segunda-feira, 9 de julho de 2018

PRESENÇA DA POLÍCIA MILITAR NO ULTRAMAR - PROJETO QUE CHEGA AO FIM…

No início de 2017 levei a efeito uma simples e sentida homenagem aos camaradas lanceiros que cumpriram missão de soberania na então Província Ultramarina de São Tomé e Príncipe, cujas 15 unidades permaneceram nas mais belas ilhas africanas de 1961 a 1975, trabalho esse foi um gosto levar a efeito, graças à excelente colaboração recebida e por mim reconhecida, que me levou a oferecê-lo graciosamente à Direção da Associação de Lanceiros, a qual, perante o ineditismo do tema, único e histórico, logo decidiu assumir, verbalmente, a edição de livro apropriado.
Logo que me foi comunicada tal assunção, ofereci desde logo os meus préstimos para continuar a trabalhar (o que fiz de imediato) no projeto que seria concluído quando fossem historiadas as vivências dos restantes agrupamentos da Polícia Militar que estiveram no Ultramar, casos de Angola (42), Cabo Verde (12), Guiné (16), Macau (8), Moçambique (21) e Timor (7).

Avancei com Macau, tarefa que conclui e publiquei na net até abril deste ano, tendo recebido, também, preciosa e importante ajuda de imensos lanceiros, aos quais agradeci.

Ainda naquele mês comecei a tratar de Timor, fazendo dezenas de contatos, como o fiz anteriormente, mas os resultados, incompreensivelmente, nunca, mas nunca se assemelhavam aos anteriores. Incomodei muita gente com renovados pedidos (houve casos de 5 e seis vezes…), contudo continuavam muitas promessas, muitos acenos de simpatia, muitas datas falhadas, mas, cansado, desanimado e com muita frustração, leva-me a encerrar este projeto que muito gostaria de ter concluído, já que não posso ir contra a vontade de quem não cumpre reiteradamente o que promete.

Timor representa 7 unidades da PM e só de duas delas é que recebi efetivamente a desejada cooperação, o resto, apesar dos contatos havidos repetidamente, até à exaustão e que muito me indispuseram, é uma miragem, bem negativa e, assim, é impossível continuar, o que lamento.

E, como é vulgar dizer-se, sem ovos não se podem fazer omeletas.

Foi um gozo fazer este trabalho, onde foram dedicadas horas sem fim, dias que se passaram, semanas incontáveis e muitos meses que com dedicação, afinco, determinação e rigor em consultas nos mais diversos polos de informação como o Regimento de Lanceiros 2 (na Amadora e na calçada da Ajuda), Associação de Lanceiros, Arquivo Geral do Exército, Arquivo Histórico Militar, Biblioteca do Exército, Hemeroteca Municipal de Lisboa, Sociedade Geografia e demais entidades e personalidades que muito aborreci, mas que não deixaram de dar o seu melhor, com vista ao fim pretendido e que volto a agradecer a sua simpatia e apreço.

Despendi outra montanha de tempo em contatos, a preparar fotos, a elaborar os textos que foram sendo publicados, sem enumerar os momentos em que o descanso pessoal era afetado diariamente, sempre em prol de uma boa causa.

Recordo que nas duas publicações, foram obtidos os seguintes dados estatísticos:

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
Editados 17 episódios, de 15 unidades, desde 15.05.2017 a 04.09.2017, com 260 páginas e 798 fotografias.

MACAU
Foram 10 capítulos, dos 8 agrupamentos, de 01.02.2018 a 05.04.2018, com 369 páginas e 1034 imagens.

Enfim…

Por fim, estou convicto de que se concretizarão estes dois objetivos: 

1.       Que a Associação de Lanceiros assuma o compromisso de editar o livro sobre São Tomé e Príncipe e, eventualmente, o de Macau. 

2.       Toda a documentação oficial e histórica que possuo sobre este projeto (dezenas e dezenas de páginas, que incluem todas as Ordens de Serviço do RL2 dos embarques e desembarques dos contingentes), incontáveis imagens, etc., entregarei a entidade ou personalidade, na expectativa de que, um dia, haja alguém disponível para continuar este gratificante e aliciante empreendimento, que o fiz por opção, dedicação e solidariedade para com os lanceiros e graciosamente. 

A-propósito, quanto a esta última observação, e como mera informação, direi que desembolsei mais de 3.000 euros, despendidos durante quinze meses, em deslocações, refeições, aquisição de fotocópias e de fotografias, de cadernos de papel, toner, correio postal, telefonemas e demais miudezas.

E, interessante e curioso, não foi por isso que terminei este trabalho. 

Saudações de apreço e consideração do
 
Alberto Helder

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