
Foi-me muito agradável estar e sentir uma cerimónia, simples diga-se, onde a personagem referencial é um bom amigo, de longa data, que produziu um trabalho inédito, valioso e pormenorizado, importante legado para a história desportiva do Distrito santareno, com vasta matéria de cada nativo que enveredou para o desporto e que muito o honrou.
O amplo e lindíssimo salão nobre do Governo Civil, este superiormente dirigido por Paulo Fonseca, foi pequeno para albergar a multidão que quis testemunhar a Carlos Arsénio o seu reconhecimento pelo trabalho que desenvolveu em prol daqueles que, desde 1892 até à actualidade, muito deram ao Portugal desportivo e não só.
Vim encontrar tantos e tão bons amigos, entre eles, dirigentes, jogadores, treinadores e árbitros (actuais e antigos), como passo a referir: Manuel Lousada, Alder Dante, Augusto Lourenço, Carlos Estriga, André Gralha, Carlos e Jorge Maia, Domingos Estanislau, Climério Ferreira, Pedro Gomes, Nicolau Tolentino, Artur Correia, Rui Manhoso, Agnelo Alexandre, Agostinho Correia, Alexandre Ferreira, Joaquim Garrido, Armelim Ferreira e os familiares do autor, Ana Maria, senhora sua filha, e os netos Rui Serrão (12 anos) e Francisco (8 anos).
Fiz a viagem, de Lisboa, com os companheiros Mestre Joaquim Campos e Maximino Afonso, duas gradas glórias da arbitragem lisboeta, que muito a prestigiaram aquém e além fronteiras.
Tentámos visitar o sítio mais emblemático de Santarém, o jardim da Portas do Sol, mas está encerrado para arranjos, o que deve demorar largos meses.
Paciência. Ainda dei um pulinho à nova sede da Associação de Futebol de Santarém onde fui pela primeira vez e encontrei o bom amigo José Faro que me convidou a conhecer as instalações.
Valeu imenso a deslocação e o abraço dado a Carlos Arsénio, um estudioso na área do desporto, que bem merece ser reconhecido pela associação de classe dos Árbitros, a APAF, pelo muito que contribuiu para a sua divulgação e implantação, com o título de Sócio Honorário, proposta que irá ser votada em próxima Assembleia Geral, conforme já aqui divulguei.
Carlos Arsénio, na sua intervenção, referiu-se a mim, como sendo “um elemento incansável pela arbitragem”. Agradeci a sua observação que muito me sensibilizou.

-O saudoso Maximiano Rola-
No dia a seguir à apresentação do livro, na terça-feira, faleceu o senhor Maximiano Antunes Rôla, antigo ciclista e motociclista de renome, pessoa afável e de uma humildade extraordinária, também ribatejano (Junceira-Tomar), que muito me ajudou a valorizar estes meus trabalhos, facultando-me gentilmente alguns volumes da Revista Stadium, da década de quarenta.
-Vista maravilhosa das Portas do Sol sobre o Rio Tejo-

Aqui fica uma singela homenagem, com a publicação da sua foto, obtida por Pedro Antunes, nas Caldas da Rainha.
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