sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

JOSÉ BRANCO – UM LUSO-CANADIANO ENTRE NÓS



Este nosso Amigo voltou a Portugal depois de ter passado por Lisboa há perto de 6 anos. Como responsável-coordenador pela área de arbitragem da British Columbia Soccer Association veio assistir ao Campeonato Europeu de Futsal para recolher informações e conhecimentos na expectativa de adaptar no seu país a organização ideal quanto à Formação de Árbitros desta variante.

Foi um prazer estar com este meu Amigo que começou por visitar a sede da APAF – onde o fui encontrar – e, aproveitando a oportunidade, fizemos um circuito de cortesia junto da Federação Portuguesa de Futebol, Associação de Futebol de Lisboa e seu Conselho de Arbitragem. Correspondemos ao convite do Mestre Joaquim Campos para almoçar, com a companhia de Artur Madeira. Ainda contactámos o Fernando Jorge Pereira, um também ilustre Amigo que na área da arbitragem de Futsal é, simplesmente, a figura de referência nacional.

José Branco, que entregou e recebeu lembranças das entidades onde esteve a apresentar cumprimentos, foi recebedor de elementos e documentos importantes para levar a bom termo o seu projecto.

FOTOS: Obtidas no deslumbrante Museu da Associação de Futebol de Lisboa, no dia 28 de Novembro de 2007.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

NAQUELE TEMPO (IV)


Do exemplar 6, do Boletim O Árbitro, referente ao mês de Dezembro de 1957, destaca-se:

1. A mensagem natalícia já reforçava a constituição da família da arbitragem que, para ser forte, necessitava da união e camaradagem entre os Árbitros, onde a fraternidade, a compreensão e o caminho comum fossem uma constante para o engrandecimento da Causa que abraçaram.

2. No tema do mês, Filipe Gameiro Pereira, diz tornar-se indispensável o entendimento entre a Associação, clubes e a Comissão dos Árbitros do Distrito de Aveiro. Também dá conta de mais alguns trabalhos apresentados no Curso de Macolin (Suiça).

3. Eis os artigos publicados neste boletim: Análise a uma oportuna entrevista, de Dr. Décio de Freitas (Lisboa), Tratamento injusto a certos Árbitros internacionais, de Nicos Savary (Grécia) Foto esquerda. Colaboração entre o Árbitro e os Fiscais de Linha, de Francisco Saraiva (Porto). Lei da Vantagem, de Viriato Maximiano (Lisboa) Foto central. Os dirigentes e a Arbitragem, de Robert Masson (França) Foto direita. Só um espírito imparcial pode julgar a acção do Árbitro-Ao faccioso falta-lhe senso crítico, de J. de Ayala Botto (Inspector de Desportos). Os que faltam… e a odisseia a que dão origem, de Ilídio Cacho (Lisboa). O sistema russo de arbitragem, de Izidro José Fragoso (Santarém).

4. A Associação de Futebol de Leiria acordou com a sua Comissão de Arbitragem a tabela de prémios, diárias, transportes, jogos em dias úteis e acidentes resultantes de agressão. Destes temas, destaco: Se a estação de caminho de ferro ou o local de paragem da camioneta distasse mais de 1000 metros, haveria direito a um transporte complementar e directo para o campo de jogo e retorno que poderá ser automóvel de aluguer. Os clubes que não tivessem os balneários junto ao campo eram obrigados a fornecer meio de transporte em automóvel. Os Árbitros auferiam, quando tal se justificasse, um abono de 100$00 por período completo de 24 horas para despesas de alimentação e estadia! O prémio da 1ª Divisão era de 80$00 para o Árbitro e 50% para os fiscais de linha. Quando se verificassem agressões o Árbitro era obrigado a exigir ao Delegado do clube organizador a devida assistência médica. Caso falhasse a resposta positiva, poderia utilizar serviços de outro qualquer clínico…

5. Na Tribuna do Árbitro respiga-se o seguinte assunto: No jogo Salgueiros-Barreirense o jogador deste clube, de seu nome Faia (mais tarde o seu filho, José Júlio, foi Árbitro e chegou à segunda categoria nacional) vai com a bola para a baliza contrária mas um adversário agarrou-lhe os calções e rasgou-os de tal forma que ficou somente com o slip. O Árbitro interrompeu a partida e executou uma bola-ao-solo. E fez bem, diz a resposta! Coisas…

6. A Associação de Futebol de Lisboa editou e distribuiu a todos os clubes um pequeno livro intitulado Alguns Conselhos aos Jogadores, no sentido de lhes lembrar como se devem comportar e conduzir com os adversários, o público e os dirigentes.

7. A FIFA solicitou a indicação de nomes de Árbitros portugueses na expectativa da sua participação na fase final do Mundial de 1958 (Suécia). A Comissão Central propôs: Eduardo Gouveia (Lisboa), Francisco Guerra (Porto), Hermínio Soares (Lisboa) e Joaquim Campos (Lisboa). A esperança na escolha de um deles era total dada a reputação alcançada no estrangeiro.

8. A Comissão Distrital de Beja, dirigida por Melo Garrido, terminou o seu ciclo de colóquios com a projecção de filmes cedidos pelo Instituto Britânico e que se intitulavam: Great Game e The referee, documentários utilíssimos para todos os filiados.

9. Curiosidades: O Árbitro português Anízio Morgado, radicado no Brasil, tem estado em foco devido às excelentes actuações no difícil campeonato carioca. O conceituado treinador brasileiro Otto Glória nas palestras que tem efectuado em diversas colectividades lisboetas não se cansa de salientar o respeito que se deve manter perante os Árbitros de futebol.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

OS JOGOS QUE VI ENTRETANTO…




















No dia 25 de Novembro de 2007, domingo, voltei a Santo Antão do Tojal (Loures), onde estive a 7 de Outubro (ver notícia deste dia no blog), para assistir ao desafio entre os terceiro e segundo classificados da 1ª Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa.

O despique realizou no relvado sintético do campo Meia Laranja, moderno, alindado, limpo e arrumado (um espanto!), e foi entre as equipas do Atlético Clube do Tojal e da Associação Desportiva de Oeiras, que acabou com a vitória dos primeiros por 4-3, após um emotivo e vibrante embate. Com este triunfo o Tojal é, nesta altura, o líder da classificação!

Equipa de arbitragem: Ernesto Peixoto Rodrigues (Árbitro), Miguel David Pimenta Correia Borges e Nuno Filipe Marques Martinho.

Cumprimentei um amigo que já não via há longos anos, o José Spínola, que é dirigente do Oeiras, e que, no longínquo ano 1975, era guarda-redes duma equipa de futebol de 5 (na altura), no torneio organizado pelo Benfica, onde participei como Árbitro.

Em 1 de Dezembro de 2007, sábado, fui ao Bairro Padre Cruz – local onde não ia há muito – e surpreendido fiquei quando constatei melhorias substanciais no campo do Clube de Futebol Unidos com um sintético de categoria e restantes instalações condizentes. Assim, dá gosto ver um jogo de futebol, como foi o caso, em que a equipa da casa ganhou ao Grupo Desportivo de Chelas, por 6-3. O encontro, na categoria de Juniores, contava para a II Divisão, série 2, da Associação de Futebol de Lisboa. Helder António, aluno do curso de candidatos a Árbitro de Futebol, que tem os exames marcados para o próximo sábado, dia 8, assistiu também ao jogo. Saudei o amigo e senhor Libório, colaborador do Unidos desde há muito.

Equipa de arbitragem: José Carlos Marques Simões (Árbitro), David Eduardo Correia Duarte e Martinho Luís Félix Rodrigues.

No domingo, dia 2, à tarde, desloquei-me ao campo José da Silva Faria onde vi o clube da casa, o Grupo Sportivo de Loures no jogo com o Atlético Clube da Malveira, eternos rivais, cujo desfecho foi empate (1-1). Este encontro estava integrado na 12ª jornada da I Divisão Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Não gostei de ver o rectângulo (sintético) pois parece-me estar a necessitar de cuidados especiais, assim como também não me agradou ver as marcações da área de canto e a colocação das respectivas bandeiras como as imagens demonstram… Coisas! Estive com os amigos Manuel Amiguinho e o Árbitro Sérgio Fonseca.

Equipa de arbitragem: David José Almeida Codeço (Árbitro), Paulo Jorge Ramos Martins e Luís Alberto Mendes Correia Bileu.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

UM POUCO SOBRE OS RUMOS DA ARBITRAGEM BRASILEIRA



Do meu Bom Amigo Sérgio Corrêa da Silva, actual Presidente Interino da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol, recebi esta excelente colaboração que agradeço e passo a divulgar:

Com o afastamento do Dr. Édson Rezende de Oliveira, em 7 de Agosto, assumimos a comissão para dar continuidade ao processo iniciado em 2006. Logo de cara nos deparamos com a 21ª rodada e com alguns equívocos de árbitros e assistentes que geraram um turbilhão na arbitragem nacional. Mas com medidas consistentes e discretas, a arbitragem voltou a navegar em mar de almirante. A seguir alguns assuntos palpitantes.

Profissionalização

Em relação ao projecto de lei 6405/2002, que regula a profissão de árbitro de futebol, informo que já houve um parecer do relator, Deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ). Ele optou pela constitucionalidade, jurisdicidade e técnica legislativa do projecto. Agora, cabe à ANAF lutar pela aprovação desta ideia. Por outro lado, a CBF não está parada, o Dr. Ricardo Teixeira nomeou recentemente um Grupo de Trabalho para elaborar um projecto sobre o assunto, com Carlos Simon/RS, Evandro Roman/PR, Salvio Spínola/SP, Milton Octaviano/RN, Carlos Berckembrock/SC, Luiz Kallemberg/SC e Carlos Pimentel/RJ para, num prazo de 120 dias, apresentem suas propostas.

Fim dos sorteios

Há muito tempo que a Comissão deixa bem clara a opinião sobre os sorteios, mas a de todos os que militam na arbitragem: o sistema implantado em 2003 de se escalar através da sorte é injusto. Querem um exemplo? José Henrique de Carvalho/SP, uma jovem promessa e que foi extremamente bem no último Campeonato Paulista, perdeu nada menos do que 15 sorteios! Outra? Leonardo Gaciba da Silva/RS, indiscutivelmente um dos melhores árbitros do Brasil, ficou 30 – isso mesmo: trinta! - dias sem ganhar nenhum sorteio. Não é possível o aleatório determinar como vai ser a carreira de um árbitro.

Renovação

Quando falamos nela, não nos referimos à idade, mas sim a nomes. Em 2006, foram 4 lançamentos e, em 2007, chegamos a 16 novas promessas no Campeonato Brasileiro, série A. Gratas surpresas actuaram em clássicos regionais importantes. Aliás, é bom lembrar que não existe ninguém com escudo vitalício no peito, eles são colocados pela conduta dos árbitros dentro e fora das quatro linhas. Tudo é observado.

A Fifa não se contenta mais com o árbitro que é bom apenas dentro das quatro linhas; ela exige que ele tenha uma condição física excepcional e aumenta a exigência dos conhecimentos teóricos.

Cumprimos as directrizes emanadas pelo Dr. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, por intermédio da Comissão de Árbitros, quais foram:

a) Inclusão de um quinto árbitro específico, cuja participação minimizou os problemas externos e evitou, por exemplo, que os gandulas retivessem a bola;
b) O sistema de comunicação entre os quatro árbitros, testado em várias partidas do futebol masculino e outro que será testado na Copa do Brasil de Futebol Feminino;
c) A reavaliação teórica e física dos árbitros da RENAF;
d) A renovação de 30 a 40% do quadro (20 novos árbitros foram lançados no período 2006/2007);
e) A realização do aprimoramento teórico, físico e prático para 30 promessas do futebol brasileiro no período entre 15 e 20/10, quando contamos com vários trabalhos específicos e a palestra de grandes ex-árbitros, como José Roberto Wright, Arnaldo Cézar Coelho, Aristeu Leonardo Tavares e Jorge Paulo de Oliveira Gomes, entre outros.

O próximo passo será a instituição de um ranking da arbitragem brasileira, com a redução da idade para ingresso na relação nacional; com a exigência às mulheres de obter os índices masculinos (igualdade para todos); a sugestão da inserção de um corregedor para conferência da documentação; do conselho técnico de análise das arbitragens; instituição de tutores regionais para as jovens promessas da arbitragem; avaliações duras para os Observadores de Arbitragens, entre outras medidas.

Vale lembrar que, entre 19 e 26 de Novembro, recebemos o ex-árbitro português, mundialista (1998/2002), presidente da comissão de arbitragem da Liga Portuguesa e actual Instrutor Fifa Vítor de Melo Pereira, que aplicou modernas técnicas de treinamentos teóricos e, principalmente, práticos para 40 novos instrutores credenciados pela Fifa, cuja missão será repassar as informações à outros instrutores. A ordem é intensificar os treinamentos práticos em todo país. As ferramentas foram dispostas pela CBF, cabe às Federações utilizá-las com precisão.

Em 2008, a missão da comissão será o "Trabalho em Equipa", com os assistentes tendo maior participação nas quase 180 decisões que, em média, são tomadas durante uma partida. Equívocos podem acontecer. Porém, se algum dos árbitros designados observar, tem o dever de informar e corrigi-lo a tempo. A experiência com trios fixos serve para competições curtas, como os estaduais, ou o Mundial, mas para um campeonato de oito meses observamos que isso gera acomodação e diminuição do plano de trabalho.

Sérgio Corrêa da Silva
CA-CBF

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

SANTA MARTA PENAGUIÃO - RÉGUA (RETROSPECTIVA-XVII)



No dia 3 de Dezembro de 2006, domingo, o jogo que presenciei foi realizado no Estádio Municipal, onde o clube local, a Associação Desportiva e Cultural de Santa Marta de Penaguião defrontou o Sport Clube da Régua, cujo desfecho foi um empate sem golos. Cumprimentei Sequeira Teles, dirigente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol

Equipa de Arbitragem: Vítor Manuel Oliveira Silva (Árbitro), Tiago Oliveira Faustino e Rui Daniel Castelheiro Rebelo.

De manhã, entre chuva e muito frio, ainda assisti a um jogo do escalão júnior da Associação de Futebol de Vila Real realizado no campo secundário do complexo desportivo.

Quilómetros percorridos nesta dupla deslocação: 1028.

domingo, 2 de dezembro de 2007

ALBERTO HELDER – AGRADECIDO



Foi com redobrada satisfação que recebi mensagens de dois jovem árbitros que têm a seu cargo sítios que se dedicam à informação relacionada com o futebol, especialmente da sua zona geográfica e, claro está, do sector do seu agrado, a arbitragem.

São eles (por ordem alfabética): o José Carlos Silva Campos Rodrigues, de Oliveira do Hospital, Distrito de Coimbra, filho do antigo Árbitro Abel Vasco Campos Rodrigues, que responde pela página do Núcleo de Árbitros de Futebol da Beira Serra (http://www.nafbeiraserra@hotmail.com/) e o Luís Miguel Branco Godinho, de Borba, Distrito de Évora, responsável pelo sítio APITO DE LATA (http://www.apitodelata.blogspot.com/).

Peço, pois, a vossa atenção às respostas que elaboraram, depois de lhes ter solicitado autorização para colocar os necessários elementos de acesso aos seus canais informativos no meu blog.

27.11.2007, 10H40 - Caro José Carlos Rodrigues

Vi com agrado o blog do Núcleo Beira Serra e, desde já as minhas felicitações pela sua qualidade, pela informação e pelos objectivos que pretendem atingir.

Agradeço a referência que fazem ao meu nome na tal foto onde me encontro com os meus veteranos companheiros da mesma causa. Se me é permitido uma pequena observação: Eu fui o árbitro do primeiro tempo e no segundo Ramiro Santiago. Junto, para vosso arquivo, algumas das imagens recolhidas naquele jogo-convívio.

Entretanto, caso não haja da vossa parte algo em contrário, poderei pôr na minha página o vosso link. Para tal solicito que me seja dada a respectiva autorização. Quanto ao meu, os seus conteúdos e fotos estão à vossa disposição. Poderei adiantar que assumi o compromisso pessoal de publicar uma notícia diariamente até Agosto próximo, depois já será esporadicamente, segundo as minhas previsões de agora. Vamos ver...

Saudações

Alberto Helder


27.11.2007, 11H41 - Caro Alberto Helder Antes de mais, agradecer as fotos e o tempo que nos dispensou ao envia-las. É para nós uma grande honra que o nosso blog esteja mencionado na sua página. É para nós motivo de orgulho ser "lembrado" por um nome incontornável da arbitragem portuguesa, como é o amigo Alberto Helder.Permita-me que o trate por "amigo", mas como "defensor da sua dama", e pelo carácter, bom humor e espírito jovem a que sempre nos habitou, leva-me a que o considere como um amigo. Eu pessoalmente sou um grande fã seu, nas poucas (infelizmente) conversas que tive consigo, aprendi sempre muito e sempre me deliciei a ouvi-lo. Não é o e-mail apropriado para lhe dizer isto, visto que não é o meu, é o do núcleo que estou integrado, mas acho que não é por aí que vem mal ao mundo. Tive consigo três ou quatro situações diferentes, uma das quais em Rio Maior, no IV Encontro Nacional do Árbitro Jovem, onde tive a oportunidade de o ouvir dissertar sobre "Ética e deontologia na arbitragem", discurso que ainda hoje, volvidos 3 anos, me recordo com a maior das clarezas, onde sempre me vem à memória que "o árbitro não pode cumprimentar alguém com a mão «mole», tem de ter a «coisa dura», é aí que se mostra que estamos lá, é onde as pessoas vêm que a segurança é característica que impera no seio da arbitragem". Outra situação, onde particularmente fiquei emocionado, foi numa visita minha às instalações da APAF. O Alberto Helder estava sozinho na sede, fez-me, amavelmente, uma visita-guiada às diversas divisões e, no final, deu-me bons conselhos, que ainda hoje os "ouço", como que narrados na 1.ª pessoa, na minha cabeça: "Por vezes o caminho nem sempre é fácil, existem muitas barreiras a ultrapassar, muitos «perigos» a superar. Com humildade, respeito (por ti e pelo próximo), trabalho, suor e dedicação, chegamos o mais alto que conseguimos e, ao olhar para baixo, vemos que voltaríamos a repetir tudo como foi. Passos lentos e com força são a chave para o sucesso na tua carreira! Força, acredita em ti!". Esses conselhos, digo-lhe muito sinceramente, serão, até ao fim do silvo do meu apito, os passos que darei, sempre com essa conversa em mente... Por fim, e porque não quero ser maçador, dizer-lhe que sou filho de um ex-árbitro de futebol que, curiosamente, começou na AFLisboa e fez muitos jogos consigo. De seu nome Abel Rodrigues, sempre me mostrou o Alberto Helder como uma pessoa muito amiga do seu amigo, amável, disciplinado e rigoroso. Sempre me disse que o rigor e a disciplina que o Alberto Helder tinha levou-o a ser o que é hoje, um gigante da arbitragem portuguesa, que mesmo não tendo FIFA no peito, em muito contribuiu para o bem dos homens do apito portugueses. Sempre me disse também, que qualquer árbitro que pelo Alberto Helder fosse instruído ou "trabalhado" não mais voltaria a ser o mesmo, evoluiria muitíssimo!É com base nestes ensinamentos, com base no seu percurso e na sua qualidade, que me orgulho muito de enviado um e-mail para o meu núcleo. Não são meras palavras, são realidade... Gostaria de saber também se posso ter o atrevimento de colocar no nosso blog o link associado à sua página. Deixo o meu contacto pessoal, para quando tiver a passar por Oliveira do Hospital, me dar o prazer que poder almoçar consigo, bem como para me informar de boas-novas do mundo da arbitragem. Desde já o meu bem-haja por tudo o que fez, e ainda faz, pela arbitragem, e por ser uma peça fulcral na construção do meu carácter enquanto árbitro de futebol. Com os meu melhores cumprimentos, votos de um bom natal e um próspero ano novo,José Carlos Rodrigues

28.11.2007, 18H43 - Caro

Afinal, quem está agradecido sou eu... Com tantas e afectuosas deferências que muito me honram e sensibilizam, não posso deixar de expressar o meu bem-haja!

Aquele abraço enorme e bem apertado a seu pai, o grande Abel Rodrigues.

Saudações

Alberto Helder

28.11.2007, 01H25 - Caro Luís Miguel Branco Godinho

Vi com agrado o blog Apito de Lata e expresso, desde já, as minhas felicitações pela sua qualidade, pela informação e pelos objectivos que pretende atingir.

Dou conta que também tenho endereço na net (albertohelder.blogspot.com), e, caso não haja da sua parte algo em contrário, poderei pôr na minha página o vosso link. Para tal solicito que me seja dada a respectiva autorização.

Quanto ao meu, os seus conteúdos e fotos estão à sua disposição. Poderei adiantar que assumi o compromisso pessoal de publicar uma notícia diariamente até Agosto próximo, depois já será esporadicamente, segundo as minhas previsões de agora. Vamos ver...

Saudações

Alberto Helder

28.11.2007, 08H52 - Bons Dias!
Caro amigo Alberto Helder,
Foi com muita satisfação que hoje de manhã, quando abri a caixa do meu correio pessoal verifiquei que tinha um e-mail seu. Desde já lhe digo que sou um visitante assíduo do seu espaço na blogosfera e que o felicito por tal, pois já são poucos com tanto amor á camisola.
Em relação ao seu pedido para colocar o link do meu blog no seu, é óbvio que autorizo, sem margem de para dúvida alguma.
O mesmo lhe digo em relação a tudo o que neste meu espaço é publicado, como diria eu, sinta-se em sua, e retire o que deste espaço achar interessante.
Faço votos para que continue com essa força a puxar pela arbitragem, é raro e eu tenho noção disso. Eu normalmente publico sempre uma notícia por dia, quando não são mais e descanso ao fim de semana.
Bem, despeço-me por aqui, deixando os meus maiores cumprimentos e tendo a certeza ser o início de uma amizade.
Luís Godinho
Nota: Ainda me lembro de você no único encontro de árbitros jovens em que fui em Rio Maior.

28.11.2007, 18H59 - Caro

A sua mensagem calou-me bem fundo pelas palavras amigas que me dedica, que muito agradeço.

Espero, pois, merecer a amizade de quem também sente a causa com fervor, empenho e voluntariado.

Saudações

Alberto Helder

sábado, 1 de dezembro de 2007

PAIVENSE - LAMELAS (RETROSPECTIVA-XVI)


No feriado de um de Dezembro de 2006, sexta-feira, o destino foi o do Distrito de Viseu, Vila Nova de Paiva para ver o encontro entre o clube local, o Sport Clube Paivense e a Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Lamelas, no Estádio (?) Municipal da Pedralva, que nem sequer tinha instalações sanitárias…

O resultado final foi de 4-2 a favor dos da casa, depois de tanto pressionarem negativamente a equipa de arbitragem e os adversários quando estavam a perder. Depois, quando o resultado lhes foi favorável, devem ter sido apelidados dos melhores do mundo… Coisas…

Equipa de arbitragem: Luís Fernando Caetano Ribeiro (Árbitro), João Fernando Marques Gomes e Carlos Eduardo Gonçalves Teixeira.

Dado que no domingo seguinte teria que me deslocar ao Distrito de Vila Real, acordei com o meu Amigo Daniel Soares, na altura Presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol da Guarda, dar uma palestra aos Árbitros do Distrito o que fiz, graciosamente e sempre com gosto redobrado, tendo ainda assistido no Municipal a um jogo do campeonato feminino e à tarde um jogo de juniores.