2009.08.26 – Neste dia e mês do longínquo ano de 1966, iniciei, juntamente com a minha mulher (Maria Júlia) e os companheiros Fernando Lima e Luís Serra e respectivas esposas (Carolina e Ermezinda) a comemoração da data em que eles partiram (em 1963) para as mais belas Ilhas Africanas, em serviço militar obrigatório.
Os convívios terminaram a partir do falecimento do nosso grande amigo e camarada Fernando Lima (28 de Outubro de 2000), o que nos causou um tremendo choque.
Luís e Ermezinda Serra, já tinham tentado voltar a juntar o “pessoal”, mas não foi possível por impossibilidade da Carolina Lima, o que verificou também este ano, razão porque avançámos com o convívio sem a sua agradável presença.
Agora, os dois casais, acompanhados do Rui Fernando, reuniram-se num restaurante da margem sul e o repasto foi o melhor possível claro, sem a companhia de tantos e tantos anos onde a alegria e a amizade nos juntava, pelos menos num dia, sempre em sítios diferentes…
Quer o saudoso Fernando Lima quer a Carolina foram recordados por todos nós (na foto, de 20 de Março de 1966, ainda solteiros).
Comemorámos, através dos tempos, este convívio, percorrendo muitas localidades e onde quer que nos encontrássemos o 26 de Agosto era para ser passado entre os três casais amigos e a respectiva prole…
Uma das noites, depois do habitual jantar assistimos na Fundação Gulbenkian, ao ar livre, uma peça teatral santomense, o tradicional Tchiloli (última imagem), acompanhados por outro casal amigo o José António Chagas e a esposa Maria de Lourdes. Foi um sucesso!
Para o ano vamos conseguir que a Carolina e os seus descendentes estejam connosco num dia que também é dela e deles!
Ver mais: http://albertohelder.blogspot.com/2008/07/ex-camaradas-de-armas-renem-se-em.html
Para o ano vamos conseguir que a Carolina e os seus descendentes estejam connosco num dia que também é dela e deles!
Ver mais: http://albertohelder.blogspot.com/2008/07/ex-camaradas-de-armas-renem-se-em.html .jpg)
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Cerca de 24 horas depois escalámos o Funchal (primeira foto), onde aproveitámos ir comer a Santo António uma espectacular espetada, que estava saborosíssima e os aditivos bem melhores…
Mas a coisa não correu bem, já que nos atrasámos e tivemos que regressar de táxi ao cais e, quando lá chegámos, o barco já estava a fazer as manobras de desatracação, mas lá conseguimos reembarcar. Mas no dia seguinte fomos chamados ao oficial de dia e levámos não só com o correspondente raspanete do reboliço que provocámos como o facto de andarmos desfardados… Malta nova é tramada!
A vida a bordo foi fantástica (sempre à civil), pois como não íamos em contingente militar, fazíamos vida de lorde, com idas à piscina, banhos de sol, excelente comida servida a tempo e horas, muito descanso, ver os peixes voadores a acompanharem o andamento do barco, animação, principalmente à noite, enfim, mais parecia um cruzeiro para gente jovem…
Como tinha alguma queda para o ténis de mesa, devo dizer que comecei a jogar na classe onde viajava e terminei na primeira classe defrontando a oficialidade. Nem sei quantas bolas de celulóide ficaram no Oceano Atlântico!
O Império também serviu para transportar grandes quantidades de tropas portuguesas para outros portos. Pertencia à CCN-Companhia Colonial de Navegação e foi construído em 1948 e abatido em 1974. Em viagem normal albergava 799 passageiros.
Chegámos ao largo de São Tomé na madrugada de 15 de Junho. Desembarquei para uma lancha que me levou até terra firme, no cais da Baía Ana Chaves.
Logo encontrei à porta de armas do quartel da Polícia Militar, de serviço, o meu bom e saudoso amigo Manuel Almeida – brincámos desde miúdos e crescemos no Jardim do Príncipe Real (Lisboa), e perguntei-lhe o que fazia ali. Logo respondeu-me “que estava a tomar conta daquilo…” Bom companheiro que cedo se foi embora. Não resistiu a um cancro.
E pronto, este é o relato da minha ida, cuja viagem poderei considerar como uma experiência agradável a todos os títulos, perante a adversidade ter que estar dois anos fora dos meus e do meu ambiente. O que já não se poderá dizer do retorno a Lisboa, que, no navio Niassa, foi para esquecer, tão mal tratados fomos, mesmo abaixo de cão! 
Em Novembro de 1977, nasceu, então o órgão informativo baptizado com o já mencionado título, da responsabilidade do Secretariado, do qual eu fazia parte, elaborado à máquina de escrever e reproduzido em fotocopiadora.

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