
No Boletim “O Árbitro” nº 56 (ano V), de há cinquenta anos, destacaram-se os seguintes assuntos:
TÍTULOS – João Gomes, do Porto, assinou “A Missão do Árbitro”. “Nem tudo é impossível”, de Ramos Cavaleiro. António Augusto Santos escreve sobre “Um lançamento lateral complicado”.
Diogo Manso, redige sobre “O Crítico de olhos trocados”. João Rafael Mateus, descreve “Casos e contrastes”. Joaquim Ramos Cavaleiro explana “Página Humorística”. Vítor Real, de Lourenço Marques, afirma que “É preciso elevar o nível do desporto em Moçambique”. Henrique Graça, de Coimbra, desenvolve “Mais uma… sempre mais uma, para não mais acabar”. “Como eu vejo a arbitragem em Luanda”, artigo de Isidro Fragoso. Ainda Barros Araújo, de Luanda, analisa o tema “Da conjugação de esforços para uma arbitragem melhor”.
Na foto a equipa de arbitragem italiana que esteve no Estádio da Luz a dirigir o Benfica-Nürnberg (6-0): Bruno de Marchi (n. 08.12.1925/f. 31.07.2007), Gino Rigato (n.1930) e Renzo Righetti.
ÓSCAR SIMÕES (na foto) – Vítor Real evidencia este pioneiro da arbitragem moçambicana, que foi conhecido pelo Árbitro Avô, pelos seus dezasseis anos de actividade ininterrupta (iniciou-se em 1946). Homem de rija têmpera que muito deu à causa. Guarda-livros de profissão e casapiano antes jogou futebol em Lisboa, Tomar, Bolama e Bissau. Foram-lhe outorgados vários louvores, assim como a medalha de bons serviços prestados à arbitragem.
Um exemplo em terras africanas.
PÁGINA DA COMISSÃO CENTRAL – Eis algumas chamadas de atenção para os Árbitros: Dado que o bilhete de comboio “Fim de semana” é utilizado em qualquer percurso anula-se a informação anterior onde constava “mínimo 50 quilómetros”. Para que a Companhia de Seguros não possa eximir-se, lembra que é obrigatoriamente indicar nos boletins de jogo qual o modo de deslocação utilizado pelos Árbitros quando nomeados para as partidas que vão dirigir. Reforça que o uso dos emblemas de pano da Comissão Central de Árbitros é obrigatório, sob pena de vir a constituir infracção o não cumprimento desta determinação. O custo de cada distintivo é de 12$50. Quanto às dispensas que os filiados solicitam alegando doença, dado acarretarem transtornos, embaraços e despesas, isto porque não é possível utilizar a via telegráfica ou telefónica quando as estações não têm horário permanente, futuramente terão de apresentar atestado médico firmado pela entidade médica local, o qual deverá dar entrada nos serviços até 48 horas depois da data do pedido de dispensa…
Lista as equipas de arbitragem da época 1961/62 para os jogos da 3ª Divisão e Juniores. A saber: Aveiro (4), Beja (3), Braga (3), Bragança (1), Castelo Branco (1), Coimbra (4), Évora (2), Faro (2), Leiria (4), Lisboa (6), Portalegre (1), Porto (8), Santarém (4), Setúbal (5), Vila Real (1) e Viseu (2).
Para além de se fazer referência aos dezassete anos de existência do jornal “ Bola” e a divulgação da abertura de inscrições para novo curso de candidatos em Lisboa, ainda se deu nota dos seguintes acontecimentos: nascimento, casamento, doença súbita, internamento hospitalar, falecimento, viagem profissional, isto na área pessoal e na desportiva, casos de licenciamento, transferência, regresso, demissão e auto de posse.
NOTÍCIAS DE ANGRA DO HEROÍSMO – O Prof. Tavares da Silva deu aulas de preparação física aos Árbitros locais no ginásio da Escola Técnica. O Curso de Aperfeiçoamento levado a efeito pela Comissão Distrital foi muito animado com jogos de futebol e provas de atletismo, destacando os 80 metros planos que poderiam ser percorridos em menos de 12 segundos. José Leal (11s) e Manuel Góis e Eliseu Angra Bettencourt (11,5s) ocuparam os lugares cimeiros.

Diogo Manso, redige sobre “O Crítico de olhos trocados”. João Rafael Mateus, descreve “Casos e contrastes”. Joaquim Ramos Cavaleiro explana “Página Humorística”. Vítor Real, de Lourenço Marques, afirma que “É preciso elevar o nível do desporto em Moçambique”. Henrique Graça, de Coimbra, desenvolve “Mais uma… sempre mais uma, para não mais acabar”. “Como eu vejo a arbitragem em Luanda”, artigo de Isidro Fragoso. Ainda Barros Araújo, de Luanda, analisa o tema “Da conjugação de esforços para uma arbitragem melhor”.


Um exemplo em terras africanas.

Lista as equipas de arbitragem da época 1961/62 para os jogos da 3ª Divisão e Juniores. A saber: Aveiro (4), Beja (3), Braga (3), Bragança (1), Castelo Branco (1), Coimbra (4), Évora (2), Faro (2), Leiria (4), Lisboa (6), Portalegre (1), Porto (8), Santarém (4), Setúbal (5), Vila Real (1) e Viseu (2).



Valdemar Oliveira dirigiu os desafios entre candidatos e Árbitros, que os primeiros ganharam 5-2 e 5-3. Semanalmente reúnem-se na sede da Comissão para participarem em sessões técnicas que servem para actualizar conhecimentos e aproximar critérios de actuação e comportamentos.

Na véspera de Natal de 1961 teve lugar um jantar/convívio que juntou a família da arbitragem terceirense, fortalecendo, assim, a ligação entre dirigentes e filiados, que culminou com troca de lembranças. As provas finais dos candidatos serão realizadas brevemente.

Na tomada de posse do novo elenco directivo da Associação de Futebol foi prestada homenagem aos dirigentes do sector de arbitragem.







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