domingo, 14 de outubro de 2007

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL - UM REPARO OPORTUNO


Exmº Senhor
Presidente da
Federação Portuguesa de Futebol

Ao constatar as referências existentes no sítio da FPF quanto às presenças dos Árbitros Portugueses nos Campeonatos Mundiais de Futebol, organizados pela FIFA, onde se fazem referências aos consagrados Vieira da Costa, Joaquim Campos, António Garrido, Carlos Valente e Vítor Pereira, detecto existirem algumas falhas que passo a enumerar. A saber:

NO CAMPEONATO DO MUNDO DE 1950 - BRASIL

O Árbitro Internacional José Vieira da Costa, filiado do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto, esteve presente e actuou como Fiscal de Linha (hoje Árbitro Assistente) nos jogos a seguir indicados, que se iniciaram às 15H00 locais:

1. Em 25 de Junho, em Curitiba, no Estádio Durival de Brito, jogo entre as selecções da Espanha e dos Estados Unidos da América (3-1), exerceu as funções de Árbitros Assistente 1. Espectadores: 10.000.

2. Em 1 de Julho, no Estádio do Maracanã, foi o Árbitro Assistente 2, onde o Brasil defrontou a Jugoslávia e ganhou por 2-0. Espectadores: 142.000 (!).

3. Em 13 de Julho, no mesmo Estádio do Rio de Janeiro, actuou como Árbitro Assistente 2 no encontro Brasil-Espanha, ganho pelos primeiros por 6-1. Espectadores: 153.000 (!!!).

NO CAMPEONATO DO MUNDO DE 1970 - MÉXICO

O Árbitro Internacional António Saldanha Ribeiro, filiado no Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Leiria, participou nos 2 encontros realizados no Estádio Guanajuato, em Leon, a seguir mencionados:

1. Em 7 de Junho, às 12H00, exerceu as funções de Árbitro Assistente 2 no desafio entre República Federal Alemã e a Bulgária, cujo desfecho foi de 5-2. Espectadores: 12.710.

2. Em 11 de Junho, às 16H00, foi o Árbitro principal do jogo Bulgária-Marrocos, que acabou empatado a 1-1. Espectadores: 12.299.

NO CAMPEONATO DO MUNDO DE 2002 - COREIA/JAPÃO

O Árbitro Assistente internacional Carlos Manuel Ferreira de Matos, filiado no Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Lisboa, fez três actuações na República da Coreia, todas como Árbitro Assistente 1. Os jogos realizaram-se todos à mesma hora local (15H30). Eis a lista:

1. Em 4 de Junho, no Estádio Mundial, em Gwangju, desafio entre as selecções da China e da Costa Rica. Resultado 0-2. Espectadores: 27.217.

2. Em 11 de Junho, no Estádio Munhak, em Incheon, jogaram as equipas da Dinamarca e França. Desfecho final: 2-0. Espectadores: 48.100.

3. Em 17 de Junho, no Estádio Mundial, em Jeonju, defrontaram-se o México e os Estados Unidos, ganho por estes últimos por 2 golos sem resposta. Espectadores: 36.380.

Espero, pois, ter contribuído (aliás, como sempre o tenho feito) para a valorização a página da FPF, assim como proporcionar que as omissões existentes sejam superadas, o que só vem dignificar e prestigiar a arbitragem portuguesa, aquém e além fronteiras.

Saudações

Alberto Helder

NOTA: Proximamente seguir-se-á o envio de mais informações importantes, depois da pesquisa que estou a realizar sobre a presença de outros Árbitros portugueses nas variantes de Futebol de 11, Futsal e Futebol de Areia, quer em Campeonatos do Mundo, quer nos Europeus, qualquer seja o escalão etário dos jogadores das selecções representadas.

sábado, 13 de outubro de 2007

JUCA – MAIS UM DOS NOSSOS QUE PARTIU…


Júlio Cernadas Pereira, de seu nome completo, faleceu esta 5ª feira, com 78 anos de idade.

Jogador de fino recorte técnico, disciplinado e brioso foi uma referência no futebol português.

Nasceu no dia 13 de Janeiro de 1929, em Moçambique, na antiga Lourenço Marques (actualmente Maputo) e actuou no Sporting Clube de Portugal onde participou em mais de 300 jogos, marcando 24 golos. Envergou a camisola das quinas por 8 vezes.

Mais tarde, treinou a equipa do seu clube e foi seleccionador nacional.

Rendo o meu preito de saudade por ter sido um seu admirador e a quem soube tão bem dignificar o Desporto-rei e prestigiar quem representou.

NOTA: Fotos - com a devida vénia do Sporting Clube de Portugal.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO HOSPITAL DE SANTA MARIA


Sou Voluntário desta instituição. Seja-o também!
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

APONTAMENTOS SOBRE A MINHA ACTIVIDADE DESPORTISTA (I)


Como expresso no meu currículo (ver 6 de Agosto), desenvolvi o gosto pelo futebol desde muito cedo e, caso concreto, aos 9 anos de idade (Janeiro de 1952) vi o primeiro jogo a sério, assistindo à estreia do Árbitro e Mestre Joaquim Campos na 1ª categoria nacional, no jogo Belenenses-Estoril, nas Salésias.

Durante os anos seguintes fui aperfeiçoando a minha técnica quer jogando na rua onde morava ou no Jardim do Príncipe Real (por vezes a correr à frente da polícia, por ser proibido jogar em qualquer espaço, fosse verde, alcatrão, terra ou outro qualquer piso), com bola de trapos ou de borracha (esta era um luxo… para a época) ou íamos para o Bairro da Serafina, em pleno Parque de Monsanto, onde, com liberdade, podíamos ter contacto com uma bola a sério, aquelas de catechu, de couro, com pipo e tudo!!!.

Mas, quando entrei para a empresa Rodrigues & Rodrigues, em 4 de Abril de 1956, aos 14 anos de idade, e porque havia colegas que gostavam do desporto-rei organizavam uns jogos particulares, lá me fui aproximando da titularidade e consegui lugar nalguns desafios.

-Continua-

NOTA: A foto foi obtida em 14 de Abril de 1957, em Loures, num jogo entre solteiros e casados da firma.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

ORIENTAL-CARREGADO, CARNIDE-ALÉM CANEÇAS, ALVERCA-CASA PIA E VIALONGA-VENDA DO PINHEIRO - UM FIM-DE-SEMANA EM CHEIO…











Pois é verdade, como adepto do desporto-rei saboreei dois dias recheados de futebol. E para quem gosta… Assistir a 4 jogos, percorrer mais de 80 quilómetros e ter participado num deles (parte), é obra. Senão, vejamos:

SÁBADO, DIA 6

Jogo de Juniores, para o Distrital da 1ª Divisão Honra, entre as turmas do Clube Oriental de Lisboa-Associação Desportiva do Carregado, realizado no Campo de terra batida do Operário Futebol Clube (Lisboa) e que terminou empatado a dois golos. Tive o prazer de ter estado com mais Amigos, como o Fernando Rodolfo (membro do Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Lisboa, Alfredo (Chelas), Ivan Rodrigues, Árbitro, entre outros.
Equipa de arbitragem: Miguel Alexandre Teodoro Marques (Árbitro), ajudado por Nuno Filipe Marques Martinho e Diogo José Fontes Silva.

À noite, no Pavilhão Municipal do Bairro Padre Cruz (Lisboa), vi o encontro a contar para o Distrital da II Divisão de Futsal, entre as equipas do Carnide Clube e do Clube Atlético de Além Caneças, vencido pelos primeiros por 2-1. Luís Leão também esteve presente.
Equipa de arbitragem: Luís Álvaro Fazendeiro de Sá e Luís Filipe Matos Reizinho.

DOMINGO, DIA 7

De manhã, no campo de terra batida do Complexo Desportivo de Alverca, aconteceu o imprevisto no jogo Futebol Clube de Alverca e o Casa Pia Atlético Clube, em Iniciados 1ª Divisão, Honra. Vitória do Alverca por 3-0. Na falta da Árbitra Assistente no início do jogo tive que prestar a minha colaboração como auxiliar durante os primeiros 28 minutos… Foi bom… Houve, até, uns lunáticos que até disseram que não marquei uma grande penalidade. Como se o Assistente marcasse qualquer falta, poderá, isso sim, é assinalar. Coisas…
Equipa de arbitragem: Fernando José Mendes Oliveira (Árbitro), auxiliado por Nuno Manuel Gonçalves Rocha e Joana Margarida Correia Vicente.

À tarde, no novo campo de relva sintética da Meia Laranja (Santo Antão do Tojal), efectuou-se o desafio entre o Grupo Desportivo de Vialonga e o Clube Desportivo da Venda do Pinheiro (1-3), Seniores, 1ª Divisão, onde encontrei e falei com o Árbitro Manuel Fernando Araújo Costa.
Equipa de arbitragem: João Nuno Tolentino Silva Gaspar (Árbitro), coadjuvado por Renato Manuel Bento Rodrigues e Ricardo Filipe Barata Vilas.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

DRª MARIA JOÃO FORTUNATO – PROFISSIONAL COMO POUCAS…


Que dizer da Drª Maria João Fortunato, ilustre advogada com quem cooperei institucionalmente durante largos anos em que estive ao serviço efectivo, senão:

O facto de ter estado sempre disponível, prestável e atenta são, para mim, parâmetros de elevado profissionalismo que desenvolveu e consolidou perante qualquer pessoa gosta de sentir quando precisa de orientação e acompanhamento para os seus problemas.

O ser dotada de invulgar capacidade intelectual, com uma dinâmica impressionante e profundos conhecimentos, cedo tomei consciência de que, como responsável e empenhada, a sua colaboração para servir a arbitragem no seu todo era garantida através da inigualável força de vontade, atitude preponderante e determinação quanto baste que sempre assumiu e demonstrou.

O seu sempre presente espírito de sacrifício como mulher, esposa e mãe, por que passou algumas vezes devido a inúmeras situações indesejadas que se lhe depararam e que as superou, acudindo a urgências limitadas, trabalhando com afinco em dias e horas impróprias nada comuns a um normal e populoso escritório de advocacia.

O seu sentido de entreajuda e de tolerância para quem necessitou dos seus préstimos, pese embora algumas situações menos felizes por parte de quem ajudava, mas, mesmo entristecida nunca vacilou perante as dificuldades que, em certa medida, lhe eram impostas.

O seu agradável entendimento, humanismo e simpatia para com todos supera o simples e vulgar relacionamento frio e distante de cliente/advogada que normalmente existe noutros ambientes e espaços

O seu apego ao sentimento de responsabilidade que sempre aplicou em tudo o que diz respeito à sua actividade de advogada.

Por tudo isto merece o meu profundo reconhecimento pessoal, extensivo a seu esposo, Dr. Carlos Ribeiro e a seus filhos (Ricardo e Sara).

Drª Maria João Fortunato gabo-lhe a paciência, o seu elevado poder de interiorizar situações adversas, expresso-lhe o meu respeitoso e cordial apreço pelo que contribuiu para a minha formação, com os seus ensinamentos oportunos e esclarecedores.

Bem-haja!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

MOGADOURENSE - REBORDELO (RETROSPECTIVA-VI)

A viagem ao Distrito de Bragança, efectuada faz hoje um ano, foi aquela que mais gozo me deu pela distância que percorri sozinho e num só dia: 976 quilómetros e, ainda, por ter estado no moderníssimo e fantástico Estádio Municipal de Mogadouro, digno desse nome, com capacidade para 6.000 espectadores, onde tudo é funcional e esplendoroso. Equipado com saídas para o relvado, amplas salas para recuperação física, lavandaria, desentropedecimento muscular, o dito aquecimento, cabinas como devem ser, enfim, um autêntico mimo!

O Presidente do clube fez o favor de me mostrar as excelentes condições que a modelar infra-estrutura utilizada para um clube dos Distritais possui e que rivaliza ou supera com outras de escalões superiores, mesmo a nível da Liga. Foi o melhor recinto dos 22 que visitei em todo o Portugal!...

O jogo em questão foi entre as equipas do Futebol Clube Mogadourense e da Associação Desportiva e Cultural de Rebordelo, que terminou com a vitória do clube da casa por 2-0.

A equipa de arbitragem neste jogo foi constituída por Nelson Manuel Alves Ramos (Árbitro) e os seus colegas João Manuel Gomes e Ricardo Alberto Sarmento Morais.