


A FIFA não pôde realizar a competição nos anos previstos (1942 e 1946) devido à segunda guerra mundial. No Congresso do Luxemburgo, em 1946, determinou que o regresso do mundial para um país fora da Europa, que estava em reconstrução. O Brasil organizou um torneio sensacional e com um público espectacular.

Nas eliminatórias participaram 33 nações. Portugal foi eliminado, uma vez mais, pela Espanha, com a derrota de 5-1 em Chamartin (Madrid), em 02.04.1950, sendo Fernando Cabrita o autor do golo português, aos 38”, quando o resultado já ia nos 3-0. Uma semana depois, no Estádio Nacional, verificou-se o empate, 2-2, com golos de Travassos e Jesus Correia.

Eis as 13 equipas que participaram na fase final: Bolívia, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Jugoslávia, México, Paraguai, Suécia, Suiça, e Uruguai. Os italianos ainda não refeitos da tragédia aérea de Superga (04.05.1949), onde a equipa do Torino foi dizimada, apresentaram o seu melhor, mas para terras de Vera Cruz o barco foi o transporte utilizado…
A competição decorreu entre 24 de Junho e 16 de Julho de 1950.

A final, entre o Brasil e o Uruguai, que estes últimos venceram por 2-1, foi dirigida por George Reader (inglês) e teve como auxiliares, Arthur Ellis, inglês e George Mitchell, escocês. Actuação que não mereceu reparos dos brasileiros que muito sofreram com esta inesperada derrota. Assistiram 174.000 espectadores!
Total de jogos disputados: 22
Disciplina: Nada a assinalar.
Espectadores: 1.043.500, média de 47.431 assistentes.
Golos marcados: 88, com a média de 4 por jogo.
Melhor marcador: o brasileiro Ademir Marques de Menezes (n. 08.11.1922 e f. 11.05.1996), com 9 golos.

Este mundial ficou assinado com um resultado humilhante para a fortíssima selecção da Inglaterra, candidata ao título, que foi derrotada pela equipa dos Estados Unidos da América, totalmente amadora e constituída somente por imigrantes! O resultado foi de 1-0 e o marcador do golo o natural do Haiti, Joseph Edouard Gaetjens (n. 19.03.1924 e f. 1964).

Para o 4º mundial foi escolhido, pela primeira vez, um grupo elevado de Árbitros (27) das seguintes 19 nacionalidades: Áustria (1), Bolívia (1), Brasil (3), Chile (1), Escócia (2), Espanha (1), Estados Unidos América (1), França (1), Gales (1), Holanda (1), Inglaterra (3), Itália (2), Jugoslávia (1), México (1), Paraguai (2), Portugal (1), Suécia (2), Suiça (1) e Uruguai (1), os quais exerceram a função de Árbitro: 5, Árbitro e Auxiliares: 9, e só Auxiliar: 13.

Eis os seus nomes, datas importantes, países e funções:

Alberto Gama Malcher (n. 1908) Brasil, AR=1 e FL=0. Alfredo Alvarez (n. ), Bolívia, AR=0 e FL=3. Alois Beranek (n. 15.01.1900), Áustria, AR=0 e FL=3. Arthur Ellis (n. 08.07.1914), Inglaterra, AR=2 e FL=1. Benjamim Griffiths (n. 17.01.1909), Gales, AR=2 e FL=1. Carlos Tejada (n. ), México, AR=0 e FL=1. Cayetano de Nicola (n. ) Paraguai, AR=0 e FL=3. Charles de la Salle (n. 08.12.1897), França, AR=0 e FL=4. Esteban Marino (n. 26.03.1914), Uruguai, AR=0 e FL=1. Generoso Dattilo (n. 03.05.1902), Itália, AR=1 e FL=3. George Mitchell (n. ), Escócia, AR=0 e FL=3. George Reader (n. 22.11.1896), Inglaterra, AR=3 e FL=0. Giovanni Galeati (n. 18.02.1901), Itália, AR=3 e FL=1. Gunnar Dahlner (n. ), Suécia, AR=0 e FL=2. Ivan Eklind (n. 15.10.1905 e f. 23.07.1981), Suécia, AR=1 e FL=1. Jean Lutz (n. 02.01.1904), Suiça, AR=1 e FL=2. José Vieira Costa (n.13.02.1908 e f. 06.08.1981), Portugal, AR=0 e FL=3. Karel Van der Meer (n. 29.07.1905), Holanda, AR=2 e FL=1. Leo Lemesic (n. 08.06.1908), Jugoslávia, AR=0 e FL=1. Mário Gardelli (n. 1908), Brasil, AR=1 e FL=1. Mário Ruben Heyen (n. ), Paraguai, AR=0 e FL=2. Mário Gonçalves Vianna (n. 06.09.1902 e f. 16.10.1989), Brasil, AR=1 e FL=0. Prudêncio Garcia (n. ), Estados Unidos da América, AR=0 e FL=4. Ramon Azon Roma (n. 01.05.1913), Espanha, AR=1 e FL=1. Reginald Leafe (n. 15.12.1914), Inglaterra, AR=2 e FL=0. Robert Mitchell (n. 22.02.1912), Escócia, AR=1 e FL=0. Sérgio Bustamante (n. 24.04.1924), Chile, AR=0 e FL=2.

Os Árbitros Alois Beranek (Áustria) e Ivan Eklind (Suécia) terminaram as suas carreiras internacionais, depois de terem participado em 3 mundiais (1934, 1938 e 1950). O mesmo aconteceu a Generoso Dattilo (Itália), que esteve em 1934 e em 1950.

Falando do nosso representante que se deslocou ao Brasil, Vieira da Costa, filiado no Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Porto (actuou sempre como auxiliar), diremos que o seu primeiro jogo, o Espanha-Estados Unidos, em 26.06.1950, em Curitiba, teve 10.000 espectadores. Já no segundo encontro, em 1 de Julho, em que as selecções do Brasil e Jugoslávia se defrontaram no Maracanã, estiveram 142.000! E no terceiro, em 13 de Julho, entre o Brasil e a Espanha, no mesmo monumental Estádio no Rio de Janeiro, 153.000!!! A arbitragem portuguesa nos grandes acontecimentos começou bem, logo pela maior organização da FIFA, os mundiais, e com tanta gente a apadrinhá-la! Um espanto…

Vieira da Costa, graças à sua excelente participação, à categoria que demonstrou e à sua natural evolução de conhecimentos foi convocado, mais tarde, para actuar no mundial seguinte: 1954-Suiça!

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=wYKzZRN0U6o&feature=related
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