segunda-feira, 20 de julho de 2009

FUTSAL – RANKING OBSERVADORES DE ÁRBITROS (2009)

Com a saída Comunicado Oficial da FPF 440, de 18 de Junho de 2009, apresento a seguir a lista actualizada e ordenada com os melhores 10 de cada temporada.

A pontuação atribuída é de 10 pontos para o primeiro, 9 para o segundo e assim sucessivamente. Também há que ter em consideração as classificações obtidas em cada período (citações).

O processo de classificações dos Observadores da variante de Futsal iniciou-se em 2001/2002 e ao longo das 8 épocas já decorridas são 33 os que constam naquele grupo classificatório.

Quem mais títulos obteve como sendo O OBSERVADOR DO ANO (primeiro classificado): Alfredo Basílio, 2 (em 2001/02 e 2004/05).

Classificação actual:

1º José Manuel Santos Fernandes, Leiria, 41 pontos (6 citações: 3, 2, 3, 4, 3 e 10). -Foto-
2º Alfredo Nunes Basílio, Lisboa, 40 pontos (6 citações: 1, 6, 6, 1, 7 e 5).
3º Manuel Carvalho Pires, Castelo Branco, 35 pontos (5 citações: 3, 1, 7, 2 e 7).
4º Joaquim Cunha Gomes, Braga, 30 pontos (5 citações: 7, 5, 1, 4 e 8).
5º Carlos Fernando Vieira Martins, Lisboa, 24 pontos (5 citações: 9, 5, 2, 10, 5).
6º Ramiro Carlos Pessoa, Bragança, 23 pontos (6 citações: 10, 4, 9, 4, 7, 9).
7º Artur Manuel Francisco Fernandes, Santarém, 20 pontos (4 citações: 4, 8, 8 e 4).
8º Jorge Eduardo Pereira Sequeira, Porto, 19 pontos (2 citações: 2 e 1).
9º José Martins Antunes, Lisboa, 19 pontos (3 citações: 2, 2, 10).
10º Celso Marques Magalhães, Vila Real, 16 pontos (4 citações: 5, 9, 5 e 9).
11º António José Pincho Correia, Algarve, 14 pontos (3 citações: 3, 10 e 6).
12º Abílio José Januário Marques, Setúbal, 13 pontos (2 citações: 3 e 6).
13º Joaquim Vieira Martins, Porto, 12 pontos (3 citações: 7, 10, 4).
14º António Francisco Forneiro Rocha, Viana do Castelo, 11 pontos (2 citações: 1 e 10).
15º António Jesus Freitas, Leiria, 10 pontos (1 citação: 1).
16º Salvador Pina Monteiro, Porto, 10 pontos (1 citação: 1).
17º Artur Manuel Rocha Dias, Setúbal, 10 pontos (2 citações: 10 e 2).
18º José Manuel Silva Almeida, Setúbal 10 pontos (2 citações: 7 e 5).
19º José Silva Tavares, Coimbra, 10 pontos (3 citações: 8, 9, 6).
20º Mário Jorge Peixoto Teixeira, Braga, 9 pontos (1 citação: 2)
21º Joaquim António Reis Carvalho, Lisboa, 8 pontos (1 citação: 3).
22º Luís Manuel Almeida Martins Pais, Viseu, 8 pontos (1 citação: 3)
23º Mário Alexandre Simões Faria, Aveiro, 7 pontos (1 citação: 4).
24º José Manuel Santos Janeiro, Setúbal, 6 pontos (1 citação: 5).
25º Fernando Manuel Marques Rodrigues, Aveiro, 6 pontos (2 citações: 8 e 8).
26º Alberto Batista Ferreira, Aveiro, 5 pontos (1 citação: 6).
27º Alexandre Manuel Tavares Pinto, Porto, 5 pontos (1 citação: 6)
28º Maria Gabriela Quaresma, Lisboa, 5 pontos (1 citação: 6).
29º José António Lourenço Tavares, Lisboa, 4 pontos (1 citação: 7).
30º António Maria Teixeira Leite, Porto, 3 pontos (1 citação: 8).
31º Guilherme Pereira Pascoal, Santarém, 3 pontos (1 citação: 8).
32º Henrique Ferreira Ramos, Porto, 2 pontos (1 citação: 9).
33º Joaquim Fernando Bonifácio, Porto, 2 pontos (1 citação: 9).

Lamentavelmente Portugal não tem Observadores de Futsal internacionais.

Ver classificações de
2007
http://albertohelder.blogspot.com/2008/03/observadores-de-rbitros-de-futsal.html
2008
http://albertohelder.blogspot.com/2008/07/observadores-de-futsal-ranking-nacional.html

domingo, 19 de julho de 2009

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE – HISTORIETAS DE ANTANHO… (1)

Graças à pesquisa de factos reais nas Ordens de Serviços do Comando Territorial Independente desta antiga província ultramarina portuguesa e reportando-se ao período em que por lá estive a cumprir serviço militar obrigatório (Junho de 1964 a Junho de 1966), apraz-me dar a conhecer alguns acontecimentos dignos de registo. Apreciem este primeiro caso:
Na OS 36/65, de 12 de Fevereiro, consta a seguinte punição: Que, por seu despacho de hoje, puniu com 3 (três) dias de detenção o 2º Sargento Miliciano Manuel Jorge Pires Fezes, do Pelotão de Artilharia Antiaérea 951 em virtude de “Como Comandante de uma patrulha que na noite de 8 de Fevereiro se deslocava na região da Praia das Conchas, tendo-se apeado da viatura em que seguia e vendo surgir um vulto suspeito que se dirigia para a patrulha, ter aberto fogo imprudentemente sem identificar previamente o seu alvo e arriscando-se assim a provocar um acidente grave. Do tiro executado resultou o abate de uma rês pertencente a uma propriedade particular.
Tem como circunstâncias atenuantes: o seu bom comportamento anterior, ter participado a ocorrência assumindo as responsabilidades do seu acto e ter imediatamente tomado as possíveis medidas para que do acidente resultassem os menores prejuízos possíveis”. Infringiu os nºs. 5 e 38 do Artigo 4º do Regulamento de Disciplina Militar.
Outros dados: 1. No dia 9 de Fevereiro, no dia imediato ao acontecimento, apareceu no Comando Militar o Alferes Carlos António Duarte Cachulo e Costa, comandante daquele Pelotão que estava estacionado no Aeródromo de São Tomé a queixar-se ao Chefe do Estado Maior, Major Alberto Alves Pinto Batista do acontecido (a morte da vaca) e o que é que tinha de fazer… Como eu estava por perto deles, ouvi o oficial superior responder-lhe de imediato: que lhe arranjasse uns bifes, pois era coisa que há muito não lhe passava pelo estreito!!! 2. Na altura o que se soube é que efectivamente o Sargento, ao ver o corpo estranho, disse em voz alta, como era habitual: QUEM VEM LÁ, FAÇA ALTO!!! Ora, como não teve resposta positiva, surgiu a reacção, ou seja, impediu que a “coisa” avançasse na sua direcção. Disseram-me ainda que foram ao quartel buscar o atrelado do jeep e que nele carregaram o bicho. Chegados ao acampamento esquartejaram a vaca e houve distribuição generalizada…

sábado, 18 de julho de 2009

ALL STARS – JOGO MEMORÁVEL

2009.06.24-Integrado no projecto Escola, Futebol e Cidadania, iniciativa promovida pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e apoiado por diversas entidades, realizou-se na tarde de quarta-feira, num dos relvados do complexo desportivo do Estádio Nacional, um encontro amigável onde diversas “estrelas” do desporto-rei defrontaram a equipa dos professores que acompanham os jovens na actividade desportiva daquela iniciativa. A equipa de arbitragem: José Fernando Martins Padinha (nasceu em 03.08.1949), Agostinho José Correia (n. 28.11.1951) e Eu (claro…). O resultado final foi de 4-2 a favor das Estrelas, quando ao intervalo já venciam por 4-0. Registe-se a presença de muitos jovens vindos de diversos pontos de Portugal que acompanharam entusiasticamente o encontro e deliciaram-se com a actuação dos ídolos de então, casos de João Vieira Pinto, Ricardo Sá Pinto & Companhia… Era meu desejo divulgar a constituição das equipas que se defrontaram mas, pese embora o tivesse logo solicitado de viva voz e, mais tarde, formalmente ao responsável pelo Sindicato, até agora ainda não obtive qualquer resposta. Coisas…

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ENTREVISTA AO SÍTIO ARBIFUTE

ARBIFUTE, o excelente sítio formativo e informativo, publicou em 5 de Junho último uma entrevista comigo, depois de me ter facultado, por correio electrónico, as correspondentes perguntas. Transcrevo, a seguir, o texto divulgado. A saber:

ARBIFUTE - A profissionalização no sector da arbitragem em Portugal, seria uma "loucura" ou uma mais valia para o futebol? Porquê?
ALBERTO HELDER - Será, sem dúvida, um valor acrescentado. Defendo, desde há muito, a efectiva profissionalização dos Árbitros e Árbitros Assistentes, conforme entrevista publicada no Boletim Off-Side, órgão do Núcleo de Árbitros de Futebol Américo Barradas (Lisboa), referente ao mês de Fevereiro de 1994, edição nº 9. Seria, pois, uma melhoria para o desporto-rei, área actualmente bastante profissionalizada, pois não entendo que a questão importantíssima, a decisória, continue entregue a amadores...

ARBIFUTE - Muito se fala das novas tecnologias, ou como uns dizem, "meios auxiliares dos árbitros", na sua opinião seria benéfico para o futebol essa medida? Ou seriam os árbitros de baliza uma boa alternativa aos meios tecnológicos?
AH - É verdade que alguns sectores da sociedade beneficiam das novas metodologias, criadas a-propósito. Já no futebol, cultura que tem mais de cem anos, não aceito que as ditas "modernizes" venham a retirar a essência principal da modalidade: a margem de erro de todos os intervenientes. Os quintos árbitros não vão aquecer ou arrefecer os humores do futebol.

ARBIFUTE - Como está a avaliar a arbitragem esta época na Liga? Tem existido muito polémica, muitos erros, muitas declarações polémicas de alguns treinadores e dirigentes, não seria altura de uma mudança, por exemplo em castigos pesados para todos aqueles que «aterrorizam» os árbitros?
AH - Não bem nem mal! Normal, portanto... Erros existem desde os primórdios. Só que agora, com tantos jornais da especialidade, tantas televisões, tantos programas específicos a viverem das situações, essas personalidades têm de falar muito para nada dizerem!
Quanto à segunda parte da pergunta direi que os regulamentos já possuem instrumentos que punem os prevaricadores, logo terão de ser aplicados de harmonia com a infracção cometida.

ARBIFUTE - Qual a sua opinião sobre conferências de imprensa/ «flash-interview» no sector da arbitragem? Seria uma boa ou má medida?
AH - Compreendo ser uma boa iniciativa, pois ajudaria a que situações vividas nos jogos, algumas controversas, ficassem, desde logo, resolvidas.

ARBIFUTE - Como está a avaliar o trabalho de Vítor Pereira, como presidente da arbitragem do futebol profissional?
AH - Não me pronuncio por desconhecer quais os objectivos a que se propôs realizar em prol da categoria. Só confrontando o seu projecto é que poderia fazer uma avaliação criteriosa sobre o que tem feito.

ARBIFUTE - Qual a «mudança radical» que precisa a arbitragem portuguesa?
AH - A arbitragem portuguesa não tem um rumo certo, uniforme e seguro desde a formação inicial, o que venho lamentando há muito tempo! É aqui que reside o mal que, desde sempre, a afecta, espartilha e é contrária a um trabalho sério, credível, digno e profícuo que se deseja no sector.
Quem, com conhecimento profundo da causa, estiver interessado no bem da actividade arbitral é que poderá contribuir para a sua valorização!
Um pequeno-grande exemplo, entre muitos: Um Árbitro que vá fazer provas para ascender aos quadros nacionais (depois de ter estado, pelo menos, quatro épocas nos distritais), para além da prova escrita, física e oral, terá de fazer um exame psicotécnico!?
Pergunta: Para que serve tal verificação? É para saber se tem aptidões para o desempenho da função? Então, não foi avaliado quando esteve a exercer o mesmíssima actividade anteriormente? Coisas...

Ver mais:

quinta-feira, 16 de julho de 2009

NÚCLEO DE LISBOA ENCERRA ÉPOCA EM GRANDE

2009.06.20-Foi um espectacular convívio que Agostinho Correia e seus colegas de Direcção levaram a efeito durante este solarengo dia de sábado nas sempre agradáveis e funcionais instalações do Clube TAP, ali para os lados do Aeroporto Internacional de Lisboa.
Logo às 9 horas (da madrugada... basta ver a foto que se segue!) no esplêndido campo relvado iniciou-se o Torneio de Futebol de 7, com a curiosidade de se terem inscrito igual número de equipas, em duas séries, jogos que duraram uma só parte e com o tempo de 10 minutos. As equipas, os jogadores e os Árbitros que apresentaram: AS DAMAS DA ARBITRAGEM
Ana Quitério, Catarina Branco, Catarina Campos, Dulce Pedro, Fernando Gomes, Maria João Freire, Nelson Henriques, Ricardo Antunes, Tânia Gordino, Vanessa Gomes e Vítor Pereira. Árbitra: Maria João Freire. HAKEMLERIN
Aurélio Afonso, Avelino Nascimento, Bruno Pereira, João Rodrigues, Martinho Amaro, Miguel Borges, Pedro Pereira (3 golos), Pedro Silva (2 golos) e Ricardo Azevedo (1 golo). Árbitro: Miguel Borges. INTRUSOS
António Oliveira, Carlos Décio, Gueorgui Ivanov, Ilídio Silva, João Marques, João Marques Júnior (1 golo), Jorge Maia (1 golo), Paulo Justo, Pedro Ferreira, Rui Lavouras e Sérgio Fonseca (1 golo). Árbitro: António Oliveira. MAMUTES BUCHAS
Alexandre Bento (2 golos), André Campos (1 golo), Hugo Ribeiro, João Capela, José Gomes, Luís Estrela (1 golo), Nuno Fernandes, Ricardo Baixinho, Rui Rodrigues e Tiago Gomes (4 golos). Árbitro: Hugo Ribeiro. REFEREE UNITED
Ari Mendonça (1 golo), Daniel Amparo (1 golo), Emanuel Franco, Helder Malheiro, João Borges (8 golos), Miguel Domingues (1 golo), Pedro Mota e Vasco Rodrigues (4 golos). Árbitros: João Borges e Vasco Rodrigues.
UNIDOS NA AMIZADE
André Soares, Eusébio Alves (1 golo), João Lestra, José Cardoso, Luís Fernandes, Paulo Neves, Pedro Carvalho (1 golo), Pedro Moleirinho e Raul Silva. Árbitro: Pedro Moleirinho.
ZERO PÊLO
Bruno Cunha (3 golos), Diogo Louro, Francisco Ferraz, Ivo Pona, Jaime Gomes, Jorge Soares, Ricardo Nascimento, Rogério Correia, Tiago Martins (2 golos) e Tiago Severiano (2 golos). Árbitro: Tiago Martins.
RESULTADOS
1ª Fase: As Damas da Arbitragem, 0-Intrusos, 1. Hakemlerin, 0-Zero Pelo, 0. Unidos na Amizade, 0-Referee United, 1. Intrusos, 1-Hakemlerin, 2. Zero Pelo, 3-Damas da Arbitragem, 0. Mamutes Bucha, 0-Unidos na Amizade, 0. Hakemlerin, 4-As Damas da Arbitragem, 0. Zero Pelo, 3-Intrusos, 0. Referee United, 2-Mamutes Buchas, 2.
2ª Fase: Hakemlerin, 0-Unidos na Amizade, 0 (GP 1-2). Mamutes Bucha, 4-Intrusos, 1. Referee United, 5-As Damas da Arbitragem, 0.
Meias-finais: Zero Pelo, 1-Mamutes Bucha, 2. Unidos na Amizade, 2-Referee United, 5.
Final - Dirigida por Miguel Borges: Mamutes Bucha, 0-Referee United, 2. Seguiu-se o almoço-convívio com muita gente (associados, familiares e convidados) onde imperou a famosa e apetitosa sardinha e a bela e saborosa carne assada, muitas bebidas frescas e, principalmente, a cavaqueira circunstancial sobre a matéria que todos dominam: a arbitragem! Mais adiante procedeu-se à entrega de prémios aos filiados que mais se distinguiram, assim como lembranças a convidados e a personalidades que contribuíram com o Núcleo no decorrer da época 2008/2009. Por último, falou Agostinho Correia. Agradeceu as presenças e, entre observações pertinentes e actuais, desejou boas férias e que a próxima época, que já está mesmo à porta, venha carregada de êxitos… Estou profundamente reconhecido pela distinção que o Núcleo fez o favor de me atribuir.
Bem-hajam!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A ÚNICA ACADEMIA DE ARBITRAGEM COMEMOROU MAIS UM ANIVERSÁRIO.

2009.06.19-Foi com um jantar-convívio que a Academia festejou o seu quarto ano de existência e o encerramento das actividades da época 2008/2009, com a presença de perto de 50 convivas, muitos associados e convidados.
O seu porta-voz, Comandante Abílio Marques, presidente da Mesa da Assembleia-geral, resumiu a actividade anual, que considerou de satisfatória, com os bons resultados obtidos pelos consócios a nível distrital (Setúbal) e nacional.
Refere que a média de presenças às reuniões técnicas atingem uma média respeitável e, num assunto que gostaria de ver resolvido satisfatoriamente, diz continuarem as entidades que superintendem na arbitragem e que beneficiam do trabalho de base, sem terem qualquer dispêndio com essa formação, o que é uma autêntica injustiça.
Quem forma, caso da Academia e dos Núcleos, deve ser, no mínimo, compensado das despesas ocasionadas com o excelente trabalho que produzem, junto dos seus filiados (sejam Árbitros ou Observadores).
Intervieram, seguidamente, os representantes dos Núcleos de Almada (Hernâni Fernandes), do Barreiro (Rui Macau), da Casa do Pessoal da Siderurgia Nacional (Cabrita Martins e Manuel Miranda), do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Setúbal (Alberto Rodrigues) e Fernando Jorge (o máximo responsável pela área técnica da arbitragem de futsal a nível nacional) todos eles enalteceram as tarefas desenvolvidas pela Academia.
Francisco Parrinha, o nosso conceituado FIFA, disse que Lisboa está a falhar, o que lamenta, por não ter a área de Futsal em qualquer dos seus 6 Núcleos. Quer que os Árbitros de futsal tenham voz na Assembleia-geral da Federação, ao ponto de sugerir que devem criar a sua própria Associação de classe. Quanto à minha intervenção. Para além de agradecer o amável convite e o bonito troféu que me ofertaram, dei conta que os Árbitros de futsal devem emancipar-se, já que o Conselho de Arbitragem da Federação está muito pouco sensibilizado para esta variante, dado todo o seu elenco ser originário do F.11, o que, anteriormente, deu azo a que só mais tarde os Árbitros de futsal tivessem direito a equipamento dado pela FPF, assim, como em determinada altura, depois de verem os prémios aumentados, foram, durante a mesma época, substancialmente reduzidos!... Diz o povo “que quem dá e tira vai para o inferno…” Mais, o Conselho de Arbitragem federativo não reconhece como Instrutores, os conceituados António Cardoso e Filipa Santos, somente porque a FIFA os classifica como tal, ao terem ido a São Tomé e Príncipe e ao Irão, respectivamente, formar os seus colegas desses países… Coisas… Terminou a festa em beleza com o corte do bolo simbólico!
Ver mais:

terça-feira, 14 de julho de 2009

MANUEL BASTOS ABORDA O SEU LIVRO “CACIMBADOS”

2009.06.18-Foi no final da tarde desta quinta-feira que decorreu em Lisboa, na Biblioteca-Museu República e Resistência/Grandella mais uma conferência subordinada ao tema “Memórias literárias da guerra colonial”, com o autor referido em título. Manuel Correia Bastos, nasceu em 6 de Fevereiro de 1950, em Aguim (Anadia), que, como milhares e milhares de companheiros de armas, foi obrigado a defender Moçambique dos agentes inimigos que combatiam os colonialistas, expôs as suas ideias com clareza e autenticidade, com tranquilidade e sentido, com idealismo e, acima de tudo, com a noção de ter cumprido cabalmente a missão que lhe foi confiada. Tudo isto foi desenvolvendo com o decorrer da conversa que foi mantendo com a plateia, respondendo a questões que lhe foram colocadas, sempre à volta da ficção, da realidade e a verdade dos factos que, passados os muitos anos da sua presença em África, cada qual tem a sua versão dos acontecimentos, que por vezes até são os mesmos… Por isso afirmou que, por vezes, não se deve confiar nas memórias! No seu livro relata, na primeira pessoa, a experiência mais negativa porque passou, que o afectou física e espiritualmente, quando uma mina o feriu gravemente no pé esquerdo; a evacuação, feita por pessoal especializado (a enfermeira que o acompanhou no helicóptero, de seu nome Piedade, também esteve presente neste colóquio), a convalescença, a adaptação à nova realidade, enfim, com serenidade e oportunidade foi contando, sem azedume, sem rancor do que lhe aconteceu e que, naturalmente, o acompanhará pela vida fora. Exige, como eu, o reconhecimento merecido por Portugal a todos aqueles que estiveram em África (1961 a 1974), compelidos pelo Estado Novo a servirem a Pátria, reparação essa que tarda e, eventualmente, quando vier a ser aplicada (quando será?), já não será bem um reconhecimento, face ao reduzido número de abrangidos que deverão existir e dignos dessa atenção, pois a lei da vida é inexorável. Nesta matéria também interferi dando conta do que se verificou com os prisioneiros de guerra portugueses que estavam na Índia e que foram desrespeitados pelo Governo de Salazar, pela atitude que assumiram em não irem à luta com força adversária, a qual tinha “somente” 15 combatentes para cada soldado nosso… E, praticamente, os indianos sentiam-se em casa, enquanto o nosso contingente militar estava “só” a 7.700 quilómetros de Lisboa! Foi um bom serão e gostei de conhecer Manuel Bastos. Ver mais em: http://cacimbo.blogspot.com/