quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

TIMOR PRECISA DE LIVROS PORTUGUESES

A Drª Joana Souto, que está em Dili a dar aulas na Universidade Nacional de Timor-Leste ao abrigo do protocolo celebrado com a Escola Superior de Educação, do Porto, emitiu um pedido a todos aqueles que possam facultar literatura variada para poder distribuir pelos timorenses no sentido de que, cada vez mais, o português seja desenvolvido e entendido, afinal a sua língua oficial. Os temas poderão ser, preferencialmente, de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis, juvenis e demais. Confirmei este apelo perante o Coordenador do Projecto de Consolidação da Língua Portuguesa em Timor-Leste, Filipe Silva que certificou o alcance desta excelente iniciativa. As vossas ofertas devem ser encaminhadas para:
Joana Isabel Freitas Leite Domingues Souto
Embaixada de Portugal em Dili
Avenida Presidente Nicolau Lobato
Edifício ACAIT
DILI - TIMOR LESTE
Sugere-se que o envio se faça através dos Correios de Portugal, uma vez que proporcionam uma franquia mais em conta, denominada ECONÓMICA-LIVROS PARA TIMOR, conforme os seguintes escalões (em euros): Até 1 quilo, 1,21; 2 quilos, 1,56; 3 quilos, 4,71; 4 quilos, 7,86 e 5 quilos 11,01.
Vamos então ajudar quem quer ler e aperfeiçoar os conhecimentos do idioma do mundo lusófono. Para isso basta fazer uma encomenda e despachá-la tão depressa quanto possível.
Só assim é que podemos contribuir para a consolidação da língua de Camões num país amigo e fraterno, pese embora a distância a que se encontra de nós (mais de 14.000 quilómetros), está, desde sempre, bem pertinho dos nossos ideais de solidariedade e amizade…

terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

ANÍBAL DE OLIVEIRA, MAIS UM DOS NOSSOS QUE SE FOI.

Aníbal da Silva Oliveira, antigo Árbitro internacional, faleceu na passada 5ª feira, dia 4, no Hospital Garcia de Orta (Almada-Setúbal), e o funeral realizou-se no sábado para o Cemitério do Feijó.
-João Banheiro, Dr. Décio de Freitas e Aníbal de Oliveira (1963)-
Nasceu em 6 de Novembro de 1918 na Freguesia de Alcântara (Lisboa), e, desde sempre, manifestou interesse pela actividade desportiva, vindo a praticar futebol (aos 14 anos de idade), basquetebol, natação e andebol, nas variantes de 7 e 11, e só não foi internacional no desporto-rei, como guarda-redes, porque o seleccionador Cândido de Oliveira o achava muito jovem… -Na Ilha da Madeira, com colegas locais (1965)-
Passou pelo União de Lisboa, União de Tomar, Clube Futebol Benfica e Clube de Futebol Os Belenenses e em 1951 a Associação de Futebol de Lisboa, a quem serviu como atleta e Árbitro, homenageou-o por ser, nessa altura, o jogador mais antigo em actividade sem ter sofrido qualquer castigo!
-Aníbal de Oliveira e a Taça Teresa Herrera-
Ingressou na arbitragem em 16 de Dezembro de 1952 mas não chegou a fazer uma época completa já que o Clube de Futebol Os Belenenses, carente de jogadores naquele posto, chamou-o e foi titular até ao fim da temporada. Voltou definitivamente para a arbitragem, onde actuou em inúmeros jogos. Pertenceu aos quadros nacionais desde 1958 até se retirar. -Em 1987 no seu escritório-
Com o emblema da FIFA durante 5 épocas (de 1964/65 a 1968/69) participou em 32 jogos internacionais (18 como Árbitro e 14 como Auxiliar). No ano de 1964 foi considerado oficialmente o Melhor Árbitro, mas mesmo assim não dirigiu, como era de esperar, a final da Taça de Portugal. -Comigo na sede da APAF-
A sua última actuação foi na final da Taça Teresa Herrera, em 29.06.1969, disputada entre as turmas do Deportivo da Coruña e o Nacional de Montevideu, que os primeiros venceram 1-0.

-A assinar o Livro de Honra-
O saudoso amigo Aníbal de Oliveira visitou a sede da APAF em 15 de Setembro de 2003, momento registado numa das fotos, e teve a gentileza de deixar a seguinte saudação no Livro de Honra: Foi com surpresa e admiração que me foi dado observar toda a subtileza e disposição dos troféus e outros na sede da nossa APAF!

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

ANDRÉ SOUSA UM JOVEM COM TALENTO E VALOR

No passado dia 24 de Janeiro dei uma saltada ao campo do Ferroviário (Marvila/Lisboa), para passar um pouco de tempo a ver um jogo de futebol juvenil e aí defrontavam-se as equipas de Juniores B (sub-17) do Grupo Desportivo de Chelas (fundado em 1982) e do Sport Lisboa e Olivais (f. 1982), cujo desfecho final foi favorável aos visitantes por 5-1. André João Nascimento Sousa, nascido em 12 de Outubro de 1989, (filho de Silvério Sousa, também Árbitro), iniciou-se na actividade na Associação de Futebol de Lisboa em 2007/2008, como Árbitro Jovem e actualmente faz parte do quadro da 2ª categoria distrital isto no Futebol 11.
É estudante e também aderiu ao Futsal nesta época, onde começou, Estagiário. Ele fazia parte da dupla que estava a dirigir o encontro, com o seu colega Diogo Marques, mas, já agora, para quando a correcção desta aberrante decisão da Associação de Futebol de Lisboa em ter permitido que estes jogos sejam dirigidos por 2 Árbitros, quando a FIFA não alterou esta norma cumprida pela esmagadora maioria das suas filiadas. Coisas…
Quanto ao André devo dizer que gostei da sua prestação, de que destaco a sua forte personalidade, a maneira de estar no rectângulo, elevação do diálogo com os intervenientes, a sua colocação e, principalmente, o jeito que tem para o exercício desta difícil missão, que é o de arbitrar. É, estou certo, uma promessa credível e real da arbitragem portuguesa mas para atingir o topo deve ser bem acompanhado no futuro, criando-se condições para que se aperfeiçoe, que não adquira vícios ou defeitos prejudiciais ao exercício cargo, que se mantenha actualizado e preparado para enfrentar jogo com o mesmo à-vontade como eu o vi naquela manhã. Uma situação que ocorreu no decorrer da partida: O Treinador do Olivais pretendeu dar instruções aos seus jogadores com o jogo parado e pediu a um dos seus formandos que, próximo da linha lateral e bem perto do seu banco de suplentes, fingisse estar lesionado e que se sentasse no rectângulo de jogo, o que fez, isto para levar o Árbitro a interromper o encontro para ser assistido.
-Em Vila Nova de Foz Côa, com amigos (seu pai é o terceiro da direita)-
André Sousa, perspicaz e atento à jogada, não suspendeu o desafio e solicitou ao jogador magoado que saísse pelos seus próprios meios já que não viu motivo contrário a esta sua decisão. -Elemento preponderante da equipa do Núcleo da Póvoa de Santa Iria, no Torneio promovido pela APAF, no ano passado-
O Treinador teve que engolir um sapo, pois comentou para os seus que o Árbitro não foi na conversa…

-No comando do ataque da sua equipa-
André, sê feliz! A Arbitragem conta contigo e precisa de ti para a dignificares!

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

NAQUELE TEMPO – FEVEREIRO 1960 (XXX)

A edição 32 do Boletim, órgão oficial da Comissão Central de Árbitros de há 50 anos, falava do seguinte: ÁRBITROS PORTUGUESES NA TAÇA DOS CAMPEÕES EUROPEUS
A equipa constituída por Abel da Costa (felizmente ainda entre nós, com 97 anos de idade), que arbitrou o jogo, e os saudosos Francisco Guerra e Clemente Henriques, auxiliares, dirigiram no dia 4 de Fevereiro de 1960, em Nice, a primeira-mão dos quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, perante 21.422 espectadores. Esta presença foi inolvidável, pois marcou a estreia internacional do actual decano da arbitragem portuguesa. Defrontaram-se o Olympique Gymnaste Club de NICE (fundado em 09.07.1904) e o REAL MADRID Club de Fútbol (f. 06.03.1902), ganho pelos primeiros por 3-2. Os golos franceses pertenceram a Victor Nurenberg (aos 54, 67 e 72) e os obtidos pelos espanhóis por Jesus Herrera (15) e José Hector (30). Interessante dar conta que Abel da Costa assinalou uma grande penalidade a favor do Nice, aos 67 minutos, que os críticos espanhóis não quiseram ver. Graças às imagens da televisão vieram dar razão ao nosso compatriota. Na rubrica ACONTECEU HÁ VINTE E CINCO ANOS dá-se conta que a Assembleia-geral dos Árbitros aprovou as bases do novo Regulamento, assim como a realização do convívio num almoço onde estiveram representantes da Federação, Associação de Futebol de Lisboa, dos Colégios Regionais e a Imprensa, na expectativa de criar uma aproximação maior entre os Árbitros, dirigentes e Comunicação Social. Foi solicitada a presença dos Árbitros de Lisboa fora de portas e assim aconteceu com a ida de Manuel Marques Fafe), Manuel da Silva (Coimbra), Claudino Nunes (Caldas da Rainha), Jorge Shore (Évora) António Carvalho, Carlos Canuto e José Travassos (Porto). ARTIGOS ASSINADOS
Ribeiro dos Reis: No início dum novo ano, Palavras de Exortação aos Árbitros. Notícias de Timor, por Tenente Pires Duarte. Carmo Lourenço redige O Árbitro, espelho das Leis. É preciso haver força de vontade, de Mariano Sabino dos Santos. No Tem a palavra um Jornalista é Mário Macedo (na foto de cima) que escreve: Os Árbitros como elementos educativos do público. Ramos Cavaleiro colabora com O Árbitro (sua preparação psico-jurídica). Um curioso apontamento do Treinador Lorenzo Ausina, diz que O Vício dos protestos protestos desprestigia o Árbitro português no estrangeiro. Diogo Manso é autor de Contra tudo e contra todos. UM ÁRBITRO ESTRANGEIRO DE MÊS A MÊS é dedicado ao marroquino Abdelcrim Ziani (na foto), que, com apenas 5 anos de actividade, atingiu a internacionalização. Como nota triste, diga-se que na sua estreia foi agredido, facto que lhe serviu de estímulo para não desistir e trabalhar cada vez mais para chegar ao topo da carreira, o que conseguiu. RETALHOS DE CRÍTICAS – Destaca-se o que um critico (?) escreveu no dia dum determinado jogo: … o Árbitro não teve grandes dificuldades a resolver, mas foi autoritário e justo sempre que o jogo o exigiu. Quatro dias depois o mesmo fulano disse daquele Árbitro no seu jornal: … o Árbitro não conseguiu estragar a partida apenas pelo facto dos jogadores terem mais juízo do que ele… Comentários para quê, se o escrevedor é um artista português?... Nas NOTÍCIAS DIVERSAS é divulgado o programa (inédito) de Curso de Candidatos promovido pela Comissão Distrital de Lisboa, com a seguinte planificação e conteúdos:
1º Dia (sábado) às 22H00-Abertura do Curso e palestra. 2º (domingo), 09H00-Leis I, II e III. 3º (sábado), 22H00-Palestra. 4º (domingo), 09H00-Leis IV, V e VI. 5º (sábado), 22H00-Palestra. 6º (domingo), 09H00-Leis VII, VIII e IX. 7º (sábado), 22H00-Palestra.
8º (domingo), 09H00-Leis X e XI. 9º (sábado), 22H00-Palestra. 10º (domingo), 09H00, Lei XII. 11º (sábado), 22H00-Palestra. 12º (domingo), 09H00-Leis XIII e XIV.
13º (sábado), 22H00-Palestra. 14º (domingo), 09H00-Leis XV, XVI e XVII. 15º (sábado), 22H00-Palestra. 16º (domingo), 09H00-Sistema diagonal e cooperação entre o Árbitro e os Fiscais de Linha. a) As palestras efectuar-se-ão na sede da Associação de Futebol de Lisboa e poderão ser acompanhadas de projecções. b) As lições sobre as Leis de Jogo, sistema diagonal e cooperação entre a equipa de arbitragem, terão lugar em terreno de jogo, acompanhadas de demonstrações práticas. c) Para não fatigar, o tempo de duração das sessões não deverá exceder de duas a duas horas e meia. D) Quatro das oito palestras deverão ser destinadas: 1-A um representante da Associação de Futebol de Lisboa que deverá dissertar sobre Regulamentação que interessa aos candidatos conhecer. 2-A um representante da Comissão Distrital dos Árbitros de Futebol de Lisboa que exemplificará o preenchimento de relatórios do jogo e outras questões. 3-A um professor de educação física que falará sobre a matéria. 4-A um Médico que se encarregará de tratar da assistência a jogadores sinistrados e cuidados a ter com a saúde. Na TRIBUNA DO ÁRBITRO é colocada uma questão por Manuel da Cruz Carvalho, de São Tomé, sobre o facto de ter ocorrido uma situação de jogo algo embaraçosa para o seu entendimento. Um avançado saiu do rectângulo de jogo para não ser considerado fora-de-jogo, mas voltou a entrar sem autorização do juiz e participou de imediato no desafio e até houve golo! A resposta foi dada em consonância com o que, então, estava estabelecido.

AGENDA DO ÁRBITRO – Foram dados os parabéns ao jornal A Bola pela passagem do seu 15º aniversário. Anísio Morgado dirigiu no dia 7 de Fevereiro e no Maracanã o encontro entre as selecções do Rio de Janeiro e de Pernambuco. O Tenente-Coronel Ribeiro dos Reis falou aos jogadores do Sport Lisboa e Benfica sobre leis do jogo.

APITADELAS – Alerta-se para o facto de não existirem as condições mínimas nas cabinas da equipa de arbitragem de uma grande parte dos clubes que disputam campeonatos nacionais. Os dirigentes das equipas mal classificadas apontam a razão da sua posição na tabela aos Árbitros o que também acontece com os jogadores, que, quando não ganham no campo, dizem-se sentir-se prejudicados pelas arbitragens. Por determinação superior os guarda-redes deixarão de equipar totalmente de preto, cor destinada unicamente aos Árbitros. Sobre os “célebres” mil escudos enviados a um Árbitro por um dirigente com o firme propósito de beneficiar o seu clube nunca deveriam ter sido devolvidos à procedência, visto haver tanto pobre necessitado, ou qualquer casa de beneficência que bem agradeciam.

Nota: Como a foto acima demonstra, o Árbitro Evaristo Silva lesionou-se quando estava a dirigir o jogo da 1ª Divisão, entre as equipas da CUF e do Vitória de Setúbal, sendo trocado de função com o seu colega Maximino Afonso, que estava a auxiliá-lo como Árbitro Assistente.

sábado, 6 de Fevereiro de 2010

NÚCLEO DE SINTRA-ACTIVIDADES EM FEVEREIRO

As sessões técnicas das terças-feiras têm o seguinte programa:

Dia 9
21H30 – Casos de Jogo
21H55 – Pausa
22H00 – Tema: Trabalho Árbitro/Árbitro Assistentes
23H30 – Encerramento da Sessão

Dia 16 (?)
21H30 – Casos de Jogo
21H55 – Pausa
22H00 – Tema: Leitura de jogo/Gestão de jogo
23H30 – Encerramento da Sessão

Dia 23
21H30 – Casos de Jogo
21H55 – Pausa
22H00 – Tema: Análises de vídeos (com situações de jogo)
23H30 – Encerramento da Sessão

As reuniões efectuam-se na sede do Núcleo na
Rua da Choupaninha, 5, cave direita, no Rio de Mouro.
Telefaxe: 219 171 591 Telemóvel: 963 327 656
Correio electrónico: nafls.sintra@gmail.com

Como chegar:
Na IC19, desvia-se na saída Rinchoa/Rio de Mouro. Segue-se em frente na rotunda, e, depois de passar sob a ponte ferroviária, vira-se à esquerda. Ultrapassados os semáforos, corta-se na 2ª rua à esquerda, na rua da Caixa Geral de Depósitos. Ao chegar ao 1º prédio do lado esquerdo, desce-se as escadas e a Sede do Núcleo situa-se no lado direito
Ver mais: http://nafls-sintra.webnode.com/

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

ÁRBITRO PRESO POR PERTURBAR A ORDEM PÚBLICA!...

Martin Alvarez, dos quadros da Federação Espanhola de Futebol, dirigiu o jogo da segunda divisão entre as equipas da Union Deportiva de Las Palmas (fundada em 22.08.1949) e o Córdoba Club de Fútbol (f. 11.08.1954), que acabou empatado (1-1).
Contudo, segundo a agência noticiosa que divulgou a notícia (ANI), deu entrada na cadeia por perturbar a ordem pública, isto depois de muitas peripécias e numerosos erros de arbitragem o que ocasionou uma verdadeira batalha campal entre o público.
Fonte: Jornal de Notícias, 8 de Março de 1962 (5ª feira), página 8, edição 275, 74º ano de publicação.

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

PROCESSO DAS CLASSIFICAÇÕES DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL

Perante a Juíza Clarisse Gonçalves iniciou-se na tarde de ontem, dia 3, na 2ª Vara Criminal de Lisboa o julgamento que implica ex-dirigentes do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, casos de Pinto de Sousa (Presidente), António Henriques (Vice-Presidente) e dos Vogais Azevedo Duarte, Francisco Costa e Luís Nunes, assim como o responsável pela Informática da Federação Portuguesa de Futebol, Engº Paulo Torrão, os Observadores António Fernandes, João Penicho, Joaquim Almeida, Manuel Cunha e Manuel Nabais e os Árbitros António Resende e João Henriques.

A esta primeira chamada faltaram os Observadores Marco Santos, Marques Mendonça e Paulo Pita.

Este processo resulta do Apito Dourado, conforme certidão emitida em devido tempo, onde escutas telefónicas indiciam que as classificações dos Árbitros das épocas 2002/2003 e 2003/2004 foram negativas para 3 Árbitros que se sentiram altamente prejudicados, logo diligenciaram mover acções na Justiça para que, no mínimo, fossem indemnizados pelos danos que sofreram.

Foram lidos os quesitos de acusação de cada arguido donde ressaltou a falsificação de documentos e o número de crimes cometidos.

Depois de ter sido identificados o Tribunal decidiu ouvir aqueles que residem mais longe, casos dos Observadores João Rosa, Manuel Nabais e António Fernandes que, calma e objectivamente, esclareceram o colectivo de juízes quanto às questões que lhes foram colocadas, especialmente as relacionadas com o exercício da função e os telefonemas com dirigentes.

Presentes advogados de acusação e de defesa, tendo três destes apresentado requerimentos no sentido de se considerar de nulo efeito as escutas, principal suporte de todo este envolvimento.

Já estão calendarizadas as próximas sessões. A saber: Fevereiro, às quartas-feiras. Dias 10 e 24, às 14H00. Dia 17, às 09H30 e 14H00. Março, também às quartas-feiras: Dias 3 e 10, às 14 horas. Dias 17 e 24, às 09H30 e 14H00. No dia 23 (terça-feira), também haverá audição às 09H30 e 14H00.