quarta-feira, 31 de outubro de 2018

QUANTO PIOR, MELHOR? ASSIM PARECE...

Os contentores de lixo que servem os moradores das ruas Maria Lamas e Ary dos Santos, em Benfica, Lisboa, estão, há muitos dias, a transbordar o que leva a que pessoas atuem de forma inapropriada e indecente.
Para ultrapassar esta questão, que afeta sobremaneira a saúde pública, bastava que a recolha dos resíduos fosse programada como deve ser, e não deixar, em caso algum, que a situação chegasse a este ponto.
A entidade responsável pela higiene urbana terá de ter a sensibilidade exigida para fazer trabalho eficaz, limpo e digno, tendo a compreensão de que esta zona remota do Bairro das Pedralvas tem de ser tratada em igual circunstância como os outros locais do Bairro de Benfica, e não votada ao abandono, ao desprezo, ao desleixo como lamentavelmente se pode verificar nas imagens.
Lembro, ainda, que existe ali bem perto (10/15 metros) um externato, frequentado por dezenas de crianças as quais poderão vir a contrair doenças provocadas pela conjuntura.
Os moradores desta zona, muito esquecida por quem deve velar pela sua qualidade de vida, merecem respeito e consideração, para, assim, viverem felizes no seu dia-a-dia, sem assistirem a este triste e deplorável espetáculo, para o qual nada, mesmo nada, contribuíram.

É só uma questão de bom senso e de organização, pois a planificação do movimento das viaturas é coisa de somenos, assim haja vontade.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

BOLETIM Nº 24 – OUTUBRO 2018

 
Bairro das Pedralvas, em Lisboa, 30 de outubro de 2018
 
Exmº Senhor
Francisco Mota Torres
Junta de Freguesia de Benfica
 
Boa noite!
 
Neste mês comemoro 52 anos que resido no Bairro das Pedralvas e muita coisa desagradável passei, mas estou, com estas pertinentes informações, a tentar que a situação não piore, mas os senhores autarcas não me deixam ainda anunciar que a nossa comunidade está feliz, contente e a usufruir da merecida qualidade de vida, pois não veem suas reclamações/sugestões aceites, tratadas e executadas.
 
Entretanto, decorreram 30 dias do último boletim e volto a afirmar que nada, mesmo nada, foi mexido.
 
Dizem, daí, que está tudo a andar. Dizemos nós: aonde, como, quando?
 
Portanto, ainda existe a mesma lesmice, o que, lamentavelmente, não é aceitável.
 
Vocês, querendo, podem fazer melhor, atendendo às pertinentes observações feitas com nexo, sentido e responsabilidade, todas elas expressas na lista que à frente dou destaque.
 
Contudo, a questão da passadeira de peões da rua Ary dos Santos, pese embora a pintura feita a 13 de agosto desse um ar de rigor e exigência para os infratores, mas, na verdade, continuam a prevaricar, sentindo-se como em casa, isto é, a impunidade que os privilegia é aceite como uma coisa maravilhosa, logo a continuidade no abuso de estacionamento naquele espaço é um convite a continuar na maior…
 
E o que mais magoa os moradores é a constatação da vossa inércia e a desconsideração a que são votados…
 
Veja-se a imagem, onde justifico o que digo, bastando uma pequena obra para acabar com esta situação que propicia conflitos, dotando o acrescento do passeio, como foi feito na rua Maria Lamas, onde o suplício acabou para os utentes, pois já se passa com tranquilidade e segurança.
 
Insistem continuamente na vossa propaganda, cada vez mais ativa e acérrima, e sabe-se porquê, quando expressam que
 
“a nossa obra são as pessoas…”.
 
Mas, uma coisa é o que se diz, outra é o que se faz!
 
Enfim…
 
Eis ainda os problemas que continuam a afetar a comunidade desta zona remota do Bairro das Pedralvas:
 
- Impedir o estacionamento na mencionada e única passagem de peões da rua Ary dos Santos, com uma pequena obra, ou seja, acrescentar o passeio, como o fizeram na rua Maria Lamas.
  
- Pintar a totalidade da referida passagem de peões.
 
- Colocar sinalização vertical, para avisar os incautos de que há que respeitar as pessoas que a usam, especialmente os utentes do Lar dos Cidadãos Deficientes, mesmo ali ao pé.
 
- Tapar buraco feito pela rataria.
 
- Limpeza da placa toponímica, pelo aspeto nojento que exibe.
 
- Ainda na Ary dos Santos, no final da rua, colocar sinalização que avise não ter saída, o que obriga a que os condutores de veículos, incluindo os pesados que não têm como fazer inversão de marcha, percorram cerca de 200 metros e optem em seguir em frente, em sentido contrário, na Maria Lamas. Um mimo o que se vê a todo o momento… Mas um perigo para todos, mais ainda para as dezenas e dezenas de crianças que frequentam o Externato!
 
- Quando chove, a sargeta defronte à extinta dependência do Montepio, onde está uma passagem de peões, continua a expelir as águas pluviais que deveria recolher.
 
- Limpeza das ervas daninhas vulgo “Matagal” existente à volta do prédio nº 1, da Ary dos Santos.

 
- A recolha dos contentores de lixo que se encontram a transbordar e à sua volta existe um autêntico e nauseabundo vazadouro, que afeta a saúde pública.
 
- Limpeza das sargetas em toda a zona das ruas Maria Lamas e Ary dos Santos, todas elas atulhadas de lixo. 
 
Até daqui a um mês.
  
Saudações.
  
Alberto Helder

domingo, 21 de outubro de 2018

ATIVIDADE FÍSICA FAZ SEMPRE BEM...

Participei hoje de manhã nesta iniciativa que teve cerca de 7.000 inscritos (!).
Estive na caminhada de 5 quilómetros até à Estação de Santa Apolónia e regresso.
Foi uma maravilha!
Houve corridas para miúdos, graúdos, carecas, gordos, menos fortes, viu-se um drone a ser atacado pelas gaivotas, balões, castanhas, animação, passeio por sítios encantadores e observar o Rio Tejo, a Ponte 25 de Abril, Praça do Comércio, eu sei lá que mais….
 Resta acrescentar que o almoço estava estupendo, assim como a agradável companhia que esteve connosco desde a primeira hora.
Assim vale a pena!

































sábado, 20 de outubro de 2018

HOJE, COMO SEMPRE, UM RIO TEJO ESPLENDOROSO...

Nesta manhã de sábado, numa maravilhosa, única e deslumbrante paisagem, cheia de sol, calmaria e ar puro, viajar, trabalhar e praticar atividade desportiva é um privilégio!
Viva a Natureza!
Viva a vida! 

domingo, 14 de outubro de 2018

FUI VOLUNTÁRIO DURANTE 867 DIAS! - REFLEXÕES…

OBSERVAÇÕES…
 
Ao terminar a publicação dos 29 episódios que relatam parte das minhas memórias, graças ao desempenho que exerci no Museu da Associação de Futebol de Lisboa, durante dois anos e cinco meses, apetece-me tecer algumas considerações (e não mais do que isso), pois entendo ser importante dar conta do que senti durante o mandato.
Convém lembrar que a criação do Museu data de 2004 e, depois disso, em dez anos, praticamente não teve uma vida muito ativa.
No início, em janeiro de 2014, logo que me apercebi que não “bastava carregar num botão e tudo aparecia feito”, nada disso…
Tive que fazer horas extraordinárias (bastantes, aliás), lendo (muito), estudando (também), compilando (com atino), memoriando (claro), para que estivesse à altura de explicar pormenorizadamente 104 anos de brilhante, maravilhoso e assombroso historial da centenária AFL desde os fantásticos episódios que antecederam a sua criação, aqueles que ocorreram à volta da revolução do 5 de Outubro, já que a eleição foi a 3 e a tomada de posse verificou-se a 18, com algumas escusas, pois também, então, no futebol para além das paixões clubísticas, as questões republicanas e monárquicas sempre fervilhavam, razão porque o primeiro presidente da direção eleito não chegou a exercer o cargo.
1.GUILHERME BANDEIRA HENRIQUES
Realço que, na verdade, foi uma agradável e valiosa conquista para o projeto, pois a sua seriedade, atitude, tenacidade, dedicação e voluntariedade foram alguns dos seus imensos dotes, sempre presentes e em sintonia com os altos interesses da Associação de Futebol de Lisboa que o acolheu, dando-lhe merecidamente, depois de eu sair, o estatuto de Diretor do Museu.
2.CARLOS ALBERTO DE SEIXAS
Refiro que este senhor, Vogal da Direção da Associação de Futebol de Lisboa, esteve sempre imbuído do espírito de dirigente que sempre pugnou dar a conhecer as valências do Museu às gradas figuras do desporto-rei, fazendo-lhe convites para o acompanhar nas inúmeras visitas que lhes proporcionou.
3.PRIMEIRAMENTE…
Era o título que pretendíamos dar a uma gigantesca obra que envolvia, desde a data da fundação da AFL (23.09.1910), as primeiras iniciativas de todas as variáveis que, ao longo dos tempos, foram crescendo com o desenvolvimento natural da entidade que, até, chegou a dirigir, sozinha, o futebol em Portugal!
Pretendia destacar os nomes dos primeiros jogadores inscritos, assim como um número considerável de clubes filiados, com as suas sedes, as suas cores e emblemas representativos, todos os jogos das seleções lisboetas, selecionados, resultados, assim como todos os campeonatos, categorias, equipas participantes, resultados, campos, árbitros, treinadores, médicos, dirigentes de clubes e associativos, os corpos gerentes que dirigiram a Associação, futebol feminino, assim como os escalões de jovens.
Também era passível de consideração o número de campeonatos por época, categorias, jogos, castigos e por aí fora…
Com aquele título ou outro seria uma coisa com rigor, a sério, para mais tarde recordar…
4.GALERIAS FOTOGRÁFICAS
Estou a falar da horrível apresentação e da manifesta indignidade que era ver as imagens dos presidentes de direção (colocadas na sala nobre da direção, onde faltavam alguns deles e até dos mais eminentes), em molduras velhas e sujas, assim como as dos 21 árbitros internacionais (na rua dos Fanqueiros), quando teriam de ser 42!
A equipa operacional do Museu, vendo tal estado de coisas, reagiu com uma urgente e decidida dinâmica para melhorar substancialmente o que estava “profundamente doente”.
Basta dizer que 8 (oito) fotos de presidentes estavam numa só moldura! Frustrante…
Conseguiu fazer um trabalho de elevada e esmerada qualidade, sobejamente elogiado por todos quanto agora as visitam, tendo sido dado o merecido respeito e decência a quem sempre defendeu a AFL em qualquer circunstância.
Uma curiosidade: exceto a foto do presidente João Rosa (representante do Clube Oriental de Lisboa) todas as outras estão de frente.
Foi uma enorme, mas gratificante tarefa conseguir a sua foto, pois nem o próprio clube a tinha e não eram conhecidos familiares, apesar de termos procurado em tudo o que era sítio.
Só uma pessoa amiga é que conseguiu o registo de quando estava a receber um troféu de uma das equipas do COL e estava de perfil.
E assim lá está!


5.FOTO FIXATE
Revelo que o relacionamento com o ilustre Maximiano Nunes, seu proprietário, foi muito mais do que o mero aspeto comercial. Sem a colaboração e conselhos deste nobre amigo, aliados à alta capacidade técnica e profissional em solucionar cabalmente os muitos problemas que lhe foram sendo presentes, em termos fotográficos, o Museu jamais seria o mesmo! Fica aqui o agradecimento pelos baixos valores que cobrou à AFL, por tanta e primorosa qualidade dos seus magníficos trabalhos, que irão perdurar por todo o sempre. Juntou-se o útil ao agradável…
A propósito: no Museu foi criado um arquivo fotográfico, onde imensas imagens, dispersas, foram ordenadas e catalogadas para memória futura, mas, o seu quantitativo era muito diminuto. 
6.INTERATIVIDADE
Era a nossa “pedra de toque”, já que o diálogo com todas as pessoas era uma riqueza incalculável no relacionamento que sempre mantivemos, com gosto, alegria e respeito.
Foi um privilégio e uma grande honra tudo o que pudemos desenvolver com beneméritos, visitantes (nacionais e estrangeiros), clubes, dirigentes, jogadores, treinadores, museus, entidades particulares e estatais, escolas e todos aqueles que, de qualquer forma, ajudaram a que o Museu fosse referência no meio desportivo.
7.INSTALAÇÕES
O presidente Nuno Lobo sempre achou o espaço acanhado e pretendia alargar os horizontes, com algumas ideias que não foram avante e é pena.
As duas pessoas que serviam o Museu, a equipa operacional, não tinham mais do que uma secretária e um computador antigo, que mais dava arrelias do que alegrias.
Fizemos das tripas coração, mas fizemos!
8.REGULAMENTO
O seu esboço foi das primeiras coisas a fazer e quando saí ainda não estava aprovado pela Direção. Houve aborrecimentos que se poderiam ter evitado se a sua entrada em vigor fosse considerada.
É que à partida todos, incluindo os mais renitentes, sabiam que o Museu funcionava como deve ser e não como até janeiro de 2014!
Foi pena.
9.DISTINÇÃO ATRIBUÍDA PELA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA À AFL
No decorrer da aprendizagem que protagonizei, verifiquei que a edilidade ofereceu à AFL, em 1910, a taça “Prémio da Cidade de Lisboa”, trofeu disputado nos primeiros campeonatos por si
organizados. Depois disso, nada mais. Resolvi escrever, em 13 de outubro de 2014, à Câmara Municipal de Lisboa a solicitar que fosse atribuída à AFL comenda condizente com o seu estatuto. Ainda pensei recolher as assinaturas dos clubes lisboetas para dar mais enfase a esta solicitação, mas, depois de bem pensar, achei por bem que não, pois ainda ia suscitar melindres e mal-estar por uns assinarem depois dos outros.
A ideia foi minha, logo avancei sozinho.
Entretanto, passados 458 dias, isto é, em 13 de janeiro de 2016, veio a decisão, por unanimidade, que a AFL vai ter a Medalha de Mérito Desportivo. Naturalmente que mereceria a Medalha de Ouro da Cidade, simplesmente igual às distinções recebidas por alguns clubes lisboetas, seus filiados.
Coisas…
10.AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO MUSEU
Cumpri integralmente a promessa de elaborar relatório diário com os acontecimentos vividos e acompanhados de muito perto, descrevendo, com rigor e verdade, todos os factos, anseios e perspetivas que se foram registando.
Os diretores que superintendiam na gestão do Museu tomavam conhecimento dos documentos mensais logo no primeiro dia útil seguinte ao período em referência.
Tudo simples!
11.PATRIMÓNIO
Quanto aos bens da AFL sempre disse, logo nos primeiros momentos do meu mandato, que pretendia a realização de um inventário que abrangesse a totalidade das peças existentes, com um registo sério e rigoroso de cada peça, com imagem a cores, dados quanto a medidas (peso e altura), ao material, valor simbólico, nome e data da competição onde foi conquistado e por aí fora.
Ficou no papel.
Também foi frustrante saber que a grande maioria da documentação dos primeiros sessenta anos de vida da AFL não existe, que foi destruída.
As fichas de inscrição de jogadores, serviço iniciado em 1910, foram muito mal microfilmadas, mas as originais (com fotografias!) foram queimadas.
Não conseguimos encontrar os troféus que, em tempos idos, aparecem nalgumas fotografias relacionadas com a AFL.
Tomámos conhecimento de que desapareceu o livro de honra utilizado na comemoração dos 75 anos da AFL (1985), onde muitas e destacadas personalidades exararam as suas mensagens e assinaturas, com realce para o maior futebolista de todos os tempos: Eusébio da Silva Ferreira.
Também recolhemos a informação de que foi para o lixo o segundo volume da obra de referência, única e consagrada, “Meio Século de Futebol, 1888/1938”, de Júlio de Araújo.
O mesmo destino tiveram muitos livros de atas, de assembleias gerais e outros documentos, alguns de valor incalculável.
Como se constata, a falta de sensibilidade de alguns dirigentes com poder de decisão foi gritante.
Tem-se de repudiar as autorizações proferidas para a destruição de títulos inéditos e memoráveis, que jamais serão recuperados.
Tudo o que desapareceu é, sem dúvida, uma enormíssima e lamentável perda para o historial da AFL e do futebol.
12.RELATÓRIOS E CONTAS DA AFL
Quando iniciei a grata missão de gerir o Museu, dos 103 documentos emitidos anualmente com as atividades levadas a cabo pela AFL, existiam 85.
Foi, sem dúvida, uma titânica e árdua tarefa a procura, em todos os locais possíveis e impossíveis, para recuperar a totalidade dos livros
Após aturados e persistentes contatos com imensas entidades desportivas e não só, conseguiram-se, graças a boas vontades, obter 10.
Faltam, portanto, os das seguintes épocas: 1921/22, 1922/23, 1924/25, 1925/26, 1930/31, 1931/32, 1953/54 e 1955/56
Tínhamos um plano para recuperar, mais coisa menos coisa, as informações referentes à AFL, procedendo à pesquisa na comunicação social de cada período, de todas as notícias relacionadas com o futebol e a própria Associação.
É certo que demoraria algum tempo, mas proporcionava a completa coletânea dos acontecimentos registados em toda a vida da AFL, que ainda está por concretizar.
E pronto, cheguei ao fim, manifestando quando me senti honrado por tudo o pude contribuir para o engrandecimento, dignificação e prestígio do Museu da Associação de Futebol de Lisboa, mas ainda faltava fazer muita, mas muita coisa...
Saudações!