domingo, 3 de maio de 2020

LISBOA ANTIGA (VIII)

CARRO ELÉTRICO DA CARRIS
Que maravilhoso era dar um passeio nestes veículos no Verão, ao domingo de manhã, com saída da Praça dos Restauradores até Carnide ou Benfica e volta! Uma muito agradável viagem para qualquer destino, por longínqua e demorada, mas fantástica...

A TAP nos seus primeiros tempos...

sábado, 2 de maio de 2020

LISBOA ANTIGA (VII)

MOÇOS DE FRETES
Atividade profissional muito musculada pois os serviços prestados eram à base de força dado os volumes que transportavam. O pagamento dos fretes eram previamente combinados entre as partes. Aguardavam as ordens normalmente numa esquina, numa rua de maior movimento.
POLÍCIA SINALEIRO
Ainda sem semáforos o trânsito, nas zonas mais críticas, era regulado pelos agentes especializados da Polícia de Segurança Pública. Houve um que era um artista a fazer a sinalética. Encantava os cidadãos, que dedicavam algum tempo a vê-lo: chamava-se Inácio! Na época do Natal os motoristas (e não só) brindavam todos os sinaleiros com imensas ofertas que rodeavam os seus locais de trabalho, sem complicar o movimento.

sábado, 25 de abril de 2020

25 DE ABRIL, SEMPRE!

25 DE ABRIL, SEMPRE!
Há 46 anos que a Liberdade, a Democracia e a vontade de viver foram repostas em Portugal pelos Capitães de Abril!
Naquele dia normal de trabalho (quinta-feira) que acabou por ser feriado, tive uma atividade imensa, grandiosa e jamais inesquecível, como se pode ver em:

Por último, meu filho descobriu há relativamente pouco tempo uma imagem do Largo do Carmo, onde me encontro numa das janelas da então Companhia de Seguros Mutualidade a assistir ao momento mais significativo da Revolução dos Cravos, a rendição dos velhos e caducos à promissora alvorada!

sábado, 18 de abril de 2020

LISBOA ANTIGA (VII)

 ENGRAXADOR
Uma atividade muito procurada para dar brilho nos sapatos...
Caixa ás costas e lá iam à procura de trabalho...
Cansativo, sim, mas pouco rentável...
GRAVATEIRO
Andar a percorrer ruas e rua à procura do freguês era fatigante.
Esta tarefa era desempenhada mais pelos orientais.
Por vezes eram alvo de desnecessários aborrecimentos que muito os ofendiam...

quarta-feira, 15 de abril de 2020

RECORDAR É VIVER!


Hoje, 15 de abril de 2020, tive a grata e plena satisfação de ter atendido um telefonema do ilustre e nobre Amigo Julinho Menezes, santomense radicado em Amarante, que, comigo, nos idos tempos da década de sessenta envergou orgulhosamente a camisola do glorioso Sport São Tomé e Benfica, coletividade muito considerada no seio da comunidade de São Tomé e Príncipe e na diáspora, tendo em consideração os seus excelsos dirigentes, caso do inesquecível Presidente José Inácio Peres, e dedicados praticantes.
Quando começámos a falar foi um recordar de emoções e acontecimentos que se verificaram há 55 anos, carregados de saudade e sentimentos que, vividos na atualidade, vêm dar razão a que uma amizade sincera, real e única jamais se apagará no tempo, seja qual for a sua extensão.
Falámos dos nossos bons e leais companheiros de percurso, que connosco partilhavam os resultados da nossa equipa como o seu irmão, o Carlitos, o Luís Carvalho, o Octávio Mendes e seu irmão António, o Mota, o Hilário (o Gato Preto), era o guarda-redes, gente fantástica, simples e solidária, que constituíam um verdadeiro e inseparável grupo, sem complexos ou manhas, lutando, sofrendo e suando pelo ideal desportivo que nos movia todos os fins de semana, mas sempre em corpo e mente sã, ou seja a prática do desporto pelo desporto!
Combinámos agora que quando passar esta crise vamos encontrar-nos num almoço-convívio, para pormos a escrita em dia… E muito há para contar…

Nota: a foto com as equipas do Sporting Clube de São Tomé (vencedor) e do glorioso Sport São Tomé e Benfica, reporta-se a um jogo de futebol realizado no dia do patrono da então província ultramarina, 21 de Dezembro de 1965, no Estádio Sarmento Rodrigues (casa cheia, a rebentar pelas costuras…) podendo identificar-se aqueles que estão no primeiro plano e a partir da esquerda: Carlos Menezes (4º) e eu (10º). Em pé, António Mendes (5º), Octávio Mendes (5º), Inácio Peres (10º) e Julinho Menezes (14º).

Na imagem da equipa do glorioso Sport São Tomé e Benfica, estão de pé, e pela mesma ordem: António Mendes, Hilário (Gato Preto), saudoso Vieira, Octávio Mendes, capitão, Luís Carvalho e Mota. Em baixo: Amadeu, eu, Julinho Menezes, Quissanja e Carlos Menezes.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

OS COMANDOS NOS TRÊS TEATROS DA GUERRA DO ULTRAMAR

 
É com imensa satisfação que divulgo uma boa nova!

A Associação de Comandos achou por bem apresentar no seu espaço o projecto que estou a elaborar em tributo aos militares Comandos que cumpriram a sua digna e honrosa missão em África.

Quem desejar consultar o tema, basta aceder a:

 http://associacaocomandos.pt/

sábado, 4 de abril de 2020

JOSÉ INÁCIO PERES - SEMPRE PRESENTE!

 
 Este bom amigo faleceu...

Para mim, quando fui cumprir o serviço militar obrigatório na então Província Ultramarina de São Tomé e Príncipe, foi quem muito me ajudou a suportar a distância que me encontrava do meu espaço de conforto, as saudades sem fim dos meus mais próximos e as múltiplas carências que sentia naquela altura, no dia-a-dia da minha juventude...
 Também, enquanto jogador de futebol, de futsal e de hóquei em patins, sempre com a digna camisola do Sport São Tomé e Benfica, e Inácio Peres, Presidente de tão glorioso clube, tudo fazia para que me sentisse bem dentro do possível.
Muito me ajudou a matar a fome, já que após cada partida em que eu participasse, oferecia-me sempre o jantar, que me aconchegava o estômago, o coração e a mente!
Aqui há uns anos tive a oportunidade de estar com ele, e não só, no Porto onde recordámos tudo aquilo que de bem me fez!

Curvo-me perante a memória de um Bom Homem, único, sem comparação!

Obrigado por tudo!