Este Árbitro belga, que também se identificava como Jan, Jean, Johannes ou Julian, nasceu em Berchem (Antuérpia) a 8 de Dezembro de 1891, onde faleceu no dia 1 de Outubro de 1952, com 60 anos de idade.Não foi por acaso que a FIFA o nomeou para dirigir a primeira final dum mundial de futebol, dado que foi levada em consideração a sua experiência, o seu perfil e, acima de tudo, a sua forte personalidade, aliada à sua compleição física.
Como Árbitro de futebol participou em três mundiais (1930-Uruguai, 1934-Itália e 1938-França) e nos Jogos Olímpicos de 1928-Amesterdão.Desde quando dirigiu o seu primeiro encontro internacional, em 25 de Fevereiro de 1923, com 32 anos de idade até se retirar, em 1939, com 48, arbitrou 63, repito, 63 partidas entre selecções dos seguintes 27 países: Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Checoslováquia, Chile, Dinamarca, Egipto, Escócia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Itália, Jugoslávia, Luxemburgo, Noruega, Peru, Polónia, Portugal, Roménia, Suécia, Suiça e Uruguai. Naquele tempo poder-se-á considerar uma epopeia!
Eis a lista oficial (credenciada pela FIFA) dos encontros que dirigiu: 1923.02.25, Paris, França (B), 3-Luxemburgo, 2.
1924.09.21, Estocolmo, Suécia, 6-Noruega, 1.
1926.09.28, Praga, Checoslováquia, 1-Áustria, 2.
1927.04.23, Dublin, Irlanda, 1-Itália, 2.
1927.06.19, Estocolmo, Suécia, 0-Dinamarca, 0.
1927.10.23, Praga, Checoslováquia, 2-Itáilia, 2.
1928.04.01, Viena, Áustria, 0-Checoslováquia, 1.
1928.05.30, Amesterdão, Uruguai, 2-Holanda, 0. (Jogos Olímpicos).
1928.06.09, Amesterdão, Egipto, 3-Itália, 11. (Jogos Olímpicos).
1928.11.11, Roma, Itália, 2-Áustria, 2.
1929.03.17, Sevilha, Espanha, 5-Portugal,0.
1929.05.15, Madrid, Espanha, 4-Inglaterra, 3.
1929.08.04, Cracóvia, Polónia, 2-Checoslováquia, 2.
1929.10.06, Praga, Checoslováquia, 5-Suiça, 0.
1930.02.23, Porto, Portugal, 2-França, 0.
1930.05.11, Paris, França, 2-Checoslováquia, 3.
1930.06.14, Praga, Checoslováquia, 2-Espanha, 0.
1930.07.18, Montevideu, Peru, 0-Uruguai, 1. (Mundial)
1930.07.22, Montevideu, Argentina, 3-Chile, 1. (Mundial)
1930.07.26, Montevideu, Argentina, 6-USA, 1. (Mundial)
1930.07.30, Montevideu, Uruguai, 4-Argentina, 2. (Mundial)
1931.02.15, Paris, França, 1-Checoslováquia, 2.
1931.05.14, Paris, França, 5-Inglaterra, 2.
1931.06.17, Estocolmo, Suécia, 0-Alemanha, 0.
1931.08.02, Belgrado, Jugoslávia, 2-Checoslováquia, 1.
1931.12.13, Dublin, Irlanda, 0-Espanha, 5.
1932.05.08, Amesterdão, Holanda, 0-Irlanda, 2.
1932.12.07, Londres, Inglaterra, 4-Áustria,3.
1933.02.12, Paris, França, 0-Áustria, 4.
1933.03.05, Amesterdão, Holanda, 1-Hungria, 2.
1933.04.02, Vigo, Espanha, 3-Portugal, 0.
1933.04.09, Praga, Checoslováquia, 2-Áustria, 1.
1933.09.17, Praga, Checoslováquia, 3-Áustria, 3.
1933.11.29, Glasgow, Escócia, 2-Áustria, 2.
1933.12.06, Londres, Inglaterra, 4-França, 1.
1934.04.29, Bucareste, Roménia, 2-Jugoslávia, 1.
1934.05.16, Praga, Checoslováquia, 2-Inglaterra, 1.
1934.05.27, Trieste, Roménia, 1-Checoslováquia, 2. (Mundial)
1934.12.16, Dublin, Irlanda, 2-Hungria, 4.
1935.05.12, Colónia, Alemanha, 1-Espanha, 2.
1935.05.26, Dresden, Alemanha, 2-Checoslováquia, 1.
1935.09.22, Budapeste, Hungria, 1-Checoslováquia, 0.
1936.01.19, Madrid, Espanha, 4-Áustria, 5.
1936.02.23, Barcelona, Espanha, 1-Alemanha, 2.
1936.03.17, Dublin, Irlanda, 1-Suiça, 0.
1936.05.06, Viena, Áustria, 2-Inglaterra, 1.
1936.05.10, Bucareste, Roménia, 3-Jugoslávia, 2.
1936.10.04, Bucareste, Roménia, 1-Hungria, 2.
1937.04.11, Basileia, Suiça, 1-Hungria, 5.
1937.05.09, Viena, Áustria, 1-Escócia, 1.
1937.05.17, Estocolmo, Suécia, 0-Inglaterra, 4.
1937.05.23, Budapeste, Hungria, 2-Áustria, 2.
1937.06.27, Bucareste, Roménia, 2-Suécia, 2.
1937.12.01, Londres, Inglaterra, 5-Checoslováquia, 4.
1938.03.20, Nuremberga, Alemanha, 1-Hungria, 1.
1938.05.14, Berlim, Alemanha, 3-Inglaterra, 6.
1938.05.18, Praga, Checoslováquia, 2-Irlanda, 2.
1938.06.04, Paris, Alemanha, 1-Suiça, 1. (Mundial)
1938.06.19, Bordéus, Brasil, 4-Suécia, 2. (Mundial)
1938.10.23, Varsóvia, Polónia, 2-Noruega, 2.
1938.12.04, Nápoles, Itália, 1-França, 0.
1939.05.24, Bucareste, Roménia, 0-Inglaterra, 2.
1939.06.04, Belgrado, Jugoslávia, 2-Itália, 1.
Para além de ter sido autor de 3 livros, ainda reprovou quando fez o primeiro exame para ser Árbitro de futebol. Uma pergunta que nunca soube responder: o que fazer quando a bola bater num avião que voasse a baixa altitude…
Ficou célebre por suas duas determinações: a exigência de um seguro de vida para si e para os seus auxiliares para poderem actuar no derradeiro jogo e a decisão de fazer disputar cada parte do Uruguai-Argentina com bolas diferentes, as que ambas as selecções tinham sugerido para o encontro. O sorteio foi a fórmula encontrada e a bola argentina foi a primeira a ser utilizada.
Como curiosidade, transcreve-se parte de uma entrevista que o jogador uruguaio Ondino Viera (nasceu em 10.11.1901 e faleceu em 1997) deu, aqui há uns anitos, a uma revista da especialidade, sobre o derradeiro jogo: Bem, o dia da final... Lembro-me do clima de guerra que lia nos jornais: “A Taça do Mundo regressa a Montevideu”. O árbitro John Langenus levantou o seu seguro de vida, e após o jogo solicitou ajuda para deixar o Estádio, mas o pedido não foi satisfeito e teve que deixar o Estádio por um túnel. Foi desta forma que as coisas se passaram, num autêntico clima de guerra, e foi este o entusiasmo que sentimos. Esquecemo-nos de assegurar o necessário para auxiliar o árbitro. Mesmo assim foi auxiliado por um voluntário, e conseguiu sair com o seu seguro de vida, foi mesmo afortunado. Creio que toda a gente teve sorte, não existiram grandes lutas. Queríamos ver quem ganharia o jogo. Os uruguaios e os argentinos estavam envolvidos em torcer pelas suas equipas, pelos golos, pelo golo do empate e do desempate.
Como nota final, diremos que todas as fotos aqui divulgadas são do jogo final do 1º Mundial, destacando-se da indumentária, as calças, quase à golfe, boné, casaco com largas algibeiras e a sua famosa gravata! Um espanto…
Ver mais: http://albertohelder.blogspot.com/2008/06/arbitragem-nos-mundiais-1930-uruguai-i_18.html
1924.09.21, Estocolmo, Suécia, 6-Noruega, 1.
1926.09.28, Praga, Checoslováquia, 1-Áustria, 2.
1927.04.23, Dublin, Irlanda, 1-Itália, 2.
1927.06.19, Estocolmo, Suécia, 0-Dinamarca, 0.
1927.10.23, Praga, Checoslováquia, 2-Itáilia, 2.
1928.04.01, Viena, Áustria, 0-Checoslováquia, 1.
1928.05.30, Amesterdão, Uruguai, 2-Holanda, 0. (Jogos Olímpicos).
1928.06.09, Amesterdão, Egipto, 3-Itália, 11. (Jogos Olímpicos).
1928.11.11, Roma, Itália, 2-Áustria, 2.
1929.03.17, Sevilha, Espanha, 5-Portugal,0.
1929.05.15, Madrid, Espanha, 4-Inglaterra, 3.
1929.08.04, Cracóvia, Polónia, 2-Checoslováquia, 2.
1929.10.06, Praga, Checoslováquia, 5-Suiça, 0.
1930.02.23, Porto, Portugal, 2-França, 0.
1930.05.11, Paris, França, 2-Checoslováquia, 3.
1930.06.14, Praga, Checoslováquia, 2-Espanha, 0.
1930.07.18, Montevideu, Peru, 0-Uruguai, 1. (Mundial)
1930.07.22, Montevideu, Argentina, 3-Chile, 1. (Mundial)
1930.07.26, Montevideu, Argentina, 6-USA, 1. (Mundial)
1930.07.30, Montevideu, Uruguai, 4-Argentina, 2. (Mundial)
1931.02.15, Paris, França, 1-Checoslováquia, 2.
1931.05.14, Paris, França, 5-Inglaterra, 2.
1931.06.17, Estocolmo, Suécia, 0-Alemanha, 0.
1931.08.02, Belgrado, Jugoslávia, 2-Checoslováquia, 1.
1931.12.13, Dublin, Irlanda, 0-Espanha, 5.
1932.05.08, Amesterdão, Holanda, 0-Irlanda, 2.
1932.12.07, Londres, Inglaterra, 4-Áustria,3.
1933.02.12, Paris, França, 0-Áustria, 4.
1933.03.05, Amesterdão, Holanda, 1-Hungria, 2.
1933.04.02, Vigo, Espanha, 3-Portugal, 0.
1933.04.09, Praga, Checoslováquia, 2-Áustria, 1.
1933.09.17, Praga, Checoslováquia, 3-Áustria, 3.
1933.11.29, Glasgow, Escócia, 2-Áustria, 2.
1933.12.06, Londres, Inglaterra, 4-França, 1.
1934.04.29, Bucareste, Roménia, 2-Jugoslávia, 1.
1934.05.16, Praga, Checoslováquia, 2-Inglaterra, 1.
1934.05.27, Trieste, Roménia, 1-Checoslováquia, 2. (Mundial)
1934.12.16, Dublin, Irlanda, 2-Hungria, 4.
1935.05.12, Colónia, Alemanha, 1-Espanha, 2.
1935.05.26, Dresden, Alemanha, 2-Checoslováquia, 1.
1935.09.22, Budapeste, Hungria, 1-Checoslováquia, 0.
1936.01.19, Madrid, Espanha, 4-Áustria, 5.
1936.02.23, Barcelona, Espanha, 1-Alemanha, 2.
1936.03.17, Dublin, Irlanda, 1-Suiça, 0.
1936.05.06, Viena, Áustria, 2-Inglaterra, 1.
1936.05.10, Bucareste, Roménia, 3-Jugoslávia, 2.
1936.10.04, Bucareste, Roménia, 1-Hungria, 2.
1937.04.11, Basileia, Suiça, 1-Hungria, 5.
1937.05.09, Viena, Áustria, 1-Escócia, 1.
1937.05.17, Estocolmo, Suécia, 0-Inglaterra, 4.
1937.05.23, Budapeste, Hungria, 2-Áustria, 2.
1937.06.27, Bucareste, Roménia, 2-Suécia, 2.
1937.12.01, Londres, Inglaterra, 5-Checoslováquia, 4.
1938.03.20, Nuremberga, Alemanha, 1-Hungria, 1.
1938.05.14, Berlim, Alemanha, 3-Inglaterra, 6.
1938.05.18, Praga, Checoslováquia, 2-Irlanda, 2.
1938.06.04, Paris, Alemanha, 1-Suiça, 1. (Mundial)
1938.06.19, Bordéus, Brasil, 4-Suécia, 2. (Mundial)
1938.10.23, Varsóvia, Polónia, 2-Noruega, 2.
1938.12.04, Nápoles, Itália, 1-França, 0.
1939.05.24, Bucareste, Roménia, 0-Inglaterra, 2.
1939.06.04, Belgrado, Jugoslávia, 2-Itália, 1.
Para além de ter sido autor de 3 livros, ainda reprovou quando fez o primeiro exame para ser Árbitro de futebol. Uma pergunta que nunca soube responder: o que fazer quando a bola bater num avião que voasse a baixa altitude…
Ficou célebre por suas duas determinações: a exigência de um seguro de vida para si e para os seus auxiliares para poderem actuar no derradeiro jogo e a decisão de fazer disputar cada parte do Uruguai-Argentina com bolas diferentes, as que ambas as selecções tinham sugerido para o encontro. O sorteio foi a fórmula encontrada e a bola argentina foi a primeira a ser utilizada.
Como curiosidade, transcreve-se parte de uma entrevista que o jogador uruguaio Ondino Viera (nasceu em 10.11.1901 e faleceu em 1997) deu, aqui há uns anitos, a uma revista da especialidade, sobre o derradeiro jogo: Bem, o dia da final... Lembro-me do clima de guerra que lia nos jornais: “A Taça do Mundo regressa a Montevideu”. O árbitro John Langenus levantou o seu seguro de vida, e após o jogo solicitou ajuda para deixar o Estádio, mas o pedido não foi satisfeito e teve que deixar o Estádio por um túnel. Foi desta forma que as coisas se passaram, num autêntico clima de guerra, e foi este o entusiasmo que sentimos. Esquecemo-nos de assegurar o necessário para auxiliar o árbitro. Mesmo assim foi auxiliado por um voluntário, e conseguiu sair com o seu seguro de vida, foi mesmo afortunado. Creio que toda a gente teve sorte, não existiram grandes lutas. Queríamos ver quem ganharia o jogo. Os uruguaios e os argentinos estavam envolvidos em torcer pelas suas equipas, pelos golos, pelo golo do empate e do desempate.Como nota final, diremos que todas as fotos aqui divulgadas são do jogo final do 1º Mundial, destacando-se da indumentária, as calças, quase à golfe, boné, casaco com largas algibeiras e a sua famosa gravata! Um espanto…
Ver mais: http://albertohelder.blogspot.com/2008/06/arbitragem-nos-mundiais-1930-uruguai-i_18.html 
Dentro do terreno de jogo, para além de tentar chamar os atletas e os elementos do bancos pelo seu próprio nome – nem sabem o que de vantajoso lhe é proporcionado quando este género de tratamento personalizado é desenvolvido – e ter atitudes que o enobrecem, sem dedos espetados ou gestos menos conseguidos ou apropriados, sem gritar ou discutir com quem quer que seja.


As mais recentes vitórias do português Cristiano Ronaldo e da brasileira Marta, como os melhores praticantes do desporto-rei a nível universal, são, sem dúvida, um valioso contributo para tal aspiração.
É que as conquistas lusófonas já vêm de longe, pois a primeira atribuição de prémios de excelência aconteceu em 1991 e o Brasil, desde então, já arrecadou a bonita soma de 36 troféus, sendo 14 de jogadores, 6 de jogadoras, 12 da selecção e 4 diversos. Aqui não constam outras distinções senão aquelas que são entregues nas galas. Portugal tem 4 citações.
Tudo isto não justificará a aceitação da nossa língua no seio da FIFA? Saberá a entidade que regula o futebol mundial que somos 239.810.624 a falar português nos 7 países que adoptaram a língua de Camões?
Como curiosidade, direi que na Confederação Africana de Futebol o português já é falado oficiosamente nas Assembleias-gerais, graças ao empenhamento das Federações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, movimento liderado pelo presidente desta última, o meu bom amigo Manuel Dende.
A FIFA está à espera de quê? Uma vez que já foi ultrapassada por uma das suas confederações, há que, naturalmente, copiar os bons exemplos…
Mestre na arte de escrever, inovador, cronista de eleição, quase 50 anos de carreira, razões suficientes para alguém dizer que era um Homem Grande num pequeno país.
Iniciou a sua actividade em 1947 no extinto jornal Sports. Trabalhou ainda nos seguintes periódicos: Mundo Desportivo, Diário Popular, Século Ilustrado, Público e A Bola, onde ingressou em 1955 e permaneceu mais de 30 anos. Aqui ficou célebre o seu espaço “A duas colunas” cuja leitura era muito apreciada por todos seus fãs, eu incluído, tendo até enviado textos que foram publicados, principalmente sobre São Tomé e Príncipe, que visitou. Os leitores dos jornais Marca (Espanha), France Soir (França) e Les Sports (Bélgica) também usufruíram dos seus trabalhos de excelência.
Carlos Pinhão tinha duas grandes paixões: o desporto e a cidade de Lisboa. Escreveu obras bastante diversas uma vez que publicou livros de humor, poesia, literatura infantil e crónicas, destacando-se sobretudo nos seus escritos nos jornais A Bola e Público.
Eis a sua bibliografia: A Ponte sobre o tédio (1966), Entrevistas sem entrevistado e O meu barbeiro (1968), Futebol de A a Z (1976), Bichos de Abril (1977), Uma gaivota com óculos e outras histórias (1979), O lançamento do díscolo: realidade e alienação em desporto (1980), A Onda Grande e Boa, O professor do pijama azul e Era uma vez um coelho francês (1981), O coelho atleta e a sua escola de desporto (1983), O senhor que não sabia contar histórias, Vovô bicho e Sete Recados (1984), Lua não, muito obrigado (1985), Certo dia no deserto (1988), Senhor ABC (1989), Benfica-O voo da Águia (1990), Abril Futebol Clube (1991), Uma gaivota com óculos e Biografia de Carlos Lopes (1992) e João Campeão (1994), edição póstuma. Importante referir que alguns dos livros citados foram recomendados para o Ensino Básico.
A-propósito transcrevo um texto inserido em “Abril Futebol Clube, Futebol de A a Z, página 87.
Letra A=Árbitro: A figura número um do jogo… não joga, isto é, não chuta. É o primeiro a entrar em campo e o primeiro a entrar em acção, apitando para o desafio começar, do mesmo modo que lhe caberá também a última palavra: a apitadela que põe termo ao encontro.
O Árbitro não pode ser encarado como um inimigo, temos que o ajudar, até porque é muito difícil a sua tarefa: velar pelo cumprimento das regras do jogo. Pode errar, como homem que é, mas, em princípio, o árbitro tem sempre razão, sabe as regras, é um amigo mais que também entra no jogo.
Não lhe chamem imparcial, porque ele pode afinar e com alguma razão. Se é árbitro, é imparcial, isto é, não é parte, não é parceiro, está de fora das equipas, está acima.
Chamar-lhe imparcial é admitir que ele podia não o ser, compreendem?... E ele pode não gostar.
Carlos Pinhão recebeu imensas distinções, mas há que destacar:
-Grau de Comendador da Ordem do Mérito, atribuída a título póstumo,
Há que dizer bem alto: Carlos Pinhão, obrigado por tudo o que proporcionaste a todos nós, ao país e às letras!!!