terça-feira, 22 de Março de 2011

FEDERAÇÃO SANTOMENSE DE FUTEBOL VISITA A FIFA

Uma delegação da FSF (constituída pelo Presidente Idalécio Pachire, Celestino Andrade, Vice-Presidente e Leonel Vangente, secretário-geral), esteve na sede da FIFA, em Zurique, onde foi recebida pelo seu Presidente Joseph Blater, com quem teve uma reunião de trabalho muito produtiva.
A seguir se reproduz, com a devida vénia e adaptação, a entrevista que o novel Presidente da Federação Santomense, Idalécio Pachire deu ao FIFA.com:
São Tomé e Príncipe um dos menores países da África em território, formado por duas ilhas principais e uma quinzena de ilhotas que juntas ocupam cerca de mil quilómetros quadrados. No futebol, a nação lusófona não disputa partidas internacionais desde 2003. Em consequência disso, a Federação Santomense de Futebol perdeu o seu direito de voto no Congresso da FIFA, por não ter participado de pelo menos duas competições organizadas pela entidade máxima do futebol mundial (artigo 14, alínea 4 dos Estatutos). Agora, a sua maior dificuldade consiste em organizar uma selecção o mais rapidamente possível e, ao mesmo tempo, investir nas categorias de base em longo prazo.

Eleito para a presidência da Federação São-Tomense de Futebol há três meses, Idalécio Pachire visitou a sede da FIFA no dia 4 de Fevereiro último para se apresentar ao presidente Joseph Blatter.

Em entrevista ao FIFA.com, o dirigente falou sobre os objectivos da sua gestão e contou quais são as suas expectativas para o futebol do país.

- FIFA.com: Sr. Pachire, poderia explicar-nos o motivo da sua visita à sede da FIFA?
- Idalécio Pachire: Faz três meses que assumimos a Federação e viemos até aqui para discutir os nossos projectos e problemas com o presidente Blatter. Falámos sobre futebol feminino, futsal, categorias de base e Futebol de Praia e identificámos os nossos objectivos principais.

- Vocês também conversaram sobre os problemas que o futebol enfrenta em São Tomé e Príncipe?
- Sim. A nossa maior preocupação é o facto de ainda não podermos votar como membros de pleno direito da FIFA, porque a nossa selecção não participa em torneios e eliminatórias internacionais ou continentais desde 2003. Portanto, uma das nossas tarefas mais árduas será organizar uma equipe nacional competitiva para as eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA 2014, que começarão em Setembro próximo.

- Como fazer para que São Tomé e Príncipe prepare uma selecção de bom nível?
- Temos um projecto de quatro anos cuja meta é aumentar sensivelmente o número de futebolistas. Claro que somos uma nação pequena, mas temos um verdadeiro potencial de jogadores e precisamos ir buscá-los às diversas regiões do país. É por isso que a triagem e a formação são fundamentais. Além disso, devemos melhorar a qualidade do futebol e, para tal, queremos repensar as competições de jovens, os torneios femininos e a selecção principal. Tudo isso vai possibilitar que tenhamos uma equipe nacional de qualidade daqui a três ou quatro anos.

- E vocês têm outros projectos em termos de desenvolvimento?
- Um dos projectos actualmente em andamento é o Goal II, que consiste num centro técnico na ilha do Príncipe. É importante construirmos uma infra-estrutura adequada para desenvolvermos o nosso futebol. Outro eixo de actuação é integrar o futebol nas escolas. Queremos discutir com os nossos governantes para vermos como levar o futebol para a escola. Estou convencido de que isso contribuiria para que os alunos obtenham, também, melhores notas escolares. Quanto a nós, teríamos mais facilidade na identificação de novos talentos.

- E vocês planejam investir na elite do futebol, também?
- No alto da pirâmide, queremos implementar uma academia de excelência na qual reuniríamos os melhores jogadores e jogadoras de cada escalão etário. Assim, se preparariam para compromissos internacionais da melhor maneira possível.

Fotos: FIFA

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