quarta-feira, 4 de abril de 2018

JÁ LÁ VÃO 62 ANOS...



Comecei a trabalhar logo que completei o exame da quarta classe (27 de julho de 1953) na casa do meu vizinho J. Mourão, Limitada, na travessa Nova de São Domingos, ao Rossio, e por lá me mantive a fazer recados até à véspera do Comendador Augusto Rodrigues, também vizinho e dono da firma Rodrigues & Rodrigues, me convencer a ir trabalhar consigo, pois precisava de um telefonista.


Naquela casa estava a ganhar 150$00 mensais, mas, o Patrão Augusto - era assim que os seus cerca de 30 empregados o tratavam - para me cativar, disse-me que iria ganhar 300$00!


Naturalmente que acedi e por lá fiquei até 1987.


Recordo que, naquela quarta-feira, dia 4 de abril de 1956, com 14 anos de idade, apresentei-me logo pela fresquinha na loja e o empregado mais antigo do R&R, o sr. António Augusto Quaresma, logo tratou de me encarregar levar uma farda aos Gelados Rajá, em pleno Parque Florestal de Monsanto.


Do Cais do Sodré tive que ir às Portas de Benfica apanhar o autocarro para o destino e lá me desenrasquei, pese embora tivesse demorado quase uma eternidade - face às distâncias e aos meios de transporte existentes naquele tempo - para terminar a missão.


No dia seguinte já fiquei ligado ao escritório, começando a aprender a função, ou seja, a lidar com o aparelho telefónico (PPC), tendo como professor outro antigo empregado, o sr. José Alves de Almeida, que teve muita paciência para me aturar, devido à minha irrequietude, pois eu queria aprender depressa...


Enfim...


Faz hoje, precisamente, sessenta e dois anos que este episódio se desenrolou naquela que viria a ser uma escola de vida, para todos os que por lá passaram, e que deram o seu melhor para
desempenharem a contento as tarefas que lhes estavam destinadas nas áreas industrial, comercial e administrativa.


E foram muitos...


Ai que saudades, ai, ai...

domingo, 1 de abril de 2018

OS MILITARES PORTUGUESES SÃO OS MELHORES DO MUNDO!


Com a devida vénia da página do Facebook de Pedro Tinoco de Faria

“OS MILITARES PORTUGUESES SÃO OS MELHORES DO MUNDO (até depois de mortos)
O Comandante Supremo das Forças Armadas, foi visitar a Força Nacional Destacada na RCA e disse:
"Os militares Portugueses são os melhores do Mundo!"
Também concordo com o Comandante Supremo das Forças Armadas: são na realidade os melhores do Mundo, com combatividade, capacidade de ultrapassar situações em condições severas, espírito de corpo e de unidade quando bem comandados.
Resistentes e com uma capacidade de aculturação ímpar e de compaixão pelos povos que sofrem...
Consegui felizmente, na Bósnia, no Kosovo, no Afeganistão e Timor testemunhar o seu valor impar...
E concordo também com o Comandante Supremo das Forças Armadas de serem os melhores, porque mesmo morrendo em combate as suas viúvas e filhos conseguem sobreviver comendo as medalhas e as condecorações que lhes dão, porque a pensão de preço de sangue é muito inferior à pensão vitalícia de um deputado que até tem empresas com negócios com o estado como por exemplo o que irá receber o Sr. Luis Montenegro, maçon de eleição e com empresas com adjudicações diretas ao Estado.
Sr. Comandante Supremo das Forças Armadas o Soldado Português é o melhor do mundo porque, depois de ferido em combate e inválido, resiste ao abandono do estado e da Nação, AO ESQUECIMENTO E INGRATIDÃO DE TODA UMA NAÇÃO ENCABEÇADOS PELA CLASSE POLÍTICA e continua a luta pela vida e pela Nação, também resistentes e fortes soldados os que são vítimas de stress pós traumático abandonados aos seus fantasmas, aos velhos soldados reformados que vivem em condições miseráveis, que combateram em condições difíceis e hoje com pensões miseráveis...
São sim os melhores soldados do mundo, porque mesmo com o seu desprezo e do seu partido, o PSD e de todos os partidos da Nação e de todos os políticos nos últimos anos, com plano sistémico de desvalorização da profissão Militar e com a passividade e subserviência de muitos dos Chefes das Forças Armadas, continuam a pautar a sua vida com princípios de obediência e honra.
O sargento-ajudante Gil Fernando Paiva Benido, membro da Missão de Treino da União Europeia no Mali, 42 anos, casado e pai de duas filhas, morreu em junho devido a confrontos "na sequência de um ataque de elementos rebeldes" ao hotel onde se encontrava em dia repouso, de acordo com o Exército.
A pensão de sangue, ao abrigo da lei, não foi recebida até hoje passados nove meses da sua morte, o militar deixou dois filhos menores.
Foi atribuída na semana passada uma medalha póstuma ao militar, mas a família não come as medalhas.
Hoje foi a enterrar um militar francês também vitima de terrorismo, tal como o militar Português, e vêm logo os Deuses da guerra que nunca ouviram um tiro, porque se borravam pelas calças abaixo, dizer: "Ah! mas o francês deu a vida por uma pessoa no supermercado... foi sublime".
Vão mamar na quinta pata do cavalo, hipócritas...
A morte de um jovem na guerra não é sublime, o militar Português morreu pelo povo português para que possamos viver em paz tal e qual como o francês a cumprir uma missão.
Não há mortes tipo A e tipo B, nas mortes de militares em combate, de polícias ao serviço, não há aristocratas, não há tenentes coronéis, sargentos ou soldados, na morte há homens que dão a vida pela sua Pátria numa missão especifica,
A diferença entre estes dois Militares, e concordo com o Comandante Supremo das Forças Armadas, é que o francês, tal como outros franceses, ingleses, americanos, vão ser relembrados pelos seus Povos, as viúvas e os órfãos, amanhã já têm na conta a pensão de preço de sangue!
Nós, os militares portugueses somos os "melhores do Mundo", mesmo depois de esquecidos e acusados de chulos do Estado, apagados nas memórias do 25 de novembro por todos os partidos políticos, e que lhe permitiu a si, Sr.  Presidente ocupar o lugar que ocupa hoje, continuamos a morrer para que todos vocês vivam em paz e continuamos a ser esquecidos, com pensões miseráveis e em atraso.
Ao Chefe do Estado Maior do Exército, Comandante do Sargento Ajudante Gil Benido, os meus parabéns mais uma vez pelo seu elevado desempenho nas funções em defesa dos seus Homens.
Do comandante Supremo não espero hipocrisia, não espero que diga que somos os melhores do Mundo e já o sabemos desde D. Afonso Henriques, não nos está a dar nenhuma novidade, espero de si é que resolva os nossos assuntos e não permita que esta corja política, nos ponha a apagar fogos, a ser polícias marítimos e ajudantes de pedreiros...
Espero de si, o exemplo que é a única forma de comandar, de selfies está o mundo cheio.
O Comandante Supremo das Forças Armadas, não pode admitir um caso de Tancos com impunidade e ligeireza de um Ministro da Defesa, que nunca calçou botas e teve o peso de uma arma nas mãos, que mete militares com missões de bombeiros, de um Chefe do Exercito que exonera Coronéis para salvar a pele e deixa uma viúva nove meses sem pensão de preço de sangue, um Comandante SUPREMO, não precisa de dizer que os Soldados Portugueses são os melhores do mundo e depois com  impunidade deixar que merceeiros destruam o que demorou 1000 anos a construir.
O Chefe Supremo tem de fazer o jus ao seu nome de SUPREMO, e defender a sua tropa...palavras estamos fartos Sr. Comandante Supremo.
Atingimos os cumulo da hipocrisia e da falta de moral e da mentira, atingimos o patamar e limiar para a desobediência civil
Tão felizes que vi alguns camaradas a pular e a babar...
“Somos os melhores do mundo”, o presidente disse isso publicamente...
Cacete, só posso dizer cacete...disse-o tarde, disse-o, mas durante sua vida política foi mais do mesmo, pouco fez pela defesa dos militares ...
Eu também sou órfão de Guerra e sou militar, e sabe o que mudou desde o 25 de Abril, Sr. Comandante Supremo?
Dantes ainda havia o 10 de junho, o Dia da Raça, hoje estamos pior do que estávamos.
Nós militares fizemos a revolução de abril, fizemos um 25 de novembro para por no poder uma classe vil de políticos de juízes corruptos, de maçons com interesses secretos e mesquinhos, uma sociedade de raríssimas e de banqueiros sujos, uma geração imoral de gente sem valores: a vossa geração, a que nos governa e que agora todos os dias prova a massa de que é feita,
Esta Informação foi-me enviada por uma viúva de guerra, que sabe na pele o que é o esquecimento da Nação, com dois filhos pequenos, com uma pensão ainda mais pequena que os filhos e com um esquecimento só do tamanho do "Da ditadura democrática Portuguesa" e que nunca tirou uma selfie com o Comandante Supremo… disse-me… para escrever qualquer coisa...
Obrigado pela lembrança Teresa, bem hajas.
Pedro Tinoco de Faria"

 

quinta-feira, 29 de março de 2018

PRESENÇA DA POLÍCIA MILITAR NA ENTÃO PU DE MACAU (de 1962 a 1975) – 9º DE 10 EPISÓDIOS – PPM 8275


08 - PELOTÃO DE POLÍCIA MILITAR 8275
 
 
 
Unidade mobilizadora: Regimento de Lanceiros 2 (Lisboa).
Divisa:
Saída para Macau: 28 de maio de 1974, por via aérea (voo comercial).
Serviço Postal Militar: 1213
Publicação editada:
Regresso a Lisboa: 7 de outubro de 1975, por via aérea (voo comercial).
A distância entre cidades, em linha reta, é de 10.984 quilómetros.
A mobilização decorreu ao longo de: 418 dias.
Permanência no território: 415 dias.
As viagens tiveram o total de 3 dias (2 ida+1 volta).
Distinções recebidas:
Ordens de Serviço da unidade:
História da unidade:
Página no Facebook:
Este episódio tem 20 páginas e 45 imagens. 
CONTINGENTE: 45 MILITARES 
OFICIAIS: 2
Carlos Manuel Moniz Costa, Alferes 11435772
Luís Mousinho Magalhães Meneses Mascarenhas Gaivão, Alferes 16621969 (por 3 meses). 
SARGENTOS: 3
Alberto Guedes Leonor, Furriel 39224860
António Manuel Reis Aidos Fernandes, Furriel 10182073
Manuel Barreto Rodrigues, Furriel 09796273 
PRAÇAS: 40
 Abílio Ferreira Oliveira, Soldado 12890473
Adelino Fernando Rodrigues Fortunato, 1º Cabo 08751573
Adolfo Silva Fontes, Soldado 14106470
Alfredo Dionísio Castilho, Soldado 13514673
Alípio Freire Bernardino, Soldado 18617973
António Alves Moreira, Soldado 13298872
António Augusto Franco Marques, Soldado 14054573
António Augusto Pina Figueiredo, 1º Cabo 14379773
António Fonseca Ferreira, Soldado 17999472
António Manuel Silva Carvalho, Soldado 14599173
António Monteiro Araújo, Soldado 14328273
António P. Correia, Soldado 13741273
António Rafael Rosa Ferreira, Soldado 18521573
Arnaldo Jesus Vieira, Soldado 13709573
Artur Veríssimo Alexandre, Soldado 11389473
Carlos Oliveira Silva, Soldado 18253673
Eduardo Manuel Silva Magalhães, Soldado 19129074
Ernesto Alves Pereira, 1º Cabo 13451073
Fernando Marques Ribeiro, Soldado 150429734
Francisco Correia Torres, Soldado 11197773
Francisco Ribeiro Carrapiço, Soldado 14084373
Gualdino José Gonçalves, Soldado 16006873
Jacinto Martins Coito, Soldado 13037173
Joaquim Anselmo Oliveira Pereira, 1º Cabo 15859873
Joaquim Gualter Madureira Correia, Soldado 13254973
José Adriano Paiva Caeiro, 1º Cabo 15265873
José Ferreira Almeida, Soldado 11240373
José Luís Matos Sousa Oliveira, Soldado 13113573
José Manuel Lage, Soldado 18580273
José Manuel Máximo Alcântara, Soldado 18775673
José Mendonça Sousa, Soldado 14279473
José Nunes Marques, Soldado 12992173
Luís Manuel Águas Pereira, Soldado 12553673
Manuel Almeida Ferreira, Soldado 10742473
Mário Dias Costa, Soldado 14595973
Mário Domingos Santinhos Silva Lopes, 1º Cabo 16240773
Mário Silva Pais Vieira, 1º Cabo 1347473
Rui Manuel Serra Magalhães, Soldado 13980473
Victor Jorge Algarvio, 1º Cabo 12943372
Virgílio Jesus Sequeira Gil João, Soldado 18253673
 
ALGUMAS NOTAS:

 
Segundo o Decreto-Lei 42.937/60, de 22 de abril, o tempo normal de serviço militar obrigatório apontava para dois anos (730 dias), mas, devido às circunstâncias, tal não foi considerado.

Saída de Lisboa: 28.05.1974 (terça), pelas 13H45, do Aeroporto de Lisboa, em voo comercial, com escala em Londres, Bélgica, Atenas, Bombaim, Banguecoque e Hong Kong. Chegada a Macau: 30.05.1974 (quinta). Viagem:  2 dias.
 
 Os aquartelamentos que acolheram a unidade foram o de Mong-Há e o Quartel General.

Os lanceiros e jogadores de futebol José Ferreira Almeida, José Manuel Máximo Alcântara, Mário Domingos Santinhos Silva Lopes e Victor Jorge Algarvio, foram escolhidos para representarem a seleção militar que defrontou várias equipas civis locais.

As ofertas para os lanceiros ocuparem os tempos livres eram imensas e passavam por cinema, desporto, televisão (a cores), teatro, discoteca, dancings, casino, espetáculos de variedades, praia, ouvir rádio entre outras.

Tinham programa na Raio Macau, o CTIM75, aos sábados, com a duração de uma hora.

Criaram um grupo de fadistas que quando atuava a saudade era mais sentida.

A comunidade local e os militares do PPM 8275 respeitavam-se e entendiam-se muito bem, sem atritos nem conflitos.

Quem quisesse aprender línguas estrangeiras teria de ser à custa dos interessados. Regresso a Lisboa:  06.10.1975 (segunda), pelas 16H15, do Aeroporto de Hong Kong, com escala em Londres. Chegada a Lisboa: 07.10.1975 (terça), às 15H00. Viagem: 1 dia.


Têm promovido os encontros anuais (em 2016 foi na Guarda) e o deste ano será no último sábado do próximo mês de maio.

Importante: Os Veteranos que tenham cumprido o serviço militar em Angola, Cabo Verde, Guiné, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor e se tiverem direito à medalha comemorativa das Campanhas no Ultramar e que ainda não a possuam, poderão requerê-la gratuitamente no Arquivo Geral do Exército, situado no Largo de Chelas (Antigo Convento), em Lisboa.
Telefone: 218 391 600. Telefaxe: 218 391 611. Correio eletrónico: arqgex@mail.exercito.pt