quarta-feira, 7 de maio de 2008

NAQUELE TEMPO (IX)

Do número 11, do boletim O Árbitro, referente a Maio de 1958, predomina o seguinte:

Para quando a Associação Portuguesa de Árbitros? É o tema principal assinado por Filipe Gameiro Pereira, que gostosamente passamos a transcrever, pelo que de perto nos toca:

Seria faltar à verdade se afirmássemos que os nossos juízes de campo, apesar da maneira pouco respeitosa como são olhados, não procuram aperfeiçoar-se. Para rebater tal ponto bastaria analisar os trabalhos publicados neste pequeno jornal.

Todavia, há um pormenor importantíssimo que lamentavelmente se tem esquecido: a sua Associação. Ao contrário de outros países, os nossos juízes de campo têm cometido um tremendo erro olvidando a criação do seu Grémio, que seria fundado, orientado e mantido por eles. Em todos os países onde existe a associação de árbitros, esta não só tem o apoio geral da Federação e das Associações, como, ao mesmo tempo, é considerada instituição de grande utilidade para o jogo.

Parece que entre nós se considera mais útil discutir no exterior os problemas que somente interessa à classe, do que criar o “local” próprio para os mesmos debater.

Neste momento, em que o futebol parece querer marcar a sua posição, ou por outras palavras, procura a sua independência, afigura-se-nos ser a altura própria dos árbitros lutarem por uma emancipação definitiva e em condições não de vassalagem, mas sim de igualdade de tratamento.

Em relação às Comissões distritais, vão, estas, por feliz iniciativa da de Braga, estudar e discutir o futuro da arbitragem nacional. Afigura-se-nos que, melhor do que ninguém, os dirigentes dos Árbitros, porque passam “necessidades”, o que é indispensável fazer.

Agora são as Comissões Distritais. E os árbitros, para quando a sua Associação Nacional?


-Filipe Gameiro Pereira-

Nota: Foram necessários 21 anos para que fosse concretizado este sonho. No dia 12 de Maio de 1979 foi, finalmente, criada a Associação Portuguesa de Árbitros, graças à iniciativa de um grupo de árbitros lisboetas que animados de forte espírito colectivo e de grande empenho pela defesa da causa levaram a cabo tal proeza. Eis os seus nomes (por ordem alfabética): Alberto Helder, António Marçal, Carlos Santos, Fernando Correia, Fradique Figueiredo, Joaquim Campos e Mário Real, os quais, felizmente, ainda pertencem ao número dos vivos!

É dado o grito de alarme pela situação por que passa Aureliano Augusto Fernandes vítima de bárbara agressão à saída dum campo de futebol onde tinha actuado. Foi submetido a três operações, está incapacitado para o trabalho e afastado do convívio de todos nós. Está abandonado pela hierarquia e vive afectado quer o seu estado físico quer moral. Pensa-se fazer uma festa de homenagem para angariação de verbas para o seu sustento e dos dependentes, dois filhos de 3 e 4 anos de idade.

Destaca-se, ainda: as resoluções finais tomadas no Curso de Instrutores da FIFA, com a relevante importância que os filmes formativos têm na uniformização de critérios a serem utilizados universalmente; Braga promove a realização do Congresso Nacional das Comissões Distritais; o Árbitro francês Jean Louis Groppi agradece as deferências recebidas quando em Lisboa, dirigiu o amigável Portugal-Espanha e as decisões do International Board.


Os artigos de opinião, assinados, foram os seguintes:

A Personalidade do Indivíduo quando Árbitro de Futebol, por Balseiro Guerra; Carta do Brasil, por Fernando Campos; Árbitros Amadores ou Árbitros Profissionais? do belga L. Nyster-Péter; o Treinador do Barreirense, Lorenzo Ausina, dá conta que a FIFA deve amparar os Árbitros que actuam em jogos internacionais; Carlos Alberto das Neves assina uma petição sobre os cartões de livre entrada nos campos de futebol; Para se ser Árbitro… a crónica do eborense Lourenço José Simões; Joaquim Campos diz que a Preparação Física é um dos grandes segredos para uma melhoria do nível da arbitragem; O Sol quando nasce será para todos? pergunta Carmo Lourenço e Arbitragem de futebol na Turquia, apontamento de Cezmi Basar.


Descrevem-se, ainda, notícias da Regional de Santarém, assim como as rubricas Agenda do Árbitro e as Apitadelas, espaço criado por Joaquim Carvalho (caricatura), têm a sua habitual presença.

terça-feira, 6 de maio de 2008

SANTO ANTÓNIO LISBOA-SACAVENENSE, O JOGO DE DOMINGO PASSADO

-Saudação-

Foi no sintético da Tapadinha, onde as equipas do Clube Desportivo de Santo António de Lisboa (f. 08.01.1986) e o Sport Grupo Sacavenense (f. 19.03.1910) se defrontaram para a 28ª jornada do Campeonato Distrital da I Divisão, série 2, e os visitantes venceram por 2-1.

-Pedro Mendes-

Antes deste encontro a sua classificação era a seguinte:

-Maria João Freire-

Santo António: 5º lugar, com 43 pontos em 25 jogos. 13 vitórias, 4 empates e 8 derrotas. Marcou 52 golos e sofreu 42.
-Marco Lopes-

Sacavenense: 4º classificado com 47 pontos em 25 jogos. 14 vitórias, 5 empates e 6 derrotas. Sofreu 26 golos tendo marcado 56.
-Pontapé livre indirecto-

Este jogo desafio foi dirigido pela Árbitra Maria João Calado Freire e auxiliada por Pedro Nuno Lopes Mendes e Marco Paulo Farinha Lopes.
-Golo do Sacavenense-

segunda-feira, 5 de maio de 2008

ÁRBITROS NOS JOGOS DO CAMPEONATO DE PORTUGAL (de 1921 a 1938)

Com o propósito de contribuir para o registo histórico da arbitragem em Portugal, dou hoje a conhecer os Árbitros que viram, pela primeira vez, os seus nomes referidos na Comunicação Social, por terem dirigido as derradeiras partidas desta competição. Na profunda e meticulosa pesquisa efectuada nos jornais de então não consta qualquer informação quanto aos nomes dos auxiliares do Árbitro, o que se lamenta.

-Silvestre Rosmaninho-

O próximo trabalho a ser divulgado será sobre as equipas de arbitragem que participaram nos jogos finais da Taça de Portugal, desde a sua criação (1938/1939), aqui sim, já com os nomes de todos os Árbitros Assistentes e 4ºs Árbitros que colaboraram na Festa do Futebol, na Festa do Povo! Mais: Dou a conhecer todos os elementos das equipas de arbitragem que participaram nos 5 jogos que antecederam outras tantas finalíssimas, dados que vão servir para actualizar os registos da Federação Portuguesa de Futebol.
-Carlos Canuto-

O Campeonato de Portugal antecedeu a Taça de Portugal e disputava-se em sucessivas eliminatória até ao jogo final. Só no primeiro ano de existência é que se achou o vencedor à maior de dois jogos. Se os clubes ficassem empatados em pontos haveria um terceiro desafio, o que, curiosamente, veio a verificar-se.
-António Palhinhas-

A seguir descreve-se e identifica-se os dados principais de cada partida, tendo em atenção as seguintes referências: Número da edição, época, data e dia de semana, local do jogo, equipas intervenientes e resultado. O nome do Árbitro e a origem do seu Conselho de Arbitragem.

1-1921/1922-1ª Mão-04.06.22 (Domingo)-Porto, Constituição. Porto, 2-Sporting,1
ÁRB: Merick Barley (Inglês).
2ª Mão-11.06.22 (Domingo)-Lisboa, Campo Grande. Sporting, 2-Porto, 0
ÁRB: Juan Montero (Espanhol)
Finalíssima-18.06.22 (Domingo)-Porto, Bessa. Porto, 3-Sporting, 1
ÁRB: José Nunes Eugénio, Porto. Houve prolongamento.

2-1922/1923-24.06.23 (Domingo)-Faro, Municipal. Sporting, 3-Académica, 0
ÁRB: Eduardo Vieira, Algarve.

3-1923/1924-08.06.24 (Domingo)-Lisboa, Campo Grande. Olhanense, 4-Porto, 2
ÁRB: Germano Vasconcelos, Braga.

4-1924/1925-28.06.25 (Domingo)-Viana Castelo, Municipal. Porto, 2-Sporting, 1
ÁRB: Rafael Nuñez, Vigo (Espanha).

5-1925/1926-06.06.26 (Domingo)-Porto, Amial. Marítimo, 2-Belenenses, 0
ÁRB: José Guimarães, Porto.
Nota: A equipa do Belenenses abandonou o jogo aos 20 minutos do 2º tempo.

6-1926/1927-12.06.27 (Domingo)-Lisboa, Lumiar. Belenenses, 3-V. Setúbal, 0
ÁRB: João Santos Júnior, Lisboa.

7-1927/1928-30.06.28 (Sábado)-Lisboa, Palhavã. Carcavelinhos, 3-Sporting, 1
ÁRB: Silvestre Rosmaninho, Lisboa.

8-1928/1929-16.06.29 (Domingo)-Lisboa, Palhavã. Belenenses, 2-Unidos Lisboa, 1
ÁRB: Carlos Canuto, Lisboa.

9-1929/1930-01.06.30 (Domingo)-Lisboa, Campo Grande. Benfica, 3-Barreirense, 1
ÁRB: Silvestre Rosmaninho, Lisboa. Houve prolongamento.

10-1930/1931-28.06.31 (Domingo)-Coimbra, Arnado. Benfica, 3-Porto, 0
ÁRB: António Palhinhas, Setúbal.

11-1931/1932- 03.07.32 (Domingo)-Coimbra, Arnado. Porto, 4-Belenenses, 4
Finalíssima-17.07.32 (Domingo)-Coimbra, Arnado. Porto, 2-Belenenses, 1
ÁRB: em ambos os jogos, Ramón Mélcon, Madrid (Espanha).

12-1932/1933-02.07.33 (Domingo)-Lisboa, Lumiar. Belenenses, 3-Sporting, 1
ÁRB: António Palhinhas, Setúbal. Houve prolongamento.

13-1933/1934-08.07.34 (Domingo)-Lisboa, Lumiar, Sporting, 4-Barreirense, 3
ÁRB: David Costa, Porto.

14-1934/1935-30.06.35 (Domingo)-Lisboa, Lumiar. Benfica, 2-Sporting, 1
ÁRB: António Carvalho, Lisboa.

15-1935/1936-05.07.36 (Domingo)-Lisboa, Lumiar, Sporting, 3-Belenenses, 1
ÁRB: José Travassos, Lisboa.

16-1936/1937-04.07.37 (Domingo)-Coimbra, Arnado. Porto, 3-Sporting, 2
ÁRB: Santos Palma, Santarém.

17-1937/1938-26.06.38 (Domingo)-Lisboa. Lumiar. Sporting, 3-Benfica, 1
ÁRB: Abel Ferreira, Lisboa.

domingo, 4 de maio de 2008

REUNIÃO ENTRE A LIGA DE FUTEBOL DA GUINÉ-BISSAU E A FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL





A fim de solicitar apoio para iniciativas que a Liga de Futebol da Guiné-Bissau está a preparar na presente época futebolística o seu representante em Lisboa, Bacar Camará, solicitou uma reunião de trabalho com o Secretário-Geral da FPF, Engº Ângelo Brou, que prontamente marcou a manhã do passado dia 29 de Abril para o efeito. Também estive presente na qualidade de convidado pela Liga.
-Aspecto da reunião-

A Federação Portuguesa de Futebol esclareceu pormenorizadamente os protocolos que estão em vigor, quais os mecanismos que a Liga terá de accionar junto das entidades estatais do seu país para atingir os seus objectivos.
-Engº Ângelo Brou, Secretário-Geral da FPF-

Penso que é viável promover as ajudas de que necessitam desde que sejam elaborados programas de acção ou propostas condizentes com a realidade guineense, mas sempre bem estruturados e devidamente justificados. Urge tratar deste assunto, por cada dia que passa é um dia a menos na calendarização de qualquer projecto que se queira implantar.
-Bacar Camará, representante da Liga da Guiné Bissau-

Estou honrado com o convite da Liga e pronto para dar a minha incondicional colaboração, penso, até, sem ser necessário deslocar-me até Bissau. Hoje a net é um instrumento de trabalho como qualquer ferramenta indispensável. Há que ter sempre presente este tipo de comunicação.

sábado, 3 de maio de 2008

MÁRCIA BEZERRA LOPES CAETANO – ÁRBITRA ASSISTENTE EXEMPLAR


Esta nossa colega brasileira do Estado de Rondônia obteve aprovação nos testes físicos necessários para poder actuar nas competições masculinas, fazendo as mesmas provas exigidas aos seus colegas, conforme determinação da FIFA e seguida pela CONMEBOL.

Está de parabéns pelo feito inédito alcançado não só por ter sido uma das poucas a conseguir esse índice, como também o impulso que deu com esta sua façanha à arbitragem feminina da América do Sul.
Prá-frentex, Márcia!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

1º DE MAIO – DIA DO TRABALHADOR


O POVO É ORDEIRO, MAS ESTÁ SEM DINHEIRO,
CONTRATOS A TERMO, SÓ PARA OS DO GOVERNO,
SALÁRIOS E PENSÕES, FISCO LEVA MILHÕES ou
CONTRA A PRECARIDADE, EMPREGOS DE QUALIDADE
-1973, Sindicalizado-

Estas foram algumas das mensagens que ontem vi na manifestação da UGT-União Geral dos Trabalhadores, central sindical próxima do Partido do Governo…

-Cabeça da manif-

Pois é verdade, que a coisa não está ainda cor-de-rosa, mas, com o sacrifício dos mesmos, para lá caminha, assim esperamos.
-Na Avenida da Liberdade-

Foi uma grande concentração de gente afecta aos Sindicatos filiados naquela instituição, calculada em mais de 30.000 participantes. Foi a primeira vez que a UGT veio para a rua manifestar-se contra as medidas lesivas aos interesses, direitos e liberdades dos trabalhadores. Mas mesmo assim, houve muita animação, muitos ranchos, muitos conjuntos de bombos, gigantones, muitas bandeiras, muitos cartazes, muita cor, muito movimento, muita harmonia e nada de violências gratuitas.
-Nos Restauradores da Pátria-

Aguardam-se melhores dias para quem tem vindo ultimamente a sentir o peso dos aumentos, assim como da redução das pensões, da degradação das condições de segurança para os cidadãos, e dos serviços de saúde e da área da educação.
-O Secretário geral da UGT, João Proença (o segundo da esquerda)-

Ontem estive presente desde a concentração, no Marquês de Pombal, até ao Rossio, local do comício.
-Defronte à Estação do Rossio-

Em 1974, recordo o que se passou nessa quarta-feira de sol, alegria e felicidade:
-Local do comício-

Já lá vão 34 anos. Foi um primeiro de Maio maravilhoso. Até aí nunca tinha sido concedido feriado ou tolerância de ponto aos trabalhadores. Grande manifestação em Lisboa até ao então denominado Estádio da FNAT-Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, organização do Estado Novo para dirigir o desporto dos trabalhadores, com milhares e milhares de pessoas e com a presença dos dois mais carismáticos secretários-gerais dos maiores Partidos portugueses que tinham regressado do exílio: Mário Soares, do Partido Socialista e Álvaro Cunhal, do Partido Comunista.
-Animação-

O ambiente era de vivência, de alegria, de tolerância, de compreensão. Simplesmente fantástico.
-Juventude-

Lembro-me que em Portugal não houve um único acidente automóvel.
-Ranchos-

Mais me lembro que o piso do Estádio, que era de terra batida, ficou de tal maneira mal tratado (restos de comida, espinhas, ossos, bocados de pão, cascas de fruta, enfim tudo o que não devia lá estar) que, um ou dois dias depois, fui nomeado Árbitro dum encontro marcado para aquele recinto que teve de ser adiado, face às condições degradadas do rectâgulo de jogo.
-Bombos-

quinta-feira, 1 de maio de 2008

CLUBE FUTEBOL BENFICA – ANIVERSARIANTE

Integrado nas comemorações de mais um aniversário do popular clube de Benfica, fundado em 21 de Abril de 1916, realizou-se na noite da passada segunda-feira, dia 28 de Abril, no auditório da Junta de Freguesia, um colóquio subordinado ao tema A Influência do Desporto na Formação dos Jovens, com um naipe de palestrantes do mais elevado grau pedagógico e formativo. Foram eles: o Dr. Sidónio Serpa, Psicólogo, Prof. Rui Caçador, Treinador de Futebol e Hélio Nascimento, Jornalista. Domingos Estanislau, o Presidente da agremiação em festa foi o moderador.

-Da esquerda: Hélio Nascimento, Sidónio Serpa, Domingos Estanislau e Rui Caçador-

Após cada qual ter dissertado sobre o que pensa sobre o assunto em discussão, foi a vez dos presentes apresentarem algumas questões aos convidados que responderam dentro da lógica dos seus conhecimentos teóricos ou práticos, quer profissionais quer pessoais. -Aspecto da assistência-

No meu caso, coloquei os três assuntos que transcrevo a seguir – um a cada qual – tendo ouvido com atenção as suas respostas: -Artur Correia à direita-

1. O recrutamento de candidatos para frequentarem cursos de iniciação a Árbitro de Futebol está cada vez mais difícil, mais agora com a questão dos descontos para a Segurança Social e para o Imposto Rendimento Singular. Que solução? -Nas despedidas-

2. Jornalistas a assistirem ao mesmo jogo e a apreciarem o trabalho das equipas de arbitragem, as suas críticas, por vezes, não são uniformes, bem pelo contrário, existe grave disparidade de todo incompreensível. Onde é que os especialistas da Comunicação Social são formados, actualizados e testados para poderem avaliar o trabalho dos Árbitros?

3. Se o principal objectivo dos jovens Árbitros – comum aos jogadores – é atingirem a internacionalização, o porquê do Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol impedir – alegando não existir quadro – que Árbitras de Futsal e Árbitras Assistentes possam alcançar o distintivo FIFA? Não será um refinado contra senso, já que os 3 Árbitros do Futebol de Praia que Portugal tem como internacionais (desde 2007), não estão em quadro algum? Dois pesos e duas medidas… Será que a teimosia de um pode estar a prejudicar a arbitragem portuguesa no seu todo?

Foi um serão muito agradável, pese embora a assistência não fosse numerosa, mas estiveram alguns jovens praticantes do Fófó, seus dirigentes e formadores, que souberam assimilar as pistas que foram lançadas, os avisos que foram feitos, tudo na expectativa de que a carreira que poderão vir seguir, a de jogador de futebol, seja coroada de êxitos, como todos esperamos.

Artur Correia (o Russo) teve uma brilhante intervenção onde recordou o mau momento que viveu, quando aos 29 anos de idade – na pujança da vida – terminou abruptamente a actividade, devido a AVC, deixando-o em coma, sem poder falar ou andar. Persistentemente e graças à sua inigualável força de vontade, conseguiu minimizar os efeitos do imprevisto, mas, segundo ele, as ajudas têm sido quase nulas, principalmente daqueles a quem serviu com dignidade e muita abnegação, com todo o seu vigor de jogador de raça, de fibra e profissional até dizer chega. Fez muitos sacrifícios pelo futebol, pelas equipas por onde passou, incluindo a selecção nacional. O futebol deve-lhe muito.