terça-feira, 7 de julho de 2009

TORNEIO DE FUTSAL DA APAF – 2ª MEIA-FINAL

2009.06.13-O segundo desafio para encontrar o outro finalista foi disputado entre os Núcleos de Linha de Sintra e de Torres Vedras, com os primeiros a ganharem por 4-0.
As equipas alinharam do seguinte modo: LINHA DE SINTRA (equipamento às riscas verticais brancas e azuis): 5-Ricardo José Castro Luz. 6-João Paulo Jesus Ramos, capitão e marcou 1 golo. 7-Nuno Miguel Val Murtinheira Soares, 1 golo e advertido. 8-Rafael António Borges Costa Figueira. 9-André Filipe Silva Rua Oliveira. 10-Pedro Miguel Ferreira Pereira, 1 golo. 11-Rui Miguel Castanho Alves, 1 golo. 12-Miguel Duarte Oliveira Castilho. Delegado: Mário José Val Murtinheira Soares.
TORRES VEDRAS: 2-Frederico Gomes Lourenço. 3-Manuel Armando Marques Pinho. 4-José Carlos Quitério Almeida. 7-David Eduardo Correia Duarte. 8-Pedro Miguel Pinto Fernandes Miguel. 10-Ruben Duarte Reis Santos. 11-Nuno André Bernardes Lopes Pombo. 12-Flávio Filipe Fonseca Dias, capitão. 13-Flávio Alexandre Silva Ramos.
Marcha do marcador: 1-0, 2-0 / 3-0 e 4-0. Árbitros: Pedro Miguel Marques Peixoto (nasceu em 22.07.1971), de Setúbal, e Pedro Miguel Fernandes Fragoso (n. 25.01.1975), de Lisboa. Linha de Sintra apurou-se para a final e irá defrontar Viana. Torres Vedras jogará para os 3º e 4º lugares, com Almada/Seixal. Terminada a jornada de manhã toda a gente (jogadores, dirigentes, árbitros e elementos da organização) foi encaminhada para o retemperador almoço, que decorreu num ambiente fantástico, alegre e fraterno, conforme se pode constatar nas imagens...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ENTREVISTA A "VIDA DE ÁRBITRO"

O jovem talentoso Romeu Afonso, Árbitro da 1ª categoria nacional da variante Futsal (e o primeiro do Distrito de Castelo Branco a ascender a tão elevado estatuto) é o autor do sítio VIDA DE ÁRBITRO, actividade que iniciou no passado dia 1 de Junho, tendo nesse mesmo dia publicado um diálogo que teve comigo.
Para além de recomendar este excelente órgão de comunicação (actual, dinâmico, formativo e informativo) e transcrever o que foi a referida conversa, agradeço o privilégio de ter sido o preferido nesta deferência.
O meu primeiro entrevistado é Alberto Helder.
Para quem está no “mundo” da arbitragem, dispensa qualquer apresentação.
Mas mesmo para aqueles que não sejam do nosso “mundo”, esta é uma oportunidade de conhecerem alguém que é um verdadeiro apaixonado por uma causa, daqueles que a história há-de lembrar!


Vida de Árbitro: (VDA): Caro Alberto Hélder, obrigado antes de mais por este bom momento. Afinal quem é o Alberto Hélder? Pedia-lhe uma pequena resenha biográfica…

Alberto Helder (AH): Filho de Viriato dos Santos e Maria Ester Henrique dos Santos, nasci na Freguesia do Socorro, em Lisboa, em 18 de Março de 1942. Empreguei-me logo após ter feito o exame da 4ª classe. Descontei para Segurança Social, durante 50 anos. Reformei-me em Março de 2007. Hoje dedico grande parte do meu tempo ao blogue, actividade que me fascina extraordinariamente.

VDA: E essa paixão pelo desporto e pela arbitragem. Como é que apareceu e como é que cresceu até aos dias de hoje?
AH: Desde miúdo que me senti atraído pela actividade desportiva. Desde os tenros anos que morava perto do Jardim do Príncipe Real (em Lisboa), com condições ideais para a prática do desporto, só que, na altura, era proibido e a Polícia estava lá para prender ou multar quem prevaricasse. Dentro da cidade não existiam espaços para jogar futebol, só em Monsanto e era para lá que a garotada se dirigia para usufruir da prática que tanta falta fazia aos jovens que viviam em Lisboa. Também me iniciei no hóquei patinado, nas escolas do Sport Lisboa e Benfica. Quanto em 1964 fui cumprir serviço militar obrigatório em África (São Tomé e Príncipe) também pratiquei outras modalidades. Mais tarde, enquanto empregado numa grande empresa, Rodrigues & Rodrigues, os reis dos fardamentos, é que formámos a Casa do Pessoal (1968), e também a equipa de futebol. Deu para ingressarmos no dito campeonato corporativo e lá fomos fazendo o que mais gostávamos... Quanto à arbitragem verificou-se ter actuado com Árbitro Assistente em África e num ano que não participámos no campeonato da FNAT (hoje INATEL), resolvi, a título de brincadeira inscrever-me em 1970 no Curso de Candidatos promovido por esta organização e, como gostei, fiquei até hoje. O meu monitor, que recordo com saudade, foi Francisco Ferrer Caldeira, um senhor!VDA: Na arbitragem sei que teve desempenhos vários. Deduzo que tenha começado como árbitro, mas depois disso ocupou outras funções. Como foi o seu trajecto na arbitragem?
AH: No desporto para trabalhadores, onde actuei como Árbitro de 21 de Novembro de 1970 a 7 de Junho de 1992, ininterruptamente, em 1.168 jogos de seniores, sendo 445 como Árbitro e 723 como Árbitro Assistente, dentre os quais dirigi 11 finais (5 Nacionais e 6 Distritais). Em 11 de Junho de 1986, no Estádio Nacional, arbitrei o jogo internacional França-Itália, organizado pela CSIT (Confédération Sportive Internationale du Travail).Quanto ao desporto federado, devo dizer que frequentei, com aproveitamento, o Curso de Candidatos, promovido pelo Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Lisboa, cujo exame se realizou em 7 de Maio de 1973. Fui promovido à 2ª Categoria Distrital em 1 de Agosto de 1976 e à primeira em 1 de Agosto de 1978. Na época 1980/1981, obtive o 1º lugar na classificação dos Árbitros da primeira categoria do Conselho de Arbitragem da A. F. de Lisboa.1ª Fase (percorri a escala de então: Estagiário, 3ª, 2ª e 1ª categorias distritais)Primeiro Jogo: 12 de Novembro de 1972 – Ponterrolense-Livramento, Honra, II Divisão, como Árbitro Assistente.Último Jogo: 12 de Junho de 1983 – Estrela da Amadora-Casa Pia, Juniores A, como Árbitro.2ª Fase (Árbitro Veterano, entre os 46 e 48 anos de idade, no sentido de acompanhar os alunos)Primeiro Jogo: 7 de Fevereiro de 1988 – Algueirão-Fontaínhas, Juvenis, como Árbitro.Último Jogo: 8 de Abril de 1990 – Oeiras-Alcabideche, Iniciados, como Árbitro Assistente.No conjunto das duas fases, participei em 855 jogos, sendo 364 como Árbitro e 491 como Árbitro Assistente. Destaque-se que, na época 1974/75, participei em 44 jogos da categoria de Amadores.Estive, ainda, em 237 encontros não oficiais, 123 como Árbitro e como Assistente em 114.Atingi a 3ª categoria nacional, sendo o único Árbitro que meteoricamente por lá passou! Fui aprovado, em exames de 2ª época, em Dezembro de 1982, lesionando-me gravemente logo a seguir e o meu primeiro jogo verificou-se em 10 de Abril de 1983 e o último em 29 de Maio, ou seja, estive ao serviço da Federação somente 50 dias!Resumo: Num total de 2.260 jogos, exerci a função de Árbitro por 932 vezes (41,2%) e de Árbitro Assistente, 1.328 (58,8%). Isto em futebol já que em Futsal foram para cima de 3.000, mas não tenho registo pormenorizado.
VDA: O seu blog: http://www.albertohelder.blogspot.com/ é na minha opinião, o maior arquivo sobre a arbitragem disponível on-line em Portugal. Como surgiu essa ideia de transportar todo esse conhecimento e pesquisa para a Internet?
AH: A ideia surgiu há muito tempo, antes mesmo de me reformar, mas a disponibilidade até aí era inexistente, já que o tempo dedicado à APAF ultrapassava largamente o horário comum. Graças à Internet, à Hemeroteca Municipal de Lisboa (dediquei-lhe um dos prémios MEL de 2008) e pesquisas nos mais diversos locais, tais como Conservatórias de Registo Civil, Cemitérios, Árbitros Antigos, familiares dos etc. é que consegui coligir muito material na expectativa de contribuir para a história da arbitragem portuguesa, ciência onde nunca vi ninguém preocupar-se ou dedicar-se de forma séria e rigorosa, responsabilizando por isso as entidades que superintendem no futebol português, sejam elas desportivas ou estatais. Então, em matéria de arquivos relacionados com o sector, é uma verdadeira lástima, pois quer os Conselhos Associativos ou o Federativo não conseguem corresponder ao minimamente exigível, que por obrigação deveriam ser exemplos.

VDA: Tem uma média superior a uma publicação (no blog) por dia, é obra! Ainda têm vontade e material para continuar a publicar durante muito tempo?
AH: Na verdade não é bem assim. Não "trabalho" quando tenho que fazer deslocações ao estrangeiro e não só, casos: Novembro 2007, fui à Guiné-Bissau, por 3 dias. Janeiro e Fevereiro de 2008, ausente por 8 dias em Cuba. Março 2008, Brasil, 6 dias. Julho 2008, 2 dias estive "de férias" no Hospital de Santa Maria, com um problemazito na "canalização". Março e Abril de 2009, Brasil, 8 dias. Contudo, os temas divulgados até agora, desde Agosto de 2007, totalizam 635. Quanto à vontade devo dizer que é rigorosamente igual ao entusiasmo e à dedicação do primeiro dia e o material para divulgar é bastante, diverso e está sempre organizado e pronto para ser conhecido em todo o mundo!
VDA: Tem feito um trabalho de cidadania a todos os títulos notável! Desde petições, criação de prémios, envio de cartas às entidades máximas do desporto e da republica ou simplesmente defender causas ou princípios elementares. Um dia, espera que o Alberto Hélder tenha o reconhecimento merecido?
AH: Dizem que ser-se modesto de mais é ser-se vaidoso... Então sou um acérrimo defensor da vaidade! O reconhecimento já eu sinto desde há muito quando vou a qualquer campo de futebol e sou cumprimentado por gente que me olha nos olhos e que me respeita da mesma forma como os sempre tratei: com lisura, responsabilidade e dignidade. Não há melhor recompensa do que esta. Acrescento que já recusei honrarias por considerar fazer as coisas sem estar a pensar em retorno pessoal, mas sempre com gosto e com um gozo superior que me dá um alento para continuar na mesma linha de objectivos: servir qualquer causa justa, digna e credível!

VDA: A APAF atribui o seu nome ao VII Torneio Inter Núcleos. Falando de APAF e sabendo do se trabalho durante muito tempo no seio da mesma, como classifica o trabalho desta na actualidade?
AH: Sim, foi um convite de Luís Guilherme (actual presidente da Direcção) e que aceitei com muita honra. Pese embora tivessem-me convidado em Direcções anteriores mas recusei por motivos de ordem pessoal e só. A APAF necessita que os agentes da arbitragem portuguesa (Árbitros, Árbitras, Assistentes e Observadores e demais companheiros de percurso) estejam de alma e coração com ela, nos bons e maus momentos. Quantos mais gente estiver envolvida mais o poder reivindicativo será fortalecido e justificado. Esta Direcção foi encontrar a APAF debilitada e carente de um acompanhamento responsável que não teve nestes últimos tempos. Entre matérias sensíveis que foram olvidadas ou simplesmente ignoradas, a da quotização por receber dos sócios ultrapassa os 180.000 euros (!?). Para já a casa terá de ser arrumada, depois, penso, vão ser criadas condições para poder desempenhar cabalmente o seu Plano de Actividades aprovado em Assembleia-geral e em benefício dos seus associados (homens ou mulheres), seja qual a sua proveniência: distritais, nacionais ou internacionais de futebol de 11, futsal ou futebol de praia.

VDA: E a arbitragem portuguesa no geral? Da Liga à Federação, passando pelo Futsal?
AH: Não bem nem mal! Normal, portanto... Erros existem desde os primórdios. Só que agora, com tantos jornais da especialidade, tantas televisões, tantos programas específicos a viverem das situações, essas personalidades têm de falar muito para nada dizerem!

VDA: Na sua opinião existem diferenças substanciais na arbitragem, quando se fala em litoral e interior?
AH: Já constatei isso, mas entendo que actualmente as diferenças não são tanto assim. A arbitragem só poderá ser uniforme quando se pensar, elaborar e executar planos credíveis e objectivos a partir da formação. Até lá continua cada Conselho de Arbitragem (e são 22) a fazer o que pode, quer e sabe. Não existe uma orientação exacta e regular que seja capaz de proporcionar uma formação igual em todo Portugal. É frustrante ouvir os Treinadores a queixarem-se de que não querem Árbitros de determinados locais, pelas deficiências e insuficiências demonstradas, nada tendo a ver com honestidade ou verticalidade.
VDA: Na estrutura da arbitragem, que como sabemos terá de ser alterada com a entrada em vigor do novo estatuto das federações desportivas, que mudança preconiza para uma melhor arbitragem no seu todo?
AH: A Arbitragem entregue aos Árbitros. E, como já ouvi dizer, que a APAF seja a entidade certificadora de toda a classe, para dar garantias da formação que, como disse atrás, preconizo.

VDA: Como não podia deixar de ser, a pergunta da ordem: concorda com a profissionalização dos árbitros? Em que condições?
AH: Será, sem dúvida, um valor acrescentado. Defendo, desde há muito, a efectiva profissionalização dos Árbitros e Árbitros Assistentes, conforme entrevista publicada no Boletim Off-Side, órgão do Núcleo de Árbitros de Futebol Américo Barradas (Lisboa), referente ao mês de Fevereiro de 1994, edição nº 9. Seria, pois, uma melhoria para o desporto-rei, área actualmente bastante profissionalizada, pois não entendo que a questão importantíssima, a decisória, continue entregue a amadores... A ideia que eu tenho é a de celebração de contrato época a época. Seriam seleccionados e em número restrito.

VDA: Voltando ao Alberto Hélder. Gostava de ser Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol?
AH: É um lugar “político”. É um cargo que só será exercido por gente de confiança do Presidente da Direcção. Logo subordinado a regras e ideais preconizados por quem manda. Sou um homem livre e quero continuá-lo a sê-lo. Como nunca me deixei manipular por quem quer que seja ou estou subjugado ao poder, a resposta está dada…

VDA: Em jeito já de despedida, gostava de deixar alguma mensagem em especial a todos os que possam ler esta entrevista?
AH: Sim senhor! Que acreditem na arbitragem portuguesa! Havendo princípios e valores os êxitos têm de surgir. Foi o que transmiti aos meus formandos – foram centenas e centenas – durante os 17 anos que exerci a função em Lisboa. Tenho o orgulho de dizer que alunos meus atingiram a internacionalização, casos de Vítor Pereira, Duarte Gomes, Pedro Proença, Gustavo Sousa, João Almeida e Tiago Trigo, mas mais agradado estou em saber que nenhum deles esteve envolvido no processo do Apito Dourado. Para que conste!

VDA: Para finalizar mesmo, vou lançar-lhe um desafio. A cada uma das seguintes perguntas, responda apenas com um nome ou palavra:

Melhor árbitro de futebol português actual: Jorge Sousa
Melhor árbitro de futebol português de sempre: Mestre Joaquim Campos
Melhor árbitro de futsal português actual: Francisco Parrinha
Melhor árbitro de futsal português de sempre: António Cardoso
Melhor árbitro de futebol do mundo actual: Paulo César Oliveira
Melhor árbitro de futebol do mundo de sempre: Pierluigi Collina
Melhor jogador do futebol do mundo actual: Lionel Messi
Melhor jogador de futebol do mundo de sempre: Eusébio
Melhor árbitro de futebol de praia português actual: Carlos Frazão

Melhor árbitro de futebol de praia português de sempre: João Almeida
Melhor árbitro de futebol de praia mundial actual: João Almeida
Melhor árbitro de futebol de praia mundial de sempre: João Almeida
A minha cidade preferida: Lisboa

A minha rádio: Antena 2
O meu canal de TV: Eurosport
O meu carro de sonho: BMW
A minha estação do ano favorita: Verão
A minha marca de telemóvel: Sharp
O meu clube (se não for segredo): Sport Lisboa e Benfica

domingo, 5 de julho de 2009

TORNEIO FUTSAL APAF – 1ª MEIA-FINAL

2009.06.13-De harmonia com o calendário os jogos das meias-finais e do apuramento dos quatro primeiros lugares da competição foram realizados num só dia e o primeiro dos encontros realizou-se entre os Núcleos de Viana do Castelo e de Almada/Seixal, realizou-se logo de manhã no funcional e espaçoso Pavilhão Municipal de Santiago do Cacém, com espectadores muito atentos. A vitória sorriu a Viana por 4-2.
Constituição das equipas: VIANA DO CASTELO (jogou de amarelo): 1-Nelson Pereira Cunha. 2-José Henrique Santos Ramos, capitão. 3-José Carlos Pinto Pereira Rio. 7-Jorge Filipe Lima Branco. 8-Luís Miguel Brito Cunha Peixoto, marcou 2 golos e foi advertido. 9-Óscar Guerra Leal, 2 golos. 11-Bruno José Gomes Nunes. 12-Bartolomeu Franco. Delegado: Henrique António Fonte Parente, expulso. Treinador: José Luís Matos Lourenço Gonçalves. ALMADA/SEIXAL (equipou de azul): 1-Pedro Miguel Raposo Batista Tomé. 2-Rui Jorge Nunes Chixareiro. 3-Mário Jorge Zurga Pato Dionísio. 4-Henrique José Pires. 5-Micael José Nunes Rechena. 6-Daniel Almeida Monteiro. 7-Tiago Miguel Alves Nicolau Pereira. 9-Bruno Alexandre Silva Esteves. 10-António Manuel Almeida Costa, capitão. 11-André Filipe Pereira Duque. 13-Hernâni Jesus Fernandes.
Marcha do marcador: 0-1 / 1-1, 2-1, 3-1, 3-2 e 4-2. Equipa de arbitragem: Luís Miguel Aguiar Ribeiro (nasceu em 26.04.1972 e está à esquerda da foto) e Nuno Miguel Vieira Marques Pereira (n. 12.08.1975), ambos de Lisboa. Com esta vitória, Viana do Castelo irá defrontar à tarde, o vencedor da outra meia-final, que sairá do par Torres Vedras e Linha de Sintra, para definir o campeão!
Almada/Seixal jogará com o grupo que perder este desafio.

sábado, 4 de julho de 2009

SOMOS O QUE SOMOS…

Todos os Árbitros de futebol onde quer que se encontrem, são pessoas de bem e ávidos de desenvolverem as suas capacidades em prol do desporto-rei, modalidade que também os fascina em paralelo com os milhões e milhões de adeptos em todo o mundo.

Como não somos iguais, cada qual tem as suas opções, gostos e ideais, isto no bom sentido. Contudo, como se compreende, também detestamos, afastamos e repudiamos situações nefastas que, por vezes, surgem no nosso meio.

O que achamos bem, o que achamos menos correcto é o exercício que vos propomos.

Com esse propósito, elaborei uma pequena lista de pistas, sugerindo aos leitores a sua análise, para, de seguida, procederem à ampliação da matéria, considerando tais títulos na primeira pessoa. Deixo, pois, à consciência de cada qual, o que se deve aumentar ou retirar dos seguintes pontos:

O Árbitro gosta imenso de

-Respeitar e ser respeitado pelos agentes do futebol
-Aprender cada vez mais
-Valorizar as prestações desenvolvidas jogo após jogo
-Ascender na carreira
-Ver os familiares mais próximos satisfeitos com a digna actividade que exercemos
-Ler críticas construtivas
-Actualizar os conhecimentos primários
-Conviver com todos aqueles que entendem ser o desporto uma escola de virtudes
-Promover o espírito de equipa
-Viajar e conhecer novas gentes e lugares
-Ser solidário com quem merece a nossa atenção
-Dialogar e ouvir com quem tem para contar
-Esclarecer situações que ocorreram no nosso desempenho
-Informar o que deve
-Estar em dia com as suas obrigações
-Treinar afincadamente para que não surjam quebras de concentração.
-Apoiar os jovens Árbitros
-Sentir a responsabilidade do jogo para que foi indicado
-Sorrir às dificuldades

O Árbitro condena veementemente

-A hipocrisia e as mentiras
-A falsidade e a inveja
-Cometer erros na função
-Críticas injustas
-A injustiça e a traição
-As injúrias e as agressões físicas e verbais
-As discussões gratuitas
-Os actos ilícitos
-As incorrecções praticadas com dolo

NOTA: Este original foi publicado no maior e melhor sítio da arbitragem brasileira e mundial, o CARTÃO VERMELHO, em Março passado, podendo ser visto em:

http://www.cartaovermelho.esp.br/index.php?name=Sections&req=viewarticle&artid=545&page=1

sexta-feira, 3 de julho de 2009

TORNEIO DE FUTSAL DA APAF – QUARTOS-DE-FINAL (IV)

2009.06.09-O segundo encontro desta noite, em Pombal, realizou-se entre as equipas dos Núcleos de Francisco Guerra-A (2º classificado da série A), e Linha de Sintra (1º da série C). Sintra ganhou por 5-3.
Os grupos alinharam assim: LINHA DE SINTRA (actuou de azul): 1-David Alexandre Silva Machado Afonso. 2-Ricardo José Castro Luz. 3-Nuno Manuel Duque Fernandes, marcou 1 golo. 4-Rui Miguel Castanho Alves, 1 golo. 6-Nuno Miguel Val Murtinheira Soares, 2 golos. 7-Pedro José Policarpo Lemos. 8-Rafael António Borges Costa Figueira, 1 golo. 9-André Filipe Silva Rua Oliveira. 10-Pedro Miguel Ferreira Pereira. 11-João Paulo Jesus Ramos, capitão. 12-Miguel Duarte Oliveira Castilho. Delegado: Mário José Val Murtinheira Soares.
FRANCISCO GUERRA-A (fundado em 08.11.1986): 3-Rui Licínio Barbosa Tavares, capitão. 4-Abel Sérgio Vieira Silva, marcou 1 golo. 5-José Pedro Alves Moreira, 1 golo. 10-Rui Manuel Gomes Costa. 12-Pedro Ricardo Santos Aleixo. 16-André Filipe Nogueira Dias, 1 golo. 17-Joaquim Paulo Gomes Ferreira Paraty Silva. MARCHA DO MARCADOR: 1-0, 2-0, 3-0, 3-1, 4-1, 4-2 / 5-2 e 5-3. Equipa de arbitragem: João Gabriel Marques Cruz (nasceu 26.05.1984. À esquerda na foto) e Celso Manuel Pereira Luís (n. 25.04.1977), ambos de Coimbra. Linha de Sintra vai defrontar, nas meias-finais, a turma do Núcleo de Viana do Castelo, no sábado, dia 13, em Santiago do Cacém. Fizeram o favor de me transportar os directores José Padinha e Maria João Freire (está na foto com os Árbitros), a quem estou agradecido pela boleia, jantar e pela companhia.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

JÚLIO VIEGAS – QUATRO ANOS DE SAUDADE

Mais um ano que passou e continuamos a sentir a mágoa de não termos entre nós a companhia inconfundível deste grande amigo, que prematuramente partiu, vítima de doença prolongada.
Júlio César Tomás Viegas, filho de Júlio Horta Viegas e de Dionilde Pereira Tomás Viegas, nasceu em 8 de Novembro de 1961, em Angola, Vila Salazar (hoje N’Dalatando), capital da Província de Kuanza-Norte, foi Árbitro dos quadros nacionais, Presidente da Mesa da Assembleia-geral do Núcleo de Árbitros de Futebol de Porto de Mós e Presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Leiria. Ingressou na arbitragem em 1979 e veio a retirar-se do activo em 1998. Estive presente na inauguração das instalações do Núcleo de Árbitros de Porto de Mós (criado em 1 de Maio de 1996), e, a partir daí, tive com o Júlio Viegas um contacto mais aproximado, mais fraterno. O maior acontecimento da arbitragem nacional no ano 2000, foi a realização do XII Encontro Nacional de Núcleos realizado em Porto de Mós, com uma organização simplesmente impecável onde Júlio Viegas colaborou de forma superior para o êxito da iniciativa. Um feito que ainda hoje se recorda agradavelmente… Júlio Viegas, com uma personalidade bem vincada, solidário, sincero e objectivo, era uma imagem de marca no desporto português, primeiro como praticante, depois como dirigente de quem se aguardava chegasse a patamares mais elevados na hierarquia e na arbitragem.
Um companheiro muito útil, pessoa amiga, simpática e leal, com um modo peculiar de vivência que, desde sempre, manteve, cultivou e fortaleceu, razão que muito nos magoa intimamente o seu desaparecimento aos 43 anos de idade…
Veio a falecer no dia 2 de Julho de 2005, em Coimbra, no Hospital de Covões, onde estava a ser tratado, e o seu corpo está no Cemitério de Calvaria, perto de Porto de Mós, sua terra de adopção. Deixou viúva a Dª Teresa e a filha Mariana Gomes Viegas, na altura com 7 anos de idade (foto) e uma enorme saudade que a todos nos toca profundamente…

quarta-feira, 1 de julho de 2009

TAÇA DE PORTUGAL – 69ª EDIÇÃO (2009)

2009.05.31-Nesta data realizou-se o 74º encontro desta importante competição, entre as equipas do F.C.Porto e do Paços de Ferreira, finalistas, ganho pelo primeiro por 1-0, tendo sido nomeados para dirigir esta partida os seguintes elementos do Porto: Árbitro FIFA: PAULO MANUEL GOMES COSTA (nasceu 02.12.1964). Assistentes FIFA: BERTINO CUNHA MIRANDA (n. 18.05.1972) e JOÃO FERREIRA SANTOS (n. 05.11.1968). 4º Árbitro -1ª Categoria Nacional: ARTUR MANUEL RIBEIRO SOARES DIAS (n. 14.07.1979).

NOTAS: Paulo Costa, com esta nomeação engloba o grupo de Árbitros com 2 presenças. O Porto passa a ter 13 representantes nas finais e mantém o 3º posto no ranking dos Conselhos de Arbitragem, num grupo de 10. Quanto aos dias da semana utilizados para a disputa da Taça, domingo lidera largamente (53). Em termos de calendário falta ocupar os dias 8, 11, 13, 23 e 26, os quais nunca foram utilizados.

Ver edição inicial, onde consta o historial desta competição, entre 1939 e 2008: http://albertohelder.blogspot.com/2008/05/taa-de-portugal-68-edio.html