segunda-feira, 7 de abril de 2008

PESCADORES-1º MAIO SARILHENSE, O JOGO QUE VI ONTEM, DIA 6 DE ABRIL.









Ao saber que se iam defrontar as equipas dos clubes classificados nos dois primeiros lugares do Campeonato Distrital da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Setúbal, foi gratificante deslocar-me até à outra margem, para assistir a um desafio sempre aliciante. E assim, aconteceu…

-Fernando Quendera-


O Grupo Desportivo dos Pescadores da Costa de Caparica (fundado em 1.1.1944), que equipa totalmente em tons de verde, recebeu no seu reduto e venceu por 2-0 o 1º de Maio Futebol Clube Sarilhense (f. 1.5.1918). Nas 24 jornadas já disputadas, os visitados obtiveram 15 vitórias, 6 empates e perderam por 3 vezes. Marcaram 51 golos e sofreram 17. Pontos 51. Os adversários 16 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, com 42-23 em golos. Pontos: 52. Na primeira volta a equipa de Sarilhos Pequenos tinha vencido por 2-1.

-Helder Nunes-

Equipa de Arbitragem: Fernando José Costinha Quendera (Árbitro), Helder António Faria Nunes e André Alexandre Silva Loução.
-André Loução-

No campo tive o privilégio de falar com o Treinador António Dominguez e o Árbitro Mário Rogério Costinha Quendera (irmão do juiz da partida).

domingo, 6 de abril de 2008

XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE ARBITRAGEM (II)



Começou da melhor maneira o segundo dia da minha permanência em Porto Alegre, na 5ª feira, dia 27 de Março, com uma útil reunião no Hotel perante o Dr. Ademar Pedro Scheffler e José Pessi para falarmos dos primeiros tempos da APAF e da legislação desportiva portuguesa, dado que o advogado está a interessado em recolher elementos de outros países para futuro enquadramento na regulamentação brasileira. Contudo, prometi (e já o fiz) pô-lo em contacto com o Dr. António Sérgio, Presidente da APAF que está habilitado a satisfazer o pormenor das questões. Curiosamente ambos advogados têm semelhantes atributos físicos e intelectuais, assim como a sua maneira de ser, de estar e de proceder. São francamente coincidentes…

José Pessi, o incansável e sempre prestimoso Secretário-Geral da ANAF, levou-me, pouco depois, a conhecer a Federação Gaúcha de Futebol, na altura em que a Comissão de Arbitragem, constituída por Luís Fernando Moreira (Presidente), Leonel Pandolfo, Rodrigo Amaro, José Mocellin, Luís Cunha, Flávio Pinheiro Abreu (primeiro Presidente da ANAF, de 25/10/1997 a 7/3/1998) e Emílio Marques, estava a proceder às escalas para os jogos do fim de semana. Apresentei cumprimentos de cortesia e permitiram-me ver e apreciar o seu método de trabalho que reporto de eficiente, moderno e funcional.


Fui convidado para almoçar com os dirigentes num restaurante onde encontrei um patrício e lá tivemos de falar do nosso futebol e, claro, do Benfica, clube reconhecidamente implantado em todo o mundo…
Depois fomos ao SAFERGS-Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado do Rio Grande do Sul, onde conheci novos Amigos (o Secretário Carlos Castro, o jovem Árbitro António Maurício o simpático e provecto massagista, Abraam Herman), e, naturalmente, cheguei à fala com o seu Presidente, Carlos Eugénio Simon, meu ilustre Amigo, que conheci em São Paulo. Refira-se que Carlos Simon, Árbitro FIFA, está em plena actividade e, recorde-se, esteve nos dois últimos mundiais (2004-Coreia/Japão e 2006-Alemanha) e está no grupo dos seleccionados para o 2010-África do Sul.

Admirei a laboração exaustiva que estavam a desenvolver para que, como parceira da ANAF e entidade organizadora do Congresso, estivesse tudo pronto em tempo útil.

Quer na Federação quer no Sindicato entreguei lembranças que levei da APAF-Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol e da Federação Português de Futebol. Carlos Simon ofereceu-me o livro Regras do Jogo de Futebol editado pelo seu Sindicato, com uma dedicatória pessoal.

Depois de jantar acompanhei José Pessi ao Aeroporto onde fomos esperar representantes de outras paragens, tais como o Presidente da ANAF, Jorge Paulo de Oliveira Gomes, de Brasília e, vindos de Goiás, o Prof. Lindonor Santos, psicólogo, Urias Crescente, Árbitro jubilado, com os seus 82 anos de idade, um grande Mestre, mas que diz ser antes um eterno aprendiz… Tem histórias fantásticas da arbitragem brasileira dos anos idos que encantam tudo e todos. Eu, a ouvi-las, até chorei de tanto rir, pois o ser humano tem limites... Voltarei a este alegre tema.
Regressado ao Hotel, já um tanto tarde, fui descansar, pois amanhã inicia-se o Congresso e foi para isso que vim até cá.

FOTOS: De cima – 1-No Hotel com Pessi e Dr. Scheffler. 2/3-Na Federação Gaúcha de Futebol com os dirigentes da Arbitragem. Da direita: Pandolfo, Amaro, Moreira, Mocellin, Cunha, Abreu, Marques e Pessi. 4-No Sindicato, com Carlos Castro e José Pessi. 5-Com o Presidente Carlos Simon. 6- No escritório de José Pessi numa sua sala dedicada à ANAF. 7-Carlos Simon com o Presidente da República Federativa Brasileira, Luiz Inácio Lula da Silva.

sábado, 5 de abril de 2008

ÁRBITROS ASSISTENTES – RANKING NACIONAL

A quinta e penúltima pesquisa obedeceu aos seguintes critérios: Em estudo o Quadro Nacional dos Árbitros Assistentes da 1ª categoria nacional, desde 1991/1992, quando se iniciou o processamento das classificações, até 2006/2007, logo estão em apreciação 16 temporadas. Somente contam os dez primeiros classificados em cada época. A pontuação atribuída é de 10 pontos para o primeiro, 9 para o segundo e assim sucessivamente. Também há que ter em consideração as classificações obtidas em cada período (citações). Carlos Matos (4), Paulo Januário (3) e Luís Santos (2), são os que até agora mais primeiros lugares conquistaram.

O ranking actual, que envolve 52 Árbitros Assistentes, é o seguinte:

1º Carlos Manuel Ferreira Matos, Lisboa, 86 pontos (12 citações: 9, 2, 1, 7, 10, 1, 4, 5, 1, 1, 3, 2).
2º Paulo Jorge Januário Ribeiro, Porto, 84 pontos (11 citações: 4, 6, 3, 1, 4, 2, 1, 1, 2, 7, 6).
3º Luís Manuel Simões Santos, Setúbal, 71 pontos (11 citações: 10, 4, 2, 1, 1, 3, 7, 3, 5, 5, 9).
4º Bertino Cunha Miranda, Porto, 58 pontos (11 citações: 6, 10, 7, 6, 4, 8, 6, 2, 3, 1).
5º José Manuel Silva Cardinal, Porto, 55 pontos (10 citações: 6, 2, 1, 7, 8, 10, 7, 5, 5, 4).
6º João Ferreira Santos, Porto, 39 pontos (6 citações: 4, 10, 3, 6, 1, 3).
7º José Elviro Almeida Serra, Évora, 32 pontos (5 citações: 1, 9, 6, 5, 2).
8º Serafim Baía Nogueira, Porto, 31 pontos (6 citações: 8, 3, 6, 4, 8, 6).
9º Carlos Alberto Almeida Fernandes, Setúbal, 30 pontos (4 citações: 3, 3, 4, 4).
10º António Guedes Gomes Carvalho, Vila Real, 30 pontos (5 citações: 5, 6, 3, 8, 3).
11º José Carlos Neves Ramalho, Vila Real, 30 pontos (6 citações: 8, 10, 3, 1, 4, 10).
12º João Almeida Esteves, Setúbal, 30 pontos (6 citações: 9, 7, 5, 5, 4, 6).
13º José Maria Pinheiro Devesa Neto, Porto, 25 pontos (5 citações:7, 7, 8, 2 e 6).
14º Joaquim José Fonseca Franco, Évora, 22 pontos (3 citações: 2, 6 e 3).
15º Sérgio Manuel Lacroix Pimenta, Madeira, 20 pontos (4 citações: 9, 4, 2 e 9).
16º António Manuel Perdigão Silva, Porto, 20 pontos (4 citações: 9, 3, 5 e 7).
17º José Tiago Garcia Bolinhas Trigo, Lisboa, 19 pontos (3 citações: 1, 5 e 8).
18º António José Amaral Dias, Lisboa, 18 pontos (5 citações: 6, 10, 2, 10 e 9).
19º Pedro Alexandre Barreiros Ruben, Lisboa, 15 pontos (2 citações: 5 e 2).
20º Fernando Manuel Farias Castro, Lisboa, 14 pontos (2 citações: 7 e 1).
21º António José Pinto, Coimbra, 11 pontos (2 citações: 2 e 9).
22º Sérgio David Gouveia Serrão, Madeira, 11 pontos (2 citações: 3 e 8).
23º Luís Carlos Costa Marcelino, Leiria, 10 pontos (2 citações: 10 e 2).
24º Valdemar Aguiar Pinto Lopes, Braga, 10 pontos (3 citações: 8, 5 e 10).
25º José Luís Dias Vital, Lisboa, 9 pontos (1 citação: 2).
26º Domingos Torres Vilaça Martins, Porto, 9 pontos (2 citações: 6 e 7).
27º António Jesus Gonçalves, Aveiro, 7 pontos (1 citação: 4).
28º Eduardo Ferreira Sequeira, Porto, 7 pontos (1 citação: 4).
29º João Carlos Leal Ai-Ai, Évora, 7 pontos (1 citação: 4).
30º Francisco José Marreiros, Algarve, 6 pontos (1 citação: 5).
31º Gabínio Teixeira Evaristo, Lisboa, 6 pontos (1 citação: 5).
32º Ricardo Jorge Ferreira Santos, Lisboa, 6 pontos (1 citação: 5).
33º Venâncio Manuel Raposo Batista Tomé, Setúbal, 5 pontos (2 citações: 8 e 9).
34º António Manuel Albino Godinho, Setúbal, 4 pontos (1 citação: 7).
35º Fernando Jacinto Pais António, Setúbal, 4 pontos (1 citação: 7).
36º José Manuel Magalhães Pereira Lima, Lisboa, 4 pontos (1 citação: 7).
37º Manuel Gregório Leão Burrica, Beja, 4 pontos (1 citação: 7).
38º António Manuel Ravasqueira, Évora, 3 pontos (1 citação: 8).
39º António Pocinho Santos Batista, Coimbra, 3 pontos (1 citação: 8).
40º Gilberto Ascensão Trindade Tavares, Portalegre, 3 pontos (1 citação: 8).
41º Joaquim Manuel Santos, Évora, 3 pontos (1 citação: 8).
42º Jorge Manuel Garcia, Porto, 3 pontos (1 citação: 8).
43º António Augusto Brás Paz, Algarve, 2 pontos (1 citação 9).
44º Artur Manuel Francisco Fernandes, Santarém, 2 pontos (1 citação: 9).
45º Carlos Manuel Rosa Carmo, Lisboa, 2 pontos (1 citação: 9).
46º Manuel Oliveira Castro, Braga, 2 pontos (1 citação: 9).
47º Pedro Alexandre Batista Garcia, Lisboa, 2 pontos (1 citação: 9).
48º Pedro Miguel Sá Rosendo Ferreira, Lisboa, 2 pontos (1 citação: 9).
49º Alfredo Augusto Fernandes Braga, Braga, 1 ponto (1 citação: 10).
50º Francisco Manuel Correia Mendes, Setúbal, 1 ponto (1 citação: 10).
51º José Manuel Magalhães Vasconcelos, Porto, 1 ponto (1 citação: 10).
52º Luís Manuel Isaías Salgado, Setúbal, 1 ponto (1 citação: 10).

sexta-feira, 4 de abril de 2008

ULBRA-INTERNACIONAL, O ÚLTIMO JOGO QUE VI AO VIVO… FOI NO BRASIL!






















O encontro entre as equipas da ULBRA-Universidade Luterana do Brasil (fundado em 26.1.1998) e o Sport Clube Internacional (f. 4.4.1909) realizou-se no passado domingo, dia 30 de Março, no complexo desportivo de Pelotas, que dista cerca de 10 quilómetros de Porto Alegre, a Capital do Estado de Rio Grande do Sul.


Depois do almoço José Pessi (Secretário-Geral da ANAF), Vítor Oliveira (do Paraná), Urias Crescente (de Goiás) e eu (de Lisboa) dirigimo-nos para o estádio onde encontrámos o Presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Gaúcha de Futebol, Luís Fernando Moreira e assistimos ao desafio que contava para a primeira-mão da 2ª fase do Campeonato da 1ª divisão da FGF. O Inter venceu por 4-1. O segundo jogo realiza-se amanhã, dia 5, em Porto Alegre.


Eis a equipa que dirigiu o despique: Árbitro, Márcio Chagas da Silva (nasceu 5.7.1976), Assistente 1, Marcelo Bertanha Barison (n. 17.7.1970), Assistente 2, Marcelo Oliveira e Silva (n. 10.9.1966) e 4º Árbitro, Rudnei Braga Corrêa (n. 21.10.1975). Esta equipa testou, pela primeira vez, o sistema de intercomunicadores, com resultados francamente positivos.


Fotos (de cima e da esquerda): 1-Márcio, Barison, eu (claro...), Silva e Corrêa. 2-Os responsáveis pelo jogo. 3-Pessi, Urias, Moreira e Oliveira.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

NAQUELE TEMPO (VIII)

Do número 10, do boletim O Árbitro, referente a Abril de 1958, destaca-se o seguinte:

Do habitual tema mensal, Filipe Gameiro Pereira, traz à estampa o título Os jogos da Taça e o seu clima, onde refere que o Árbitro francês Jean Louis Groppi (na foto, com os capitães e os colegas Becret e Berberan) que dirigiu o encontro entre as selecções secundárias de Portugal e Espanha (0-0), realizado no Estádio nacional em 13 de Abril de 1958 (Domingo), antes do seu início chamou à cabina os capitães e disse-lhes: Eu sou o Árbitro e os senhores os jogadores. Eu mando e os senhores obedecem. Não admito que se dirijam a discutir as minhas decisões. No caso de isso se verificar advertirei à primeira vez e na reincidência expulsá-los-ei. Nada de simular faltas aos adversários ou atirar-se para o chão a fazer cinema (sic). Procederei da mesma forma: advertência e, logo a seguir, expulsão. Está compreendido? Então vamos fazer futebol, mas só futebol, futebol e futebol. (outros tempos…).

Manuel Mota (foto), antigo Árbitro e jornalista palestrou perante os Árbitros de Lisboa. Terminou a sua intervenção lendo um trecho do abade Charles Fisset, adaptação do conhecido Se, de Rudyard Kipling (1865-1936, Prémio Nobel da Literatura, em 1907), cuja tradução se deveu a Couto e Santos, outro jornalista. Ei-lo:

Se queres admitir não saber tudo, e que tens muito que aprender ainda.
Se sabes escutar as lições dos velhos, sem nunca as achares inúteis.
Se por tua vez podes aconselhar os jovens, sem tomar ares de grande senhor.
Se de quando em quando dizes a ti próprio, hoje a coisa andou mal.
Se podes suportar, sem pensar na maldade, que finjam ignorar o teu valor.
Se és incapaz dos outros invejar, sempre que algo façam de valia.
Se em vez de dizeres: Eu faria melhor, fores o primeiro a aplaudir o teu colega.
Se calando em silêncio os teus méritos, souberes gritar bem alto o dos outros.
Se exigindo respeito pela tua função de Árbitro, souberes merecer esse respeito.
Se o teu grande cuidado é saber manter a forma, mesmo ao preço dos esforços maiores.
Se chegas alegre e optimista aos Estádios, disposto a sair deles suado e fatigado.
Se só lá vais para servir o Desporto e não para dares nas vistas.
Se o teu desejo é de passar despercebido e nunca ser vedeta.
Se sabes dominar realmente um encontro sem atitudes de espectáculo.
Se cumpres o dever, sem pensar um instante na galeria ou no que os jornais podem dizer.
Se és forte, bem forte, para não fazer caso dos aplausos ou dos assobios.
Se segues isto à risca, se é esse o teu programa.
Se jamais dele te afastares, mesmo que nem tudo seja perfeito ainda (e tu próprio assim concordarás) tu serás um dia, se é que não o és já, um desses árbitros que o Desporto reclama e mais tarde aqueles que hoje te criticam, dirão de ti:
FULANO FOI ALGUÉM!

Das instruções recebidas da FIFA, respiga -se o seguinte: Os Árbitros internacionais só podem usar a insígnia da FIFA após terem dirigido, pelo menos, 6 desafios internacionais na Europa e na América do Sul. Outros continentes bastam 3 encontros, pois não tinham tantos jogos! Recebiam de ajudas de custo por dia no valor de 50 francos suíços. Para as competições preliminares do 7º Mundial (Chile-1962) os Árbitros deixam de ser convidados pelas Federações e passam a ser nomeados pela Comissão de Arbitragem da FIFA. Para o Mundial da Suécia, a FIFA escolhe Portugal, pela 3ª vez, para indicar um dos seus Árbitros.

Caballero Diaz (Espanha), diz-nos novidades sobre os equipamentos que os Árbitros utilizam no seu país. A saber: Blusão de tecido de gabardina, preto e sem debruados com elástico na cintura, uma fila de botões, gola e bolso no lado esquerdo. Camisa branca com gola aberta para colocar por cima do blusão e deixando ver os punhos. Calções de igual tecido que o blusão com cintura elástica. Meias de lã negras sem canhão nem desenhos de qualquer espécie. Sobre o calçado nada está estabelecido, cada qual utilizará o que lhe parecer mais prático, sendo todavia importante frisar que em Espanha todos os campos das 1ª e 2ª divisões são relvados! O bom calçado é o chamado meia bota do tipo Juwa lançado por fábrica situada na Corunha. É flexível e sobre a sola leva uma ligeira travessa sobre a qual se colocam seis pitons. Pesam aproximadamente 730 gramas. Outro modelo, sem travessas ou pitons mas com pregos, pesa 660 gramas.

Expressam-se notícias de Setúbal e de Évora.

Curiosidades: Analisa-se o famoso golo obtido pelo guarda-redes Acúrcio (Porto), que, após ter recebido a bola de um seu colega de equipa, pontapeou-a dentro da sua área de grande penalidade e obteve ponto directamente na baliza do Belenenses. Um Locutor da rádio disse que não valia… Assim como um jornalista relatou que o Árbitro anulou um golo, por fora-de-jogo, depois do jogador ter executado uma grande penalidade e a bola ter sido devolvida pela trave, introduzindo-a na baliza contrária… Coisas… Está a ser ventilada jornada de confraternização entre os Árbitros de Portugal e Espanha.

Jovino Pinto (ao centro), do Porto, com os colegas da Madeira, José Roldão Ferreira e Eurico de Freitas, equipa que dirigiu o encontro Nacional-Marítimo, em Abril de 1958, para apurar do clube que iria defrontar o representante dos Açores para a Taça de Portugal.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

XXVII CONGRESSO BRASILEIRO DE ARBITRAGEM (I)

Inicio hoje o conjunto de crónicas que vou dedicar ao maior evento que a ANAF-Associação Nacional dos Árbitros de Futebol realizou no presente ano. Depois de na última reunião magna realizada em Santa Catarina ter sido escolhido o Rio Grande do Sul como sede da Assembleia, coube à Direcção do seu Sindicato, o SAFERGS, colaborar em toda a organização deste grande acontecimento.

Quanto a mim, após ter recebido o honroso convite como participante, depois de confirmar a minha presença, orientei a viagem no sentido de abarcar o meu projecto de proceder a contactos em Brasília e no Rio de Janeiro.

Assim, na 4ª feira, dia 26 de Março embarco no Aeroporto de Lisboa, onde casualmente encontrei o Dr. Emanuel Macedo Medeiros, Director-Geral da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional e membro de direito do Comité da UEFA para o Futebol Profissional, a quem cumprimentei e o Árbitro FIFA, Pedro Proença, meu antigo formando, que se dirigia para a Europa de Leste. Dedicámos alguns momentos ao tema preferido: arbitragem.

Depois de passar a bordo nove horas e quarenta minutos cheguei a Brasília, onde esperava encontrar o Dr. António Teixeira, guineense e há muito radicado nesta Cidade, mas, por razões que desconheço, tal não foi possível, pese embora tivesse sido utilizada a instalação sonora na esperança de o encontrar. Tempo depois iniciei o trajecto para Porto Alegre, na companhia TAM, cujos colaboradores são gente atenciosa e altamente profissional, que há muito admiro. Cheguei à fala com companheiros que já viajavam desde Lisboa, o Fernando Silva – gerente bancário - e sua esposa Janifer, acompanhados de seu filho, o pequenito Lourenzo), tendo até já trocado e-mails de cortesia. Também tive o grato prazer de conhecer no Aeroporto a jovem estudante Tânia Manske, destemida mulher brasileira, com quem dialoguei na maior parte da viagem, sobre diversos temas. Foi uma maneira excelente de passar o tempo. Nada melhor do que conhecer novas e cativantes sensibilidades que nos ajudam a compreender cada vez mais e melhor a vida, com os seus exemplos de tenacidade, determinação e coragem. A Tânia, logo que chegou a casa, escreveu a saudar-me e eu respondi-lhe com amizade e respeito. Com ambos, a Tânia e o Fernando, vou manter uma forte ligação.

Chegado a Porto Alegre, após duas horas e meia de voo, tinha à minha espera o meu bom Amigo José Pessi, o prestimoso Secretário-Geral da ANAF, que me acompanhou ao Hotel Albert (apesar de ter o meu nome, não me importava nada ser o seu dono…). A sua localização é bem no centro da cidade. Do quarto onde fiquei telefonei para casa a dar conta das peripécias da viagem, que tudo correu bem, e dormi que nem uma pedra, pois o facto de ser sub-67 (leia-se velhice…) assim impõe.
A título de curiosidade devo dizer que os representantes dos Sindicatos dos Estados brasileiros presentes, num total de 25 (não puderam comparecer os de Pernambuco e do Rio de Janeiro), percorreram, tomando em consideração as capitais dos seus Estados, 142.486 quilómetros (ida e volta) para estarem na Assembleia. Uma impressionante média de 5.700 kms. para cada um deles… O mais distante, o meu Bom Amigo Celso Mota Rezende, de Manaus (Amazonas), viajou 9.126 quilómetros (ida e volta), ou seja a mesma distância entre Lisboa, Moscovo e volta! Eis os meus dados. De Lisboa a Porto Alegre, foram percorridos 8.872 quilómetros, e estive no ar durante 12 horas e 10 minutos.

E, por hoje é tudo. Brevemente voltarei ao tema.

FOTOS: A caminho de Brasília e no seu Aeroporto.

terça-feira, 1 de abril de 2008

OBSERVADORES DE ÁRBITROS DE FUTEBOL – RANKING NACIONAL

O quarto projecto está terminado. A elaboração da lista dos Observadores de F.11 obedeceu aos seguintes critérios: Em estudo o Quadro Nacional dos Observadores da 1ª categoria nacional, desde 1999/2000, quando se iniciou o processamento das classificações, até 2006/2007, logo estão em apreciação 8 temporadas. Somente contam os dez primeiros classificados em cada época. A pontuação atribuída é de 10 pontos para o primeiro, 9 para o segundo e assim sucessivamente. Também há que ter em consideração as classificações obtidas em cada período (citações). José Jesus Alves e Alexandre Morgado são os que até agora mais primeiros lugares conquistaram: 2 cada.

O ranking actual é o seguinte:

1º Alexandre Morgado Gonçalves, Porto, 42 pontos (5 citações: 5, 3, 3, 1, 1).
2º André Avelino Almeida Basílio, Viseu, 34 pontos (5 citações: 4, 2, 7, 6, 2).
3º João Martins Pinto Correia, Lisboa, 33 pontos (4 citações: 2, 1, 3, 5).
4º José Jesus Silva Alves, Braga, 32 pontos (6 citações: 9, 8, 1, 10, 1, 5).
5º Joaquim Silva Moreira, Lisboa, 32 pontos (6 citações: 10, 8, 5, 1, 7, 3).
6º José Maria Vieira Santana, Évora, 29 pontos (4 citações: 1, 3, 6, 5).
7º João Dias Silva, Braga, 24 pontos (4 citações: 9, 7, 2, 2).
8º Pedro Marçal Quaresma, Lisboa, 21 pontos (3 citações: 7, 4, 1).
9º Manuel Carlos Nunes Faria, Santarém, 18 pontos (3 citações: 5, 4, 6).
10º Henrique Cândido Cunha Santos, Braga, 17 pontos (2 citações: 2, 3).
11º Humberto Cecílio Pereira Viegas, Algarve, 14 pontos (2 citações: 4, 4).
12º Amílcar Gerardo Sobreiro Ventura, Leiria, 14 pontos (2 citações: 6, 2).
13º José Monteiro Silva, Braga, 12 pontos (3 citações: 9, 6, 6).
14º Domingos Manuel Sousa Gomes, Braga, 11 pontos (3 citações: 6, 7, 9).
15º Manuel António Correia, Lisboa, 11 pontos (3 citações: 10, 8, 4).
16º Isidro Martins Lopes, Lisboa, 9 pontos (1 citação: 2).
17º António Manuel Soares Pinto, Coimbra, 9 pontos (2 citações: 3, 10).
18º Manuel Francisco Costa, Madeira, 9 pontos (3 citações: 9, 10, 5).
19º Fernando Ilídio Cunha Cardoso, Porto, 8 pontos (2 citações: 10, 4).
20º Júlio Paiva Denis Mouco, Leiria, 8 pontos (1 citação: 3).
21º Carlos Alberto Pereira Oliveira, Aveiro, 7 pontos (1 citação: 4).
22º Humberto José Vasconcelos Gonçalves, Madeira, 6 pontos (1 citação: 5).
23º Valdemar Aguiar Pinto Lopes, Braga, 6 pontos (2 citações: 8, 8).
24º António Jorge Martins Marques, Portalegre, 6 pontos (2 citações: 9, 7).
25º João Manuel Paias Gaspar, Évora, 5 pontos (1 citação: 6).
26º António José Santos Brandão, Coimbra, 4 pontos (1 citação: 7).
27º Manuel Alberto Barbosa Cunha, Viana do Castelo, 4 pontos (1 citação: 7).
28º Francisco José Duarte Romão Alves, Algarve, 3 pontos (1 citação: 8)
29º José Manuel Dinis Neves, Lisboa, 3 pontos (1 citação: 8).
30º Natálio Jesus Silva, Algarve, 3 pontos (1 citação: 8).
31º Carlos Daniel Nunes Coelho, Lisboa, 2 pontos (1 citação: 9).
32º José Manuel Lopes Gonçalves, Castelo Branco, 2 pontos (1 citação: 9).
33º Albano Rocha Fialho, Beja, 1 ponto (1 citação: 10).
34º José Xavier Silva Oliveira, Porto, 1 ponto (1 citação: 10).