FOTO "CORREIO DA MANHÃ", COM A DEVIDA VÉNIA
A recente devastação que se verificou nas torres de
transporte de Alta Tensão, com a queda de 61 postos, em 800 quilómetros de
rede, que afetou milhares e milhares de pessoas, empresas e serviços levou-me a
recordar o que se passou aquando da construção do Metropolitano de Lisboa, cuja
inauguração se verificou a 29 de dezembro de 1959, com o início da construção
em 7 de agosto de 1955, quando os “Visionários” de então, entenderam que,
segundo o seu critério, saberes e capacidade intelectual, as estações deste rápido
modo de transporte, teriam no máximo capacidade para quatro carruagens, tendo
assim sido construídas sem qualquer duvida ou constrangimento. Depois, após o previsível
e natural desenvolvimento que se verificou, o erro cometido foi superado com a
alteração da capacidade das estações para 6 carruagens, o que acontece até
hoje. Como se depreende demorou anos esta atualização, com enormes e maçadores prejuízos,
monetários e não só, para os utentes e comerciantes com os seus negócios bem
perto das inúmeras estações de metro. Uma enorme e terrível trapalhada que
poderia ter sido evitada se, na planificação, houvesse no seio dos “Instruídos”,
alguém que pensasse no futuro.
Agora, quanto às torres e com a lamentável tristeza
paralela, os “Esclarecidos” ao planearem com a mesma convicção e determinação dos
anteriores “Inspirados”, a sua implementação, via aérea (porque não através do
subsolo?) pensaram (teria sido?) que aguentavam ventos até determinado volume,
o que não aconteceu… Consequência: o lamentável e degradante espetáculo que se
está a assistir com tanta e tanta gente e firmas sem o principal elemento
necessário, a energia elétrica, para terem uma vida normal.
Quer uns quer outros “Resplandecentes”, os antigos e os
novos, passaram pelos pingos da chuva, sem uma única beliscadura, sem um
incómodo sequer, como se nada fosse com eles, o que, entre a nossa comunidade, afinal,
é o trivial.
Até quando?
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