domingo, 4 de outubro de 2015

HOMENAGEM A QUEM ME ENSINOU A DEMOCRACIA!



Admirador e seguidor confesso de José Vilhena, um Homem ímpar e inigualável, curvo-me perante a sua memória, como preito de sentido agradecimento pelo muito que contribuiu para a minha formação! Este profundo relacionamento foi logo após ter publicado a sua primeira obra “ESTE MUNDO E O OUTRO”, em 1956 e permaneceu até ao seu último trabalho! Possuou toda a sua produção literária!
José Alfredo de Vilhena Rodrigues foi escritor, pintor, cartoonista e humorista português. Nasceu em Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda), em 7 de Julho de 1927. Frequentou a Escola de Belas-Artes do Porto, não chegando a concluir o curso de arquitectura. Fundador de imensas revistas humorísticas, com destaque para a Gaiola Aberta, morreu ontem, dia 3, em Lisboa, no Hospital de S. Francisco Xavier, vítima de doença prolongada. 
O seu velório realiza-se hoje, domingo, a partir das 18H00 na Basílica da Estrela, em Lisboa, estando o funeral previsto para as 11H00 de amanhã, segunda-feira, para o cemitério do Alto de S. João, onde se realiza a cerimónia de cremação, uma hora depois.
“José Vilhena foi o autor incontornável de três ou quatro décadas do humor em Portugal. A sua obra, na tradição de Gil Vicente, Bocage ou Bordalo Pinheiro, é uma crónica dos tempos. Umas vezes pela crítica de costumes, outras vezes no olhar sobre a política, outras sobre a Igreja e quase sempre sobre a mulher", afirma o seu sobrinho Luís Vilhena.
 Entretanto, com a devida vénia do sítio Granito (e com data de14.10.2004), aqui vão mais algumas referências de quem muito admirava!

 Foi esta semana distinguido, com o único prémio ‘sério’ de O Inimigo Público, uma das vozes considerada mais incómoda da segunda metade do século XX. Franco atirador da literatura, humorista temido, pintor, José Vilhena semeou milhões de gargalhadas e fez da ironia uma arma de arremesso contra a hipocrisia. Apesar de já ter sido processado seis vezes depois do 25 de Abril, a voz de Vilhena manteve-se incisiva e crítica perante a realidade que nos cerca. Salazar, Caetano, Sá Carneiro, Eanes, Soares, Cavaco, Guterres, Santana Lopes, entre muitos outros, são a sua matéria de criação. Um dia, com o brilho nos olhos próprio de quem conhece o valor da palavra, disse-me que a política é uma porca que, de quatro em quatro anos, pare uma ninhada de deputados. Talvez porque, segundo Vilhena, um bom humorista está muito ligado a uma crítica política, a uma crítica de costumes e a uma crítica dos poderosos.
Onde é que o humorista vai buscar inspiração para os seus trabalhos?
Eu vivo muito à custa da televisão. A televisão é um motivo de inspiração. Hoje a televisão é o poder, nós já não somos governados por um governo ou pela Assembleia da República, nós somos governados pela televisão. Hoje a televisão é quem manda neste país.

E qual é o laboratório do humorista?
Muitas vezes é a própria vida, as relações que se estabelecem, outras vezes são as coisas que se lêem.

A ideia é um relâmpago ou é trabalhada?
Às vezes, a ideia surge por acaso, outras vezes é preciso trabalhar a ideia. As coisas não surgem por inspiração divina. O treino diário acaba por ser fundamental.

Mas afinal quem é o José Vilhena?
Nasci em Figueira de Castelo Rodrigo. Vim para Lisboa muito novo onde fiz o terceiro ano do liceu, depois mudei-me para o Porto onde concluí a escola. Faço a Faculdade de Belas Artes no Porto, mudo-me outra vez para Lisboa, onde concluo o quarto ano de Arquitectura. É nesses anos que começo a trabalhar nos jornais e a fazer bonecos, até hoje.

As pessoas têm ideia do José Vilhena como o verdadeiro anarquista. Esta ideia corresponde à verdade?
Corresponde à realidade e eu sei que é essa a imagem que o público tem de mim.

Humorista, ilustrador, escritor, editor e pintor. De todas estas facetas, qual é que prevalece?
Se eu fosse muito rico só pintava. A minha grande paixão é a pintura.

Quantas vezes é que foi processado?
Já depois do 25 de Abril fui processado 5 ou 6 vezes, mas o processo maior foi o da Carolina do Mónaco, em que ela pedia 75 mil contos, no entanto, felizmente, venci em tribunal. Depois tive outros, como o da Margarida Marante, o da Caras Lindas, da Bárbara Guimarães e da Catarina Furtado.

Acha que o português lida mal com a ironia?
Eu acho que não. A maior parte dos portugueses tem muito fair-play. Eu chateei muitos políticos, como o Soares e o Cavaco. Por exemplo, o Mário Soares chateei-o de todas as maneiras e feitios e até lhe dediquei um livro. Soares escreveu-me a agradecer.

O que é para si um bom humorista?
Um bom humorista está muito ligado à crítica, a uma crítica política, a uma crítica de costumes e a uma crítica dos poderosos. Os poderosos têm a mania das grandezas e tudo isso é destruído com o humor. Quando se ridiculariza uma pessoa toda aquela proa vai por água abaixo. Foi o que aconteceu com essas vedetas da SIC que estão convencidas que são supra-sumos da inteligência portuguesa. Quando são ridicularizadas, chateiam-se, é claro.

Uma das personagens-tipo que José Vilhena criou foi a do censor. A censura incomodava-o muito?
Incomodava toda a gente, se bem que a censura nas revistas humorísticas dava uma certa abertura que não dava nos jornais. Acontecia muitas vezes eu fazer um boneco para o Diário de Lisboa e ser cortado pela censura. E depois passar no Mundo Ri.

Curiosamente o Mundo Ri que era composto e impresso nas oficinas do Jornal do Fundão...
Não só o Mundo Ri. Também os meus primeiros livros foram compostos e impressos nas oficinas do Jornal do Fundão. Eu ia lá muitas vezes por causa disso.

Nessa revista também chateava muito os padres...
Eu acho que a Igreja sempre foi responsável por uma quantidade de atrocidades através dos tempos. Nunca se há-de livrar das patifarias que fez ao longo de dois mil anos. A Igreja católica era um apoio do Estado Novo, era um apoio do fascismo.

José Vilhena rodou um filme no Fundão. Como é que se chamava o filme?
Chamava-se O Quinto Pecado.

Qual é que era o «quinto pecado»?
A história do filme andava à volta de uns tipos que só pensavam em comer, sem nunca o conseguirem. Era um filme burlesco que tentava misturar Charlot com Jacques Tati.

José Vilhena escreveu cerca de oitenta livros. Qual é que é o seu preferido?
Gosto muito da trilogia da História da Pulhíce Humana. Mas tenho orgulho em todos os livros que escrevi.

Sendo o José Vilhena um homem de muitas palavras, qual é a palavra que melhor fala de si?
Trabalho. Só vejo a palavra trabalho.

(excerto de trabalho publicado no Jornal do Fundão de 14-12-2002)

sábado, 3 de outubro de 2015

JOSÉ CARLOS MARQUES, BRASILEIRO DE RENOME, NO MUSEU!



O Prof. Dr. José Carlos Marques, da UNESP-Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho”, responsável pela cadeira de Língua Portuguesa para Cursos de Comunicação, exerce ainda a docência no Programa Pós-Graduação em Comunicação e é líder do GECEF-Grupo de Estudos em Comunicação Desportiva e Futebol, visitou no passado dia 2 de Junho de 2015 o Museu da Associação de Futebol de Lisboa.
 
Teve, desde muito jovem, uma profunda ligação ao desporto, da qual se destaca a passagem pelo futebol e pela arbitragem, actividade que desempenhou durante 8 anos, actuando em inúmeros rectângulos do Estado de São Paulo, experiência vivida que muito lhe serviu para o seu desempenho académico.
Sempre actual e interessado em tema relacionados com a sua função, esteve recentemente no IV Congresso História e Desporto, realizado em Lisboa, onde apresentou dois excelentes trabalhos comparados com o mote central: Desporto e Sexualidade.
(Nota: com a devida vénia do sítio da Associação de Futebol de Lisboa).



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O MEU BOM AMIGO MANUEL PIMENTEL VISITA O MUSEU DA AFL!



O meu iluste amigo Manuel Pimentel, de Huíla (Angola), deu-nos o prazer de visitar as instalações da centenária Associação de Futebol de Lisboa, no passado dia 2 de Junho de 2015, onde deixou expressiva e sentida mensagem no seu livro de honra.
Manuel Pimentel, actualmente membro da Comissão de Árbitros daquela província africana, exerceu a actividade de Árbitro internacional durante cinco épocas (1980/1981 a 1984/1985) e desempenhou, entre outras funções, a de Instrutor da FIFA, para a Lusofonia.
Também esteve no Congresso brasileiro da ANAF-Associação Nacional de Árbitros de Futebol realizado em 2004 e em Caldas Novas (Goiás, Brasil), representando a arbitragem angolana em tão importante certame.
Manuel Pimentel fez o favor de me oferecer uma das suas insígnias FIFA que orgulhosamente faz parte da única colecção mundial que em boa hora criei e que desenvolvo em Portugal! 
(Nota: com a devida vénia do sítio da AFL).




quinta-feira, 1 de outubro de 2015

NAQUELE TEMPO – OUTUBRO DE 1965 – EPISÓDIO 98



(nota: último post)
No órgão oficial da Comissão Central de Árbitros de Futebol, entidade independente e autónoma da hierarquia federativa, o Boletim O ÁRBITRO, o centésimo exemplar, publicado há cinquenta anos (!), os temas em destaque foram:
Gameiro Pereira assina um apontamento sobre o comportamento dos jogadores e a acção dos Árbitros perante os seus desatinos quando prevaricam em atitudes reprováveis que lesam o futebol, atingindo adversários física e moralmente. Os Árbitros devem actuar, rigorosamente, contra tais devaneios exercendo as funções que lhe são atribuídas pelas leis do jogo e a regulamentação inerente, punindo as faltas que são cometidas e não “assobiar para o lado”, como, infelizmente, alguns Árbitros o fazem, principalmente os mais categorizados. Nunca poupar as “estrelas” da acção disciplinar adequada, quando o jogador menos conhecido é logo “contemplado”.
Diogo Manso, de Braga, é de opinião de que se poderia aproveitar os conhecimentos adquiridos pelos frequentadores do III Curso Nacional de Aperfeiçoamento e Actualização da Arbitragem, evento que decorreu nas instalações do INEF, na Cruz Quebrada, conhecimentos esses que poderiam ser transmitidos em todas as Comissões Distritais de Portugal. Fazer-se um programa detalhado, com o devido enquadramento e os que foram alunos viravam formadores perante os Árbitros do seu Distrito, ouvindo as recomendações, decisões e demais para aplicarem nos seus desempenhos nos jogos locais. Seria, garante Diogo Manso, uma excelente maneira de servir o futebol e a arbitragem em particular.
1.Afonso Rodrigues da Costa, de Viseu, regressou do cumprimento do serviço Militar em África. 2.Estão de luto: André Nascimento Grego Roque, de Setúbal, pela perda de seu irmão; José Alves de Figueiredo, de Viseu, falecimento do seu sogro; Francisco Nogueira, de Lisboa, morte de seu filho. 3.Transferências: Manuel António Pereira Silvestre, de Porto Amélia para Lourenço Marques (Moçambique); Carlos Monteiro, da Guiné, para Moçambique; Eliseu Bettencourt, de Angra do Heroísmo, para o Canadá; Manuel Segão Bergano, de Lisboa, para a Guiné. António da Costa Barros Araújo, de Vila Real, e Fernando Manuel da Costa Sacramento, de Lisboa, ambos para Moçambique; António Afonso dos Santos, de Setúbal, para Moçambique; Francisco Rosa Costa, de Setúbal para Lisboa. 4.Eduardo Gouveia, dirigente da Comissão Central foi submetido a intervenção cirúrgica. 5.De parabéns: José Santos Casaleiro, de Coimbra, pelo nascimento de seu filho; Manuel Maria Amorim Ferreira da Costa, de Aveiro, pelo aparecimento de sua filha. 6.Silvino da Silva Teixeira, de Lisboa para Paris, por questões profissionais. 7.De férias: João Quintela Leitão, de Huambo (Angola) está em Lisboa, assim como Mário da Piedade Monteiro, de Luanda; De Lisboa, Rafael dos Santos Cruz regressou a Lourenço Marques.
ÁRBITROS LICENCIADOS
João Gomes dá a conhecer que a Associação de Futebol do Porto não concedeu aos Árbitros jubilados o cartão de livre ingresso nos campos de futebol, afirmando que a conquista desta permissão não foi fácil, logo a sua atribuição não é um favor mas sim um direito conseguido com muito sacrifício, pois andar na arbitragem anos e anos e ver os seus privilégios reduzidos ou suprimidos, não tem sentido algum!
A FIFA E O SEU IMPÉRIO
Joaquim Campos continua a dissertar sobre a entidade mundial que mais países alberga no seu seio, dando conta de algumas situações que não a abonam, como a suspensão da Federação colombiana em 25 de Outubro de 1951, sendo acusada de piratear o seu futebol; a não inclusão da China, que não quis submeter-se às normas universais; o continente africano boicotou o mundial de 1966, retirando as suas equipas da fase de apuramento por a FIFA só considerar um representante deste continente, assim como da Ásia e Austrália, num total de 16 selecção na fase final.   
CONCLUSÕES DO III CURSO NACIONAL DE APERFEIÇOAMENTO
1.Lei VIII-O Começo do jogo: A escolha de campo deve ter sempre lugar no terreno de jogo. 2.Lei X-Marcação de pontos: Se no momento em que o jogador pontapeia a bola e a bota lhe saltar do pé a partida deve ser interrompida para: o jogador calçar-se e o Árbitro executar bola ao solo no local onde o atleta se encontrava na altura em que o facto se deu. 3.Lei XI-Fora de jogo de posição: Um jogador nesse posicionamento não deve ser punido a não ser que, no entender do Árbitro, esteja a intervir no jogo, na acção do adversário, ou procure tirar vantagem. 4.Lei XII-Faltas e incorrecções: Nas cargas, as zonas proibidas são: coluna vertebral, externo e axilas. Permitida: ombro. Distância a considerar, jogável, para efeitos de apreciação na carga “fora de tempo”, 2/3 metros. Se um jogador infringir intencionalmente com persistência as leis do jogo, o Árbitro deve orientar o seu trabalho da seguinte forma: Na primeira vez, avisa o jogador; na segunda, torna a avisá-lo, para, na terceira, adverte-o com o aviso de expulsão. Na quarta, expulsa-o do terreno de jogo. Até que a Comissão de Arbitragem da FIFA se pronuncie sobre se deve punir-se os guarda-redes que demoram intencionalmente, por tempo demasiado, o despacho da bola, mantém-se o que se encontra estabelecido anteriormente. 5-Lei XIII-Pontapés-livres: É válido que um primeiro jogador passe ou salte por cima da bola e um seu colega a reponha em jogo, admitindo-se tal facto como táctica do jogo.
1.Filipe Gameiro Pereira aborda o falecimento de Cid Gomes com temas científicos tratados em recentes cursos da FIFA pelos médicos especialistas da área do futebol. Sabe-se que a actividade desenvolvida pelos Árbitros é muito mais violenta do que a prática do jogo. Portanto, devem ter em conta que os esforços produzidos têm consequências nefastas se não se fizer um cuidado acompanhamento do controlo necessário à boa condição física, especialmente àqueles que tenham mais de quarenta anos de idade. 2.Também relata o que se verificou em Coimbra, em curso promovido pela Distrital local, onde a recolha das assinaturas dos Fiscais de Linha no Relatório do Jogo, deveriam ser apostas quando o documento estivesse preenchido pelo Árbitro e não antes, ou seja, com o impresso em branco. Esta situação, devidamente regulamentada, não deixa de causar alguma polémica pelas práticas seguidas.
1.”Ginástica para Árbitros”, por Prof. Tavares Júnior. 2.Divulgam-se os artigos 24 a 36 do Estatuto de Arbitragem. Carmo Lourenço, assina “Sul Americanos”. Mário Bravo escreve sobre “O respeito ao Árbitro”. O Padre Virgílio Ferreira continua a expor o seu trabalho “Ética e relações humanas”.
1.A UEFA leva a efeito uma nova competição destinada somente para jogadores amadores e conta com a participação dos seguintes países: Alemanha Ocidental, Áustria, Escócia, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, Jugoslávia, País de Gales e Turquia. 2.Reuniram-se os Secretários-gerais das Federações europeias na Alemanha e foram muitos os assuntos abordados, dos quais se destacam os acordos com as televisões, formação de treinadores e arbitragem. 3.A UEFA determinou o prazo para se efectuaram as inscrições para o Torneio Internacional de Juniores, estando agendada uma reunião para tratar assuntos inerentes à categoria.  
ESPAÇO DA COMISSÃO CENTRAL DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL
1.Aberta a inscrição para o quadro da 3ª categoria nacional. 2.Chama-se a atenção para a obrigatoriedade das equipas de arbitragem que actuem no estrangeiro contactarem as representações diplomáticas ou consulares portuguesas. 3.Avisa-se do extremo cuidado no preenchimento do relatório do jogo, pois não basta dizer que Árbitros foram alvo de injurias ou insultos. Têm de especificar as palavras proferidas.
1.Os capitães recusam-se a participar no sorteio do pontapé de saída. Como proceder? 2.Dois jogadores agridem-se fora do rectângulo de jogo. O que deve fazer o Árbitro? 3.Pode haver um jogador em posição de fora de jogo aquando da marcação de grande penalidade? 4.Na marcação de pontapé livre directo o Árbitro levanta o braço na vertical. É correcto? 5.Na execução de um pontapé livre indirecto o executante faz com que a bola bata no Árbitro e entre na baliza. O juiz validou o golo. Fez bem? 6.No lançamento mal executado o que deve ordenar o Árbitro.
1.O Comissão de Arbitragem da Associação de Futebol de Lisboa, para além de ter novos dirigentes (Francisco Retorta, presidente, e Hermínio Soares e Olímpio Cardoso, Luís de Jesus e Mário Ribeiro), mudou-se para a Avenida Almirante Reis, 40-A, primeiro andar, lado esquerdo, instalações que comportam a “Casa do Árbitro”. 2.Aníbal de Oliveira, de Lisboa foi escolhido para dirigir a partida entre o Racing de Estrasburgo e o Milão, com os seus colegas Álvaro Rodrigues de Coimbra e Aniceto Nogueira, do Porto. 3.Dá-se conta da criação do prémio constituído por apito de prata dourada para os Fiscais de Linha [hoje Árbitros Assistentes] que actuem na competição maior nacional. 4.O Boletim foi beneficiado com a quantia de dez mil escudos para adquirir mobiliário para a sala da redacção.
1.Caso: Em encontro amigável um jogador agrediu um adversário e o Árbitro. Que punição administrativa? Será a mesma como se verificasse em partida oficial: a irradiação!
2.Caso: Com o desafio a decorrer jogador é agarrado fora da área de grande penalidade do adversário e só é largado já bem dentro da zona de protecção aos avançados. Como resolver tecnicamente? A falta deverá ser marcada no local onde se iniciou a acção, ou seja, fora.
1.Árbitros internacionais em: Inglaterra, William Clements, Ernest Crawford, Kenneth Dagnall, James Finney, Kevin Howley, Mac Cabe e John Keith Taylor. Bélgica, Hubert Burguet, Marcel Decks, Franz Geluck, Joseph Hannet, André Hauben. Vital Loraux e Robert Schault. Itália, Giulio Campanati, Alessandro d’Agostini, Bruno de Marchi, Francesco Francescon, Concetto Lo Bello, Raul Righi e António Sbardella. Suiça, Anton Bucheli, Gottfried Dienst, Gilbert Droz, Karl Goeppel, Joseph Heymann, Otmar Huber e Karl Keller. 2.Denis Howwel, Árbitro inglês e Ministro do Governo foi criticado pelo Treinador do Cardiff City, acusando-o de parcialidade e manifesta má vontade para com o seu clube. 3.No Mundial de Inglaterra os Estádios terão cães-polícias para zelar e reforçar a desejada segurança. 4.Incrível! Na América o futebol é ainda a brincar, pois a primeira parte da partida tem 35 minutos enquanto a restante, cinquenta e cinco! 5.Em Moscovo um jogador depois de ter sido expulso cuspiu na cara do Árbitro. Resultado: quinze dias de prisão!
1.Francisco Guerra o conceituado Árbitro portuense dirigiu em tempos um jogo distrital, decisivo, entre o Felgueiras e o Gondomar. António Augusto Lima Fernandes, do primeiro clube, agrediu-o com um soco na cara que lhe causou ferimento. O assunto foi para Tribunal e o agressor foi condenado em 24 dias de prisão, remíveis a 20$00 por dia; 4 dias de multa também remíveis àquele mesmo valor; 400$00 de imposto de justiça e 250$00 de indemnização ao ofendido, além dos direitos de procuradoria. 2.A Comissão Central delega nos membros dirigentes do boletim “O Árbitro” o acompanhamento dos colegas estrangeiros que nos visitam. Os elogios são sempre muitos, pois o saber receber está sempre bem presente em nós, portugueses. 3.Francisco Guerra está a ultimar o lançamento da “Agenda do Árbitro”, obra que vem preencher o vazio existente na bibliografia portuguesa sobre a matéria de arbitragem. 4.Sir Stanley Rous apresentou proposta para acabar com a violência nos Estádio e fora deles, acabando com os desafios a duas mãos. Tom Docherty, Treinador do Chelsea é contra, dizendo que “os encontros a duas mãos é a única oportunidade que se dá aos adeptos de um clube conhecer o jogo do adversário. Se Rous quer acabar com a desordem, basta que peça à Polícia para meter os desordeiros na cadeia”. 
EQUIPA DE ARBITRAGEM PORTUGUESA NA INGLATERRA
O Árbitro Manuel Lousada Rodrigues [n. 26.06.1919 f. 07.05.2011], de Santarém, e os seus assistentes Manuel Joaquim Fortunato [n. 28.04.1928 f. 28.08.2001], de Évora e João Pinto Ferreira [n. 27.12.1926], do Porto, actuaram em Inglaterra, em Old Traford, no dia 6 de Outubro de 1965, na partida a contar para a Taça dos Clubes Campeões Europeus, entre o Manchester United Football Club (fundado em 01.03.1878) e Helsingin Jalkapalloklubi (f. 19.06.1907). Os finlandeses perderam por 6-0! Assistiram 30.388 espectadores.
EQUIPA DE ARBITRAGEM PORTUGUESA NA BÉLGICA
Para dirigirem a segunda mão da Taça das Taças, época 1965/1966, no Stade Sclessin, na Bélgica, entre as equipas do Royal Standard Liège (fundado em 04.01.1900) e do Cardiff City Footbal Club (f. 1899), foram indicados: Árbitro, Francisco Gonçalves Guerra [n. 04.09.1917 f. 30.11.1986], do Porto e os seus auxiliares, Salvador Heliodoro Garcia [n. 20.12.1919 f. 24.09.2002] e Joaquim Fernandes de Campos [n. 05.09.1924], ambos de Lisboa. O jogo disputou-se no dia 20 de Outubro de 1965 e resultado foi favorável aos visitados por 1-0. Estiveram presentes 17.985 pessoas.
Excelentes desenhos do mestre Natalino Melquíades, um génio e um amigo que graciosamente prestou imensa e colaboração de excelência ao boletim “O Árbitro”.