Ao tomar conhecimento
do falecimento do santomense Raul Wagner Bragança Neto, presto aqui a minha
singela, mas sentida homenagem a um Homem que foi meu superior hierárquico
(sargento) quando cumpri serviço militar obrigatório em São Tomé e Príncipe
(1964/1966) como soldado/1º cabo, adido à Companhia de Caçadores de São Tomé
(CCST), e meu brioso adversário no desporto-rei, pois jogava a guarda-redes na
equipa principal do Sporting Clube de São Tomé e eu, como avançado, no Sport
São Tomé e Benfica.
Ainda nos defrontámos,
directamente, diga-se, pois as posições que ocupávamos no rectângulo como
jogadores assim proporcionava, no campeonato militar quando em Julho de 1965
foi criada a Companhia de Comando e Serviços (CCS) e, então, o embate era entre
as turmas da CCS e CCST.
Ainda participou como
praticante e membro das equipas de arbitragem nos jogos de voleibol e futebol
entre militares.
Tenente-Coronel na
reserva, de 68 anos de idade, exerceu vários cargos públicos no arquipélago de
São Tomé e Príncipe, especialmente chefe do Estado Maior das Forças Armadas,
ministro da Defesa e Ordem Interna e chefe de governo de 19 de Novembro de 1996
a Janeiro de 1999, faleceu ante -ontem, quarta-feira, vítima de doença
prolongada em Toulouse (França).
O corpo de Raul
Bragança Neto irá a ser transladado da Europa para São Tomé, devendo as cerimónias
fúnebres acontecer brevemente.
A imagem com as
equipas do Benfica e do Sporting de São Tomé reporta-se à taça disputada em 21
de Dezembro de 1965, em que estamos localizados a verde e a vermelho.
A exemplo de outros saudosos
santomenses que me marcaram profundamente para toda a minha vida aqui deixo o
meu tributo e as mais sentidas condolências a familiares e amigos.


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