quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A ARBITRAGEM NOS MUNDIAIS, 1978 – ARGENTINA (XI)

A 11ª edição efectuou-se na Argentina, durante o mês de Junho de 1978, desde o dia 1 até 25. Estiveram presentes 16 selecções (Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Escócia, Espanha, França, Holanda, Hungria, Irão, Itália, México, Peru, Polónia, Suécia e Tunísia) e realizaram-se 38 jogos. Nesta maratona foram utilizados os seguintes seis Estádios: António Vespuci Liberti, em Buenos Aires, por 9 vezes; Chateau Carreras, em Córdoba, 8; Cordiviola, de Rosário, 6; San Martin, em Mendonza, 6; Municipal, em Mar del Plata, 6; e José Amalfitani, em Buenos Aires, 3. Portugal voltou a não participar nesta fase final. No torneio de apuramento defrontou as selecções da Polónia, em casa (16.10.1976), derrota por 0-2 e fora, em 29.10.1977, empate a um golo; Dinamarca, em casa (17.11.1976), vitória por 1-0 e fora (09.10.1977), vitória por 4-2; Chipre, em casa (16.11.1977), vitória por 4-0 e fora (05.12.1976), vitória por 2-1. Os 12 golos portugueses foram marcados por Manuel Fernandes (4), Chalana (2), Nené (2), Jordão (1), Octávio (1), Seninho (1) e Vital (1). A selecção foi orientada no ano de 1976 por José Maria Pedroto e, em 1977, por Júlio Cernadas Pereira (Juca). NOTAS
Em 1976, a Junta Militar promoveu um golpe de estado e instalou uma ditadura na Argentina. Com isso, a comunidade internacional pressionou a FIFA para mudar a sede da competição de 1978 para outro país. Não funcionou, até porque o novo governo argentino investiu pesado no Mundial como forma de propaganda política. O que explicaria boa parte dos episódios estranhos ocorridos durante a competição. -Mascote do Mundial, o Gauchito-
Uma atmosfera de temor envolvia a realização deste mundial, já que a situação do país não era das mais calmas. Embora durante a sua realização tenha havido uma trégua, de vez em quando ouvia-se o estrondo de bombas em Buenos Aires. Momentos antes da cerimónia inaugural explodiu uma bomba no Centro de Imprensa da organização, tendo morrido um agente da autoridade, especialista, que pretendia desactivar o engenho.
-Réplica da bola oficial, a Tango-
A Holanda não pode contar com Cruyff por ter-se negado a viajar devido à situação política que existia na Argentina, pese embora tivesse recebido mais de 40.000 cartas de adeptos do seu país a solicitar-lhe que revogasse a sua decisão.
-O Estádio da final, António Vespuci Liberti-
O Brasil, para disputar suas sete partidas, percorreu 4659 quilómetros pela Argentina. Já a Argentina percorreu apenas 618 quilómetros. -Inauguração do torneio-
Eliminadas na primeira fase, as selecções da França e da Hungria proporcionaram um verdadeiro figurão, sendo que os franceses em protesto contra as más arbitragens, entrou também de camisa branca, pois a mesma estava sorteada para os húngaros. O árbitro do jogo, o brasileiro Arnaldo César Coelho recusou-se começar a partida, enquanto a questão dos equipamentos não estivesse resolvida. Os jogadores da França acabaram sendo obrigados a jogarem com camisas verdes listado de branco, cedidos por um clube amador, o Kimberley. O início jogo atrasou-se cerca de quarenta minutos, tendo os franceses vencido por 3-1.
-A equipa de arbitragem que dirigiu a final, da esquerda: O auxiliar Linemayr (Áustria), o Árbitro Gonella (Itália) e o Auxiliar Barreto (Uruguai)
O jornal inglês Sunday Times denunciou que os argentinos estavam defraudando os testes anti doping. Afirmaram que a urina para os exames após cada partida não era fornecida pelos jogadores, que inferiam fortes doses de anfetaminas. Um homem teria sido contratado só para urinar.
-Sérgio Gonella, Árbitro FIFA-
O jogador da seleção da Holanda, Rob Rensenbrink marcou o golo 1000 da história dos Campeonatos do Mundo, convertendo uma grande penalidade no jogo Escócia-Holanda, 3-2.
-Golo da Holanda-
O Brasil autoproclamou-se "campeão moral" por ter sido a única selecção invicta deste mundial e porque o goleiro do Peru, Quiroga, teria facilitado a partida contra a Argentina (facto confirmado já nos anos 2000 pelo próprio Quiroga, que confessou, chorando e envergonhado, ter entregue o jogo à Argentina). A Argentina precisava ganhar de uma diferença superior a quatro golos e fê-lo por 6. Pormenor: Ramón Quiroga Arencibia nasceu na Argentina (23.07.1950) e naturalizou-se peruano. -Fase do jogo-
Fernando Rodríguez Mondragón, filho de um chefe do tráfico de drogas colombiano, declarou em 2007 à Rádio Caracol (Colômbia) que o desarticulado cartel de Cali subornou a seleção do Peru, com uma cifra que rondava os 50 milhões de pesos, para que deixasse a Argentina ganhar o decisivo jogo da segunda fase e assim aconteceu.
-Golo da Argentina-
Foi a única edição em que o Brasil terminou sem ser derrotado e não foi campeão.
Houve rumores de que a ditadura militar, que governava a Argentina, desejava o título a todo custo, o que, segundo algumas pessoas, explicaria boa parte dos episódios estranhos ocorridos durante o torneio.
-Novo golo dos futuros campeões-
Depois de encantar o mundo em 1974 e de se mostrar eficiente em 1978, a Laranja Mecânica ficaria ausente dos mundiais de 82 e 86 e nunca mais atingiria uma final desse porte.
Na primeira fase, o melhor marcador, Mário Kempes, não marcou um único tento. Preocupado, o técnico César Menotti solicitou que ele tirasse o bigode. Resultado: nos quatro jogos seguintes, Kempes marcou seis golos.
-Festa-
A vitória da Tunísia sobre o México (3 a 1) foi a primeira de um seleccionado africano na história dos mundiais.
-Proclamação-
Antes do encontro final começar, o capitão argentino, Daniel Passarella, fez reclamações ao árbitro italiano Sérgio Gonella a respeito da protecção que Rene van de Kerkhof usava no braço direito. O juiz acolheu o protesto, embora o holandês tivesse utilizado a mesma protecção nas cinco partidas anteriores.
-É nossa, dizem os argentinos!-
Poucas semanas antes do começo da competição, os órgãos de comunicação social argentinos receberam uma circular oficial onde se lia que estavam proibidas as críticas negativas à organização do evento e à própria selecção de Menotti.
Brasil não deslumbrou. A Argentina tinha a crença de quem joga em casa – e, suspeitava-se, um reforço de doping – mas não passava muito disso. O Brasil era um arremedo de seleccionado, perdido entre o passado de glórias e o rigor táctico futurista de Cláudio Coutinho. A Holanda não exibia mais o arrebatador jogo colectivo de 74, tanto que vários de seus golos resultaram de bombas de fora da área. Os golos do médio Arie Haan figuram entre os mais espectaculares de todas os torneios.
A postura política dos holandeses trouxe-lhes até mais destaque que o futebol praticado. Eles cogitaram boicotar o evento, em repúdio às violações dos direitos humanos. Recusaram-se a receber as medalhas referentes ao segundo lugar das mãos dos militares argentinos. O guarda-redes sueco Ronnie Hellström também marcou sua posição visitando as Mães da Praça de Maio (movimento organizado por mulheres que perderam seus filhos na repressão brutal) na exacta hora em que cerimónia de abertura ocorria.

-Argentina selecção vencedora do mundial de 1978-
Do lado oposto, João Havelange declarou que o planeta “pôde ver a verdadeira imagem da Argentina” e ofereceu a vice-presidência da FIFA ao almirante Carlos Lacoste, que administrou (muito mal!) as verbas destinadas ao mundial. Os desperdícios foram apontados pelo Ministro das Finanças Juan Alemann, em cuja casa explodiu uma bomba no momento em que a Argentina fez o quarto golo contra o Peru, naquele polémico 6 a 0. Não deve ter sido coincidência.
-Tunísia, 3 - México, 1-
Política à parte, a FIFA elegeu Mário Alberto Kempes o homem do mundial, e daí se pode concluir que, além de não ter visto esquadrões eternos, 78 não primou pelo esplendor individual. Menotti não levou o garoto Maradona, Cruyff preferiu não ir, Platini ainda não estava no auge. A honra de melhor jogador caiu, então, no colo de Kempes. Perto de Meazza, Pelé e craques de outros Mundiais, Kempes destoa de forma grotesca. No entanto, num torneio opaco, ele foi um dos raros raios de luz.
-Brasil, 2 - Itália, 1-
O atacante brasileiro Reinaldo estava em tratamento e precisava realizar sessões de musculação. Para que o aparelho de musculação necessário ao jogador pudesse acompanhar a Selecção pela Argentina, a CBD-Confederação Brasileira de Desportos providenciou um camião, que foi apelidado de “Reinaldão”.
-Peru, 3 - Escócia, 1-
A final entre Argentina e Holanda deveria ser apitada pelo israelita Abraham Klein. Porém, os dirigentes argentinos vetaram o árbitro por suposta falta de parcialidade. O argumento é que a Holanda era reconhecidamente um dos maiores defensores da causa judaica na comunidade internacional.Diego Maradona, então com 17 anos, não jogou nesse Mundial porque o técnico Argentina, César Luis Menotti, o considerava muito imaturo.Na final a Argentina venceu a Holanda por 3-1, mas no prolongamento. -França, 3 - Hungria, 1 (o tal jogo...)-

Prémio Fair Play (instituído pela primeira vez): Argentina. -Prémio Fair Play-
Golos: 102 -Bota de Ouro, que premeia o melhor marcador-
Melhor marcador: O argentino Mário Kempes (15.07.1954), com 6 golos. -Mário Alberto Kempes, o artilheiro-
Advertências: 58 (Brasil, 9. Holanda e Peru, 7 cada. Itália, 6. Alemanha, Argentina e Hungria, 4 cada, França, Irão e Polónia, 3 cada. Áustria e Suécia, 2 cada. Escócia, Espanha, México e Tunísia, 1 cada). -Contestação ao regime ditatorial argentino-
Expulsões: 3 (Hungria, 2 e Holanda, 1). -Boicote ao Campeonato do Mundo 78-
Espectadores: 1.526.151 -Edição filatélica italiana-
ARBITRAGEM
Foram escolhidos 35 Árbitros de 31 países. A saber: Alemanha (2), Argentina (4), Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Escócia, Espanha, Etiópia, França, Gales, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irão, Israel, Itália, Jugoslávia, México, Peru, Polónia, Portugal, Roménia, Russia, Senegal, Síria, Suécia, Suiça, Tunísia e Uruguai. -Postais argentinos alusivos à competição-
Vinte e oito exerceram a função de Árbitro e os restantes 7 actuaram como auxiliares. -Anverso da moeda alusiva-
Repetentes:
1970 e 1974 = Barreto (1).
1974 = Archundia, Linemayr, Biwersi, Thomas, Palotai, Pestarino, Rainea, Winsemann e Ndiaye (9) recorde. -Verso-
ABRAHAM KLEIN, 29.03.1934, ISRAEL, AR=3 e FL=1.
ADOLF PROKOP, 02.02.1939, ALEMANHA, AR=1 e FL=2.
ALFONSO GONZALEZ ARCHUNDIA, 14.06.1934, MÉXICO, AR=1 e FL=4
ALOJZY JARGUZ, 19.03.1934, POLÓNIA, AR=1 e FL=2.
ANATOLY IVANOV, 17.05.1928, RUSSIA, AR=0 e FL=3.
ANGEL FRANCO MARTINEZ, 31.10.1938, ESPANHA, AR=2 e FL=1.
ANTÓNIO GARRIDO, 03.12.1932, PORTUGAL, AR=1 e FL=2.
ARNALDO COELHO, 15.01.1943, BRASIL, AR=1 e FL=2.
ARTURO ANDRES ITHURRALDE, 06.03.1934, ARGENTINA, AR=0 e FL=4.
CESAR GUERRERO OROSCO, 14.04.1930, PERU, AR=1 e FL=2.
CHARLES CORVER, 16.01.1936, HOLANDA, AR=1 e FL=2.
DJAFFAR NAMDAR, 02.07.1934, IRÃO. AR=1 e FL=2.
DUSAN MAKSIMOVIC, 06.01.1940, JUGOSLÁVIA. AR=1 e FL=2.
ERICH LINEMAYR, 24.01.1933, ÁUSTRIA, AR= 1 e FL=3.
FAROUK BOUZO, 03.03.1938, SÍRIA, AR=1 e FL=2.
FERDINAND BIWERSI, 24.06.1934, ALEMANHA, AR=1 e FL=2.
FRANCIS RION, 10.06.1933, BÉLGICA, AR=1 e FL=2.
HEDI SEOUDI, 25.11.1932, TUNÍSIA, AR=0 e FL=2.
JEAN DUBACH, 28.02.1930, SUIÇA, AR=1 e FL=2.
JOHN GORDON, 10.02.1930, ESCÓCIA, AR=2 e FL=1.
JOHN CLIVE THOMAS, 22.06.1936, GALES, AR=1 e FL=2.
JUAN SILVAGNO CAVANNA, 29.07.1934, CHILE, AR=1 e FL=2.
KAROL PALOTAI, 11.09.1935, HUNGRIA, AR=2 e FL=2.
LUÍS PESTARINO, 28.05.1928, ARGENTINA, AR=0 e FL=3.
MIGUEL COMESANA, 03.04.1928, ARGENTINA, AR=0 e FL=5.
NICOLAI RAINEA, 19.11.1933, ROMÉNIA, AR=2 e FL=1.
NORBERTO ANGEL COEREZZA, 24.10.1933, ARGENTINA, AR=1 e FL=2.
PATRICK PARTRIDGE, 30.06.1933, INGLATERRA, AR=1 e FL=2.
RAMON BARRETO, 14.09.1939, URUGUAI, AR=2 e FL=2.
ROBERT WURTZ, 16.11.1941, FRANÇA, AR=2 e FL=1.
SÉRGIO GONELLA, 23.05.1933, ITÁLIA, AR=2 e FL=2.
TESFAYE GEBREYESUS, 25.09.1943, ETIÓPIA, AR=0 e FL=3.
ULF ERIKSSON, 26.05.1942, SUÉCIA, AR=2 e FL=1.
WERNER WINSEMANN, 15.01.1933, CANADÁ, AR=0 e FL=3.
YOUSSOU NDIAYE , 20.06.1932, SENEGAL, AR=1 e FL=2.

António José Silva Garrido, o representante português, foi o primeiro Árbitro a expulsar num jogo 2 jogadores, facto que se verificou em 2 de Junho no encontro que dirigiu: Argentina Hungria (3-2). Assistiram 71.615 espectadores. Ainda actuou como auxiliar no Alemanha-México (6-0), em 06.06 e em 21.06, no Áustria-Alemanha (3-2). Como curiosidade, diga-se que Garrido, nos documentos da FIFA, está identificado como sendo de nacionalidade espanhola!

O Árbitro israelita Klein foi o que mais cartões amarelos exibiu. Nos 3 jogos que dirigiu mostrou 7.

Vídeo da final:

http://www.youtube.com/watch?v=rmXdIyRwAfU&feature=related

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE NA FIFA

Manuel Dende, meu bom amigo e presidente da Federação Santomense de Futebol, representante do pequeno arquipélago lusófono do oeste africano (170.000 habitantes) visitou a FIFA na passada quarta-feira, dia 3. Na sua agenda figurava os Estatutos da FSF e uma reunião com O Presidente Joseph Sepp Blater, que se realizou. No final da sessão, Dende, sempre jovem e bem disposto, respondeu ao jornalista da FIFA.com às seguintes perguntas: Explique-nos o objectivo da sua visita a Zurique.
Temos vindo a ser avisados que os nossos Estatutos devem estar harmonizados com o modelo standard adoptado pela FIFA, no Congresso de Sidney. Terminámos o trabalho, que iniciámos em Maio passado, e estamos a entregá-lo agora. -Comitiva de São Tomé e Príncipe em Zurique-
Que falta ao futebol de São Tomé e Príncipe para ser competitivo em África?
Primeiro há que fazer um pequeno resumo histórico: Conseguimos a independência do país em 1975, antes éramos uma colónia portuguesa. Estávamos e estamos numa situação económica difícil, a nossa principal fonte de receita é o comércio de cacau. Contudo as cotações sofreram uma forte caída e ao mesmo tempo a população aumentou imenso, pelo que nos afectam numerosas enfermidades, entre elas a sida junto dos muitos jovens. Em resumo, o Governo tem de se centrar na sua função social, na educação, na saúde. Não dispõe de dinheiro nem tempo para dedicar-se ao desporto. -Manuel Dende-
São Tomé e Príncipe retirou-se da competição preliminar para o mundial 2010-África do Sul, porquê?
Somos um país insular, situado a cerca de 300 quilómetros da costa continental. Estamos um pouso isolados. As viagens de avião são muito caras, logo o motivo principal que nos impossibilitaria em participar na fase seguinte, se ultrapassássemos a primeira eliminatória, que seria disputada com a selecção da República Centro-Africana, que também desistiu. -Sede da Federação Santomense de Futebol-
A Federação Santomense sente-se suficientemente apoiada?
Sim, a FIFA ajuda-nos muito. Em primeiro lugar através do FAP (Programa de Assistência Financeira), e também com a iniciativa GOAL. Estamos a ponto de colocar em marcha o nosso terceiro projecto, que permitirá dotar a ilha do Príncipe com um Centro Técnico. Por último, graças ao programa Ganhar em África com África, temos instalado um campo sintético no Estádio Nacional, na Cidade de São Tomé, para assim podermos disputar partidas internacionais.
-São Tomé, país tropical e maravilhoso-
Qual a solução para retirar do túnel o futebol de São Tomé e Príncipe?
A solução está sem dúvida na formação e no desenvolvimento. Por isso vamos concentrar-nos no futebol feminino e nas equipas sub-17. Esta última categoria é importante, porque é a geração susceptível de participar na fase de qualificação para o mundial de 2014-Brasil. Somos optimistas, existe vontade de estruturar o futebol e o seu natural progresso, sobretudo, porque este é o desporto de que se mais gosta em todo o país. As nossas esperanças estão nos recursos humanos.

Fonte: FIFA (tradução adaptada do espanhol)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

CARLOS ARSÉNIO – AUTOR DO LIVRO "RIBATEJO TERRA DE CAMPEÕES"

Será na próxima segunda-feira, dia 15, pelas 18H30, o lançamento desta obra no Salão Nobre do Governo Civil de Santarém perante o Governador Civil, Paulo Fonseca e convidados dos quais se destacam todos os Presidentes de Câmara e respectivos Vereadores da Cultura e Desporto do Distrito, Federações e Associações Desportivas e o Comité Olímpico Português, entre outras personalidades e entidades. -Carlos Matias Arsénio-
Carlos Arsénio, jornalista e meu bom amigo, homenageia 202 atletas escalabitanos de todos os Concelhos do Distrito, que se distinguiram no desporto desde 1892. -Prof. Doutor Gentil Martins-
Edições Cosmos é a responsável pela publicação que tem 834 páginas e mais de 400 fotos. O Prof. Doutor Gentil Martins elaborou o prefácio. -Fernando Correia-
A apresentação está a cargo de Fernando Correia, jornalista, outro meu bom amigo.
Honrando o obséquio irei estar presente neste lançamento, assim como tenho conhecimento que os antigos Árbitros FIFA Alder Dante, Ismael Baltazar, Joaquim Campos, Manuel Lousada e Raul Martins também lá estarão.

http://www.tvtejo.com/

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

NÚCLEO DE TORRES VEDRAS REGRESSA AO TRABALHO


O Núcleo de Árbitros de Futebol de Torres Vedras vai iniciar as suas habituais sessões técnicas, às quintas-feiras, tendo elaborado para este mês de Setembro o seguinte programa:

Dia 11 - Sessão de Abertura e alterações às leis de jogo.

Dia 18 - Teste escrito e avaliação das respostas.

Dia 25 - Esclarecimento de questões relacionadas com as futuras provas escritas.

As sessões decorrerão na sala do Núcleo nas instalações do Campo de Jogos Manuel Marques, na Cidade de Torres Vedras, e têm o seu início às 21H30 e o final previsto para as 23H00.

São destinados os primeiros vinte minutos de cada reunião para esclarecimentos de dúvidas e casos de jogo.

domingo, 7 de setembro de 2008

PORTUGAL CAMPEÃO DO MUNDO DE FUTSAL UNIVERSITÁRIO!

A selecção portuguesa universitária sagrou-se campeã do mundo ao ganhar na final à Ucrânia por 5-1! Em onze campeonatos já realizados foi a primeira vez que conquistámos o mais apetecido título nesta modalidade. -Equipa campeã do Mundo!-

A competição decorreu na Eslovénia, entre os dias 25 e 31 de Agosto de 2008, com a participação das equipas representativas dos seguintes países: Brasil, China, Eslováquia, Eslovénia, França, Grã Bertanha, Israel, Kazaquistão, Kyrgistão, Malásia, Portugal, República Checa, Sérvia, Turquia, Ucrânia e Uruguai. -Orlando Duarte, Treinador campeão do Mundo!-

O nosso seleccionado obteve os seguintes resultados:
25.08 – Ucrânia, derrota por 2-4.
26.08 – Kyrgistão, vitória por 4-0.
27.08 – Eslováquia, empate 1-1.
29.08 – Quartos-de-final: Brasil, vitória 1-0.
30.08 – Meias-finais: Sérvia, vitória 7-1.
31.08 – Final: Ucrânia, vitória 5-1.

Eis a constituição da delegação portuguesa: Estêvão Cordovil, Daniel Cunha e André Costa, dirigentes. Orlando Duarte e Jorge Brás, respectivamente Treinador Principal e Treinador Adjunto. José Luís, Fisioterapeuta.

Jogadores: 1-Daniel Tasaka (UPorto), 2-João Gonçalves (ISCTE), 3-Ricardo Gomes (ISMAI), 4-Diogo Santos (ULHT), marcou 3 golos na final, 5-Bruno Cardoso (UTL), 6-Pedro Cary (INUAF), 1 golo na final, 7-Gonçalo Barão (IPCoimbra), 8-Paulo Duarte (UTAD), 1 golo na final, 9-Vítor Luís (UTAD), 10-João Mourão (UCoimbra), 11-João Montenegro (UCatólica) e 12-André Sousa (UCoimbra).

Edição, Ano, País organizador e Vencedor:11ª 2008 Eslovénia – PORTUGAL. 10ª 2006 Polónia – Rússia. 9ª 2004 Espanha – Ucrânia. 8ª 2002 Hungria – Rússia. 7ª 2000 Brasil – Brasil. 6ª 1998 Portugal – Ucrânia.5ª 1996 Finlândia – Brasil. 4ª 1994 Chipre – Rússia. 3ª 1992 Espanha – Espanha. 2ª 1990 Itália – Itália. 1ª 1984 Brasil – Brasil -António Cardoso, Árbitro FIFA, Quadro de elite-

ARBITRAGEM

Como disse anteriormente esteve presente o representante de Portugal, o conceituado Árbitro internacional António Cardoso, que irá participar este mês no Campeonato do Mundo FIFA (Brasil), e actuou nos seguintes encontros:

25.08 – Uruguai-Turquia (6-5), 1º Árbitro
25.08 – Kyrgistão-Eslováquia (1-1), 3º
25.08 – Eslovénia-Grã Bertanha (5-0), 2º
27.08 – República Checa-Israel (8-6), 1º
27.08 – Uruguai-Sérvia (1-7), 2º
27.08 – China-Eslovénia (3-5), 3º
29.08 – Quartos-de-final, Eslovénia-Uruguai (5-3), 1º
30.08 – Meias-finais, Turquia-Malásia (12-8), 3º
30.08 – Meias-finais, Israel-França (6-3), 2º
31.08 – 3º e 4º lugares, Eslovénia-Sérvia (1-8).

Eis a lista dos colegas de António Cardoso que estiveram neste mundial:
Áustria: Gerald Bauernfeind. Bósnia-Herzegovina: Dragan Skakic. Brasil: Jean Bonnaud Michel. Eslovénia: Ales Kocjancic, Borut Sivic, Dejan Nikolic, Gregor Kovacic e Mirko Plaznik. França: Pascal Fritz. Grã Bertanha: Marc Birkett. Kazaquistão: Almas Abbassov. República Checa: Radek Venc. Sérvia: Rajko Katanic e Sreten Vasic. Ucrânia: Vycheslav Durahan.

Resta acrescentar que um dos 250 espectadores que assistiram ao jogo derradeiro lançou uma moeda de 50 cêntimos de euro que atingiu o nosso guarda-redes… Coisas!

sábado, 6 de setembro de 2008

JOGOS PARALÍMPICOS – 2008-BEIJING

Organizados pela IPC-International Paralympic Committe, disputam-se a cada quatro anos, logo após as Olimpíadas de Verão e no mesmo país. Desde 1960 que se têm realizado em cada ciclo olímpico. Portugal esteve presente em 1972 e de 1984 em diante. Os dignos desportistas portugueses já conquistaram 25 primeiros lugares, outros 25 segundos e 31 terceiros. Será, pois, que a partir de hoje e até ao dia 17 de Setembro, a China volta a ter uma competição de grande envergadura, distribuída por 19 locais diferenciados, com a presença de 4.000 atletas e 2.500 treinadores representantes de 148 países dos 5 continentes e a colaboração de 44.000 voluntários. -A Mascote dos Jogos de 2008-
A Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes seleccionou e preparou ao pormenor a representação nacional. Ela é composta por 49 oficiais, 7 NPC e 35 super-atletas que vão actuar em 7 modalidades desportivas das 20 que constam no programa. Eis os seus nomes, antecedidos da mascote do movimento paralímpico português, “o Bicas”

Alexandrino Ribeiro da Silva, Carlos Alberto Amaral Ferreira, Carlos Manuel da Conceição Lopes, Firmino Francisco Andrade Batista, Gabriel Furtado Potra, Gabriel Maximiliano Macchi, José António Cabral Monteiro, Jorge Teixeira de Pina, Luis Carlos Martins Gonçalves, Maria da Graça da Silva Fernandes, Maria Odete Ferreira Fiúza, Nuno Miguel Fernandes Alves e Ricardo Manuel Martins do Vale (13).

António Manuel de Oliveira Marques, Armando Fonseca Costa, Bruno Renato Valério Valentim, Cristina Maria de Jesus Gonçalves, Eunice Faria Gachineiro Raimundo, Fernando José de Oliveira Pereira, Fernando Manuel da Costa Ferreira, João Paulo dos Santos Fernandes e Mário João Carneiro Peixoto (9).

Augusto Miguel Freitas Pereira (1). Sara de Oliveira Duarte (1).

David Realista Grachat, Diana Alves Lobo Guimarães, Joana Catarina Barroso Calado, João Manuel Rodrigues Martins, Leila Susana Velosa Marques, Nelson José Pacheco Guerreiro Lopes, Perpétua Maria Santos da Vaza e Simone da Silva Machado Fragoso (8).

Filomena Maria Rosa Esteves Franco (1), a nossa porta-bandeira! Bento Maria Mendonça Amaral e Luísa Maria Andrade Silvano (2).
-Carlos Lopes-

Alguns destes atletas são, simplesmente, Campeões do Mundo e Olímpicos!
Há que incentivá-los e reconhecer as suas proezas que engrandecem o Portugal desportivo!
Também realço o fantástico trabalho, digno e gratificante, que lhes prestam carinhosamente os seus guias, técnicos e dirigentes. Bem-hajam!

Destaco, ainda, o facto do jovem David Realista (natação) é filho de um amigo e antigo Árbitro de Futebol, de Lisboa, o José Carlos Castanheira Grachat.