terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

OS “ILUMINADOS” DE ONTEM E OS DE HOJE…

  
FOTO "CORREIO DA MANHÃ", COM A DEVIDA VÉNIA 
  
A recente devastação que se verificou nas torres de transporte de Alta Tensão, com a queda de 61 postos, em 800 quilómetros de rede, que afetou milhares e milhares de pessoas, empresas e serviços levou-me a recordar o que se passou aquando da construção do Metropolitano de Lisboa, cuja inauguração se verificou a 29 de dezembro de 1959, com o início da construção em 7 de agosto de 1955, quando os “Visionários” de então, entenderam que, segundo o seu critério, saberes e capacidade intelectual, as estações deste rápido modo de transporte, teriam no máximo capacidade para quatro carruagens, tendo assim sido construídas sem qualquer duvida ou constrangimento. Depois, após o previsível e natural desenvolvimento que se verificou, o erro cometido foi superado com a alteração da capacidade das estações para 6 carruagens, o que acontece até hoje. Como se depreende demorou anos esta atualização, com enormes e maçadores prejuízos, monetários e não só, para os utentes e comerciantes com os seus negócios bem perto das inúmeras estações de metro. Uma enorme e terrível trapalhada que poderia ter sido evitada se, na planificação, houvesse no seio dos “Instruídos”, alguém que pensasse no futuro. 

Agora, quanto às torres e com a lamentável tristeza paralela, os “Esclarecidos” ao planearem com a mesma convicção e determinação dos anteriores “Inspirados”, a sua implementação, via aérea (porque não através do subsolo?) pensaram (teria sido?) que aguentavam ventos até determinado volume, o que não aconteceu… Consequência: o lamentável e degradante espetáculo que se está a assistir com tanta e tanta gente e firmas sem o principal elemento necessário, a energia elétrica, para terem uma vida normal. 

Quer uns quer outros “Resplandecentes”, os antigos e os novos, passaram pelos pingos da chuva, sem uma única beliscadura, sem um incómodo sequer, como se nada fosse com eles, o que, entre a nossa comunidade, afinal, é o trivial. 

Até quando?