segunda-feira, 17 de março de 2008

A MINHA IDA A ANGOLA

Iniciei o cumprimento de prestar o meu tributo a todos os Amigos que, lá longe, noutras paragens, perfilham a mesma língua, visitando Angola.


Graças ao especial empenhamento do Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Angolana de Futebol, o meu Bom Amigo e Senhor Jorge Mário Fernandes e o apoio logístico da Direcção da própria Federação, foi possível a minha deslocação a Luanda, como passo a relatar.

A minha estadia decorreu entre os dias e 16 e 25 de Março de 2007, tendo feito as viagens nos moderníssimos aviões da TAAG-Transportes Aéreos de Angola. Fiquei hospedado no Hotel Trópico. Por parte dos meus anfitriões o acompanhamento que me dedicaram foi simplesmente admirável a todos os títulos. Na noite do dia da chegada encontrei o ex-Árbitro de Futsal dos quadros nacionais, Henrique Manuel Gomes Fernandes, de Leiria, que se encontra a trabalhar na Capital angolana.

Ia com a intenção de presenciar o encontro da selecção angolana com a congénere da Eritreia, que contava para a qualificação do Campeonato Africano das Nações-2008, disputado no dia do meu regresso, mas por condicionalismos diversos e a impossibilidade de alterar o voo para Lisboa, tal não foi possível. Mas, mesmo assim, assisti aos seguintes encontros: 17/3 – Clube Desp. 1º de Agosto, 1-Atlético Sport Aviação, 2 (Girabola), 18/3 – Petro Luanda, 2-Young Africans (Tanzânia), 0 (Champions CAF) e Inter Clube, 0-Mwana Africa (Zimbabwe), 0 (Cup CAF), 20/3 – Sport Luanda Benfica, 0-Estrela Clube 1º de Maio, 0 (Girabola) e, por fim, em 22/3 – Selecção de Angola, 2-Atlético Sport Aviação, 0 (Preparação).

Tive o privilégio de saudar o meu grande Amigo Manuel Pimentel (recordo que se deslocou propositadamente a Luanda, que dista 1.015 quilómetros do Lubango, para me abraçar e felicitar pelo 65º aniversário, data que comemorei junto dos meus Amigos angolanos), o Prof. Oliveira Gonçalves (seleccionador nacional angolano), Joaquim Dinis (seu adjunto), Carlos Mozer (responsável pelo Inter), Manuel Dende (Presidente da Federação Santomense de Futebol, que estava em funções de comissário da Confederação Africana de Futebol), entre outros. Também cumprimentei alguns jogadores angolanos, incluindo Pedro Mantorras. Ainda no dia 21/3 proferi palestra sobre Ética e as Ciências comportamentais a Árbitros, Assistentes, Comissários e Dirigentes e Técnicos desportivos do futebol e de outras modalidades.

Gostei de ter voltado a Luanda, onde já estivera por duas vezes (em 1965, a caminho de São Tomé e 1966, de regresso a Lisboa), conforme ilustram as fotos, ambas tiradas em 30/6/1965 – uma com o Estádio dos Coqueiros a ver-se e na outra com o meu Bom Amigo António Baeta, que cumpria serviço militar em Angola.




Esperando não me esquecer de ninguém, expresso o meu profundo agradecimento pelas atenções com que me distinguiram, aos meus bons Amigos: Justino Fernandes (Presidente da FAF), Engº António Mangueira (Vice-Presidente), Augusto Pereira da Silva (Secretário-Geral), Mário Jorge Fernandes (principal promotor da minha deslocação, que me brindou com uma artística e bonita recordação angolana), Délcio Costa (antigo Secretário-Geral da Federação Angolana e sua esposa que fizeram o favor de me receber em sua casa), José Sá e Vasconcelos e Francisco Carvalho Neto (membros da Comissão de Arbitragem), Pedro Simão dos Santos (Árbitro FIFA), Manuel da Rosa e Helder Martins Carvalho (dirigentes da Associação Angolana de Árbitros de Futebol, que fizeram o favor de me ofertar uma linda peça de artesanato) e todos os restantes (que foram muitos e muitas) que, não sabendo os seus nomes, fizeram o favor de me distinguir com todas as honras. Bem-hajam! Gostei imenso de dar umas banhocas nas tépidas águas da ilha…

Fotos (a partir de cima): Jorge Mário Fernandes, em Fátima; com Vítor Pereira e Vítor Reis no Estágio promovido pelo Núcleo de Lisboa no Seixal; com José Serra, à esquerda e José Santana, dois formadores/colaboradores que estiveram em Luanda; Alberto Helder angolano; eu com Miguel Pimentel no Estádio dos Coqueiros, em Luanda; 1965, Luanda: com o meu amigo António Baeta e perto do Estádio dos Coqueiros; com Helder Carvalho e Manuel da Rosa, dirigentes da Associação dos Árbitros de Futebol de Angola, em Luanda.

domingo, 16 de março de 2008

MANUEL FERREIRA – UM BOM COMPANHEIRO DE LONGA DATA

Pois é, hoje comemoras mais um aniversário, por isso aqui ficam as minhas felicitações e as da Maria Júlia e do Rui Fernando.

O Manuel José Ferreira, hoje um empresário de sucesso, esteve, como eu, empregado nos Estabelecimentos Rodrigues & Rodrigues durante uma montanha de anos, pois foi para lá menino e moço, aliás, o mesmo aconteceu comigo. Desde cedo alimentámos uma amizade que perdurará por todo o sempre. Modesto, sério, trabalhador são algumas das suas imensas características que sempre apreciei. A fidelidade aos seus princípios foi uma constante que destaco e aplaudo. Vai aparecer nalgumas fotos que irei divulgar na rubrica Apontamentos da Minha Vida Desportiva, pois fizemos parte da equipa de futebol da empresa.

Na firma esteve como Adjunto do responsável do Serviço do Pessoal, como eu já tinha estado, onde elaborei alguns estudos e normas para a comunidade (chegámos a ter uma população que chegava perto de 500 trabalhadores!). Passados 10 anos, já eu me tinha vindo embora, deu-me conta que alguns dos meus projectos iam ser postos em prática… Rodrigues & Rodrigues faliu mas não foi por nós ou pelas nossas ideias, pois demos o máximo dos máximos, sem receber qualquer proveito pelas milhentas horas extraordinárias de trabalho que lhe demos, quer nos dias úteis, quer aos sábados, domingos e feriados, que, naquele tempo, eram dias normais de trabalho…
Deixemos de coisas menos boas. Manuel Ferreira, tem uma família coesa e fantástica, a Adília, sua esposa (já são avós), o Pedro e Susana, seu filho e nora. De vez em quando estamos em Peniche a comer a bela sardinha assada e os respectivos acompanhamentos (sólidos e líquidos, naturalmente). E que bem se está nesta sua casa…

Manuel Ferreira quando cumpria serviço militar obrigatório, esteve quase para ir parar a São Tomé e Príncipe, mas foi desmobilizado e as orientações que lhe transmiti para que a sua estadia naquele pedaço de paraíso existente em África fosse o melhor possível, não resultaram.
Que continues na busca do melhor para ti e para os teus. Que insistas na consolidação da felicidade junto dos mais queridos. São os nossos votos!

FOTOS (a partir de cima) Manuel Ferreira e esposa, minha mulher e eu, com as Berlengas no horizonte; mimha mulher, meu filho e Manuel Ferreira; Familiares e Amigos; Família feliz (faltam os descendentes, o André e o Tiago); Manuel Ferreira e Adília no castelo dos seus sonhos.

sábado, 15 de março de 2008

CARLOS CORREIA – FAZ HOJE ANOS

Carlos Alberto Carvalho Correia, o sócio número 1 da APAF-Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol nasceu neste mesmo dia e mês, mas no ano de 1947.

Conheço este meu bom Amigo desde a criação da nossa Associação de classe (1979) e as suas referências, através dos tempos, tem sido a bondade, gentileza e solidariedade entre outros valores que o classificam como uma pessoa de bem.

Como Árbitro foi um exemplo de seriedade, competência e vontade de servir a causa. Para além de ter andado nas provas distritais, também andou pelas competições nacionais, não só como Assistente, como também exercendo a função de Observador.

Aqui terei de contar um episódio que marca de forma acentuada o seu carácter, o seu senso, o seu entendimento pela assumpção das responsabilidades. Um dia falou comigo que ia deixar de ser Observador dado pertencer aos órgãos sociais da Associação, logo não queria cumprir funções que viessem a pôr em causa o seu desempenho, quer num lado quer noutro. Só uma pessoa sensata, honesta e sincera é que poderia proceder assim.
Carlos Correia para mim foi uma referência no dirigismo da arbitragem. Sério, puro, humilde e compreensivo foram méritos que sobressaíram da sua forte personalidade e que me marcaram profundamente enquanto Secretário-Geral da APAF. Nunca tive um dirigente com tamanha capacidade de entender os assuntos e resolvê-los em consonância com os deveres que competiam ao cargo que mais tempo desempenhou, o de Tesoureiro. Sempre prestável, sempre simpático, sempre responsável, pontual e assíduo, é, como já afirmei, um marco que muito abonou os mandatos que cumpriu, ininterruptamente, durante os 13 anos que trabalhou graciosamente quer na Direcção, quer no Conselho Fiscal. Obrigado, Carlos Correia, pelo que fizeste pela nossa Associação!

Como Amigo, só tenho que enaltecer o pouco do que já disse. Tenho o privilégio de conhecer os seus familiares mais próximos, gente fantástica, gente que me acolhe com muita simpatia e cordialidade, quando vou lá para as bandas das Caldas das Taipas e de Mem Martins. Não me esquecerei do convite que me fez, assim como à minha mulher e ao meu filho para partilharmos o casamento de sua filha, acontecimento muito característico num dia de felicidade e de alegria que resulta dum momento especial e único.

Carlos Correia, para ti e para os teus mais queridos, como tua esposa (Teresa), teus filhos (Susana e Ricardo), tua neta (Rita), tua mãe (Dª Maria do Céu), teus irmãos (Zinha e Augusto), teu cunhado (Cirilo) e para os restantes familiares e amigos desejo as maiores felicidades no dia de hoje e não só. Eu continuarei a admirar-te pelo que representas para todos nós!

FOTOS: Com a esposa e com o sócio-fundador nº 2 da APAF, o saudoso Carlos Alberto Soares Oliveira (Mouraria).

sexta-feira, 14 de março de 2008

OLIVAIS-DAMAIENSE E MUSGUEIRA-OLIVAIS, OS JOGOS QUE VI NO PASSADO DOMINGO




De manhã estive no campo Branca Lucas tendo assistido ao encontro distrital de Iniciados, 2ª Divisão, entre as equipas do Sport Lisboa e Olivais (fundado em 20.09.1934) e do Sport Futebol Damaiense (f. 1936), que os primeiros ganharam por 3-0.

Dupla de arbitragem: Nuno André Bernardes Lopes Pombo e Nuno Miguel Alves Nepomuceno.

Deparei-me com o meu Bom Amigo de longa data, dos anos 60, Joaquim Xavier da Silva, dos tempos de África.

À tarde voltaríamos a encontrar-nos no Estádio da Alta de Lisboa, e bem assim com o antigo árbitro Manuel Jesus Gonçalves, para presenciarmos o desafio do Recreativo Águias da Musgueira (f. 08.06.1963) e o Sport Lisboa e Olivais que contava para o distrital de Honra. Vitória dos primeiros por 1-0.

Equipa de arbitragem: Ricardo Jorge Antunes Baixinho (Árbitro), Paulo Alexandre Jesus Soares Justo e José Pedro Almeida Pires.

quinta-feira, 13 de março de 2008

GUINÉ-BISSAU AGRADECE

O Presidente da Comissão de Árbitragem da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, o meu bom Amigo Carlos Santos Nandinga (na foto), enviou-me um telefaxe a dar conta que recebeu valioso e útil material didáctico do seu homólogo da Confederação Brasileira de Futebol, Sérgio Corrêa da Silva, outro meu bom Amigo.
Vamos ajudar a Guiné-Bissau!

Foi este o meu apelo que, em Novembro último, divulguei neste blog depois de ter ido assistir ao jogo entre as selecções da Guiné-Bissau com a Serra Leoa. A propósito, devo dizer que recebi recentemente uma mensagem do Dr. António Teixeira, guineense de nascimento, mas residente em Brasília – com quem espero falar pessoalmente quando me deslocar agora a Porto Alegre – a dar conta que pretende também colaborar com o futebol do seu país.

Quanto à minha disponibilidade para continuar a colaborar com a arbitragem guineense direi que é total e voluntária, face ao trabalho sério, organizado e empenhado que estão a desenvolver. Estarei sempre ao vosso dispor!

O movimento de solidariedade para com a Guiné-Bissau não pára…

quarta-feira, 12 de março de 2008

OBSERVADORES DE ÁRBITROS DE FUTSAL – RANKING NACIONAL

A terceira tarefa está completa e o resultado apurado é o que se discrimina a seguir. A lista dos Observadores de Árbitros desta variante obedeceu aos seguintes critérios: Em apreciação o Quadro Nacional, desde quando se iniciou o processamento das classificações pela Federação Portuguesa de Futebol, isto é, em 2001/2002 até 2006/2007, logo estão em avaliação 6 temporadas. Somente contam os dez primeiros classificados em cada época. A pontuação atribuída é de 10 pontos para o primeiro, 9 para o segundo e assim sucessivamente. Também há que ter em consideração as classificações obtidas em cada período (citações). Registe-se que Alfredo Basílio foi o que mais primeiros lugares conquistou (2).

A classificação é a seguinte:

1º Alfredo Nunes Basílio, Lisboa, 34 pontos (5 citações: 1, 6, 6, 1, 7).
2º José Manuel Santos Fernandes, Leiria, 32 pontos (4 citações, 3, 2, 3, 4).
3º Manuel Carvalho Pires, Castelo Branco, 31 pontos (4 citações, 3, 1, 7, 2)
4º Carlos Fernando Vieira Martins, Lisboa, 24 pontos (5 citações, 9, 5, 2, 10, 5).
5º Ramiro Carlos Pessoa, Bragança, 23 pontos (6 citações, 10, 4, 9, 4, 7, 9).
6º Joaquim Cunha Gomes, Braga, 20 pontos (3 citações 7, 5, 1).
7º José Martins Antunes, Lisboa, 19 pontos (2, 2, 10).
8º Celso Marques Magalhães, Vila Real, 14 pontos (3 citações, 5, 9, 5).
9º Artur Manuel Francisco Fernandes, Santarém, 13 pontos (3 citações, 4, 8, 8).
10º Joaquim Vieira Martins, Porto, 12 pontos (3 citações, 7, 10, 4).
11º António Francisco Forneiro Rocha, Viana do Castelo, 11 pontos (2 citações, 1, 10).
12º António Jesus Freitas, Leiria, 10 pontos (1 citação, 1).
13º José Silva Tavares, Coimbra, 10 pontos (3 citações, 8, 9, 6).
14º José Eduardo Pereira Sequeira, Porto, 9 pontos (1 citação, 2).
15º Abílio José Januário Marques, Setúbal, 8 pontos (1 citação, 3).
16º António José Pincho Correia, Algarve, 8 pontos (1 citação, 3).
17º Joaquim António Reis Carvalho, Lisboa, 8 pontos (1 citação, 3).
18º Mário Alexandre Simões Faria, Aveiro, 7 pontos (1 citação, 4).
19º José Manuel Santos Janeiro, Setúbal, 6 pontos (1 citação, 5).
20º Alberto Batista Ferreira, Aveiro, 5 pontos (1 citação, 6).
21º Alexandre Manuel Tavares Pinto, Porto, 5 pontos (1 citação, 6)
22º Maria Gabriela Quaresma, Lisboa, 5 pontos (1 citação, 6).
23º José António Lourenço Tavares, Lisboa, 4 pontos (1 citação, 7).
24º António Maria Teixeira Leite, Porto, 3 pontos (1 citação, 8).
25º Fernando Manuel Marques Rodrigues, Aveiro, 3 pontos (1 citação, 8).
26º Guilherme Pereira Pascoal, Santarém, 3 pontos (1 citação, 8).
27º Henrique Ferreira Ramos, Porto, 2 pontos (1 citação, 9).
28º Artur Manuel Rocha Dias, Setúbal, 1 ponto (1 citação, 10).

terça-feira, 11 de março de 2008

A ARBITRAGEM ESTÁ DE LUTO NOVAMENTE


O nosso companheiro Lourival Dias Lima Filho, ex-árbitro brasileiro do Estado da Bahia, faleceu na noite de domingo passado, vítima de grave acidente quando o automóvel em que viajava capotou na estrada BR-110. Lima Filho tinha ido à cidade para coordenar um curso para árbitros que irão actuar na Copa do Caju, competição organizada pela Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb).

Baiano de nascimento, Nazaré das Farinhas viu-o nascer em 15 de Setembro de 1962. Era casado e pai de um filho. Actualmente vivia em Salvador. Por limite de idade licenciou-se no final de 2007, ano em que participou em 16 jogos, incluindo o São Paulo-Botafogo que decidiu o título brasileiro.

Iniciou a actividade em 1991 e a sua primeira intervenção com o emblema da Federação Baiana de Futebol verifica-se em 1995 (Mundo Novo, 1-Itaberaba,4). No ano seguinte dirigiu o seu primeiro jogo na série A do campeonato estadual entre as equipas Vitória-Camaçari, no estádio Manoel Barradas. Em 1997, pertence ao quadro da Confederação Brasileira de Futebol e inicia-se a arbitrar o América e o Atlético do Paraná, da série principal do Brasileirão. No ano de 2000, recebeu o Troféu Zuza Ferreira e foi premiado como melhor árbitro do Campeonato Baiano.

Expresso as mais profundas condolências pelo falecimento deste Amigo que gostava de saber estar na vida e os imensos amigos que tinha no desporto e não só, é a prova de que a amizade na arbitragem não é palavra vã.

NOTA: Informação prestada com a devida vénia do sítio da ANAF.