quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

REGIMENTO LANCEIROS 2 COMEMOROU 186 ANOS DE EXISTÊNCIA!

E eu marquei presença no quartel da Amadora onde assisti a uma deslumbrante parada militar, junto de muitos amigos e camaradas de armas!










































 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

UNIDADES DA POLÍCIA MILITAR QUE CUMPRIRAM A SUA MISSÃO NA ENTÃO PROVÍNCIA ULTRAMARINA DE TIMOR – 2º DE 8 EPISÓDIOS.

01 – PELOTÃO DE POLÍCIA MILITAR 39 

Unidade mobilizadora: Regimento de Lanceiros 2 (Lisboa).
Divisa: "Justiça inter armas"!
Saída para Díli: 17 de julho de 1962, no navio Niassa.
Serviço Postal Militar: 1065
Publicação editada:
Regresso a Lisboa: 29 de julho de 1964, no navio Timor.
A distância entre cidades, em linha reta, é de 14.399 quilómetros.
A mobilização decorreu ao longo de: 744 dias.
Permanência no território: 640 dias.
As viagens tiveram o total de 104 dias a navegar (46 ida+58 volta).
Distinções recebidas:
Ordens de Serviço da unidade:
História da unidade:
Outras referências: Lanceiro-Cadernos Militares nº 3, página 43
Página no Facebook:
Este episódio tem 2 páginas e 1 imagem.
CONTINGENTE: 40 MILITARES 
OFICIAIS: 1
Jorge Jesus Cavaco Encarnação, Alferes
SARGENTOS: 3
Diamantino António Ferreira Bravo, 2º Sargento
João Francisco Fernandes Camacho, Furriel
Joaquim Gonçalves Lopes Monteiro, Furriel
PRAÇAS: 36
Alberto Luís Rodrigues, Soldado 1099/61
António Amado Abel, Soldado 925/61
António Clemente, Soldado 1371/61
António Geirinhas Carregal, Soldado 701/61
António Gouveia Batista, Soldado 1208/61
António José Marques Arsénio, Soldado 1170/61
António José Rodrigues Guerra, Soldado 240/61
António Ramos Costa, Soldado 1031/61
António Rosa Santos, Soldado 929/61
Augusto Dores Santos, Soldado 908/61
Aurélio Santos Josefa Batista, Soldado 1011/61
Carlos Alberto Miranda Fernandes, 1º Cabo 700/61
Carlos Augusto Faustino Tavares, 1º Cabo 687/61
Daniel Martinho Carvalho Novais, Soldado 622/61
Eduardo João Alves Amaral, Soldado 1044/61
Félix José Nery Silva, 1º Cabo 884/61
Henrique Piedade Dantas, Soldado 1023/61
Jacinto Duarte Fonseca, 1º Cabo 678/61
João Costa Nogueira, Soldado 1068/61
João Maria Silva Bastos, 1º Cabo 883/61
João Tomás Piedade Ventura, Soldado 344/61
Joaquim Filipe Costa, Soldado 349/61
Joaquim Gonçalves Sousa Correia, 1º Cabo 676/61
Joaquim Luís Castro Oliveira, Soldado 910/61
Joaquim Moreira Rodrigues, 1º Cabo 633/61
Jorge Sousa Silva, Soldado 1014/61
José Ascensão Leitão, Soldado 1191/61
José Castro Ferreira Silva, Soldado 503/61
José Silva Marques, Soldado 1013/61
José Silva Pereira Saraiva, Soldado 879/61
José Silva Teixeira, Soldado 1133/61
José Silva, Soldado 1110/61
Manuel Francisco, Soldado 1032/61
Manuel Santos Tomásio, Soldado 362/61
Manuel Soares Sá, Soldado 1104/61
Nestor Leopoldo Cunha, Soldado 1305/61




terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

EXMº SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

(Carta hoje endereçada)

Exmº Senhor
Dr. Fernando Medina Maciel Almeida Correia
Ilustre Presidente da
Câmara Municipal de Lisboa 

Boa tarde. 

Tive ontem conhecimento de que V. Exª esteve no Bairro das Pedralvas e adiantou que, segundo plano idealizado pela Câmara Municipal de Lisboa, este será um dos primeiros a receber obras de beneficiação. 

Tomo a liberdade de chamar a atenção de V. Exª que, desde o início, anos sessenta, nesta zona remota de Benfica, existem muitas deficiências e insuficiências que prejudicam os moradores, os quais, mesmo assim, têm suportado todos os obstáculos que se lhe deparam. 

Moro neste Bairro há 52 anos e, ao longo do tempo, tenho pugnado pelas virtudes que devem existir neste local visando o bem-estar dos seus moradores. 

Edito um Boletim mensal com as anomalias que carecem de correção, o qual é publicado no meu espaço na net e remetido a diversas entidades, envolvidas na matéria, incluindo V. Exª que nunca acusou a sua receção. 

O último publicado, reporta-se a 30 de janeiro de 2019 e pode ser visto em: http://albertohelder.blogspot.com/2019/01/boletim-27-janeiro-de-2019-bairro-das.html 

Mas isso é o que menos interessa desde que os assuntos estejam, agora, assinalados e sejam sentidos, para serem resolvidos. 

Contudo, há mais gente que continua insatisfeita pelos imensos disparates cometidos, que foram autorizados e construídos, como a parte final da calçada do Tojal, onde os comerciantes são lesados desnecessariamente pelo deficiente traçado das vias que os servem. 

Este é um dos lamentos que se ouve há muito tempo, mas outros existem e urge solucioná-los. 

Saudações de apreço, consideração e respeito. 

Alberto Helder
Rua Ary dos Santos, 1-4º andar, letra A
1500-062 LISBOA

PS-A imagem é do prédio onde resido.
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

UNIDADES DA POLÍCIA MILITAR QUE SERVIRAM NA ENTÃO PROVÍNCIA ULTRAMARINA DE TIMOR – 1º DE 8 EPISÓDIOS (APRESENTAÇÃO)

Ao perspetivar levar a cabo esta interessante e gratificante tarefa de prestar singelo e merecido tributo às 121 unidades da Polícia Militar que estiveram nas sete então províncias ultramarinas, e depois de publicar as referências a São Tomé e Príncipe (2017) e a Macau (2018), e perante a dificuldade em receber auxílio de cinco dos sete agrupamentos que cumpriram a sua grata missão em Timor, resolvi, na altura, não continuar com a iniciativa por considerar que, no meu entender, não estar garantida a mínima dignidade, como pretendia e naturalmente exigida.
 Entretanto, avancei com outro género de processo – as 31 unidades que, para além das 15 da Polícia Militar, serviram São Tomé e Príncipe, mas sem fotografias, o que foi muito gratificante e consegui levar a bom termo tal iniciativa.
 
Era lógico que, perante a montanha de informação que possuía da vivência da Polícia Militar nos territórios de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor, refletisse e voltasse a “agarrar” a ideia de concretizar o que tinha em mente – finalizar o trabalho – e assim se verificou.
 
Por tal motivo inicio esta segunda série com Timor e as suas 7 unidades (1 Pelotão e 6 Companhias), sem fotos, claro, mas com a informação essencial para que não se perca a memória do que foi a presença dos lanceiros, na então parcela ultramarina mais longínqua de Portugal.
 
Volto a referir que este trabalho é resultante de documentos oficiais, logo, se se verificar alguma discrepância, solicito e agradeço a sua estimada mensagem para efeitos de possível retificação.
 
Como nota curiosa, dou conta que Timor é a única PU em que foi adotada divisa em todos os 7 agrupamentos mobilizados!
 
Espero que gostem.
 
Eis, então, o programa da publicação dos 8 episódios:
04.02.2019 (hoje), segunda-feira,
a apresentação do trabalho.
 
06.02.2019, quarta-feira, Pelotão de Polícia Militar 39
(a sua mobilização ocorreu de 17 de julho de 1962 a 29 de julho de 1964,
num total de 744 dias. Contingente: 40 militares).
08.02 2019, sexta-feira, Companhia de Polícia Militar 683
(de 2 de maio de 1964 a 22 de junho de 1966,
num total de 782 dias. Contingente: 101 militares).
11.02.2019, segunda-feira, Companhia de Polícia Militar 1579
(de 12 de abril de 1966 a 27 de julho de 1968,
num total de 838 dias. Contingente: 98 militares).
13.02.2019, quarta-feira, Companhia de Polícia Militar 2394
(de 16 de abril de 1968 a 19 de setembro de 1970,
num total de 887 dias. Contingente: 99 militares).
15.02.2019, sexta-feira, Companhia de Polícia Militar 2735
(de 4 de junho de 1970 a 16 de outubro de 1972,
num total de 866 dias. Contingente: 97 militares).
18.02.2019, segunda-feira, Companhia de Polícia Militar 3578
(de 2 de julho de 1972 a 26 de julho de 1974,
num total de 755 dias. Contingente: 98 militares).
20.02.2019, quarta-feira, Companhia de Polícia Militar 8250
(de 25 de outubro de 1974 a 14 de abril de 1975,
num total de 172 dias. Contingente: 99 militares).
 
Entretanto, aqui ficam algumas simples notas do que se passou, assim como imagens de alguns contingentes, para recordar e registar para memória futura:
 
1-O contingente da Polícia Militar em Timor, nas suas 7 unidades, que cumpriram a sua grata e digna missão entre julho de 1962 a abril de 1975, teve o total de 632 lanceiros, assim ordenados por patentes: Capitães, 7. Alferes, 19. Primeiros Sargentos, 5. Segundos Sargentos, 1. Furriéis, 44. Primeiros Cabos, 131 e Soldados, 425.
 
2-A classificação das unidades, a partir do maior número de militares, é a seguinte: 1ª CPM 683, 101. 2ª CPM 2394 e 8250, 99 cada. 4ª CPM 1579 e 3578, 98 cada. 6ª CPM 2735, 97 e 7ª PPM 39, 40.
 
3-Quanto ao tempo de mobilização, temos: 1ª CPM 2394, 887 dias. 2ª CPM 2735, 866 dias. 3ª CPM 1579, 838 dias. 4ª CPM 683, 782 dias. 5ª CPM 3578, 755 dias. 6ª PPM 39, 744 dias e 7ª CPM 8250, 172 dias.
 
4-Em termos do tempo ocupado nas viagens de ida e volta, o resultado total é o seguinte: 1ª CPM 2735, 115 dias (59 na ida e 56 no regresso). 2ª PPM 39, 104 dias (46+58). 3ª CPM 1579, 98 dias (40+58). 4ª CPM 2394, 87 dias (42+45). 5ª CPM 683, 61 dias (31+30). 6ª CPM 3578, 52 dias (48+4). 7ª CPM 8250, 6 dias (3+3). As viagens da CPM 8250 foram feitas por via aérea, assim como a de regresso da CPM 3578.
 
5-Quem mais tempo esteve no território: 1ª CPM 2394, 800 dias. 2ª CPM 2735, 751 dias. 3ª CPM 1579, 740 dias. 4ª CPM 683, 721 dias. 5ª CPM 3578, 703 dias. 6ª PPM 39, 640 dias e 7ª CPM 8250, 166 dias.
 
6-A primeira unidade que chegou a Díli não tinha instalações apropriadas e teve de ocupar um velho armazém da Manutenção Militar para aquartelar, para fazer a sua vida (tomar refeições, banhos, dormir e toda a atividade relacionada com o dia-a-dia), pese embora não tivesse as mínimas condições para recolher 40 homens. Destaque-se que as camas que lhes foram atribuídas tinham de comprimento um pouco mais de 1,50 metro, o que para lanceiros, homens de compleição física elevada, não eram, naturalmente, compatíveis…
 
7-O Furriel Diamantino António Ferreira Bravo, o qual, depois de 3 anos de tropa cumpridos na chamada Metrópole, foi mobilizado para Timor e integrou o PPM 39, dado estar ligado às Artes, e a pedido do Comando do RL2, foi o autor do desenho e pintura do emblema representativo do RL2 no chão da Parada Mouzinho Albuquerque, no quartel da Ajuda (Lisboa). Também desenhou o estandarte do seu PPM, bordado na Missão Católica de Timor.
 
8-Todos os lanceiros da última unidade que esteve em Timor (CPM 8250), quando regressaram a Lisboa, uma vez que a hierarquia militar considerou que o tempo que estiveram em Timor não era suficiente para terem cumprido o mínimo exigível, tiveram de manter-se no ativo no RL2 até completar o que faltava para o cabal cumprimento do serviço militar (perto de dois anos).
 
9-A independência do povo timorense foi muito atribulada e violenta, registando-se elevadíssimo número de vítimas mortais, feridos e desaparecidos por intervenção estranha do seu espaço. Em 28 de novembro de 1975, foi declarada a independência de Portugal, mas não foi aceite pela Indonésia que invadiu o território e massacrou milhares de timorenses indefesos e desprotegidos para acrescentar, como conseguiu, mais uma província ao seu domínio e jurisdição geoestratégica. Muito mais tarde, em 30 de agosto de 1999 houve um referendo sob os auspícios da ONU no sentido de o povo decidir o que queria e 78,5% dos eleitores optou pelo afastamento da tutela (Indonésia). Em 20 de maio de 2002 finalmente Timor-Leste passou a pertencer ao seu povo.