quinta-feira, 2 de setembro de 2021

TANTO SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS, PARA ISTO?

 

Foi preciso chegar aos 79 anos de idade para assistir a mais uma ultrajante displicência aos combatentes do Ultramar!

Hoje, dia 2  de setembro, por volta das 13 horas, tive que me deslocar a Belém, ao Monumento a eles dedicado, para conferir algumas situações que não estão ainda claras no trabalho que estou a desenvolver, o qual é relacionado com a brutal invasão que se verificou no Estado da Índia, em dezembro de 1961, e a sensação que senti, quando vi que as lápides que lá se encontram com milhares de nomes de camaradas de armas que deram a vida pela pátria, estavam sós, abandonadas, foi um autêntico choque emocional, tudo isto por:

A GUARDA DE HONRA, AQUELA QUE GARANTE PRESENÇA, DIGNIDADE E RESPEITO NÃO ESTAVA LÁ E AS 2 GUARITAS FECHADAS A SETE CHAVES!

Pasme-se! Tal situação é uma tremenda injustiça, qual falta de sentido de responsabilidade e consideração por aqueles portugueses que, lá longe e fora do ambiente familiar, já não regressaram a casa!

O mais impressionante e lamentável é saber a razão porque é que não existe guarda de honra!

O espaço que as sentinelas ocupam no Museu do Combatente, logo ali ao lado, durante o dia em que estão ali de serviço, está (ou vai estar) em obras. E só!

Um esquisito e inacreditável absurdo, pois poderiam continuar, sem desfalecimentos e com vigor e energia, a fazer o que deve ser feito diariamente: prestar a devida e honrosa homenagem aos seus camaradas de armas que morreram no Ultramar, pois haveria espaço para estarem num atrelado, numa tenda, num lugar digno e seguro de que bem merecem.

Assim, não! Há obras, acaba-se de imediato as guardas de honra!!!..

Sem mais delongas, quem decidiu tal aberração jamais tem (ou teve) sensibilidade para tratar de assuntos que nunca viveu ou sentiu, considerando a questão de somenos, já que, para tal personalidade, actua mal e muito grave, pois não devia sequer pensar: “deixa andar que ninguém nota”…

Estou triste e muito aborrecido e zangado com aquilo que vi!

E o que dizem os milhares de turistas (estrangeiros e portugueses) que visitam aquela zona de excelência?


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