
Orlando Valadão Chagas foi nomeado Director-geral dos Desportos e a revista saudava-o augurando-lhe as maiores felicidades, mas, ao mesmo tempo, confiava na sua comprovada competência na valorização da causa que devotadamente serve…

Na rubrica Um Árbitro estrangeiro de mês a mês fazia-se referência àquele que foi considerado um dos melhores do mundo, o inglês Reginald James Leafe (n. 15.12.1914) presente nos mundiais de 1950-Brasil e 1958-Suécia.

No curiosíssimo título Respingando, Henrique Silva, de Lisboa, apresenta do jornal El Gráfico, de Buenos Aires, algumas considerações que, pela sua oportunidade, vale a pena dar a conhecer algumas delas. A saber:
-A bola de futebol não tem o seu monumento, mas cada estádio é um monumento à bola de futebol.
-Quando um jogo termina empatado zero a zero, todos supõem que ninguém perdeu, quando afinal todos perderam… a tarde.
-A vaidade é pior que o álcool: há desportistas que com um copo se embebedam.
-Ciência do futebol: conseguir que a bola faça tudo o que não pode fazer o jogador e que o jogador faça somente o que a bola não pode fazer.
-O Árbitro é essa rara personalidade obrigada a proceder bem cada vez que um jogador procede mal.
-Em plena temporada um domingo sem futebol é uma semana sem domingo.
-Um golo consegue-se quando o atacante aproveita a oportunidade de o fazer e o guarda-redes perde a oportunidade de o evitar.
-Alguns jogadores de futebol praticam a equitação a pé.
O antigo Árbitro Álvaro Santos, de Coimbra, assina um artigo na A Voz Desportiva, em que exorta os Árbitros de bancada a dirigirem um jogo de futebol e quem sabe se singrarão na carreira e chegam ao topo desejado.

Joaquim Campos continua a dar conta da sua presença no mundial 1958-Suécia. Nesta edição aborda a idade adiantada da maioria dos Árbitros, lei da vantagem, diagonal e o desejável entendimento na equipa de arbitragem.
Diogo Manso, de Braga, envia um trabalho onde se lamenta que somente foi escolhido um elemento daquele distrito para os quadros nacionais.
Vicente António Caballero, correspondente em Espanha, destaca a excelente actuação do trio português (Joaquim Campos, Eduardo Gouveia e Hermínio Soares), no Espanha-Irlanda, que mereceu elogios de toda a gente e da imprensa.

Nas páginas centrais, Alberto Carmo Lourenço, de Nampula, expõe o seu ponto de vista quanto às entradas e saídas dos jogadores do rectângulo de jogo, sem autorização do Árbitro.

Setúbal procede-se a angariação de fundos destinados a Aureliano Fernandes e deu nota da tomada de posse do novo presidente, Alfredo Pedrosa.
Aveiro marcou as quartas-feiras para reuniões com os filiados, sendo obrigatória a presença daqueles que moram na área da Cidade e facultativa aos que domiciliados em localidades distantes a mais de 10 quilómetros.
A Comissão Central emite comunicado com três pontos, dos quais se destaca o voto de pesar pelo falecimento do Dr. João Tavares da Silva (o segundo Árbitro FIFA português).

Isidro Fragoso, Árbitro de Santarém, face à situação vivida pelo companheiro Aureliano, preconiza a criação do Fundo de Solidariedade ou Cofre para acudir a todos aqueles que venham a ser vítimas de agressões ou desastres quando nomeados para exercerem a função. Entretanto, a quantia recolhida para este fim soma 4.589$00.

Nas Apitadelas, aparece uma opinião um tanto controversa: o fora-de-jogo deveria ser assinalado no momento em que o jogador recebe a bola. Realça a Campanha de Disciplina da Associação de Futebol de Lisboa que já reduziu imenso a lista dos castigos. É que uma medalha de ouro não é nada de desprezar! Os Fiscais de Linha (leia-se Árbitros Assistentes) que acompanham os Árbitros dos quadros nacionais estão descontentes por não arbitrarem jogos distritais, logo sem hipótese de se candidatarem a Árbitro do referido escalão, como seria justo e humano.

A Federação Portuguesa de Futebol emite a tabela de Transportes e Prémios de Arbitragem para a época 1958/1959, documento que se divulga e merece, hoje, uma cuidada análise.
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