam e não agem em prol da nossa arbitragem…

NOTA: As referências indicadas a seguir obedecem ao seguinte: O número de temporadas com o emblema da FIFA. Nome completo. Datas de nascimento (n.). Nome da Associação de Futebol onde se encontram inscritos. Número correspondente à sua entrada para a lista de internacionais. Período vigente do estatuto de internacional.

13 ÉPOCAS (1)
JOSÉ Manuel Silva CARDINAL (n. 19.01.1967), Porto, 13, de 1996/97 a 2009.

12 ÉPOCAS (1) PAULO Jorge JANUÁRIO Leite Ribeiro (n. 08.06.1972), Porto, 15, de 1996/97 a 2008.

11 ÉPOCAS (2) CARLOS Manuel Ferreira MATOS (n. 14.05.1958), Lisboa, 3, de 1992/93 a 2003.
BERTINO Cunha MIRANDA (n. 18.05.1972), Porto, 16, de 1999 a 2009.

10 ÉPOCAS (1)
LUÍS Manuel Simões SANTOS (n. 03.09.1958), Setúbal, 6, de 1992/93 a 2002.

9 ÉPOCAS (3)
José Maria Pinheiro DEVESA NETO (n. 30.04.1967), Porto, 14, de 1996/97 a 2005.

JOSÉ Carlos Neves RAMALHO (n. 28.08.1966), Vila Real, 20, de 2001 a 2009.
SERAFIM Baía NOGUEIRA (n. 23.02.1967), Porto, 21, de 2001 a 2009.

8 ÉPOCAS (1)
JOÃO Almeida ESTEVES (n. 24.08.1957), Setúbal, 9, de 1994/95 a 2002.

7 ÉPOCAS (3) António GUEDES Gomes CARVALHO (n. 21.12.1954), 1, de 1992/93 a 1999.
JOÃO Ferreira SANTOS (n. 05.11.1968), Porto, 22, de 2003 a 2009.
SÉRGIO Manuel LACROIX Pimenta (n. 06.07.1969), Madeira, 23, de 2003 a 2009.

5 ÉPOCAS (2)
Joaquim José FONSECA FRANCO (n. 23.10.1956), Évora, 11, de 1995/96 a 2000.
ANTÓNIO Manuel PERDIGÃO Silva (n. 13.09.1961), Porto, 19, de 2001 a 2005.

4 ÉPOCAS (7)
CARLOS Alberto Almeida FERNANDES (n. 24.12.1951), Setúbal, 2, de 1992/93 a 1995/96.
VALDEMAR Aguiar Pinto LOPES (n. 13.03.1951), Braga, 7, de 1992/93 a 1995/96.

ANTÓNIO José PINTO (n. 30.11.1958), Coimbra, 8, de 1994/95 a 1998.

JOSÉ Elviro Almeida SERRA (n. 05.02.1954), Évora, 12, de 1995/96 a 1999.
ALFREDO Augusto Fernandes BRAGA (n. 20.11.1970), Braga, 25, de 2006 a 2009.
SÉRGIO David Gouveia SERRÃO (n. 06.12.1970), Madeira, 26, de 2006 a 2009.
José TIAGO Garcias Bolinhas TRIGO (n. 02.07.1972), Lisboa, 27, de 2006 a 2009.

2 ÉPOCAS (2)
Fernando Manuel FARIAS CASTRO (n. 24.05.1953), Lisboa, 4, 1992/93 e 19 93/94
JOAQUIM Manuel dos SANTOS (n. 21.05.1961), Évora, 5, 1992/93 e 1993/94.

1 ÉPOCA (5)
FRANCISCO José MARREIROS (n. 12.01.1958), Algarve, 10, em 1995/96
JOÃO Carlos Leal AI-AI (n. 01.12.1960), Évora, 17, em 2000.
JOSÉ Luís Santos Oliveira MELO (n. 03.12.1965), Porto, 18, em 2000.
LUÍS Miguel Cordas TAVARES (n. 11.09.1977), Portalegre, 24, em 2004.
VENÂNCIO Manuel Raposo Batista TOMÉ (n. 01.10.1974), Setúbal, 28, em 2009.

Agradeço a todas as personalidades e entidades que, desinteressada e eficientemente colaboraram na feitura deste trabalho. Bem-hajam!

domingo, 15 de março de 2009

MARKUS MERK - ANIVERSARIANTE

O mais conceituado Árbitro alemão, deixou de estar ao activo logo que o limite de idade (45 anos) assim o obrigou, o que se verificou no final de 2007. Ostentava a insígnia de FIFA desde 1992. Contudo, não deixo de fazer referência àquele que foi o mais ilustre representante da arbitragem alemã, granjeando amizades em todos os imensos locais onde actuou, face à sua forte personalidade e aos conhecimentos técnicos que desenvolveu ao longo da sua brilhante carreira.

Nasceu no dia de hoje, no ano de 1962, em Kaiserlautern e exerce a profissão de dentista. Parabéns! Foi um dos Árbitros profissionais que, convidado, actuou no Campeonato Paulista (Brasil). Iniciou-se muito cedo na arte de arbitrar bem, logo aos 12 anos de idade (ver foto). Aos 25, estreou-se na Bundesliga – o mais novo de sempre - onde dirigiu 338 partidas, na segunda divisão 27 e na Taça 14. Na Liga dos Campeões 36, incluindo a final de 2003. Marcou presença nos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992). Actuou nos Mundiais de 2002 e 2006 e na Taça das Confederações, em 2003. Foi o Árbitro da final do Euro-2004, de tão má memória para a nossa selecção que perdeu para a Grécia (0-1), jogo a que assisti e onde obtive a foto seguinte. Três vezes classificado como o melhor Árbitro do Mundo nos anos de 2004, 2005 e 2007. Durante a sua actividade exibiu 1599 cartões amarelos (advertências) e 64 vermelhos (expulsões). Na Alemanha, o título de melhor Árbitro, foi-lhe atribuído em 1995, 1996, 2000, 2003, 2004 e 2006.

Sobre as novas tecnologias no futebol, Markus elaborou uma proposta, em 30 páginas, que entregou na Liga Alemã de Futebol (DFL). É defensor do vídeo nos jogos mas com regras claras, limitando as possibilidades do seu uso. Eis o que idealiza para a sua utilização: cada representante das equipas em confronto têm o direito de vetar somente em duas ocasiões uma decisão do Árbitro durante o encontro e o juiz também tem a prerrogativa de solicitar a revisão em dois lances.
Com isso, seria permitido um máximo de seis interrupções durante os 90 minutos de partida e, para que as paragens não fossem muito longas, uma comissão de três pessoas teria apenas um minuto para decidir sobre um possível veto. Durante os dez últimos minutos do desafio só seria possível uma recusa, para que o jogo não fosse suspenso várias vezes nesse período.

A comissão de apelo seria formada por um representante da organização responsável pela competição, um árbitro e um ex-jogador ou um jornalista. Se dentro de um minuto não chegassem a uma decisão, então seria mantida a indicação inicial do árbitro.
Pelo Governo do seu país foi-lhe concedida em 2005 a Cruz de Mérito da República Federal Alemã pela sua entrega e dedicação à causa social na Indienhilfe Kaiserslautern (Ajuda para Índia), auxilio que suporta projectos agrícolas, tratamento médico gratuito, construção de escolas e orfanatos.