quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

ESTADO DA ÍNDIA – SÉRIE VI – DESEMPENHOS – LANCHA DE FISCALIZAÇÃO “VEGA” – 55º EPISÓDIO

 

GUARNIÇÃO EFETIVA DA “VEGA”


OFICIAL E COMANDANTE

Jorge Manuel Catalão Oliveira Carmo, 2º Tenente (faleceu em combate)


PRAÇAS

António Fernandes Silva Gonçalves, Cabo 2195

António Ferreira, Marinheiro 10030 (faleceu em combate)

António Silva Nobre, Marinheiro 6788

Armando Cardoso Silva, Marinheiro 5645

Francisco Mendes Freitas, Marinheiro 5353

João Lopes Costa Baguim, Marinheiro 11037

Venâncio Ramos, 1º Grumete 13032


GUARNIÇÃO EFECTIVA DA LANCHA “FOLQUE”

José de Azevedo, Cabo 2590

Aníbal dos Santos Fernandes Jardino, Marinheiro 10519 (faleceu em combate)

António José Botinas, Marinheiro 5646

Este pessoal embarca na Lancha “Vega”.


ÁREA DE ATUAÇÃO EM 18.12.1961

Sob o comando do Agrupamento António da Silveira exerceu, a partir do local Fortim do Mar, a defesa antiaérea de Diu.


CRONOLOGIA DA INTERVENÇÃO

Tendo saído de Diu em 17 de Dezembro, a "Vega" fundeou frente a Nagoá às 22H00 do mesmo dia. Na madrugada do dia 18, por volta das 01H40, foram ouvidos tiros em terra pela praça de serviço. Alertado por esta, mandou o Comandante ocupar postos de combate e dirigiu a lancha para junto de um contato radar não identificado que navegava a cerca de 12 milhas da costa.

-Fausto Brito, da Lancha "Antares" e Jorge Oliveira e Carmo-

Por volta das 04H00, o navio, visualmente identificado como um cruzador, lançou granadas iluminantes e abriu fogo de metralhadora pesada sobre a "Vega", que retirou para Diu e fundeou.


Às 06H15 suspendeu e aproximou-se novamente do cruzador, onde foi vista, içada no mastro, a bandeira da União Indiana. A lancha regressou ao fundeadouro e Oliveira e Carmo fardou-se de branco para, segundo afirmou, morrer com mais honra. Às 07H00 foram avistados aviões a jato efectuando bombardeamento sobre terra. O Comandante reuniu a guarnição e leu-lhes as ordens do Estado-Maior da Armada, segundo as quais a lancha deveria combater até à última bala.

 

-Homenagem à memória de Oliveira e Carmo, em Alenquer-

 

Cerca das 07H30 aproximaram-se dois aviões para bombardear a Fortaleza e Oliveira e Carmo mandou abrir fogo sobre eles com a peça de 20 mm (um dos aparelhos acabaria por ser atingido e obrigado a aterrar). Estes, naturalmente, ripostaram. Agilmente manobrada pelo seu comandante, a "Vega" esquivou-se às primeiras rajadas.

 

-António Ferreira-

 

No entanto, um novo ataque, desta vez em fogo cruzado, matou o marinheiro artilheiro António Ferreira e cortou pelas coxas as pernas de Oliveira e Carmo que, ainda com vida, retirou do bolso e beijou as fotografias da mulher e do filho pequeno. Deflagrara, entretanto, um violento incêndio, que rapidamente se propagou à casa da máquina e à ponte.

 

-Aníbal dos Santos Fernandes Jardino-

 

A lancha foi abandonada, em virtude do seu reduto se ter tornado intransitável devido aos buracos causados pelos projéteis inimigos e pelo incêndio, que atingia, já, o convés.

A guarnição tentou, então, arriar o bote para evacuar o Comandante, mas um novo ataque aéreo feriu mortalmente Oliveira e Carmo, tendo também sido atingidos três marinheiros (um deles, marinheiro artilheiro Fernandes Jardino, com a perna esquerda cortada pela canela, viria a falecer no trânsito para terra).

 

 

Com o bote inutilizado e a lancha completamente tomada pelas chamas, viram-se os sobreviventes obrigados a nadar em direcção a terra, agarrando-se os feridos a uma balsa.

Sacudida pelas explosões das suas próprias munições, a "Vega" acabaria por se afundar, por volta das 09H00, arrastando consigo o corpo do seu heroico Comandante.

 

-Armando Cardoso da Silva (1995)-

 

Oliveira Carmo foi, a título póstumo, condecorado com a Medalha de Valor Militar, grau Ouro, com Palma, e agraciado com a Ordem Militar da Torre e Espada, Valor, Lealdade e Mérito, grau Comendador e promovido por distinção ao posto de Capitão-Tenente.

 

-Pintura de Raul Sousa Machado-

 

Já os dois marinheiros que morreram devido aos ferimentos sofridos em combate, Aníbal dos Santos Fernandes Jardino e António Ferreira, foram-lhes atribuídas as Medalha de Valor Militar, grau Cobre e promovidos ao posto de Marinheiro.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

ESTADO DA ÍNDIA – SÉRIE VI – DESEMPENHOS – AVISO DE 1ª CLASSE “AFONSO DE ALBUQUERQUE” – 54º EPISÓDIO

 

A 18 de dezembro, perante todos os circunstancialismos, o “Afonso de Albuquerque” estava em condições de se fazer ao mar. Fundeado em Mormugão, o seu afundamento era previsível quando se verificasse estar totalmente impossibilitado de continuar a luta.

As ordens finais para o “Afonso de Albuquerque”:

1-Ação naval contra o inimigo, desde que não se verificasse grande desproporção de forças.

2-Encalhe em local previamente escolhido (frente à praia de Dona Paula) quando, por motivo de avaria em combate, corresse o risco de se afundar.

3-Ação artilheira, como bataria costeira, defendendo o acesso ao Porto de Mormugão.

4-Destruição do navio quando:

a) esgotassem as munições; b) a sua artilharia não estivesse em condições de ser utilizada; c) as forças invasoras ameaçassem Pangim.

5-Incorporação da guarnição no núcleo de defesa concentrado em Mormugão.

No dia da invasão do Estado da Índia pelas forças militares da União Indiana, o "Afonso de Albuquerque" travou, durante mais de duas horas, um difícil e árduo combate contra três modernas fragatas indianas, acabando por ser encalhado no porto de Mormugão.


Do combate resultou no navio português um morto, o 1º Grumete telegrafista José Manuel Rosário da Piedade, um ferido grave: o comandante do navio, António Cunha Aragão e ainda cerca de 50 feridos ligeiros, dos quais apenas uma dezena teve de receber tratamentos hospitalares.

-O Comandante, Cunha Aragão-

Os tripulantes do “Afonso de Albuquerque” estiveram detidos nos Campos de Prisioneiros de Alparqueiros (Vasco da Gama) e de Pondá (Goa) e foram repatriados nos navios “Vera Cruz” e “Pátria”.


Quando regressaram, e já em Lisboa, foram recebidos pelo então ministro da Marinha que elogiou e felicitou o seu comportamento. Mais tarde, depois de se apurarem responsabilidades, foram aplicados castigos e atribuídas distinções.

GUARNIÇÃO: 183 MILITARES

OFICIAIS: 13

COMANDANTE: António Cunha Aragão, Capitão-de-mar-e-guerra.

Fernando Gomes, 2º Tenente; Francisco António Alçada Gonçalves Cardoso, 2º Tenente; Francisco Manuel Martins Gonçalves, 1º Tenente; João Valentim Soares Felner, Capitão-Tenente; José António Teixeira Cervaens Rodrigues, 2º Tenente; José Augusto Morais Sarmento Gouveia, 2º Tenente; José Manuel Correia Mendes Rebelo, 1º Tenente; José Maria Caldas Frazão Pinto Cruz, Capitão-de-fragata; José Vitoriano Cabrita, 2º Tenente; Luís Sá Machado Rebelo, 1º Tenente; Mário Jorge Santiago Batista Coelho, 2º Tenente; e Vítor Marques Pedroso, 1º Tenente.

SARGENTOS: 28

Américo Ferreira Gonçalves, Sargento-Ajudante; António Campos, 2º Sargento; António Santos, 1º Sargento; Arlindo Rosa Viegas, 2º Sargento; Artur Pires Vieira, 2º Sargento; Carlos São Marcos Piedade, 1º Sargento; Casimiro Santos Duarte, 2º Sargento; Daniel Correia Costa, 2º Sargento; Eduardo Pires Coelho, 1º Sargento; Francisco Anjos, 2º Sargento; Francisco Lima, 1º Sargento; Henrique Duarte, 2º Sargento; João Batista Domingos Damas, 2º Sargento; João Duarte Pinto, 2º Sargento; João Silva Dias, 2º Sargento; Joaquim Ferreira Oliveira Coelho, 2º Sargento; Joaquim Gomes Vilaça, 1º Sargento; Joaquim Matias, 2º Sargento; José Alves Ribeiro, 2º Sargento; José Ventura, Sargento-Ajudante; Manuel Alves Gonçalves, 1º Sargento; Manuel Melo Fernandes, 1º Sargento; Manuel Sousa Ramos, 2º Sargento; Mário Matos Anjos, 2º Sargento; Orlando José Rodrigues Ferreira, 2º Sargento; Raul Ribeiro Santos, 1º Sargento; Secundino Alves Pinto, 2º Sargento; e Sérgio R. Vieira, 1º Sargento.

PRAÇAS: 142

Abílio Marques Oliveira, Cabo; Acácio Freitas Canceiro, 2º Cozinheiro; Adelino Fino Santos, Marinheiro; Adérito Fernandes Lobato, 1º Criado; Aires José Duarte, Marinheiro; Albertino Marques, 1º Grumete; Albino Ressurreição Alonso, Marinheiro; Alfredo Marques Alexandre, Cabo; Álvaro Domingos Alves Rego, Marinheiro; Américo Costa Dias, 1º Grumete; Américo Oliveira, 1º Grumete; Américo Santos Sousa, Marinheiro; António Alberto Leite Araújo, 1º Grumete; António Alberto Pires, 1º Grumete; António Claro Marques, Marinheiro; António Conceição Costa, Cabo; António Dias Fonseca, 1º Grumete; António Dias Rodrigues, 1º Grumete; António França, Cabo; António Isidro Oliveira, 1º Grumete; António Jacinto Silva Bento, 1º Grumete; António Joaquim Monteiro Raposo, Marinheiro; António José Luz, Marinheiro; António José Marmelo Chambel, Marinheiro; António Luís Mateus, 1º Grumete; António Manuel Cereja, Marinheiro; António Patrício Cristóvão, Marinheiro; António Paulo Fernandes, 1º Grumete; António Remédios Botelho, Marinheiro; António Ribeiro Brás, 1º Grumete; Apolinário Ambrósio Rosa, 1º Grumete; Arlindo Henrique Pereira Constante, 1º Grumete; Armando Santos Graça, 2º Cozinheiro; Arménio Adrião Pereira, 1º Grumete; Artur Gonçalves Marques, Marinheiro; Augusto Neves Pena, 1º Grumete; Bernardino Sousa Sá, Marinheiro; Carlos Afonso Costa Tavares, 1º Grumete; Domingos Francisco, 1º Grumete; Eduardo António Albino, 1º Grumete; Emídio Duarte Pinto, 1º Grumete; Ernesto Augusto Lopes, 1º Grumete;Evaristo Pires, Marinheiro; Fausto Conceição Sande Carriço, Marinheiro; Fernando Duarte Silva Lourenço, Marinheiro; Fernando Martins, Marinheiro; Fernando Simões Miguel, Marinheiro; Francisco António Azinheiro Zorro, 1º Grumete; Francisco António Caravela, Marinheiro; Francisco Aurélio Soldadinho Morais, Cabo; Francisco Cabaço Pires, 1º Grumete; Francisco Duarte Fonseca, Marinheiro; Francisco Ferreira Martins, Cabo; Francisco Henrique, Marinheiro; Francisco Jesus Oliveira, Marinheiro; Francisco Jesus Sobral, Marinheiro; Francisco Marreiros, 1º Grumete; Francisco Martins Vaz, Marinheiro; Francisco Matilde Emídio, 1º Grumete; Francisco Pinto Lopes, 1º Grumete; Gelásio Rodrigues, Marinheiro; Gentil Marques Sousa, Marinheiro; Gil Rosário Ferreira, Marinheiro; Henrique José Mendes, Marinheiro; Henrique Lourenço Costa, 1º Grumete; Ilídio Santos Nunes, Padeiro; Inácio Isabel, Marinheiro; Inocêncio Agostinho Colho Varge, Marinheiro; Jacinto José, Marinheiro; João Alberto Belchior, 1º Criado; João Alberto Pinto, 1º Grumete; João António Correia Miranda, Marinheiro; João António Lança Pólvora, 1º Grumete; João Cândido Salgado, Cabo; João Esteves Mendes, Marinheiro; João Faria, Marinheiro; João Lopes Rosário, Cabo; João Manuel Órfão Teixeira, 1º Grumete; João Maria Rodrigues, 1º Grumete; João Marques Aguieiro, Marinheiro; João Martins Terrôa Ramos, 2º Despenseiro; João Silva Marques, Marinheiro; Joaquim Batista Neto, 1º Grumete; Joaquim Cosara Ramalho, Marinheiro; Joaquim Gualdino Duarte, 1º Grumete; Joaquim Maria Batista, Cabo; Joaquim Robalo Moço, 1º Grumete; Joaquim Romualdo Arnal, 1º Grumete; Joaquim Santos Nunes Silva, 1º Grumete; Joaquim Vaz Horta, Marinheiro; Jorge Vasco Nunes, Marinheiro; José Augusto Dias, Marinheiro; José Conceição Pombo, Marinheiro; José Conceição Roldão, 1º Grumete; José Fernandes Alves, 1º Grumete; José Francisco Reis Ramos , Marinheiro; José Gonçalves Dionísio, Cabo; José Manuel Rosário Piedade, 1º Grumete; José Marques Dias, 1º Grumete; José Martinho Gomes Fernandes, 1º Grumete; José Nunes Soromenho, 1º Grumete; José Pereira, 1º Grumete; José Pimenta, 1º Criado; José Rodrigo Farinha Taborda, 1º Grumete; José Romão Fernandes Caldeira, 2º Despenseiro; José Rosa Lopes, Cabo; José Vieira Branco, 1º Despenseiro; Lineu Jesus Marta, Marinheiro; Luís Barreiros, Cabo; Luís Canhoto Rocha, 1º Grumete; Luís Marques Delgado, Marinheiro; Manuel António Correia, 1º Grumete; Manuel Antunes Caldeira, Cabo; Manuel Azevedo Sá, Marinheiro; Manuel Blayer, Cabo; Manuel Costa Vasconcelos, 1º Grumete; Manuel Faria Félix Rola, Marinheiro; Manuel Felizardo Conceição Oliveira, 1º Grumete; Manuel Joaquim Lavadinho Santos, Marinheiro; Manuel Joaquim Pires, Marinheiro; Manuel Jorge Buco, Cabo; Manuel José Garção Branquinho, Marinheiro; Manuel Pereira Júnior, Marinheiro; Manuel Pestana, 1º Cozinheiro; Manuel Rodrigues Paz, Marinheiro; Manuel Santos Faria, Marinheiro; Manuel Trindade, Marinheiro; Marcos Carmo Carvalho, Marinheiro; Mário Jesus Nunes, 1º Grumete; Mário Marques Ferreira, Marinheiro; Mário Valente C. Melo, Cabo; Matias António Almas, Marinheiro; Messias Rafael, 1º Grumete; Reinaldo Paixão Batista, Marinheiro; Salvador Correia Costa, Marinheiro; Trajano Conceição Horta, 1º Grumete; Valdemar Ruivo Vieira Simões, Marinheiro; Virgílio Moreno Carvalho, Marinheiro; Vítor Manuel Espírito Santo, 1º Grumete; Vítor Manuel Pinguinhas Cid, Marinheiro; Vitorino José Silva Cordeiro, 1º Grumete; e Vladimiro Freire Romba, Marinheiro.

A tripulação do “Afonso de Albuquerque” adotou, como mascote, a gata “Mimi”, uma felina muito fofa, bem querida e com imensos admiradores.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

AGRADECIMENTO - 27.01.2022

 

Exmº Senhor

Manuel Augusto Magina da Silva

Ilustre Superintendente-Chefe e

Diretor Nacional da

Polícia de Segurança Pública

Bom dia!

Com os melhores cumprimentos cumpre-me vir dar conta a V. Exª que terminei ontem a pesquisa às Ordens de Serviço da extinta 1ª Companhia Móvel de Polícia, com sede em Oeiras, assim como às do então Comando Geral da Polícia de Segurança Pública, logo, venho agradecer imenso a decisão de V. Exª para que eu pudesse aceder a documentos importantíssimos onde recolhi elementos bastantes para o trabalho que irei iniciar proximamente, que visa o tributo aos inúmeros agentes das 13 Companhias Móveis de Polícia, mobilizadas para as então províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, aquando da Guerra Colonial.

Portanto, o meu profundo obrigado pela atenção que V. Exª deu ao meu pedido, assim como agradecer aos senhores Superintendentes José do Nascimento Salvado Lopes e Rogério Marques Soares os quais, nos contatos que comigo tiveram, manifestaram muito interesse por este trabalho.

Também quero expressar o meu muito obrigado ao senhor Chefe Lourenço Cardoso Nascimento, o seu cuidado, não só no acompanhamento, como na escolha das instalações e condições para que eu pudesse estar impecável e confortavelmente a desenvolver a tarefa a que me propus.

Da mesma forma registo a impecável e continua assistência dos Agentes Principais, os formidáveis senhores José Miranda e Abílio Pedro, do Arquivo da Direcção Nacional, os quais, graças à sua permanente disponibilidade, eficiência e simpatia, contribuíram para que a minha tarefa fosse desenvolvida com ritmo, precisão e rigor, o que registo com enorme agrado e profunda gratidão.

Também destaco as preciosas e importantes ajudas recebidas da Drª Michele Soares (do Museu da PSP); do Agente Principal, senhor Paulo Maia (Armamento); da Técnica Superior, Dª Sofia Teotónio (Relações-Públicas); do Comissário senhor Sílvio Pires e Agente Principal, senhor Manuel Caetano, ambos do Gabinete de Estudos e Planeamento; do pessoal da Portaria, assim como o da Messe, pelo cordial tratamento que me dispensaram e que muito agradeço.

O muito obrigado aos Agentes Principais, senhores Fernando Lopes, Hugo Casaca e Jorge Xisto, da sala de Formação de Tiro, por facultarem as suas instalações, pedindo, ainda, desculpa pelos incómodos que possa ter causado por ter trabalhado na sua zona de conforto.

Gente fantástica, simples e solidária e que muito honram e dignificam a grande instituição que é a Polícia de Segurança Pública! Bem hajam!

Entretanto, para que V. Exª possa constatar a dimensão deste empreendimento direi, a título de simples informação, que os dados estatísticos, são os seguintes:

TEMPO DESPENDIDO

De 6 de dezembro de 2021 a 26 de janeiro de 2022 – 30 dias (manhãs e tardes). Média: 6/7 horas diárias.

TRABALHO DESENVOLVIDO

JUNTO DA COMPANHIA MÓVEL DE POLÍCIA-Oeiras – Períodos em análise: desde 6 de novembro de 1960 a 5 de julho de 1974.

DA DIVISÃO DE MOBILIZAÇÃO DA PSP DE LISBOA: de 6 de julho de 1974 a 22 de agosto de 1975.

Ordens de Serviço publicadas: 4.177, tendo sido consultadas 8.673 páginas e obtidas 2.533 fotocópias.

JUNTO DO COMANDO GERAL DA POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA

Período em análise: de 2 de janeiro de 1960 a 31 de dezembro de 1976.

Ordens de Serviço publicadas: 5.449 (I e II Partes), tendo sido consultadas 16.431 páginas e obtidas 1.807 fotocópias.

Aqui houve uma tarefa adicional, complexa e demorada dado que o tamanho do papel destas Ordens de Serviço é superior ao A-4, não só a tiragem das fotocópias teve de ser um bom exercício de habilidade e saber, como o ter de escrever no verso das fotocópias tudo aquilo que não ficou impresso.

Mais adianto que todo o material recolhido (as 4.340 fotocópias obtidas no arquivo da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública) será, depois do trabalho concluído, entregue no Museu da PSP e estará disponível para os vindouros continuarem a trabalhar sobre a matéria, se assim o entenderem.

Agora terei de acabar o tema que estou a divulgar no meu blog “Estado da Índia-466 Anos de História”, para, logo de imediato, avançar com este aliciante e importante desafio, que são as Companhias Móveis de Polícia, cuja motivação é intensa e desmedida.

Contudo, perante o imenso volume de matéria recolhida entendo que esta tarefa será terminada dentro de dois anos.

Despeço-me de todos, incluindo V. Exª, com saudações de apreço, consideração e respeito.

Obrigado por tudo!

Alberto Helder