sexta-feira, 18 de abril de 2014

RAUL BRAGANÇA, CAMARADA DE ARMAS DE LONGA DATA, FALECEU.



Ao tomar conhecimento do falecimento do santomense Raul Wagner Bragança Neto, presto aqui a minha singela, mas sentida homenagem a um Homem que foi meu superior hierárquico (sargento) quando cumpri serviço militar obrigatório em São Tomé e Príncipe (1964/1966) como soldado/1º cabo, adido à Companhia de Caçadores de São Tomé (CCST), e meu brioso adversário no desporto-rei, pois jogava a guarda-redes na equipa principal do Sporting Clube de São Tomé e eu, como avançado, no Sport São Tomé e Benfica.
Ainda nos defrontámos, directamente, diga-se, pois as posições que ocupávamos no rectângulo como jogadores assim proporcionava, no campeonato militar quando em Julho de 1965 foi criada a Companhia de Comando e Serviços (CCS) e, então, o embate era entre as turmas da CCS e CCST.
Ainda participou como praticante e membro das equipas de arbitragem nos jogos de voleibol e futebol entre militares.
Tenente-Coronel na reserva, de 68 anos de idade, exerceu vários cargos públicos no arquipélago de São Tomé e Príncipe, especialmente chefe do Estado Maior das Forças Armadas, ministro da Defesa e Ordem Interna e chefe de governo de 19 de Novembro de 1996 a Janeiro de 1999, faleceu ante -ontem, quarta-feira, vítima de doença prolongada em Toulouse (França).
O corpo de Raul Bragança Neto irá a ser transladado da Europa para São Tomé, devendo as cerimónias fúnebres acontecer brevemente.

A imagem com as equipas do Benfica e do Sporting de São Tomé reporta-se à taça disputada em 21 de Dezembro de 1965, em que estamos localizados a verde e a vermelho.

A exemplo de outros saudosos santomenses que me marcaram profundamente para toda a minha vida aqui deixo o meu tributo e as mais sentidas condolências a familiares e amigos.

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